Black Mirror

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Black Mirror é uma série em exibição.
As informações podem mudar rapidamente. Editado pela última vez em 2 de junho de 2017.
Black Mirror
Informação geral
Formato Série
Gênero Ficção científica
Sátira
Drama psicológico
Duração 44–89 minutos
Criador(es) Charlie Brooker
País de origem  Reino Unido
Idioma original Inglês
Produção
Produtor(es) Barney Reisz
Produtor(es) executivo(s) Charlie Brooker
Annabel Jones
Distribuída por Endemol UK
Empresa(s) de produção Zeppotron (2011–2013)
House of Tomorrow (2014–presente)
Exibição
Emissora de televisão original Channel 4 (2011–2014)
Netflix (2016–presente)
Formato de exibição HDTV 1080i
Formato de áudio Dolby Digital 2.0
Transmissão original 4 de dezembro de 2011 (2011-12-04) – presente
N.º de temporadas 3
N.º de episódios 13 (lista de episódios)

Black Mirror é uma série de televisão britânica antológica de ficção científica criada por Charlie Brooker e centrada em temas obscuros e satíricos que examinam a sociedade moderna, particularmente a respeito das consequências imprevistas das novas tecnologias.[1] Os episódios são trabalhos autônomos, que geralmente se passam em um presente alternativo ou em um futuro próximo. A série foi transmitida pela primeira vez na emissora Channel 4, no Reino Unido, em 2011. Em setembro de 2015, a Netflix encomendou uma terceira temporada, contendo 12 episódios.[2] No entanto, os episódios encomendados foram divididos em duas temporadas de seis episódios; a terceira temporada foi lançada na Netflix em 21 de outubro de 2016.

Sobre o conteúdo e a estrutura da série, Charlie Brooker disse que "cada episódio tem um elenco diferente, um cenário diferente, até mesmo uma realidade diferente, mas todos se tratam da forma que vivemos agora — e da forma que podemos estar vivendo daqui a 10 minutos se formos desastrados".[3] A série recebeu aclamação da crítica e aumento de interesse internacionalmente (principalmente nos Estados Unidos), depois de ter sido adicionada à Netflix.[4]

Episódios[editar | editar código-fonte]

Temporada Episódios Exibição original
Estreia da temporada Final da temporada Emissora
1 3 4 de dezembro de 2011 (2011-12-04) 18 de dezembro de 2011 (2011-12-18) Channel 4
2 3 11 de fevereiro de 2013 (2013-02-11) 25 de fevereiro de 2013 (2013-02-25)
Especial 16 de dezembro de 2014 (2014-12-16)
3 6 21 de outubro de 2016 (2016-10-21) Netflix

Produção[editar | editar código-fonte]

Conceito[editar | editar código-fonte]

As duas primeiras temporadas da série foram produzidas pela Zeppotron, para a Endemol. Um comunicado de imprensa da Endemol descreveu a série como "um híbrido de The Twilight Zone e Tales of the Unexpected que toca em nosso desconforto contemporâneo em relação ao nosso mundo moderno", com as histórias tendo uma sensação de "paranóia-tecnológica".[5] A emissora Channel 4 descreve o primeiro episódio como "uma parábola retorcida pela era do Twitter".[6]

De acordo com Charlie Brooker (ao conversar com a revista SFX), a equipe de produção considerou dar um tema ou um apresentador de ligação para a série, mas acabou sendo decidido que seria melhor não fazer isto: "Houve discussões. Nós colocamos todas na mesma rua? Temos alguns personagens que aparecem em cada episódio, um pouco no estilo Three Colours: Blue/White/Red? Nós pensamos em ter um personagem que apresenta os outros, no estilo Tales from the Crypt, ou tipo Rod Serling ou Alfred Hitchcock ou Roald Dahl, porque a maioria das séries antológicas tem isso... mas quanto mais pensávamos nisso, mais achávamos que era um pouco estranho".[7]

Abertura[editar | editar código-fonte]

Charlie Brooker explicou a abertura da série para o jornal The Guardian: "Se tecnologia é uma droga — e parece ser uma droga — então quais são, precisamente, os efeitos colaterais?" Esta área — entre prazer e desconforto — é onde Black Mirror, minha nova série dramática, se passa. O "espelho negro" da abertura é o espelho que você encontrará em cada parede, em cada mesa, na palma de cada mão: a tela fria e brilhante de uma TV, de um monitor, de um smartphone".[3]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 2013, Robert Downey Jr. optou pelo episódio "The Entire History of You" (escrito por Jesse Armstrong) em uma escolha de qual episódio seria transformado em um filme pela Warner Bros. e pela sua própria empresa de produção, Team Downey.[8]

Em setembro de 2015, a Netflix encomendou uma terceira temporada de 12 episódios,[9] que foi dividida em duas temporadas de seis episódios.[10] O elenco da terceira temporada inclui Bryce Dallas Howard, Alice Eve, James Norton, Cherry Jones, Wyatt Russell, Alex Lawther, Jerome Flynn, Gugu Mbatha-Raw, Mackenzie Davis, Michael Kelly, Malachi Kirby, Kelly Macdonald e Faye Marsay.[11] Os diretores da terceira temporada incluem Joe Wright,[12] Jakob Verbruggen,[13] James Hawes[14] e Dan Trachtenberg.[15] A terceira temporada foi lançada na Netflix em 21 de outubro de 2016.[16] A emissora Channel 4 não exibirá a terceira temporada, pois a Netflix adquiriu os direitos autoriais da série, gastando 40 milhões de dólares.[17] Um trailer da terceira temporada foi lançado em outubro de 2016.[11] Em outubro de 2016, foi anunciado que Jodie Foster dirigiria um episódio da quarta temporada, que teria a atriz Rosemarie DeWitt como protagonista.[18]

Em outubro de 2016, Charlie Brooker revelou que tinha ideias de onde seriam as sequências dos episódios "White Bear" e "Be Right Back", mas era improvável que qualquer uma das sequências fosse feita.[19] Ele também revelou que os atores foram chamados para voltar para a série, mas não estavam disponíveis, embora Hannah John-Kamen apareça no episódio "Playtest" depois de aparecer em um papel de coadjuvante no episódio "Fifteen Million Merits".[19] Além disso, Charlie Brooker também afirmou que havia alguns personagens no episódio "Hated in the Nation", da terceira temporada, que poderiam potencialmente aparecer novamente.[19]

Sobre a quarta temporada, que deve ser lançada no final de 2017, Charlie Brooker divulgou alguns detalhes para a imprensa. Jodie Foster dirigirá um episódio que tem como tema a relação entre mãe e filha, um episódio está sendo filmado na Islândia, e um episódio será incrivelmente cômico. Ele também disse que os episódios desta temporada terão mais variedade em relação aos episódios das temporadas anteriores. Charlie Brooker expressou relutância em fazer uma sequência para o episódio "San Junipero", que foi bastante aclamado pela crítica.[20]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Resposta da crítica[editar | editar código-fonte]

A primeira temporada foi aclamada como inovadora e chocante, e com reviravoltas na narrativa que faziam lembrar de The Twilight Zone.[21][22] Michael Hogan, do jornal The Daily Telegraph, descreveu o primeiro episódio, "The National Anthem", como "um estudo chocante, mas corajoso, bizarro e cômico da mídia moderna".[22] Ele continuou dizendo que "Esta foi uma ideia demente e brilhante. A sátira era tão audaciosa que me deixou de boca aberta e gritando. Quase igual àquele pobre porco".[22] A série foi exibida em grande parte do mundo, incluindo na Austrália, em Israel, na Suécia, na Espanha, na Polônia, na Hungria e na China.[23] A série ficou popular e foi bem recebida na China, se tornando uma das séries mais discutidas no início de 2012.[24] As avaliações de usuários no site Douban alcançaram 9.3,[25] uma pontuação maior do que os dramas americanos mais populares.[26] Muitos telespectadores e críticos elogiaram a profundidade da série.[24][25][27] Um repórter do jornal The Beijing News acreditou que a série era "um apocalipse do mundo moderno", "desesperado, mas profundo".[27] Outro artigo do mesmo jornal dizia que cada história criticava a televisão através de diferentes aspectos.[28] Xu Wen, do jornal The Epoch Times, acreditou que as histórias revelavam a turbulência moral da modernidade.[29]

Na segunda temporada, Black Mirror continuou recebendo aclamação. Em sua crítica do episódio "Be Right Back", Sameer Rahim, do The Telegraph, escreveu: "A série tocou em ideias importantes — a falsa maneira que nós, às vezes, nos apresentamos online, e nosso crescente vício em vidas virtuais — mas também foi uma exploração tocante do sofrimento. Para mim, esta é a melhor coisa que Charlie Brooker já fez". Jane Simon, do jornal The Daily Mirror, disse que o segundo episódio da segunda temporada, "White Bear", não teve o "puxão emocional instantâneo" do primeiro episódio da temporada, "Be Right Back".[30] Ela continuou dizendo que, depois de um terço da duração do segundo episódio, já tinha perdido as esperanças de que ele terminaria bem: "[...] a atuação foi inacreditável, o roteiro estava cheio de clichês de filmes de terror, a violência foi um pouco demais [...]", mas, que no final, "acabei estando absolutamente errada sobre cada aspecto". Ela terminou a crítica dizendo: "É outro trabalho de gênio com reviravoltas e obscuridade do Sr. Brooker". Várias notícias, incluindo uma de Chris Cillizza, repórter político do jornal The Washington Post, compararam a campanha política de Donald Trump, em 2016, com a campanha política de "The Waldo Moment", um episódio da segunda temporada;[31][32] mais tarde, em setembro de 2016, o escritor do episódio, Charlie Brooker, também comparou a campanha de Donald Trump com a campanha do episódio, e previu que Trump ganharia as eleições de 2016.[33][34] A segunda temporada ficou popular na China. Wen Bai, do jornal chinês Information Times, acreditou que a segunda temporada ainda era "muito bem feita" e "quase perfeita".[35]

Em dezembro de 2014, Stephen King percebeu sua admiração pela série.[36][4][37] O especial de Natal da série naquele ano, "White Christmas" recebeu elogios da crítica. Ben Beaumont-Thomas, do jornal The Guardian, elogiou a sátira cômica do episódio e observou que "o sentimentalismo é compensado pela malícia do humor, e pelo papel e imaginação de Brooker em qualquer lacuna na lógica".[38] O crítico do jornal The Daily Telegraph, Mark Monahan, deu um total de 4/5 estrelas para o episódio, dizendo que o drama foi uma "coisa emocionante: entretenimento escapista com uma picada muito real em sua cauda". Mark Monahan comparou o episódio com o mais forte dos episódios anteriores de Black Mirror, afirmando que "exagerou da tecnologia atual e das obsessões de efeitos sutis, mas infernais, um lembrete de pesadelo-antes-do-Natal de que reverenciar nossos aparelhos digitais é se tornar o escravo patético deles".[39]

A terceira temporada recebeu críticas positivas dos críticos. No site Metacritic, a temporada tem uma classificação de 82 de 100, baseado em 23 avaliações.[40]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2012, Black Mirror ganhou o prêmio de Melhor Filme/Minissérie da TV no International Emmy Awards.[41] O International Emmy Awards é para séries de televisão "produzidas e exibidas inicialmente fora dos Estados Unidos".[42] Depois que as duas primeiras temporadas foram exibidas nos Estados Unidos, o jornal The A.V. Club colocou a série em sua lista de Melhores de 2013 (junto com Borgen, The Fall, Moone Boy e Please Like Me).[43] A atriz Bryce Dallas Howard recebeu uma indicação no Screen Actors Guild Award por sua atuação no episódio "Nosedive".[44]

Referências

  1. «'Black Mirror' and the Horrors and Delights of Technology». The New York Times. 30 de janeiro de 2015. ISSN 0362-4331 
  2. «Netflix will bring viewers twelve new episodes of the critically-acclaimed Black Mirror». Netflix. 24 de setembro de 2015 
  3. a b «Charlie Brooker: the dark side of our gadget addiction». The Guardian. 1 de dezembro de 2011. Consultado em 1 de dezembro de 2011 
  4. a b «Black Mirror: Charlie Brooker, Jon Hamm on the dark side of Yuletide». Digital Spy. 14 de dezembro de 2014. Consultado em 14 de dezembro de 2014 
  5. «Black Mirror - A new drama from Charlie Brooker». Endemol UK. 11 de maio de 2011. Consultado em 15 de novembro de 2011 
  6. «Black Mirror - Channel 4 - Info - Press». Channel 4. 7 de novembro de 2011. Consultado em 6 de dezembro de 2011 
  7. «Charlie Brooker Talks The Twilight Zone And Technology». SFX. 1 de fevereiro de 2013. Consultado em 4 de fevereiro de 2013 
  8. «Robert Downey Jr to turn episode of Charlie Brooker's Black Mirror into film». The Guardian. 12 de fevereiro de 2013 
  9. «'Black Mirror' Lands at Netflix». Variety 
  10. charltonbrooker (2 de agosto de 2016). «Two seasons of six...» (Tweet) – via Twitter 
  11. a b «'Black Mirror' Season 3 Trailer: "No One Is This Happy'». Deadline.com. 7 de outubro de 2016. Consultado em 7 de outubro de 2016 
  12. «Joe Wright To Direct 'Black Mirror' Episode For Netflix; Bryce Dallas Howard & Alice Eve To Star». Deadline.com. 10 de fevereiro de 2016. Consultado em 1 de março de 2016 
  13. «Malachi Kirby To Star In Jakob Verbruggen-Directed Episode Of Netflix's 'Black Mirror'». Deadline.com. 11 de março de 2016. Consultado em 11 de março de 2016 
  14. «Kelly Macdonald To Star In 'Black Mirror' Episode On Netflix». Deadline.com. 22 de abril de 2016. Consultado em 30 de abril de 2016 
  15. «'10 Cloverfield Lane' Director Dan Trachtenberg To Helm 'Black Mirror' Ep For Netflix». Deadline.com. 22 de abril de 2016. Consultado em 30 de abril de 2016 
  16. «Netflix Original Series Premiere Dates: 'Black Mirror,' 'Gilmore Girls' and More to Drop in 2016». Variety. 27 de julho de 2016 
  17. «Netflix deals Channel 4 knockout blow over Charlie Brooker's Black Mirror». The Guardian. 29 de março de 2016 
  18. «'Black Mirror': Jodie Foster To Direct Rosemarie DeWitt In Season 4 Episode». Deadline.com. 19 de outubro de 2016. Consultado em 19 de outubro de 2016 
  19. a b c «Black Mirror's Charlie Brooker interview: 'I'm loathe to say this is the worst year ever because the next is coming'». The Independent. 21 de outubro de 2016. Consultado em 21 de outubro de 2016 
  20. Black Mirror season 4: when is it on Netflix? Plus, Charlie Brooker hints about Jodie Foster's episode, The Daily Telegraph, 20 de fevereiro de 2017
  21. «Black Mirror». Rotten Tomatoes 
  22. a b c «Black Mirror: The National Anthem, Channel 4, review». The Daily Telegraph. 4 de dezembro de 2011 
  23. «'Black Mirror' sold to 21 territories: Satirical drama premiered on U.K.'s Channel 4». Chicago Tribune. 29 de março de 2012. Consultado em 17 de março de 2013 
  24. a b «英剧《黑镜》被称"神剧" 反映人性弱点引热议». Guangzhou Daily News. 4 de fevereiro de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012 
  25. a b «互联网鄙视食物链大全». Southern Metropolis Daily. 7 de abril de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012 
  26. «迷你英剧强势入侵 小个头剧集受大比例观众欢迎». Southern Weekly. 5 de abril de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012 
  27. a b «《黑镜》 Black Mirror». Beijing News. 24 de fevereiro de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012 
  28. «《黑镜》 用电视剧讽刺电视剧». Beijing News. 17 de fevereiro de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012 
  29. «《黑镜》对现时的鞭挞与思考». The Epoch Times. 16 de fevereiro de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012 
  30. «Charlie Brooker's second Black Mirror drama 'White Bear' is another work of dark and twisted genius». The Daily Mirror. 18 de fevereiro de 2013. Consultado em 17 de março de 2013 
  31. «Donald Trump's troll game of Jeb Bush: A+». The Washington Post. 8 de setembro de 2015. Consultado em 24 de outubro de 2015 
  32. «Why You Must Watch 'Black Mirror': "The Waldo Moment" This Weekend». Decider. 7 de agosto de 2015. Consultado em 24 de outubro de 2015 
  33. «'Black Mirror' Creator Predicts Trump Will Be President: 'I Find It F*cking Terrifying'». The Daily Beast. 13 de setembro de 2016. Consultado em 8 de outubro de 2016 
  34. «Black Mirror's Charlie Brooker Predicts Trump Will Win The Election». BirthMoviesDeath.com. 13 de setembro de 2016. Consultado em 8 de outubro de 2016 
  35. «续集也可如此美好». Information Times. 11 de março de 2013. Consultado em 17 de março de 2013 
  36. «Stephen King on Twitter». Twitter. 7 de dezembro de 2014. Consultado em 26 de fevereiro de 2017 
  37. Denofgeek.com
  38. «Black Mirror: White Christmas review – sentimentality offset with wicked wit». The Guardian. 12 de dezembro de 2014. Consultado em 17 de dezembro de 2014 
  39. «Black Mirror: White Christmas, review: 'Be careful what you wish for...'». The Daily Telegraph. 17 de dezembro de 2014. Consultado em 17 de dezembro de 2014 
  40. «Black Mirror : Season 3». Metacritic. Consultado em 21 de outubro de 2014 
  41. «Black Mirror and Pratchett film win International Emmys». BBC News. 20 de novembro de 2012 
  42. «Black Mirror wins at the International Emmy Awards». The Stage. 20 de novembro de 2012. Consultado em 17 de março de 2013 
  43. Dyess-Nugent, Phil; Nowalk, Brandon; Raisler, Carrie; Saraiya, Sonia; VanDerWerff, Todd (13 de dezembro de 2013). «Best of 2013: Five imported series made us sit up and take notice». The A.V. Club. Consultado em 4 de fevereiro de 2015 
  44. «SAG Awards nominations 2017: See the full list». Entertainment Weekly. 14 de dezembro de 2016. Consultado em 15 de dezembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]