Bolha financeira

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Uma bolha financeira refere-se a uma falsa replicação de capitais sobre um único capital através do sistema financeiro.

Exemplo:

O elemento A empresta €100 ao elemento B a uma taxa de juros de 1% ao mês, logo, A será credor de €100; o B empresta ao C os mesmos €100 a uma taxa de 2% ao mês, até aí A e B são credores de €100 cada, totalizando €200; C empresta os mesmíssimos €100 a uma taxa de juros de 3% ao mês para D, até então, A, B e C são credores de €100 cada, totalizando €300.

Ou seja, todos eles são credores do mesmo capital. No exemplo colocado, houve a "geração" de €300 virtuais a partir de €100 verdadeiramente existentes. Em outras palavras, isso poderia ser classificado como emprestar o que não se tem. Essa situação pode levar a uma sensação de crescimento patrimonial, podendo levar a um maior consumo e comprometimento de maiores partes patrimoniais dos credores em investimento de risco, sem garantia de liquidez, acarretando em espécimes de inflações, como reforçar a especulação mobiliária. O principal problema é quando algum dos membros dessa cadeia necessita liquidar o empréstimo ou outros membros abaixo de não pagam o empréstimo.

Crise Imobiliária nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, a classe média percebeu que é um bom negócio hipotecar suas próprias casas: com o dinheiro conseguido a juros não tão altos, injetavam capitais no mercado de ações, visando receber juros maiores que os pagos às empresas de hipoteca (como no exemplo acima) e assim, a médio ou longo prazo, terem um patrimônio maior em ações que o valor pago nas prestação de hipoteca.

O problema foi quando houve a recente desvalorização dos imóveis, com a queda da procura: a mesma classe média detentora de tantas ações, teve seu patrimônio (imobiliário) depreciado e começou a não pagar as parcelas de hipoteca, levando as hipotecadoras a terem prejuízos vultosos. Essas empresas servem como intermediadoras entre investidores, que alimentam os fundos de hipoteca, e as pessoas, que consomem o serviço; já que os clientes não pagam, os investidores não recebem.

Ou seja, as ações que a classe média comprou, foi com o dinheiro desses investidores: um mesmo capital replicado para servir ao mercado imobiliário (imóveis) e mobiliário (títulos e ações), uma bolha.

Para amenizar o prejuízo, tais investidores começaram a vender suas ações de várias empresas (inclusive de empresas que nada têm a ver com imóveis ou construção civil), causando uma maior oferta em relação a procura, levando a queda na cotação de muitas ações. Esse foi o estopim, como em um efeito dominó, com a forte queda de ações, outros acionistas (que nada têm a ver com o mercado de imóveis ou hipoteca) também começaram a vender suas ações para fugir da desvalorização, aumentando ainda mais a oferta em relação a procura, gerando ainda mais queda e assim por diante, quase sem freios.

Efeitos da Crise Imobiliária no Brasil[editar | editar código-fonte]

Como na única bolsa brasileira a comercializar ações - BOVESPA - opera muitas das ações também operadas em bolsas dos Estados Unidos, houve o agravo direto, causando o mesmo efeito: investidores vendendo suas ações, tornando a oferta maior que a procura e derrubando cotações - inclusive em muitas ações que somente são operadas no Brasil e que muito menos têm a ver com o setor de imóveis.

Porém, observa-se a quase irrelevância de tal crise com relação a BM&F - Bolsa de Mercadorias e Futuro - por trabalhar principalmente com o financiamento do agronegócio brasileiro e não com ações.

Ver também[editar | editar código-fonte]