Biblioteca Apostólica Vaticana

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Biblioteca Apostólica Vaticana
 
Bibliotheca Apostolica Vaticana
Imagem de Biblioteca Apostólica Vaticana
Nomeação de Bartolomeo Platina para prefeito da Biblioteca do Vaticano pelo Papa Sisto IV, fresco de Melozzo da Forlì, c. 1477 (Museus do Vaticano).
Ereção Canônica: 1450
Bibliotecário: Dom Jean-Louis Bruguès, O.P.


Emérito: Cardeal Raffaele Farina, SDB
Santa Sé · Igreja Católica
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A Biblioteca Apostólica Vaticana é a mais antiga biblioteca da Europa, mesmo não sendo a primeira biblioteca papal. Foi o primeiro núcleo de coleções pontifícias (religiosas), a Biblioteca do Vaticano é uma biblioteca de pesquisa para história, direito, filosofia, ciência e teologia. A Biblioteca do Vaticano está aberta a qualquer pessoa que possa documentar suas qualificações e necessidades de pesquisa. As fotocópias para estudo privado de páginas de livros publicados entre 1801 e 1990 podem ser solicitadas pessoalmente ou por correio.

Em março de 2014, a Biblioteca do Vaticano iniciou um projeto inicial de quatro anos de digitalização sua coleção de manuscritos, para disponibilizar online.

Os Arquivos secretos do Vaticano foram separados da biblioteca no início do século XVII; eles contêm mais 150.000 itens.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada por Nicolau V em 1450, com a herança das velhas bibliotecas dos Papas.

Em 1475, seu sucessor, Sisto IV, fiel ao espírito renascentista, decidiu permitir o acesso dos eruditos aos 2.524 textos santos e profanos ali reunidos. No começo, a biblioteca teve um caráter especial: era composta por Bíblias e trabalhos teológicos, mas especializou-se depois em trabalhos seculares, sobretudo, os clássicos em grego e em latim.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Atualmente possui mais de 8,3 mil incunábulos (livros impressos nos primórdios da imprensa, por volta do século XV, 150 milhares de códices manuscritos, 100 milhares de gravuras e desenhos, 300 milhares de moedas e medalhas e quase 20 milhares de objetos de valor artístico).

Alguns dos principais assuntos cobertos por essa biblioteca são: ciência, arte, Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica. Ciência, porque foi criada sob o influxo do Iluminismo, reunindo o entusiasmo dos eruditos pela arqueologia, com a nova consciência da história desenvolvida no século XVIII. Arte, pois incluía não apenas livros, mas também curiosidades e objetos de interesse artístico e científico. Por fim, religião, devido a participação dos Papas, com suas coleções particulares.

A estrutura das coleções é dividida por língua (grego e latim). Todos os manuscritos, nas várias coleções, são limitados em códices sequencialmente numerados. Um artigo em um codex é identificado corretamente pelo nome da coleção apropriada, da língua, do número e da folha ocupado pelo artigo.

Os bibliotecários eram frequentemente homens cultos, estudiosos e de formação humanística, a exemplo de vários Papas e monges.

Foi desenvolvido por cientistas norte-americanos um grandioso e complexo projeto de microfilmagem dos tesouros bibliográficos da Biblioteca Vaticana, sobretudo dos manuscritos. Tal trabalho possibilita aos interessados, cópias em microfilme dessas fontes históricas de informação, poupando-os de uma viagem a Roma; porém, há necessidade de se verificar primeiramente, a atualização das obras nas coleções.

Há também um sistema de identificação RFID, com chips, que visa reduzir os riscos de roubos e facilitar os trabalhos diários na biblioteca, como a revisão das salas, a organização dos livros nas estantes e a classificação de 1,7 milhão de obras.

Arquitetura e arte[editar | editar código-fonte]

Na Sala di Consultazione ou na sala de referência principal da Biblioteca do Vaticano, aparece uma estátua de Santo Tomás de Aquino (c. 1910), esculpida por Cesare Aureli. Uma segunda versão desta estátua (c. 1930) fica sob a entrada pórtico da Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, Angelicum. [nota 1][2]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Esta escultura é descrita nas seguintes palavras: "S. Tommaso seduto, nella sinistra tiene il libro della Summa theologica, mentre stende la destra in atto di proteggere la scienza cristiana. Quindi non siede sulla cattedra di dottore, ma sul trono di sovrano protettore; stende il braccio a rassicurare, non a dimostrare. Ha in testa il dottorale berretto, e conservando il suo tipo tradizionale, rivela nel volto e nell'atteggiamento l'uomo profondamente dotto. L'autore non ha avuto da ispirarsi in altr'opera che esistesse sul soggetto, quindi ha dovuto, può dirsi, creare questo tipo, ed è riuscito originale e felice nella sua creazione."[1]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Hendrix, John (2003). History and culture in Italy. [S.l.]: University Presss of America. ISBN 9780761826286. Consultado em 9 de Setembro de 2012 
  2. Vaticano, Biblioteca Apostolica (1893). Nel giubileo episcopale di Leone XIII. omaggio della Biblioteca vaticana XIX febbraio anno MDCCCXCIII. [S.l.: s.n.] Consultado em 9 de Setembro de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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