Bolsa de Valores Bahia Sergipe Alagoas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

A Bolsa de Valores Bahia Sergipe Alagoas (BOVESBA ou BVBSA),[1] ou simplesmente Bolsa da Bahia como é mais conhecida,[2][3] é uma associação sem fins lucrativos e de interesse público, que participou do Convênio de Integração e Parcerias firmado em 28 de janeiro de 2000 entre as bolsas brasileiras existentes, pelo qual a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a ser a única bolsa brasileira a negociar ações.[4] A Bolsa da Bahia, desde então, atua como bolsa de fomento, desenvolvendo atividades que visam promover e popularizar o mercado de capitais.[4] Como bolsa de valores, encontra-se desativada desde o fim da década de 1990.[2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1817, na cidade de Salvador é inaugurada a primeira Bolsa de Valores no Brasil,.[5] no entanto somente em julho de 1851, com o decreto imperial n.º 807, seria criada a Junta dos Corretores da Bahia[6] Esse decreto instituiu também o seu regimento, baseando-se no regimento da Junta dos Corretores do Rio de Janeiro, que, por sua vez, foi criada no dia anterior, pelo decreto imperial n.º 806.[7] Essa junta de corretores foi o embrião da atual Bovesba (Bolsa de Valores Bahia-Sergipe-Alagoas).[4]

Iniciativas de reabertura[editar | editar código-fonte]

Entre o fim de 2009 e início de 2010, formalizou-se pedido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que a Bolsa da Bahia voltasse a operar.[8]

Consultado pelo iG,[8] Otavio Yazbeck, presidente em exercício da CVM, informou que a CVM não se opõe à instalação de uma nova bolsa, desde que haja "o compromisso das entidades com os valores que a CVM se compromete, como padrões de transparência e de regulação, que em muitos outros países não existem". Nessa mesma entrevista, Yazbeck citou como exemplo "a identificação do cliente final pelas corretoras, que é muito importante no combate à lavagem de dinheiro". Em especial, Yazbeck chama atenção ao atendimento à Instrução CVM 461, editada em outubro de 2007, que regula toda a atividade dos mercados organizados e não organizados de valores mobiliários.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Alguns dos principais fatos históricos da Bovesba:[4]

  • 1924: O governo do Estado da Bahia criou a Bolsa de Mercadorias da Bahia, a qual reunia os corretores de Mercadorias;
  • 28 de fevereiro de 1940: Por meio do decreto 11.598, o Governo Estadual criou a Bolsa de Valores, que, juntamente com a de Mercadorias, passou ganhou a denominação de Bolsa de Mercadorias e Valores da Bahia;
  • 27 de novembro de 1953: O Governo do Estado desmembrou as duas bolsas, criando a Bolsa Oficial de Valores da Bahia;
  • 28 de dezembro de 1978: Fusão das Bolsas de Valores da Bahia e de Alagoas, criando a Bolsa de Valores Bahia-Alagoas;
  • 27 de novembro de 1980: Fusão das Bolsas de Valores da Bahia-Alagoas com a Bolsa de Valores de Sergipe, criando a Bolsa de Valores Bahia-Sergipe-Alagoas;
  • 28 de janeiro de 2000: Convênio de Integração e Parcerias firmado entre as bolsas brasileiras, pelo qual a Bolsa de Valores de São Paulo passa a ser a única bolsa brasileira a negociar ações. A partir desse convênio, as demais instituições passaram a atuar como bolsas de fomento, desenvolvendo atividades que visam promover e popularizar o mercado de capitais.
  • Agosto de 2001: Foi realizada a fusão operacional das bolsas de valores. Ou seja, as operações diárias que eram realizadas nos pregões de bolsas regionais passaram a ser feitas pelas suas sociedades corretoras membros (que passaram, também, a ser membros da Bolsa de Valores de São Paulo), através do Mega Bolsa (sistema eletrônico de negociação).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Sob a sombra da BM&F Bovespa, demais bolsas do Brasil são esquecidas». UOL. InfoMoney. 25 de janeiro de 2010. Consultado em 7 de fevereiro de 2018. 
  2. a b «Bolsa de Valores da Bahia negocia volta ao mercado». www.bahianoticias.com.br. 21 de Novembro de 2011. Consultado em 7 de fevereiro de 2018. 
  3. a b «Bolsa da Bahia negocia sua volta ao mercado». Bahia Econômica. 21 de novembro. Consultado em 7 de fevereiro de 2018.  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. a b c d «Histórico da Bolsa de Valores da Bahia, do Brasil e do Mundo». www.bovesba.com.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2018. 
  5. Marta Barcellos & Simone Azevedo; "Histórias do Mercado de Capitais no Brasil" Campus Elsevier 2011 ISBN 8535239944 Introdução, pág. xiv, último parágrafo.
  6. DECRETO Nº 807 - de 27 de Julho de 1851
  7. DECRETO Nº 806 - de 26 de Julho de 1851
  8. a b Rocco, Nelson (6 de janeiro de 2011). «Bolsa da Bahia corre para voltar ao mercado de ações». Mercados. iG São Paulo. Brasil Econômico 
  9. INFORME SENN. Rio de Janeiro: BVRJ, n.29, maio/jun. 1995.
  10. INFORME SENN. Rio de Janeiro: BVRJ, n.36, jul./ago. 1996.
  11. RUDGE, L. F., CAVALCANTE, F. Mercado de capitais. 3.ed.rev.aum. Belo Horizonte: CNBV, 1996. Capo 9: As Bolsas de valores: estrutura e funcionamento, p.169-204.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]