Bloco Nacionalista Galego

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Bloco Nacionalista Galego
Bloque Nacionalista Galego
Líder Xavier Vence
Fundador Xosé Manuel Beiras
Fundação 1982
Sede Santiago de Compostela, Flag of Spain.svg Espanha
Ideologia Nacionalismo galego
Independentismo Galego
Socialismo
Marxismo
Republicanismo
Eurocepticismo
Espectro político Esquerda
Afiliação europeia Aliança Livre Europeia
Grupo no Parlamento Europeu Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia
Cores Branco, Azul e Vermelho

O Bloco Nacionalista Galego (BNG) (em galego Bloque Nacionalista Galego) é o principal partido de esquerda nacionalista galega da Galiza. O BNG possui 12 000 militantes (2002), 590 concelheiros[1] e prefeitos em diversos concelhos da Galiza, 12 deputados no Parlamento de Galiza e 2 no Congresso dos Deputados.

O porta-voz Nacional é Guillerme Vázquez.

Galiza Nova é a organização juvenil do Bloco Nacionalista Galego.

Estrutura interna[editar | editar código-fonte]

O nascimento do BNG surge com a intenção de aglutinar, no seu interior, toda a ampla gama ideológica da esquerda nacionalista. Por esta razão, a sua organização é frentista. Dentro dele convivem partidos nacionalistas de esquerda que têm as suas próprias assembleias e os seus próprios secretários gerais. Eis alguns deles:

História[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1960 fundou-se a União do Povo Galego (UPG) e o Partido Socialista Galego (PSG), partidos nacionalistas de carácter comunista e socialista. No ano 1975 foi fundada a Assembleia Nacional-Popular Galega (AN-PG), frente impulsionada pela União do Povo Galego como plataforma de mobilização social e base para o futuro estabelecimento de uma candidatura eleitoral nacionalista.

Em outubro de 1981 celebrou-se a primeira convocatória para eleger o governo galego. Estas eleições foram vencidas pela Aliança Popular. Os partidos nacionalistas galegos tiveram um resultado discreto .

A 26 de setembro de 1982 tem lugar na Corunha a Assembleia fundadora do Bloco Nacionalista Galego que agrupava a AN-PG, a UPG, o PSG e outros colectivos independentes. Quase um ano depois, em 1983, o PSG abandona o BNG, juntamente com um grupo substancial de militantes do PSG. O PSG fundir-se-ia com a Esquerda Galega.

Nas eleições autonómicas de 1985 o BNG só consegue um assento enquanto que a Colição Galega consegue 11, e o Partido Socialista Galego-Esquerda Galega ganha 3. As eleições são ganhas, de novo, pela Aliança Popular com o nome de Coligação Popular de Galícia.

En 1987 e 1988 diversos grupos independentistas unem-se ao BNG. O BNG tem que escolher a direcção política a tomar e escolhe o caminho moderado. O BNG, liderado por Beiras foge ao radicalismo para tentar ganhar mais votos. Na terceira assembleia, o Partido Comunista de Libertação Nacional (que logo se converte na FPG) abandona a coligação por apoiar a Herri Batasuna.

Nas eleições autonómicas de 1989 o BNG conseguiu 5 deputados e criou um grupo parlamentar próprio. O Partido Nacionalista Galego-Partido Galeguista (PNG-PG) e a Frente Popular Galega (FPG) não obtiveram qualquer assento parlamentar. O PSG-EG conseguiram dois.

Inzar, PNG-PG e Unidade Galega (antigo Partido Socialista Galego-Esquerda Galega) unem-se ao Bloco Nacionalista Galego, e nas eleições autonómicas de 1993 o BNG consegue eleger 13 deputados.

Nesta época o BNG vive a sua época mais dourada. Nas eleições gerais de 1996 o BNG elege dois deputados no Congresso dos Deputados de Espanha. Nas eleições autonómicas de 1997 é a segunda força política na Galiza diante do PSdeG-PSOE. Nas Eleições europeias de 1999 na Galiza obteve um eurodeputado. Nesse mesmo ano, uma corrente independentista e comunista organizada no partido Primeira Linha abandona a frente, devido ao que a sua direcção denomina "irrespirável clima de assédio" por parte do sector maioritário na cúpula do BNG, ligada à UPG.

Nas eleições autonómicas de 2001 o BNG e o PSdeG-PSOE empataram com 17 deputados. Na derradeira Assembleia Nacional houve uma mudança geracional no BNG, em que Anxo Quintana tornou Beiras como porta-voz nacional e candidato à presidência da Junta de Galiza.

Nas eleições gerais de 2004 na Galiza, o BNG começa uma crise pelo contínuo retrocesso de votos, já que só consegue 2 assentos no Congresso dos Deputados e nenhum no Senado.

A crise agrava-se com as eleições europeias de 2004, em que depois de apresentar-se em coligação de direita com o PNV e CiU (GalEusCa), não consegue quaisquer eurodeputados.

Assim, em Julho de 2004, Anxo Quintana, estabelece mudanças na cúpula do partido.

Evolução do voto[editar | editar código-fonte]

Eleições autonómicas[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1985 52 - 1
1989 105 8 5
1993 269 18,3 13
1997 395 24,8 18
2001 346 22,4 17
2005 312 18,7 13

Eleições ao Congresso[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1986 27 2,11 0
1989 47 3,59 0
1993 126 8,01 0
1996 220 12,85 2
2000 306 18,62 3
2004 208 11,37 2
2008 209 12,07 2

Eleições ao Parlamento Europeu[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1987 45 3,7 0
1989 38 4,17 0
1994 32 11,4 0
1999 335 21,98 1
2004 (*) 141 12,32 0

Eleições municipais (autárquicas)[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1983 49 - 0
1987 61 4,53 139
1991 107 7,71 241
1995 208 13,15 428
1999 290 18,54 586
2003 325 19,41 595
2007 315 19,15 661

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Bloco Nacionalista Galego