Bolsonarismo

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Bolsonarismo
Mão imitando uma arma de fogo, gesto popularizado por Jair Bolsonaro[1][2]
Princípios
Espectro extrema-direita
Internacionais políticas Alt-right
Principais figuras Jair Bolsonaro

O bolsonarismo é um fenômeno político de extrema-direita[5][6][7] que eclodiu no Brasil com a ascensão da popularidade de Jair Bolsonaro, especialmente durante sua campanha na eleição presidencial no Brasil em 2018, que o elegeu presidente. A crise do petismo durante o governo Dilma Rousseff, precipitada e acelerada pela crise político-econômica de 2014, fortaleceu a ideologia bolsonarista e a nova direita brasileira, que se inserem no contexto da ascensão do populismo da Nova Direita em nível internacional.[8][9]

O bolsonarismo permanece como a ideologia predominante do governo Bolsonaro e é associado à retórica de defesa da família, do patriotismo, do conservadorismo, do autoritarismo, de elementos neofascistas, do anticomunismo, do negacionismo científico, do porte de armas, da rejeição aos direitos humanos e da aversão à esquerda política, bem como pelo culto à figura de Bolsonaro, frequentemente chamado de "mito".[5][10] O escritor Olavo de Carvalho é frequentemente citado como guru da ideologia bolsonarista.[11][12][13][14][15]

O bolsonarismo não é reconhecido como uma ideologia por apoiadores – chamados pejorativamente por bolsominions – nem pelo presidente Jair Bolsonaro, que define seu governo como "livre de amarras ideológicas".[16]

Origens e contexto

O bolsonarismo é um fenômeno que surge como resposta da classe dominante a alguns fatores: o antipetismo direitista, o medo e a reação à insurgência esquerdista de 2013, assim como as crises econômicas de 2008 e 2014. A principal figura do bolsonarismo ficou por toda sua carreira na política institucional como um político sem expressão nacional. Foi somente com o acúmulo desses fatores acima colocados que Jair Bolsonaro se tornou uma opção viável, não por um projeto estratégico bem definido, mas quase que acidentalmente. Mesmo na época do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o bolsonarismo era um elemento ainda minoritário no cenário político.[17][18]

Até por isso, a multiplicidade de grupos que constituem o bolsonarismo, as diversas alas (militar, ideológica, religiosa, capital, etc.), não só têm discordâncias pragmáticas mas essas sim, estratégias, objetivos e métodos distintos. Dessa forma, pode-se dizer que o bolsonarismo é uma unidade momentânea, não necessariamente um projeto político de longo prazo.[17]

Alguns pesquisadores associam o fortalecimento da nova direita populista e do bolsonarismo às Jornadas de Junho de 2013, mas ainda não há um consenso científico sobre isso.[19]

Características

Na ressignificação cultural, destaca-se o pronunciamento do ex-secretário da cultura Roberto Alvim (2020). Este foi repercutido internacionalmente ao ser associado a Joseph Goebbels, ministro de propaganda da Alemanha Nazista.[20]

O bolsonarismo tem sido associado por estudiosos a elementos do neofascismo,[21] da necropolítica,[5] do antifeminismo[nota 1] e do protestantismo,[22] bem como à defesa da ditadura militar brasileira.[23]

Em um estudo que analisa a dimensão linguística da ideologia bolsonarista, Silva diz que o "termo bolsonarismo tem sido amplamente utilizado para caracterizar práticas populistas que combinam ideias neoliberais e autoritárias embutidas nas falas do atual presidente do Brasil Jair Bolsonaro e seus seguidores".[24] Desse modo, o bolsonarismo transcende a imagem do culto à imagem de Bolsonaro, encontrando repercussões também entre seus apoiadores e na formulação da política externa brasileira da gestão Bolsonaro, bem como na chamada "onda bolsonarista".[25]

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas [...] Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos"
— Jair Bolsonaro, discurso de posse[16]

Em sua primeira reforma ministerial, Bolsonaro extinguiu Ministério da Cultura para criar, dentro da estrutura do Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial da Cultura. Além disso, criou o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela ministra Damares Alves. Em seu discurso de posse em 1 de janeiro de 2019, Bolsonaro definiu os direitos humanos como "ideologia que descriminaliza bandidos, pune policiais e destrói famílias".[26]

Olavismo

Ver artigo principal: Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho, ideólogo da extrema-direita brasileira, ao lado de Jair Bolsonaro em 2019

Olavo de Carvalho é considerado um ideólogo do bolsonarismo, suas teorias influenciam na formação do pensamento dos seguidores do presidente, e nos rumos que ele adota para o governo. A chamada "ala ideológica" do governo Bolsonaro é uma grande expoente dos discursos contrários à China, movimentos sociais, imprensa e à esquerda, além de sustentar teorias conspiratórias, como uma suposta farsa do aquecimento global e a suposta falsa pandemia do corona vírus.[27][28] O termo "ala ideológica do governo Bolsonaro" comumente se refere ao grupo de pessoas, ligadas ao governo ou dos bastidores dele, sob tutela intelectual do ex-astrólogo, escritor e influenciador digital Olavo de Carvalho, Vélez Rodríguez, Carlos Bolsonaro, Abraham Weintraub, Filipe Martins e Ernesto Araújo, por exemplo, além daqueles ligados ao fundamentalismo neopentecostal, como maior exemplo, a ministra Damares Alves.[29]

Carvalho propõe uma guerra cultural para fazer frente ao Marxismo cultural, uma teoria de conspiração, segundo a qual há um movimento contemporâneo da esquerda mundial para destruir a cultura ocidental.[30][31] Inspiradas no seu ideário, têm atuado nessa guerra cultural alguns produtores de cinema, como Josias Teófilo, da Lavra Filmes, Mauro Ventura Alves, sócio da IVIN Films e a produtora Brasil Paralelo.[32] Outros canais bolsonaristas também têm papel importante na difusão das ideias olavistas, como Terça Livre, Senso Incomum, Conexão Política, Reaçonaria e Renova Mídia.[32]

Militarização

Houve no início do governo mais militares no gabinete de Bolsonaro do que durante o primeiro governo da ditadura militar.[33] Atualmente, quase 3 mil militares estão espalhados por ministérios e outros órgãos federais. Os militares no Brasil estão assumindo cada vez mais cargos na administração federal, como a construção de estradas ou a proteção da Floresta Amazônica.[34] O governo também planeja construir cerca de 200 novas escolas militares até 2023. O conteúdo do ensino inclui a alegação de que o golpe de 1964 foi "necessário para impedir o avanço do comunismo".[35] O professor de Harvard Yascha Mounk, especialista em movimentos populistas, considera "preocupante" a crescente influência dos militares no Brasil. O fascínio bolsonarista por armas tem simbiose com esse novo militarismo. "Quero um povo armado",[36] disse Bolsonaro, facilitando a aquisição de armas, a qual resultou em 2020 o aumento do número de vendas de armas em 200% em relação a 2019.[37] A população que defende a flexibilização da legislação sobre armas é composta principalmente por pessoas brancas, ricas e heterossexuais.[38]

Messianismo

Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

O bolsonarismo foi apoiado por uma forte base eleitoral cristã, principalmente do protestantismo,[39] e é apontado como uma ameaça às religiões afro-brasileiras, a exemplo do candomblé.[40] A pastora Romi Bencke, que protocolou um pedido de impeachment contra Bolsonaro, disse que ele "nunca representou e nem representa" os desejos cristãos, mas que "é hábil em manipular a fé".[22]

"Vamos continuar orando pelo nosso presidente. A mídia toda é contra ele. E eu sei o que é isso, porque nós vivenciamos o inferno da mídia, das pancadarias dela. Porque ela é uma imprensa marrom [termo pejorativo usado para se referir ao sensacionalismo]. Mas eu estou aqui", disse Edir Macedo, sob aplausos, no Templo de Salomão, em São Paulo.[41]

O bolsonarismo tem um componente que se afirma religioso, expresso no culto à personalidade do Bolsonaro como o Messias do Brasil. Para seus fãs, de "mito" ele se tornou o "salvador da pátria". Ele mesmo se vê como aquele que "salvou o Brasil do comunismo". Seria por isso que "Deus" teria salvado sua vida após o atentado a faca. Segundo o escritor Castro Rocha, autor de livro sobre a retórica do ódio, a guerra cultural dos bolsonaristas se aproxima do fundamentalismo: "É uma fábrica de inimigos em série".[42] Essa forma de culto à personalidade, surgiu ainda durante sua campanha eleitoral em 2018, quando pastores de diferentes igrejas, rogaram a ideia de que Bolsonaro seria um escolhido de Deus.[43][44]

Para os seguidores de Bolsonaro, o que ele quer é automaticamente o que os brasileiros querem e vice-versa.[45] Como Bolsonaro não tem maioria no Congresso, ele está em constante atrito com este, por isso, governa quase exclusivamente por decretos.[46] A frustração leva a ataques constantes ao Congresso e ao STF: os seguidores de Bolsonaro afirmam que ele é perseguido, e exigem que ele possa governar "sem interferências" dos outros poderes da República.[47] Assim, Bolsonaro possui similaridades com Erdogan, Putin, Orbán e Trump, que, ou desativaram o parlamento e a Justiça, ou estão em constante conflito com estes.[48] O cientista político Steven Levitsky, professor na Universidade de Harvard e coautor do livro Como Morrem as Democracias, diz que a democracia brasileira está em risco porque os constantes ataques às instituições democráticas a enfraquecem enormemente.[49]

Anticomunismo

Orvil, livro secreto da ditadura, inspira guerra cultural de Bolsonaro[50]

No dia em que assumiu o cargo, Bolsonaro gritou que o povo havia começado a "se libertar do socialismo". Para o especialista em literatura João Cezar de Castro Rocha, um livro intitulado Orvil é parcialmente responsável por essa visão – palavra "livro" escrita de trás para frente. Escrito pelos militares logo após a redemocratização, a obra descreve como a esquerda do Brasil supostamente se infiltrou nas instituições desde a década de 1970. É a partir disso que o bolsonarismo deriva sua "guerra cultural" contra tudo e contra todos que considera suspeitos. Portanto, o governo destrói de dentro para fora os ministérios e secretarias da Educação, Cultura, Meio Ambiente, Família e seus órgãos vinculados, considerados como "antros" do esquerdismo.[51] Jair Bolsonaro prometeu no Piauí, em agosto de 2019, que vai "varrer essa turma vermelha". Nesta mesma época, foi revelado que ele queria fundar um Centro de Inteligência Nacional na Abin, para combater "ameaças à segurança do Estado".[52]

Negacionismo

A religiosidade do bolsonarismo é acompanhada por uma hostilidade à ciência e à razão, que se tornou particularmente clara durante a pandemia da COVID-19. Bolsonaro elogiou a hidroxicloroquina como uma cura milagrosa contra a COVID-19 e fez intensa propaganda e defesa do referido medicamento, a qual não há evidências cientificas de sua eficácia.[53][54] Diversos parlamentares bolsonaristas se pronunciaram contra a vacinação[55] e o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que a pandemia era uma "conspiração globalista".[56] Essa hostilidade à ciência já era evidente em 2019, quando dezenas de milhares de incêndios queimaram a Bacia Amazônica, e Bolsonaro chamou os dados do INPE de "mentiras".[57]

Como boa parte dos movimentos da direita alternativa, o bolsonarismo também nega as mudanças climáticas, vistas por Bolsonaro como um "jogo comercial".[58]

Paulo Freire

O filósofo e educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, é frequentemente criticado por Jair Bolsonaro e seus apoiadores, sendo mesmo descrito como um inimigo da ideologia bolsonarista.[59] Desde a sua campanha eleitoral, a proposta de banir Paulo Freire das escolas ganhou força nas redes sociais.[60]

Em sua campanha eleitoral, em pronunciamento a empresários no Espírito Santo, Jair Bolsonaro defendeu "entrar com um lança-chamas no MEC para tirar o Paulo Freire de lá", explicando rejeitar as ideias freirianas por fomentarem o senso crítico:[60]

Em dezembro de 2019, Jair Bolsonaro definiu Freire como "energúmeno".[61] Em seu discurso de posse como ministro da educação, Abraham Weintraub, questionou: "se o Brasil tem uma filosofia de educação tão boa, Paulo Freire é uma unanimidade, por que a gente tem resultados tão ruins comparativamente a outros países? A gente gasta em patamares do PIB igual aos países ricos".[62]

Conforme Thiago José de Biagio, mestre em história social, Freire pregava a emancipação do sujeito e a autonomia do ser humano, o que vai de encontro com o ideário bolsonarista de uma verdade singular e de sociedade baseada na hierarquia. Segundo o pesquisador, os bolsonaristas prezam por uma sociedade fatalista e de medo, enquanto Freire pregava a "esperança e a alegria".[63]

Política externa

Em termos de política externa brasileira está em curso uma guinada à direita marcada por fatores identitários do governo Bolsonaro associados ao bolsonarismo, os quais privilegiam relações com núcleos específicos de países, caracterizados por:[64]

  • Aproximação com democracias desenvolvidas;
  • No plano simbólico, esses países representam para o bolsonarismo o núcleo da tradição judaico-cristã do Ocidente;
  • São governadas por políticos que compõem a direita nacionalista, como os Estados Unidos durante a gestão Donald Trump e Israel sob o governo de Benjamin Netanyahu.[64]

A política externa do bolsonarismo é marcada pela busca da reconstrução a identidade internacional brasileira que predominou durante os governos petistas de Lula e Dilma, interpretadas por Bolsonaro como influenciadas pela teoria conspiratória do marxismo cultural e por uma aproximação com o comunismo e bolivarianismo. Em artigo escrito pelo ex-ministro das relações exteriores Ernesto Araújo, ele disse que o Brasil estava "rompendo o horizonte comunista e reenquadrando o liberalismo no horizonte da liberdade. [...] O horizonte comunista está sendo rompido na própria Bolívia, onde o povo deu um basta a Evo Morales e Álvaro García Linera, que queriam continuar arrastando os bolivianos para o abismo à custa da fraude eleitoral".[65]

Ver também

Notas

  1. Algo visível no discurso do Bolsonaro, e também têm ecos com Donald Trump e que já existia com Berlusconi, é sobre o papel das mulheres na sociedade. É a tese de que todo feminismo é radical, todo feminismo é uma invenção da "ditadura cultural da esquerda" e o único que pretende é legitimar uma ofensiva contra Deus.[5]

Referências

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Bibliografia

Ligações externas

Wikcionário
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