Bonde do Tigrão

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Bonde do Tigrão
Informação geral
Origem Rio de Janeiro, Rio de Janeiro RJ
País  Brasil
Gênero(s) New funk
Período em atividade 1999–presente
Gravadora(s) Sony Music (2001–2006)
Galerão Records
Integrantes Leandro Dionísio dos Santos Moraes
Maurício Goes
Carlos Magno
Ex-integrantes Thiaguinho
Vaguinho
Gustavo [1]
Página oficial Bonde do Tigrão

Bonde do Tigrão é um grupo brasileiro de new funk. Seu álbum de estreia Bonde do Tigrão, produzido por Umberto Tavares, Mãozinha e Victor Junior, vendeu mais de 250 mil cópias no Brasil, sendo certificado em 2001 com Disco de Platina pela ABPD.[2] Seus maiores hits de sucesso foram "Tchutchuca" e "Cerol na Mão". São uns dos maiores representantes do Funk carioca.

História[editar | editar código-fonte]

Desfrutar do prazer de gravar em seu próprio estúdio, à frente da direção musical e com total liberdade de criação dos arranjos, são algumas das muitas merecidas conquistas do Bonde do Tigrão. Para eles valeu a pena resistir e o movimento funk está mais vivo do que nunca.

Quando o país se preparava para a entrada do novo século, o Funk Carioca já era uma certeza, mas faltava algo mais. Era 1999, os fogos ainda não tinham começado a estourar, mas já iluminavam a vida de quatro garotos da Cidade de Deus, que embalados pelo novo movimento musical que vinha das favelas e liderados por Leandro e Gustavo, que continuam à frente do grupo até hoje, fundaram junto com Tiago e Vaguinho, o grupo Bonde do Tigrão.

Levados ao Furacão 2000, estouraram com a música Cerol na mão em todos os bailes da periferia, caíram nas graças da mídia e foram parar nas pistas da Zona Sul. Era o algo mais que faltava, e em um piscar de olhos, conseguiram a meta de todos os artistas, que é entrar para uma gravadora multinacional.

Com o CD Bonde do Tigrão lançado em 2001 pela Sony Music, uma segunda música, Tchu Tchuca, estourou e eles se tornaram a grande sensação do momento. O Brasil ficou pequeno para eles e com a explosão do funk no mundo logo ganharam a Europa, os EUA e por onde passavam colocavam todos pra dançar. No ano seguinte Vaguinho sai do grupo, e chega ao mercado o segundo CD Pega o Bonde e Vem, ainda pela Sony Music, e com ele, mais dois sucessos ganham as rádios: a que dá nome ao álbum, Pega o Bonde e Vem e Vou te Agarrar. As viagens internacionais aumentaram e com elas novos roteiros como Japão, Israel e Angola. Em 2004, convidados para se apresentarem durante as olimpíadas na Grécia, tiveram o prazer e o orgulho de ouvir a música Tchu Tchuca gravada em grego e cantada por diversos artistas locais.

Foi nesta época que algumas decisões pessoais e profissionais precisaram ser tomadas, mas nada que pudesse fazê-los desviar do caminho traçado e muito menos afastá-los do público fiel. Durante o intervalo de quatro anos para a gravação do terceiro CD, todos os fins-de-semana eles estavam lá, animando bailes por todo o Brasil e realizando as excursões anuais de sempre, que contam com aproximadamente 30 shows só no exterior.

Em 2006, mais maduros e de gravadora nova, a Sun Records, lançaram o álbum Ressurreição, que trazia letras desafiadoras e com o som apontando para a modernidade do funk: criados na realidade da pobreza, crime, mas também muita dignidade e trabalho na CDD, eles vêm com um disco que representa o estado de coisas do funk carioca, um pop feroz, sacana e romântico quando deve ser, com alta qualidade de produção.

O Bonde do Tigrão chega ao seu quarto álbum com várias novidades e com a experiência adquirida nesses quase 10 anos de estrada eles partem agora para a produção independente. Chegam também com uma nova formação, apresentando o dançarino Goia, que os acompanha desde o início de carreira, no lugar de Tiago; e as músicas, que sempre foram criação do grupo, estão abertas para os compositores da novíssima geração. Atualmente o grupo continua fazendo shows com um cachê que varia em torno de R$25 mil. Além dos bailes funks, eles também aceitam participar de formaturas e casamentos. [3]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2003, o grupo foi acusado de plágio na faixa "Cerol na Mão" baseada na canção "Headhunter", da banda EBM Front 242.[4]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • Bonde do Tigrão (2001)
  • Pega o Bonde e Vem (2002)
  • Ressurreição (2006)
  • A Fera voltou ( 2015)

Atual formação[editar | editar código-fonte]

  • Leandro - MC (1999–presente)
  • Maurício Santos - dançarinos
  • Carlos Gonzo - dançarinos

Antigos membros[editar | editar código-fonte]

  • Vaguinho - dançarino
  • Gustavo - dançarino


Notas e referências

  1. «Bonde Do Tigrão». lastfm.com.br. Consultado em 13 de novembro de 2012. 
  2. «Bonde do Tigrão» (asp). ABPD. Consultado em 14 de fevereiro de 2010. 
  3. http://www.vivabrasil.info/item/detalhes.aspx?id=27&itens=s&scid=2&set=3
  4. «Front 242 acusa Bonde do Tigrão de plágio». Estadão.com. 31 de Outubro de 2003. Consultado em 6 de maio de 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Flag of Brazil.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.