Le bordereau

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Le borderau ("a lista", em francês) foi o nome pelo qual a imprensa francesa designou, em 1894, o documento descoberto por uma empregada de limpeza da Embaixada Alemã em Paris, no cesto do lixo do adido militar alemão, o tenente-coronel Schwarzkoppen. A empregada, Madame Bastian, entregou os papéis aos serviços secretos franceses. Estes logo concluíram que existia um traidor entre os oficiais franceses, que fazia espionagem para os alemães. O bordereau despoletou assim o caso Dreyfus. Era a única prova que fundamentava a condenação (que se provaria injusta) de Alfred Dreyfus.

Como se viria a provar mais tarde, o bordereau não havia sido escrito por Dreyfus, mas sim por Charles-Ferdinand Walsin Esterhazy.

Para além de conter a assinatura de Esterhazy, que mudou de assinatura assim que o jornal Le Matin publicou um fac-simile do bordereau, [1] o documento tinha sido escrito por alguém que demonstrava pouco conhecimento técnico dos termos de artilharia. O próprio Esterhazy afirmava que, como infantarista, sabia pouco do assunto, enquanto Dreyfus era da artilharia, sendo improvável que se tivesse referido a termos técnicos de uma forma tão incorrecta, imprópria e desajeitada.

No documento o traidor também informava que em breve partiria em manobras. Dreyfus não partiu em manobras, ao contrário de Esterhazy. Ademais, o texto era mal escrito, contendo erros tais como "Je vais partir en manœuvre", não usuais em Dreyfus, mas sim em Esterhazy.

Referências

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