Bonsai

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Bonsai à "Foire du Valais" (Martigny, Switzerland, oct 2005)
Bonsai à "Foire du Valais" (Martigny, Switzerland, oct 2005)
Um bonsai de pinheiro negro japonês (Pinus thunbergii), Chinese Collection 135, em exibição ao National Bonsai & Penjing Museum ao United States National Arboretum.

Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai) significa "árvore em bandeja" ou "árvore num vaso".[1] [2]

Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar plantado num vaso raso e pequeno. A planta deve ser uma réplica de uma árvore da natureza em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

O Bonsai não se trata de uma espécie vegetal específica, mas sim de uma técnica utilizada em árvores com o objetivo de “miniaturizá-la” inspirando-se em formas existentes na natureza. Não há árvore de Bonsai, mas árvores que se transformam pelo processo de Bonsai. Na prática, é a arte de selecionar e transformar árvores que tenham potencial para se assemelhar a uma réplica na natureza.

Através da observação percebe-se que as árvores têm tendências de comportamento e estilos próprios. Também encontramos uma classificação de estilos de bonsai e formas mais tradicionais baseado no estilo natural das árvores. Suas principais categorias se baseiam principalmente nas formas e no número total de árvores na composição.[3]

Origem Histórica do Bonsai[editar | editar código-fonte]

Embora a palavra ‘Bon-sai’ seja japonesa, a arte que ela descreve tem origem no império chinês. Por volta do ano 700 a.C. os chineses começaram a arte do ‘pun-sai’, usando técnicas especiais para cultivar árvores anãs em bandejas. Originalmente, apenas a elite da sociedade praticava o pun-tsai com espécimes coletadas nativas, e, assim, as árvores foram espalhadas por toda a China como presentes de luxo. Durante o Período Kamakura, período em que o Japão adotou a maior parte das marcas registradas culturais da China, a arte de cultivar árvores em bandejas foi introduzida no Japão. Os japoneses desenvolveram o Bonsai ao longo de certas regras devido à influência do zen-budismo e do fato de que o Japão tem apenas 4% do tamanho da China continental. A variedade de formas de paisagem era, portanto, muito mais limitada. Muitas técnicas, estilos e ferramentas largamente conhecidos hoje foram desenvolvidos no Japão a partir de originais chineses. Embora conhecido de forma limitada fora da Ásia por três séculos, só recentemente o Bonsai tem sido verdadeiramente difundido fora de seus países de origem.[4]

Etmologia[editar | editar código-fonte]

Do japonês 盆栽, bon-sai

A Arte do Bonsai Como Passatempo[editar | editar código-fonte]

No ocidente, o cultivo de bonsai como passatempo desenvolveu-se bastante nos últimos 200 anos e hoje estas pequenas árvores estão espalhadas por todo o mundo.[5] O crescente interesse pelo bonsai é partilhado com a crescente atenção dada às artes orientais nos últimos anos.

Apesar de parecer um passatempo extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior, e aí reside a dificuldade. Mais do que cuidadosas poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística. Em algumas lendas, o bonsai representa boa sorte e muito dinheiro, mas isso é deixado de lado quando conhecemos o verdadeiro significado e o sentido do Bonsai.

Técnicas de Controle de Crescimento do Bonsai[editar | editar código-fonte]

O crescimento das árvores é controlado com a aplicação de diversas técnicas:

  • Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente.[6]
  • Uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio: O nitrogênio em excesso provoca crescimento acelerado e folhas com tamanho maior que o desejado.
  • Rega em quantidades moderadas: Entenda-se por moderada a rega feita com critério, não com economia. O que não podemos fazer é molhar nosso bonsai todos os dias, senão ele seca de um dia para o outro, por isso o clima, o vento, a localização da árvore vão sempre incidir diretamente na frequência de rega. A rigor, deve usar-se a sensibilidade, regar quando a terra estiver seca, e não regar quando ela estiver ainda úmida.

As árvores não são modificadas geneticamente. Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus (pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus (figueira), Rhododendron (rododendro ou azálea), dentre outros.

Estilos de Bonsais[editar | editar código-fonte]

Podem ser encontrados bonsais de vários tamanhos, sendo que a maioria fica entre 5 cm e 80 cm. Os bonsais medindo até aproximadamente 25 cm podem ser chamados shohin. Costuma-se chamar os bonsais menores que 7 cm de nano.[7]

Podemos encontrar, na natureza, árvores que crescem em formas bastante variadas. Essas formas são imitadas através de "treinamento" (amarração e poda). Os estilos abaixo são os básicos tradicionais. Existem outros que são considerados subtipos dos descritos abaixo.

  • Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.[8]
  • Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.[9]
  • Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.[10]
  • Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.[11]
  • Han-kengai: Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.[12]
  • Fukinagashii: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.[13]
  • Hokidashi: Bonsai estilo vassoura.[14]
  • Bunjingi: Bonsai estilo literati.[15]
  • Takosukuri: Bonsai estilo tentáculos.[16]
  • Nejikan: Bonsai estilo dragão.[17]
  • Bankan: Bonsai estilo espiral.[18]
  • Sharimiki: Bonsai estilo madeira morta.[19]
  • Sabamiki: Bonsai estilo madeira morta.[20]
  • Sekijoju: Bonsai estilo raíz sobre pedra.[21]
  • Ishisuki: Bonsai estilo árvore sobre rocha.[22]
  • Neagari: Bonsai estilo raízes expostas.[23]
  • Soju: Bonsai estilo mãe e filho.[24]
  • Sokan: Bonsai estilo tronco duplo.[25]
  • Tosho: Bonsai estilo tronco triplo.[26]
  • Kabudashi: Bonsai estilo troncos interligados.[27]
  • Netsunagari: Bonsai estilo jangada sinuosa.[28]
  • Ikadabuki: Bonsai estilo jangada reta.[29]
  • Yose Ue: Bonsai estilo floresta.[30]
  • Penjing: Bonsai estilo paisagem em miniatura.[31]

Métodos de Cultivo do Bonsai[editar | editar código-fonte]

Misho[editar | editar código-fonte]

O método do misho é o cultivo a partir de sementes. Consiste em escolher uma espécie que dela se queira adquirir um bonsai, conseguir algumas sementes desta planta (se a espécie escolhida não apresentar sementes, o misho não se emprega nesse caso), plantar e esperar a germinação - processo que pode durar, dependendo da espécie, de 1 a 3 meses.

  • Método:
    • Escolhidas as sementes, deve-se selecionar as que estão ainda viáveis. Um método bastante eficaz consiste em deixá-las em um vaso com água na noite anterior ao plantio, de um dia para o outro. As sementes férteis irão afundar e as mortas flutuarão.
    • Deve-se preparar a sementeira, de preferência um vaso ou caixa de madeira com aproximadamente 15 cm de profundidade, com um orifício no fundo para drenagem, que deve ser coberto com uma tela de náilon para impedir escoamento do conteúdo.
    • Deve-se cobrir 1/4 da profundidade do vaso com grânulos de cascalho.
    • A camada seguinte deve ser já o substrato (sem cascalho fino) até um pouco mais da metade do vaso. Não deve ser utilizado nenhum tipo de adubo nessa fase.
    • As sementes devem ser depositadas nessa camada de terra, separadas 4 cm uma das outras e cobertas com uma camada de 2cm de terra fina.
    • A rega deve ser abundante, mas não a ponto de encharcar o vaso.
    • Depois de 3 meses de brotamento as plantas estão prontas para adubação. Pode ser aplicada uma pequena quantidade de adubo líquido, colza ou torta de mamona.
    • Dependendo da espécie, a época de se transplantar a muda para uma bandeja de bonsai varia entre 1 a 2 anos. Após esse período ainda não temos um bonsai, apenas uma muda. Deve-se então continuar com os passos do método Yamadori.

Yamadori[editar | editar código-fonte]

Yamadori significa mudas colhidas na natureza,[32] mas para conseguir as mudas, você pode muito bem comprá-las num horto. Este método pode ser aplicado como continuação do misho, porém, com a economia de alguns meses (a idade da muda irá influir neste caso). A muda deve apresentar caule curto porque algumas espécies tendem ao crescimento vertical exagerado do caule, tornando-se inadequadas para se tornarem um bonsai - por isso devem ser moldadas desde muito cedo.

Vale notar que, em caso de colheita da muda natural, deve-se ter cuidado para não danificar as raízes na hora da retirada.

  • Método:
    • As mudas, quando compradas, geralmente virão em um saquinho de plástico preto que deverá ser removido no início do processo.
    • Embora os bonsais sejam plantados em uma bandeja, as mudas adquiridas não devem ser replantadas de imediato nesse tipo de recipiente pois ainda não são bonsais - devendo, portanto, ser replantadas com procedimentos semelhantes aos do misho, no que diz respeito ao preparo do solo.
    • Uma vez que a muda for retirada da terra, os galhos devem ser podados na proporção do volume das raízes. A poda deve ser feita com tesoura bem afiada e muito cuidadosamente, de modo a não prejudicar a forma que se deseja dar ao futuro bonsai. Deve-se começar a poda pelas raízes secas ou danificadas, e prosseguir para os galhos em igual situação. Terminada a chamada poda de limpeza, deve-se observar a proporção do volume de raízes em relação aos galhos: se faltarem muitas raízes, talvez seja necessário podar alguns galhos. A proporção dos galhos em relação às raízes é geralmente seis galhos para quatro raízes.
    • Deve-se acomodar as raízes da muda no vaso e acrescentar terra gradualmente, compactando-a levemente com os dedos. O vaso deve conter terra o suficiente para cobrir as raízes, mas sem nunca ultrapassar a borda do vaso. Deve-se pressionar a área aterrada com as mãos usando pouca força, e sem a utilização de ferramentas.
    • Depois que a muda for plantada, talvez ela precise ser amarrada ao vaso com um barbante forte, fio ou apoiada de alguma forma para não mudar de posição ou cair, até que as raízes fiquem mais fortes. Esse apoio deve ser mantido por cinco meses.
    • As mudas recentemente plantadas devem ser colocadas a meia sombra, ao abrigo dos raios diretos do sol e do vento. Como este é o estágio de crescimento de raízes novas, deve-se regar a terra duas vezes por dia durante os três primeiros meses.

Existem também outros métodos de cultivo como o sashiki, que é a preparação de mudas para bonsai por estacas de galhos, e a alporquia, que é a técnica aplicada com o objetivo de forçar o crescimento de raízes de um determinado local de um galho ou segmento de tronco de uma árvore natural.

Alporquia[editar | editar código-fonte]

Alporquia [33] é um método de reprodução assexuada de plantas, provocando o aparecimento de raízes adventícias (raízes secundárias que nascem nos caules/ramos ou nas folhas) num ramo de uma planta já enraizada.[34]

Substrato[editar | editar código-fonte]

O substrato[35] precisa cumprir diversas funções no vaso de bonsai. Fornecer sustentação às raízes, proporcionar a retenção de água e nutrientes, promover aeração e drenagem adequadas e, dependendo do objetivo, acelerar ou retardar o crescimento das folhas.[36]

Poda[editar | editar código-fonte]

A poda[37] do bonsai tem uma função restauradora para além da função estética. Permite a renovação de ramos, dá-se assim um rejuvenescimento. Removem-se ramos com problemas, mal posicionados ou mortos, removem-se áreas foliares menos saudáveis. Consegue-se também com a poda um equilíbrio entre a massa foliar e área radicular, por exemplo durante um transplante. A poda é algo fundamental para os bonsai, estabelece-se uma estrutura básica, evitam-se problemas, equilibram-se ou desviam-se as energias (força) de crescimento.[38]

Espécieis de Bonsai[editar | editar código-fonte]

1. Acer[editar | editar código-fonte]

Acer é um género botânico pertencente à família Aceraceae, podendo ser denominada com o nome comum de bordo. Pode ser uma árvore ou arbusto. Existem aproximadamente 128 espécies, a maioria das quais são nativas da Ásia, mas várias espécies também ocorrem na Europa.

2. Acerola[editar | editar código-fonte]

A acerola, azerola, cerejeira-do-pará, cerejeira-de-barbados ou cerejeira-das-antilhas (Malpighia emarginata) é um arbusto da família das malpighiáceas. Tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul.[39]

3. Amora[editar | editar código-fonte]

Amora é o nome popular dado a diversas frutas de formato semelhante mas pertencentes a géneros e mesmo famílias botânicas diferentes.

4. Araçá[editar | editar código-fonte]

Araçá, araçareiro, araçazeiro e araçoeiro são as designações vulgares de várias plantas frutíferas.

5. Aroeira[editar | editar código-fonte]

Aroeira ou arrueira é o nome popular de várias espécies de árvores da família Anacardiaceae.

6. Azálea[editar | editar código-fonte]

A azálea é um arbusto de flores classificadas no gênero dos rododendros, existem azáleas de folhas caducas e azáleas perenes. É um dos símbolos da cidade de São Paulo, assim declarado pelo prefeito Jânio Quadros.

7. Bougainvillea[editar | editar código-fonte]

Bougainvillea é um gênero botânico da família Nyctaginaceae, de espécies geralmente designadas como buganvílias. Nativas da América do Sul, essas angiospermas recebem vários nomes populares, como primavera, três-marias, sempre-lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, riso, pataguinha, pau-de-roseira e flor-de-papel. Também são encontradas em diversas cores como: Branca, Roxa, Rosa Claro, Pink, Vermelha, Amarela, Laranja, e diversas outras ,simples ou com duas cores. O maior exemplar conhecido de Bougainvillea do mundo está localizado à beira do lago Guanabara no Município de Lambari no Sul de Minas Gerais ; de tão grande virou árvore frondosa de 18 metros de altura. Arbusto ótimo para bonsai.

8. Buxinho[editar | editar código-fonte]

O buxo ou buxinho (Buxus sempervirens) é uma planta da família Buxaceae, lenhosa, em geral arbustiva, com folhas inteiras e perenes, freqüentemente opostas, sem estípulas. As flores são de sexos separados e raramente estão em plantas diferentes, sendo monoclamídeas, com 4 tépalas, 4 estames epissépalos. O fruto é capsular, apresentando sementes com carúncula.

9. Calistemo[editar | editar código-fonte]

Calistemo, Escova-de-garrafa, lava-garrafas ou bottlebrush (Callistemon viminalis G. Don ex Loud.; Myrtaceae) é uma árvore de porte médio originária de ilhas da Oceania como a Austrália. Seu ciclo de vida é perene e a planta pode chegar a 7 metros.

10. Carmona (gênero)[editar | editar código-fonte]

Carmona é um gênero de plantas pertencente à família Boraginaceae.[40]

11. Bertholletia excelsa[editar | editar código-fonte]

A Bertholletia excelsa, popularmente conhecida como castanha-do-brasil, castanha-do-pará, castanha-do-acre, tocari e tururi é uma árvore de grande porte, muito abundante no norte do Brasil e na Bolívia, cujo fruto (ouriço) contém a castanha, que é sua semente[41] É uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa da Floresta Amazônica.

12. Cerejeira[editar | editar código-fonte]

Cerejeira é o nome dado a várias espécies de árvores frutíferas originárias da Ásia, algumas frutíferas, outras produtoras de madeira nobre. Estas árvores classificam-se no sub-gênero Cerasus incluído no gênero Prunus (Rosaceae). Os frutos da cerejeira são conhecidos como cerejas, algumas delas comestíveis. As cerejas são frutos pequenos e arredondados que podem apresentar várias cores, sendo o vermelho a mais comum entre as variedades comestíveis. A cereja-doce, de polpa macia e suculenta, é servida ao natural, como sobremesa. A cereja-ácida ou ginja, de polpa bem mais firme, é usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas, como o kirsch, ginjinha e o marasquino. As cerejas contém proteínas, cálcio, ferro e vitaminas A, B, e C. Quando consumida ao natural, tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Como a cereja é muito rica em tanino, consumida em excesso pode provocar problemas estomacais, não sendo aconselhável consumir mais de 200 ou 300 gramas da fruta por dia.

13. Dama-da-noite[editar | editar código-fonte]

Ipomoea alba, ou dama-da-noite, é uma espécie do género Ipomoea de floração nocturna, nativa das regiões tropicais e subtropicais da América, desde o norte da Argentina até ao México e Florida. Trata-se de uma liana herbácea perene que cresce a alturas entre os 5 e os 30 metros, com caules entrelaçados. As folhas são inteiras ou trilobadas, brancas ou rosadas, com 8 a 14 cm de diâmetro, e com um pedúnculo com 5 a 20 cm de comprimento. As flores são fragrantes. O perfume forte, exalado à noite, assim que as flores se abrem, é um atrativo a mais para a polinização, feita por mariposas. As flores abrem rapidamente ao cair da noite mantendo-se assim até serem tocadas pela luz do sol.

14. Eugênia[editar | editar código-fonte]

Eugenia L. é um género de plantas mirtáceas que recebem, em algumas espécies, o nome popular de araçá. O grupo distribui-se pelas zonas tropicais de todo o mundo, sendo mais diversificado nas Américas. Alguns autores classificam as espécies do género Syzygium (exemplo, o cravinho) como Eugenia.

15. Falsa-érica[editar | editar código-fonte]

A falsa-érica (Cuphea gracilis Koehne) é uma planta herbácea perene, nativa do Brasil, usada em jardinagem e paisagismo. Outros nomes populares: érica, cuféia, cúfea.

16. Fícus[editar | editar código-fonte]

As figueiras, também conhecidas como fícus[42] , são plantas, geralmente árvores, do gênero Ficus, da família Moraceae. Há cerca de 755 espécies de figueiras no mundo[43] , especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença de água. O gênero Ficus é um dos maiores do Reino Vegetal.

17. Gabiroba[editar | editar código-fonte]

Gabiroba[44] , guabiroba, guabirova, guavirova, gavirovaou araçá-congonha são os nomes populares dado ao fruto produzido por uma árvore da família Myrtaceae.

18. Ilex[editar | editar código-fonte]

Ilex L. é um género botânico pertencente à família Aquifoliaceae, ao qual pertence plantas como o azevinho.

19. Ipê[editar | editar código-fonte]

O ipê é uma árvore do gênero Tabebuia (antes Tecoma), pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos séculos, o ipê - também chamado de pau-d’arco, no Norte - vem sendo apreciado tanto pela excelente qualidade de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos, e até medicinais.

20. Jabuticaba[editar | editar código-fonte]

A jabuticaba, também chamada guapuru ou fruita em São Paulo[45] , é o fruto da jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica. Com a recente mudança na nomenclatura botânica, há divergências sobre a classificação da espécie: Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. 1854,[46] Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel 1956[47] ou Plinia cauliflora (Mart.) Kausel 1956.[48] Segundo Lorenzi et al.[49] , Plinia trunciflora seria outra espécie, a jabuticaba-café.

21. Lantana[editar | editar código-fonte]

Lantana L. é um género com cerca de 530 espécies de plantas perenes, originário da Índia e nativo das regiões tropicais das Américas e África. Inclui plantas herbáceas e arbustos, atingindo até 2 m de altura.

22. Ligustro[editar | editar código-fonte]

O ligustro (Ligustrum lucidum) é uma árvore originária da China, muito usada em arborização urbana em São Paulo e outras cidades no sudeste do Brasil.

23. Macieira[editar | editar código-fonte]

A maçã é o pseudofruto pomáceo da macieira,[50] árvore da família Rosaceae. É um dos pseudofrutos de árvore mais cultivados, e o mais conhecido dos muitos membros do género Malus que são usados ​​pelos seres humanos. As maçãs crescem em pequenas árvores, de folha caducifólia que florescem na Primavera e produzem fruto no Outono. A árvore é originária da Ásia Ocidental, onde o seu ancestral selvagem, Malus sieversii, ainda é encontrado atualmente. As maçãs têm sido cultivadas há milhares de anos na Ásia e Europa, tendo sido trazidas para a América do Norte pelos colonizadores europeus. As maçãs têm estado presentes na mitologia e religiões de muitas culturas, incluindo as tradições nórdica, grega e cristã. Em 2010, o genoma da fruta foi descodificado, levando a uma nova compreensão no controle de doenças e na reprodução seletiva durante a produção da maçã.

24. Malpighia[editar | editar código-fonte]

Malpighia é um gênero botânico pertencente à família Malpighiaceae. O gênero compreende cerca de 45 espécies de arbustos ou pequenas árvores, nativas da zona do Caribe, América Central e da porção norte da América do Sul. Os frutos do gênero Malpighia podem ser encarnados, laranjas ou púrpura, com 2 a 3 sementes, e são muito ricos em vitamina C.

25. Nandina[editar | editar código-fonte]

A Nandina, também conhecida como avenca-japonesa, bambú-do-céu ou bambú-celeste, porém não tem nada a ver com o bambú. É um arbusto perene com folhagem muito ornamental, proveniente da China e do Japão. No inverno suas folhas adquirem um tom avermelhado. Na primavera-verão fica repleta de pequenas flores brancas que resultam em frutos vermelhos. Alcança 2.0 m de altura. Deve ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra, podendo ser plantada em vasos, jardineiras ou romando maciços no jardim. Tolera baixas temperaturas.

26. Paineira[editar | editar código-fonte]

Há várias espécies conhecidas como paineira no Brasil, quase todas pertencendo ao gênero Ceiba (antes, Chorisia[51] ) da família Malvaceae (antes, Bombacaceae). De todas, a mais conhecida é a paineira da espécie Ceiba speciosa (St.-Hill.) Ravenna, nativa das florestas brasileiras e da Bolívia, inicialmente descrita como Chorisia speciosa St. Hilaire 1828.[52] Outros nomes vulgares: sumaúma, barriguda, paina-de-seda, paineira-branca, paineira-rosa, árvore-de-paina, árvore-de-lã, paineira-fêmea.

27. Pau-mulato[editar | editar código-fonte]

O pau-mulato (Calycophyllum spruceanum (Benth.) K. Schum.), também chamado mulateiro[53] , é uma planta da família Rubiaceae, própria das várzeas do Rio Amazonas, na América do Sul. É uma árvore de crescimento lento, que pode atingir 15-40 metros de altura e 4-5 metros de diâmetro, com copa colunar. As folhas são grandes e semicaducas.

28. Pistache[editar | editar código-fonte]

O pistache ou pistáchio (Pistacia vera) pertence à família da Anacardiaceae e género Pistacia. Essas denominações tanto se aplicam à árvore quanto ao fruto seco verde. Outras designações são específicas da árvore — pistácia, alfostigueiro, alfóstico, alfóstigo — ou do fruto — pistácio, pistacho, alfóstica. É uma árvore de folha caduca e pequena (5 a 7 metros de altura, e que tende a inclinar-se) com folhas pinadas dioicas, nativa do sudoeste asiático (Ásia Menor, Irão, Síria, Israel e Palestina), de onde se estendeu o cultivo à região mediterrânica e à Califórnia.

29. Pitangueira[editar | editar código-fonte]

A pitanga é o fruto da pitangueira (Eugenia uniflora L.), dicotiledônea da família das mirtáceas. Tem a forma de bolinhas globosas e carnosas, de cor vermelha (a mais comum), laranja, amarela ou preta. Na mesma árvore, o fruto poderá ter desde as cores verde, amarelo e alaranjado até a cor vermelho-intenso, de acordo com o grau de maturação. Existe outra espécie homônima, Eugenia uniflora O. Berg,, descrita em 1857, e renomeada Eugenia lineatifolia (O. Berg) Mattos em 1993.[54]

30. Resedá[editar | editar código-fonte]

Lagerstroemia indica (L.) Pers., popularmente conhecido como extremosa, escumilha,[55] resedá ou árvore-de-júpiter, é uma planta da família Lythraceae, nativa da República Popular da China e Índia. A espécie foi introduzida nos Estados Unidos em 1790 pelo botânico Andre Michaux e é cultivada hoje em dia como árvore ornamental.

31. Romã[editar | editar código-fonte]

A romã é uma infrutescência da romãzeira (Punica granatum), fruto vulgar no mediterrâneo oriental e médio oriente onde é tomado como aperitivo, sobremesa ou algumas vezes em bebida alcoólica. O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível.

32. Serissa[editar | editar código-fonte]

Serissa é um género botânico pertencente à família Rubiaceae.

33. Schefflera[editar | editar código-fonte]

Schefflera é um género botânico pertencente à família Araliaceae.

34. Taxodium[editar | editar código-fonte]

Taxodium é um género de conífera pertencente à família Cupressaceae.

35. Ulmus[editar | editar código-fonte]

Os ulmeiros, olmeiros, olmos, lamigueiros ou lamegueiros são árvores de várias espécies do gênero Ulmus L., família Ulmaceae. São grandes árvores nativas na Europa (sobretudo Ulmus minor, nativo da Península Ibérica), alcançando os 30 metros de altura. Possuem folhas alternas, denteadas, plissadas, com a base inequilátera. As flores são diminutas, arranjadas em glomérulos axiais, que dão origem a frutos secos e alados. Sua madeira é empregada para vários fins, principalmente para a fabricação de móveis, pequenas obras de marcenaria e pela indústria naval.

Outras Referências[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "O Bonsaísta". Artigos, tutoriais, guia do Bonsai para bonsaístas, calendário de eventos e muito mais. 
  2. "O meu bonsai". O Meu Bonsai. omeubonsai.com/. 
  3. "Bonsai", O Bonsaísta
  4. "História do Bonsai", O Bonsaísta.
  5. História do Bonsai, Atelier do Bonsai.
  6. "A Poda do Bonsai", O Bonsaísta
  7. "Estilos de Bonsai", O Bonsaísta
  8. "Estilo de Bonsai: Chokan", O Bonsaísta
  9. "Estilo de Bonsai: Moyogi", O Bonsaísta'
  10. "Estilo de Bonsai: Shakan", O Bonsaísta
  11. "Estilo de Bonsai: Kengai", O Bonsaísta
  12. "Estilo de Bonsai: Han-kengai", O Bonsaísta
  13. "Estilo de Bonsai: Fukinagashii", O Bonsaísta
  14. "Estilo de Bonsai: Hokidashi", O Bonsaísta
  15. "Estilo de Bonsai: Bunjingi", O Bonsaísta
  16. "Estilo de Bonsai: Takosukuri", O Bonsaísta
  17. "Estilo de Bonsai: Nejikan", O Bonsaísta
  18. "Estilo de Bonsai: Bankan", O Bonsaísta
  19. "Estilo de Bonsai: Sharimiki", O Bonsaísta
  20. "Estilo de Bonsai: Sabamiki", O Bonsaísta
  21. "Estilo de Bonsai: Sekijoju", O Bonsaísta
  22. "Estilo de Bonsai: Ishisuki", O Bonsaísta
  23. "Estilo de Bonsai: Neagari", O Bonsaísta
  24. "Estilo de Bonsai: Soju", O Bonsaísta
  25. "Estilo de Bonsai: Sokan", O Bonsaísta
  26. "Estilo de Bonsai: Tosho", O Bonsaísta
  27. "Estilo de Bonsai: Kabudashi", O Bonsaísta
  28. "Estilo de Bonsai: Netsunagari", O Bonsaísta
  29. "Estilo de Bonsai: Ikadabuki", O Bonsaísta
  30. "Estilo de Bonsai: Yose Ue", O Bonsaísta
  31. "Estilo de Bonsai: Penjing", O Bonsaísta
  32. "Formas de Cultivo", Jardim Bonsai, 09 maio, 2012.
  33. "Alporque. Como fazer alporquia", O Bonsaísta
  34. "Alporques (Alporquia de Anel)", Mestre Bonsai.
  35. "Substrato para Bonsai", O Bonsaísta
  36. "O Substrato Ideal", ABC do Bonsai.
  37. "Poda do Bonsai", O Bonsaísta.
  38. "Poda do Bonsai", Mestre Bonsai.
  39. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 27, 384.
  40. Guia de Cuidados. Disponível em http://www.bonsaikai.com.br/textosparaleitura/guiadecuidados/carmona.htm.
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Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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