Big Little Book

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Big Little Book de John Carter.

Big Little Book é um livro em formato compacto de capa dura, o livro intercala páginas com textos em prosa, com páginas de ilustrações legendadas.

O primeiro Big Little Book foi The Adventures of Dick Tracy publicado em Dezembro de 1932 pela Whitman Publishing Company de Racine, Wisconsin. Outras editoras, como a Saalfield, usaram este formato após Whitman ter alcançado sucesso com seus primeiros títulos, cada livro custava 10 ¢ (mais tarde 15 ¢).

Formato[editar | editar código-fonte]

Um Big Little Book normalmente possuía 9,2 cm de largura e 11,43 centimetros de altura, contendo 212 ou 432 páginas e espessura aproximada de 3,81 centimetros. O design interior do livro geralmente possuía páginas inteiras de ilustrações em preto e branco do lado direito, de frente para as páginas de texto à esquerda.

As histórias eram muitas vezes relacionados com programas de rádio (O Sombra), tiras de jornal (The Gumps), livros infantis (Uncle Wiggily) romances (John Carter) e filmes (Bambi). Mais tarde os livros passaram a ter ilustrações coloridas.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1930, a editora de histórias em quadrinhos "Grandes Consórcio de Suplementos Nacionais" de Adolfo Aizen, lançou a "Biblioteca Mirim" (título de uma revista publicada pela editora), logo o formato foi copiado pelo jornal O Globo de Roberto Marinho, que lançou a "Coleção Gibi"[1] , os Big Little Books ficaram conhecidos como "tijolinhos".[2]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

O filme "Estrada para Perdição (2002) de Sam Mendes mostra um rapaz lendo um Big Little Book do Lone Ranger, no entanto, essa cena é anacrônica, uma vez que o filme se passa em 1931, um ano antes do primeiro Big Little Book e dois anos antes de Lone Ranger estrear num programa de rádio[3] .

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Gonçalo Junior. A guerra dos gibis: a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964, 2004. Companhia das Letras ISBN 8535905820
  2. Athos Eichler Cardoso. A Idade de Ouro dos Quadrinhos no Brasil1. Universidade de Brasília/Intercom.
  3. Estrada para a Perdição. Falha Nossa.Com.
Bibliografia
  • William H. Young, Nancy K. Young. The 1930s. [S.l.]: Greenwood Publishing Group, 2002. 9780313316029

Ligações externas[editar | editar código-fonte]