Boaventura Silva Cardoso

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Boaventura Cardoso
Nome completo Boaventura Silva Cardoso
Nascimento 26 de julho de 1944 (73 anos)
Luanda,  Angola
Prémios Prémio Nacional de Cultura e Artes (2001)
Género literário Romance, conto
Magnum opus O Signo do Fogo

Boaventura Silva Cardoso (26 de julho de 1944) é um escritor angolano e ministro da cultura de Angola de 2002 a 2010.[1] É desde então o Presidente da Academia Angolana de Letras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Boaventura Silva Cardoso nasceu em Luanda a 26 de julho de 1944. Viveu parte da sua infância em Malange, mudando-se para Luanda para fazer os seus estudos primários e secundários. Obteve o diploma de Ciências Sociais na Escola do MPLA-PT e é Licenciado em Ciências sociais pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino[1].

No período colonial, foi funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade. Após a independência ocupou diversas posições como, director do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), Secretário de Estado da Cultura, Ministro da Informação, Embaixador de Angola em França, Itália e Malta, representante de Angola junto das Nações Unidas (FAO, PAM e FIDA) e durante oito anos (2002 a 2010) Ministro da Cultura; 2010-2012 Boaventura Cardoso exerceu a função de governador da província de Malange.[1].

Em 1967 começou a escrever publicando vários contos e poemas em jornais e revistas de Luanda. Foi membro da Comissão de Redacção da revista Angola da Liga Nacional Africana e é membro fundador da União dos Escritores Angolanos[1].

Escritor e poeta angolano, Boaventura Cardoso nasceu a 26 de julho de 1944, em Luanda. Viveu os primeiros anos da sua vida na região de Malange, tendo ido posteriormente para a cidade de Luanda. Aí concluiu os estudos primário e secundário. Academicamente fez a sua formação na área das Ciências Sociais, com grau de licenciatura. A partir de 1977, assumiu as funções de Diretor Nacional do Livro e do Disco, de Secretário de Estado da Cultura e de Ministro da Informação. Tendo despertado para as Letras ainda muito jovem, o autor começa por publicar, aos vinte e três anos de idade, alguns contos e poemas nas páginas culturais de conhecidos jornais da capital.

Integra a "geração de 70" angolana, ao lado de muitos outros escritores seus contemporâneos, a saber: Manuel Rui, Jofre Rocha, Ruy Duarte de Carvalho e Jorge Macedo. Como a obra de outros autores desta geração, os seus textos são caracterizados por um forte pendor panegírico dos valores e ideais revolucionários, onde a certeza da independência e da liberdade são celebrados através de uma escrita esteticamente elaborada e fruto de uma reflexão sobre o fenómeno literário, constituindo-se, então, como um processo metaliterário em que os autores também refletem sobre a realidade sócio-política do seu país.

Também, no âmbito da sua obra narrativa, os registos dos discursos que enformam as suas narrativas, profundamente marcados pela oralidade, são trabalhados pelo autor, com sabedoria e substância, de forma a estabelecerem uma estreita relação entre a realidade física e social que envolve as personagens e a sua realidade linguística e fónica. Conhecedor do "Ser Língua Portuguesa", como afirma o escritor, seu conterrâneo, Luandino Vieira, no prefácio à sua obra Maio, Mês de Maria, Boaventura Cardoso utiliza a chamada diglossia imprópria como um importante instrumento de problematização da língua literária, através do qual explora as virtualidades do sistema linguístico. Os seus dois últimos romances, situando-se em contextos temporais diferentes, mantêm entre si um profundo elo de ligação cujo nó se aperta através da forma de estruturação das histórias. É Membro da União de Escritores Angolanos (UEA) e autor das seguintes obras: Dizanga dia Muenhu; O Fogo a Fala; A Morte do Velho Kipacaça (contos); O Sino do Fogo; Maio, Mês de Maria (romance); e Mãe, Materno Mar.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Escritor com obra publicada e referenciada em antologias e estudada em universidades portuguesas, brasileiras, americanas, francesas e italianas. Dizanga Dia Muenhu (1977), O Fogo da Fala (1980), A Morte do Velho Kipacaça (1987), O Signo do Fogo (1992), Maio Mês de Maria (1997), Mãe Materno Mar (2001), Noites de Vigília (2012)[2].

Homenageado[editar | editar código-fonte]

O escritor angolano Boaventura da Silva Cardoso foi homenageado no dia 31 de Janeiro de 2009, na Academia de letras do Estado de Tocantins, República Federativa do Brasil, por ocasião do lançamento das suas recentes obras literárias[3]. O também governador da província de Malanje apresentou, na ocasião, uma dissertação sobre a literatura angolana e o seu processo de escrita literária. Durante a sua estadia de cinco dias no Brasil, o escritor procedeu ao lançamento de duas obras literárias, nomeadamente A alegórica mãe materna mar angolana e Boaventura Cardoso - um reinventor de palavras e tradições, no auditório do consulado geral de Angola no Rio de Janeiro. É de salientar que Boaventura Cardoso é autor de livros de contos e romances, tendo sido em 2001, galardoado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, disciplina literária pelo seu romance Mãe materno mar.

Curriculum Académico[editar | editar código-fonte]

Licenciatura em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomas de Aquino “Angelicum” (Roma), 2000/2002; Licenciatura em Ciências Sociais pela Escola Superior do Partido (Luanda), 1984/1989; Segundo Ano do Curso Complementar dos Liceus (Antigo 7º Ano), no Liceu Salvador Correia de Sá, 1970/1971; Frequência do Curso de Perito Contabilista no Instituto Comercial de Luanda, 1966/1967; Curso Geral do Comércio e Secção Preparatória aos Institutos Comerciais e Industriais,1965/1966.

Curriculum Político e Associativo[editar | editar código-fonte]

Governador da província de Malange; Ministro de Cultura até Outubro de 2008; Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola em Malta, 2000/2002; Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na Itália, 2000/2002; Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola em França, 1992/1999; Ministro da Informação, 1990/1991; Secretário de Estado da Cultura, 1981/1990.

Curriculum Profissional[editar | editar código-fonte]

Director do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1977/1981; Director do Serviço de Informação Pública do Ministério da Informação, 1975/1976; Funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade, 1967/1974; Escritor com obra publicada e referenciada em antologias e estudada em universidades portuguesas, brasileiras, americanas, francesas e italianas. Prémios e Condecorações Prémio Nacional de Cultura e Artes (2001), na disciplina de Literatura, atribuído ao romance de sua autoria “Mãe, Materno Mar”; Condecoração com Medalha de Mérito Cultural (2006), atribuída pelo Governador Brasileiro.

Membro[editar | editar código-fonte]

Membro fundador da União dos Escritores Angolanos, a 10/12/1975.

Prémios[editar | editar código-fonte]

Ganhou o Prémio Nacional de Cultura e Arte em 2001, com o livro Mãe Materno Mar[2][4].

Referências

  1. a b c d «Boaventura Cardoso». União dos Escritores Angolanos. Consultado em 9 de maio de 2010 
  2. a b «Prémios e recompensas: Literatura». Ministério da Cultura de Angola. Consultado em 9 de maio de 2010 
  3. http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/boaventura_cardoso_distinguido_no_brasil
  4. «Escritor Boaventura Cardoso homenageado na República do Brasil». União dos Escritores Angolanos. Consultado em 9 de maio de 2010 
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