Bienal Internacional de Curitiba

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Bienal Internacional de Curitiba
Curitiba,  Brasil
Estilo:
Arte Contemporânea
Primeira edição:
1993
Site Oficial:
http://bienaldecuritiba.com.br/

A Bienal Internacional de Curitiba é um evento internacional de arte contemporânea, realizado desde 1993 no Paraná em Curitiba[1][2]

Considerada o maior evento de arte contemporânea do sul do Brasil [3], cada edição contempla um tema específico e reúne centenas de artistas em espaços que não se restringem a museus, centros culturais e galerias. Nomes icônicos, de grande visibilidade internacional, como Marina Abramovic, Bruce Nauman, Dan Flavin, Louise Bourgeois, Julio Le Parc, Ai Weiwei, entre outros, já passaram pela mostra, assim como artistas emergentes. Em sua programação constam cinco circuitos: Circuito de Museus, Circuito de Galerias, Circuito de Ateliês, Circuito Integrado, Circuito Universitáro (CUBIC), além do Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba e Curitiba Literária da Bienal Internacional de Curitiba.

História[editar | editar código-fonte]

O projeto foi concebido em 1993, e na época levava o nome de Mostra VentoSul. Com curadoria de Miguel Briante e Ticio Escobar, logo em sua primeira edição, realizada após três anos de trabalho e aperfeiçoamento, surgiu como uma das principais mostras de arte sul-americana [4], prevendo a participação de alguns dos artistas mais expressivos da contemporaneidade. Em 1994, Miguel Briante, fundador da Bienal, foi responsável pela curadoria no Palácio Itamaraty em Brasília. A época, Briante era diretor do Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires, Argentina.
Na edição de 1995, foram incluídos artistas do Uruguai e do Chile, com curadoria geral de Ticio Escobar; curador adjunto: Osvaldo Salerno; curadores do Brasil: Fernando Cocchiarale, Adalice Araújo; da Argentina: Laura Buccellato; do Paraguai: Ticio Escobar; do Uruguai: Alicia Haber; e Chile: Nelly Richard.
O marco da edição de 1997 foi a itinerância com obras que seguiram para grandes centros culturais como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) e o Centro Cultural Recoleta (Buenos Aires).
A partir de 2007, teve abrangência latino-americana e contou, nessa edição, com a participação de artistas de sete países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Paraguai. O tema definido pelos curadores Fernando Cocchiarale, Fábio Magalhães e Ticio Escobar, foi Narrativas Contemporâneas.

Da esquerda para a direita: Miguel Briante - Curador Fundador da 1ª Bienal de Curitiba (1993/1994); Osvaldo Salerno - Curador Adjunto da 1ª Bienal de Curitiba; Ticio Escobar - Curador da Bienal de Curitiba na 1ª Edição da Bienal; Secretário da Cultura e Turismo do Estado do Paraná - Luiz Ernesto Meyer Pereira; Senhora Sônia Regina Reis Costa - Assessora de Assuntos Internacionais, MINC; Embaixador Fernando Guimarães Reis - Subsecretário-geral de Assuntos Políticos, de MRE; Ministro da Cultura do Governo do Brasil Senhor Luiz Roberto do Nascimento Silva
Solenidade de abertura da 1° Bienal de Curitiba, Palácio Itamaraty - Brasília/1994. Da esquerda para a direita:  - Miguel Briante - Curador Fundador da 1ª Bienal Internacional de Curitiba - 1993  - Osvaldo Salerno - Curador Adjunto da 1ª Bienal Internacional de Curitiba - 1993 - Ticio Escobar - Curador da 1ª Bienal Internacional de Curitiba - 1993 - Luiz Ernesto Meyer Pereira - Secretário da Cultura e Turismo do Estado do Paraná - Senhora Sônia Regina Reis Costa - Assessora de Assuntos Internacionais - Ministério da Cultura - MINC. - Embaixador Fernando Guimarães Reis - Subsecretário-geral de Assuntos Políticos do Ministério de Relações Exteriores - MRE. - Ministro da Cultura do Governo Brasileiro - Luiz Roberto do Nascimento e Silva. 

Em 2009 o título da edição da mostra foi Água Grande: os mapas alterados. A mostra reuniu obras de artistas de diferentes partes do planeta, também trabalhando com o conceito do deslocamento. Contou com a curadoria geral de Leonor Amarante e Ticio Escobar e curadores convidados: Fernando Castro Flórez, Tereza de Arruda, Newton Goto e Khaled Sabsabi

A edição de 2011 foi desenvolvida sobre o título "Além da Crise" com curadoria de Alfons Hug. Contou com a participação de artistas dos cinco continentes [5], com uma programação que durou sete meses, incluindo palestras, mesas-redondas, exposições, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances, interferências urbanas e residência artística nos principais espaços culturais de Curitiba.
Consagrando-se como o evento cultural mais importante realizado, no Brasil, naquele ano [6]. Em 2013, completou 20 anos e recebeu mais de 1 milhão de visitas [7]. Com a ideia de propor uma revisão no formato das bienais, deixaram de lado a tradicional opção por um tema e um título, focando-se na escolha de obras que representavam uma experiência estética significativa. Ganhou destaque, nesse ano, projetos educativos com a participação de alunos e professores da rede de ensino público e privado
Em 2015, a Bienal, sob a temática Luz do Mundo, teve curadoria geral de Teixeira Coelho [8] e homenageou o artista Julio Le Parc.

Edições Recentes[editar | editar código-fonte]

Luz do Mundo (2015)[editar | editar código-fonte]

Artista homenageado
Julio Le Parc

A Bienal Internacional de Curitiba completou 22 anos em 2015 priorizando a arte que vai para as ruas, com ações que não se restringem aos museus, centros culturais e galerias, mas que ganham o espaço urbano. A edição de 2015 da Bienal Internacional de Curitiba tem como título curatorial "Luz do mundo" e homenageia o artista Julio Le Parc com curadoria geral de Teixeira Coelho. O título da edição de 2015 da Bienal Internacional de Curitiba foi extraído do romance epônimo do autor islandês Halldór Laxness, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1955, além disso no ano de 2015 a UNESCO declarou o ano da luz, que marca os setenta anos da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki.

A Bienal Luz do Mundo, trabalha também com a proposta do Educativo que é voltado para a interlocução entre a proposta curatorial “Luz do Mundo” e a visitação do público, promovendo ações educativas como conversas, oficinas e visitas mediadas. Com visitas guiadas, propõe-se a abrir espaço para o espectador se manifestar diante do que vê e sente. A equipe é formada por estudantes e profissionais de diversas áreas relacionadas à arte, cultura e comunicação, buscando o heterogêneo, a diversidade no pensar. Também participam da bienal Yumi Kori, Shirin Neshat, Eliane Prolik, Doug Wheeler, Helga Griffiths, Carlo Bernardini, Lars Nilsson, Anthony McCall, Davide Boriani, Odires Mlàszho, Bill Viola, Iván Navarro, além de obras de artistas dos cinco continentes em mais de 100 espaços da cidade[9].

Bienal Internacional de Curitiba (2013)[editar | editar código-fonte]

Em comemoração aos 20 anos de Bienal em Curitiba, os curadores focaram na escolha de obras que puderam representar uma experiência estética significativa para a cidade, abrindo mais espaço para a arte urbana e performances artísticas, atores cada vez
mais presentes no cenário internacional e que se oferecem a um contato direto e imediato com os usuários da cidade. Foi durante
esta edição, também, que o signo ‘X’ foi adotado, fazendo referência à eliminação da crítica moderna, além de representar uma bobina movida pelo vento, ágil e lúdica.[10] Além disso, o signo "XX" não se refere apenas ao número romano que contabiliza os 20 anos da bienal, também pode estar associado ao signo nuclear da estética da cestaria protoamazônica tupi guarani, de três mil anos a.C. e que ainda é realizada mesmo em culturas guaranis: dispostos um ao lado do outro, em uma sequência ao redor do cesto, o X cria triângulos e losangos: os elementos básicos da iconografia tupi guarani.
A curadoria geral de Teixeira Coelho e curador assistente Luiz Carlos Brugnera, enfatizou a arte publica, com intervenções urbanas por toda a cidade. Contou com a participação de artistas como David Svensson, Gunilla Klingberg, Regina Silveira, Eder Santos entre outros. Curadores convidados: Stephanie Dahn Batista, Fernando Ribeiro, Ricardo Corona, Maria Amelia Bulhões, Tom Lisboa e prêmio jovens curadores: Debora Santiago, Camila Nunes, Renan Araujo. Também ganhou destaque o projeto educativo com a participação de professores e alunos da rede de ensino público e privado com a curadoria de Luciano Buchmann.

Além da crise (2011)[editar | editar código-fonte]

O conceito curatorial desta edição da Bienal foi Além da Crise. Esta edição também recebeu o prêmio destaque da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) 2011 [11]. A mostra contou com obras de artistas de cinco continentes, com uma programação que durou sete meses, incluindo palestras, mesas-redondas, exposições, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances, interferências urbanas e residência artística nos principais espaços culturais de Curitiba. Curadoria de Alfons Hug, co-curadores: Paz Guevara, Adriana Almada, curadores convidados: Alberto Saraiva, Artur Freitas, Eliane Prolik, Simone Landal e curadoria do projeto educativo: Denise Bandeira, Sônia Tramujas.[12]

Água Grande: Os Mapas Alterados (2009)[editar | editar código-fonte]

O título desta edição da mostra foi Água Grande: os mapas alterados, fazendo referência ao termo guarani “Y guasú”, homônimo do rio que nasce em Curitiba e segue em direção às suas grandes quedas na tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil. Um dos fios condutores dessa edição da mostra foi a água, que hoje é abordada como centro dos debates geopolíticos contemporâneo. A mostra reuniu obras de artistas de diferentes partes do planeta, também trabalhando com o deslocamento, conceituado por Gilles Deleuze e Félix Guattari [13] e seguiu em 39 diferentes espaços da cidade.

Narrativas Contemporâneas (2007)[editar | editar código-fonte]

Museu Oscar Niemeyer
Espaço da Bienal

Esta edição contou com exposições no Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MACPR, Casa Andrade Muricy, Memorial de Curitiba, Praça Osório e Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná. Em cada um dos espaços, diferentes aspectos das Narrativas Contemporâneas puderam ser observados, através de criteriosas montagens preparadas pelos curadores. Também nas ruas e praças da cidade, o resultado da Mostra VentoSul pôde ser conferido através de performances, interferências e exposições.[14]

Mostra[editar | editar código-fonte]

A Mostra da Bienal Internacional de Curitiba 2015 - Luz do Mundo, teve como responsável pelo conceito curatorial Teixeira Coelho que realizou curadoria nos espaços: Museu Oscar Niemeyer, Espaço Cultural BRDE Palacete dos Leões , Pátio Batel, Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná. O curador convidado foi Jamil Le Parc que atuou em conjunto com Teixeira Coelho na curadoria das obras da exposição de Julio Le Parc no Museu Oscar Niemeyer (MON) A Bienal contou como curadores convidados: Leonor Amarante no Centro Cultural Sistema Fiep - SESI Cultura; Tereza de Arruda presente como curadora convidada na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz; Fernando Ribeiro, curador convidado responsável pela programação de performance; e Daniel Rangel no Museu Municipal de Arte.

Circuitos[editar | editar código-fonte]

Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC)

Com o intuito de expandir e consolidar seus vínculos locais, a Bienal apoia a realização de cinco circuitos.
O Circuito de Museus tem mostras organizadas pelas instituições, dialogando com o conceito da Bienal.
O Circuito de Galerias conta com programações especiais nas principais galerias de arte contemporânea da cidade.
O Circuito integrado conta com espaços culturais diversos da cidade.
Já o Circuito de Ateliês coloca o público em contato com a produção dos artistas locais em seu ambiente de trabalho.
O Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba – CUBIC, promove debates, reflexões e expõe obras de artistas universitários, oferecendo um prêmio para a melhor obra, que neste ano será uma residência artística na Cité Internationale Universitaire de Paris.
A programação do Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba conta com exibição de filmes nacionais e internacionais e uma mostra universitária competitiva.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]