Blekinge

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a província histórica. Para o condado, veja Blekinge (condado).
Suécia Blekinge

Blecíngia

 
  Província  
Sverigekarta-Landskap Blekinge.svg
Brasão de armas de Blekinge
Brasão de armas
Região Gotalândia
Condado Blekinge
População (2018)
 - Total 159 684

Blekinge ou Blecíngia é uma pequena província (landskap) no sudoeste da Suécia, situada na região da Gotalândia. Compõe 0,7% da área total do país, e segundo censo de 2018 havia 159 684 habitantes.[1] É limitada pela Esmolândia a norte, pelo mar Báltico a leste e sul e pela Escânia a oeste. Compreende inteiramente o atual condado da Blekinge.[2]

Tem belo arquipélago costeiro e é conhecida como "jardim da Suécia".[3][4] Não possui funções administrativas, nem significado político, mas aparece em variados contextos, como em nomes de museus,[5] escolas técnicas superiores[6] e hospitais.[7]

Etimologia e uso[editar | editar código-fonte]

O topônimo Blekinge deriva de Blek, um nome dinamarquês antigo à "baía com águas tranquilas" no sudoeste da província. Aparece pela primeira vez num texto inglês antigo do século IX como Blecingêg, e está registrado desde o século XII como Blegunc, Blekung, Bleking e Blekinge.[8][9] Em latim, aparece como Blekingia,[10] Blecingia,[11] Blecongia[12] e Blechingia.[13]

História[editar | editar código-fonte]

Blekinge é mencionada pela primeira vez no século IX pelo mercador e explorador Vulstano. Segundo ele, a região pertencia à esfera de influência dos Suíones. Terá sido cristianizada no século XI, estando então integrada na Arquidiocese de Hamburgo-Brema. Pertenceu à Dinamarca em boa maior parte da Idade Média, sendo incorporada na Suécia em 1658, com o Tratado de Rosquilda. Sob o Império Sueco, viveu período de grandeza, no qual foram fundadas as cidades de Carloscrona e Karlshamn. Desde então, perdeu sua proeminência.[14][15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Blekinge é cortada por três rios (Morrum, Ronneby e Lyckeby), que fluem da Esmolândia e deságuam no mar Báltico. Entre as várias ilhas de seu arquipélago, se destaca Sturkö. Suas principais cidades são Carloscrona (cidade naval), Karlshamn (porto), Ronneby (cidade termal), Solvesburgo e Olofström,[14][16][17][18] cujas populações, pelo censo de 2018, eram respectivamente 66 675, 32 330, 29 695, 17 468 e 13 516 pessoas.[19]

Património histórico, cultural e turístico[editar | editar código-fonte]

Blekinge é conhecida pela pesca do salmão no rio de Morrum, onde em 1992 foi pescado um peixe de 26 quilos. Há também o Museu de Karlshamn e o Museu Naval, Museu do Automóvel e o Porto Naval, todos em Carloscrona.[20]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Blekinge é atravessada pela E22, seguindo a orla costeira desde a Escânia até à Esmolândia. Três estradas nacionais (Rv 27, 28 e Rv 29) cortam-a paralelamente até chegarem à E22. Uma linha ferroviária, oriunda de Malmo, acompanha a E22 desde Solvesburgo até Carloscrona, onde outra linha inflete para norte em direção a Emmaboda, na Esmolândia. A 8 quilômetros de Ronneby, em Kallinge, fica o aeroporto de Ronneby. Entre seus portos, há o porto de mercadorias de Karlshamn e o porto de passageiros de Carloscrona, com ligação a Gdynia na Polónia.[21][22]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Afzelius, Adam (1967). Diplomatarium Danicum: række. Tiden til 1250. 7 v. Copenhague: Munskgaard 
  • Dahlberg, Inger (2009). «Blekinge». Se Sverige (em sueco). Estocolmo: Liber. 440 páginas. ISBN 978-91-47-80879-3 
  • Degen, Árpád von (1917). Magyar botanikai lapok: Ungarische botanische Blätter, Volumes 16-23. Budapeste: Pallas Részvénytársaság Nyomdája 
  • Ernby, Birgitta; Gellerstam, Martin; Malmgren, Sven-Göran; Axelsson, Per; Fehrm, Thomas (2001). «Blekinge». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 767. ISBN 91-7227-186-8 
  • «Blekinge». Libers junioratlas. Estocolmo: Liber. 2016. 144 páginas. ISBN 9789147118793 
  • Magnusson, Lars (2005). «Blekinge». Se Sverige. Vägvisare till 650 smultronställen från Ales stenar till Överkalix (em sueco). Estocolmo: Prisma e Svenska turistföreningen. 288 páginas. ISBN 91-518-4471-0 
  • Ottosson, Åsa; Ottosson, Mats (2012). «Det bästa av Blekinge». Upplev det bästa i Sverige (Conheça o melhor da Suécia). Topplistor landskap för landskap (em sueco). Estocolmo: Bonnier Fakta. 118 páginas. ISBN 978-91-7424-212-6 
  • Pamp, Bengt (1988). «Namn på länder och landskap». Ortnamnen i Sverige (Nomes de localidades da Suécia) (em sueco). Lunda: Studentlitteratur. 199 páginas. ISBN 91-44-01535-6 
  • Rydstedt, Bjarne; Andersson, Georg; Bladh, Torsten; Köhler, Per Olof; Thorén, Karl-Gustaf; Larsson, Mona (1987). «Blekinge». Land och liv 1 (em sueco). Estocolmo: Natur och kultur. 216 páginas. ISBN 91-27-62563-X 
  • «Blekinge». Sveriges landskap (em sueco). Estocolmo: Almqvist & Wiksell. 1995. ISBN 91-21-14445-1 
  • Vilborg, Ebbe (2009). «Blekinge». Norstedts svensk-latinska ordbok (Dicionário Norstedts de Sueco-Latim). 28.000 ord och fraser (28 000 palavras e frases) (em sueco). Estocolmo: Academia Norstedts akademiska. 660 páginas. ISBN 9789172275720 
  • Wahlberg, Mats (2003). «Örebro». Svenskt ortnamnslexikon (Dicionário das localidades suecas) (em sueco). Upsália: Språk- och folkminnesinstitutet e Institutionen för nordiska språk vid Uppsala universitet. ISBN 91-7229-020-X 
  • Wilde, Jacob (1731). Sueciae - Historia Pragmatica. Estocolmo: Typis Hiftoriogr. 
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