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Bienal Internacional de Quadrinhos

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Bienal Internacional de Quadrinhos foi um evento brasileiro dedicado às histórias em quadrinhos, realizado em 1991, 1993 e 1997.

A primeira edição da Bienal ocorreu entre 7 e 17 de novembro de 1991. O evento, organizado pela empresa Ayuri Editorial, contando também como apoio da Devir e Gibiteria Bárbaras Magias ocorreu em dezesseis lugares do Rio de Janeiro, sendo que os principais eventos foram realizados na Fundição Progresso, Casa França-Brasil, MAM, Casa de Rui Barbosa e Centro Cultural Banco do Brasil. O evento também contou com a presença de artistas internacionais como Will Eisner, Moebius e Sergio Bonelli. O evento recebeu 400 mil visitantes.[1][2][3]

A segunda edição da Bienal ocorreu novamente no Rio de Janeiro, entre 11 e 21 de novembro. O evento ocorreu em doze lugares da cidade e teve recorde de público. Ao término do evento, já havia a previsão da terceira edição em 1995, novamente no Rio, mas ela acabou não se concretizando por falta de patrocínio, tendo sido realizada apenas em outubro de 1997, dessa vez em Belo Horizonte. Essa foi a última edição da Bienal, que veio a ser substituída pelo Festival Internacional de Quadrinhos a partir de 1999.[4][5][6][7]

As três edições da Bienal Internacional de Quadrinhos receberam o prêmio de "Grande contribuição" no Troféu HQ Mix, respectivamente em 1992, 1994 e 1998.[8]

Prêmio da Bienal Internacional de Quadrinhos

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Durante o evento, era realizada uma premiação.


Primeira edição (1991)

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Categoria Vencedores[9][10]
Prêmio Ecologia 1º lugar: Acomodados!! Acomodados!! de Marcello Quintanilha[11]
2º Lugar: O Antticorpo de Cesar Lobo e Matilda Novak[10]
3º Lugar: Lua de sangue de Ofeliano de Almeida[10]
Fanzine Matrix, coeditado por Gazy Andraus[12][13]
Jovem Talento 1º lugar: sem titulo de Kyoko Yamashita[9]
1º lugar: Crônica de Rogério Vilela e Pergaminho[14][9]
2º lugar: Era Dominho de Paulo Federal e Marcos Freitas[9]
Melhor História do Biênio Transubstanciação de Lourenço Mutarelli[15]
Grande Prêmio Internacional Moebius[16]


Segunda edição (1993)

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Categoria Vencedores[17]
Cidade do Rio Joe Kubert
Bienal HQ 93 Avenida Paulista de Luiz Gê
Direito à cidade 1º lugar: Ciudad Vieja de Guazzelli

2º lugar: 3 Minutos de Linha de Marcello Quintanilha
3º lugar: Onde Está Carelli de Caco

Jovem talento 1º lugar: Antítese do Corpo de Walter Jr., Carlos Ferreira e Armando Kaminski

2º lugar: Lucy de Sebastião Gonçalves
3º lugar: Vida Siamesa de Piti
4º lugar: Os Lambão de Judas

Melhor conjunto da obra Phillipe Gebara Neto
Melhor roteiro Confissões de Fátima Bosch e Fernando Triste

Protótipo do FIQ

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A terceira edição da Bienal ocorreu em Belo Horizonte, com uma programação de exposições e debates dividida entre a Serraria Souza Pinto e o Centro Cultural da UFMG, e foi um protótipo do que mais tarde viria a ser o Festival Internacional de Quadrinhos. [18]

O cartaz da 3a Bienal foi desenhado pelo americano Joe Kubert e o convidado homenageado do evento foi o cartunista mineiro Ziraldo. O quadrinista americano Will Eisner também deu uma palestra no Espaço Luminis como parte dos eventos da Bienal. Os cartunistas franceses presentes no evento (Jano, Frank Margerin, etc) também fizeram uma apresentação musical na Serraria Souza Pinto.

Referências

  1. de Campos, Rogério (21 de outubro de 1991). Ilustrada. «Bienal de HQ quer ser a maior do mundo». Folha de S. Paulo: 5 
  2. Rogério de Campos (7 de novembro de 1991). «1ª Bienal de Quadrinhos do Rio abre hoje e já é a maior do mundo». Folha de S.Paulo: 5 (Ilustrada) 
  3. «Bienal termina com 400 mil visitantes». Folha de S.Paulo: 5 (Ilustrada). 18 de novembro de 1991 
  4. Plínio Fraga (11 de novembro de 1993). «Lançamentos animam Bienal de Quadrinhos». Folha de S.Paulo: 5 (Teen) 
  5. Gabriel Bastos Junior (18 de novembro de 1993). «Bienal tem recorde de público no Rio». Folha de S.Paulo: 5 (Teen) 
  6. Carlos Henrique Santiago (3 de novembro de 1997). «Bienal Internacional passa a ser itinerante». Folha de S. Paulo 
  7. «BH sedia 5º Festival Internacional de Quadrinhos, MG». Revista Raiz. 2007 
  8. «Portal oficial do Trofeu HQ Mix»  «Arquivo no WebCite» 
  9. a b c d I Bienal Internacional de Quadrinhos. Rio de Janeiro: Prefeitura do Rio de Janeiro. 1991 
  10. a b c «Uma bienal que não estava no gibi». Revista de Comunicação (7): 8-13; 29. Dezembro de 1991 
  11. «Referência internacional em HQs, niteroiense Marcello Quintanilha prepara novo livro». O Globo. 3 de março de 2015. Consultado em 17 de agosto de 2025 
  12. Os quadrinhos poético-filosóficos de Gazy Andraus: Provocações de uma visão crítica, espiritual e afirmativa da vida
  13. «Fumettodanteca, por Gazy Andraus». marcadefantasia.com. Consultado em 25 de agosto de 2025 
  14. «Bigorna.net: Biografias: Rogério Vilela». www.bigorna.net. Consultado em 17 de agosto de 2025 
  15. Gusman, Sidney (1 de dezembro de 2001). «Lourenço Mutarelli (re)lança Transubstanciação, dia 10 de maio,brem São Paulo». UNIVERSO HQ. Consultado em 25 de agosto de 2025 
  16. Revista ABIGRAF. [S.l.]: Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo. 1998. Consultado em 25 de agosto de 2025 
  17. Moya, Álvaro (novembro de 1993). «Bienal de quadrinhos agitou o Rio de Janeiro». Abigraf. Revista Abigraf: 60-64 
  18. Notícias, Arquivado sob; Cultural, Política (16 de outubro de 2017). «20 anos de Bienal Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte». Nação HQ. Consultado em 15 de agosto de 2022