Borobudur

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Pix.gif Conjunto de Borobudur *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Borobudur-perfect-buddha.jpg
Estátua de Buda em um dos templos de Borobudur
País Indonésia
Tipo Cultural
Critérios (i),(ii),(vi)
Referência 592
Região** Ásia e Pacífico
Coordenadas 7° 36' 28,008" N 110° 12' 12,996" E
Histórico de inscrição
Inscrição 1991  (15ª sessão)
Extensão 26 ha (260.000 mt²) - Área de proteção = 64 ha (640.000 mt²)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

O Conjunto de Borobudur é o maior monumento budista do mundo. Localiza-se no Vale de Kedu, região de Magelang, no sudeste da Província da Java Central na Ilha de Java, na Indonésia, aproximadamente a 40 km a noroeste da cidade de Yogyakarta, um dos principais centros da cultura javanesa tradicional. É a mais importante e visitada atração turística do país. Foi construído no século VIII, originalmente como um templo hindu. Posteriormente sua construção foi continuada como um stupa budista. Com o advento do islamismo à ilha de Java, Borobudur foi esquecido e abandonado e nos séculos seguintes foi envolvido pela selva até a sua redescoberta em 1814 por colonos ingleses[1].

Em 1991 o Comitê do Patrimônio Mundial em sua décima quinta sessão[2] homologou a inscrição, dentro dos critérios (i), (ii) e (iv)[3] e declarou, o Conjunto de Borobudur, integrando a lista dos atuais oito sítios [Mundial pela UNESCO na Indonésia].

História[editar | editar código-fonte]

A história da construção do Conjunto de Borobudur ainda não está totalmente esclarecida. Os pesquisadores que estudam vestígios da antiguidade da Indonésia frequentemente se deparam com gravuras e inscrições em pedras enigmáticas e muitas ainda não decifradas, sendo ainda impossível relacioná-las com o que já foi descoberto sobre as civilizações que habitaram a Ilha de Java no passado. Especificamente de Borobudur, não foram encontradas inscrições ou indícios do início de sua construção, nem os motivos que levaram a ser erguido em plena selva tão gigantesca obra arquitetônica. Ainda não se estabeleceu o tempo que foi necessário para a construção dos templos. Por isso não é possível saber precisamente a época de início da construção e nem seu término.

Construção[editar | editar código-fonte]

Borobudur.

Do pouco que já se descobriu do início da edificação do Conjunto de Borobudur é que, provavelmente, iniciou-se durante o período do reinado, na Ilha de Java, da dinastia Sanjaya, voltada ao hinduísmo, que começou a construir um templo, mas, o abandonaram. Por volta do ano 780 - século VIII - emerge e passa a governar até o século IX a, poderosa e rica, dinastia Sailendro, voltada e praticantes do budismo, na Ilha de Java. Retomaram a construção do templo de Borobudur (arquitetura originalmente hinduísta) agora como templo budista seguindo seus princípios culturais e religiosos e expandiram, construindo dois menores templos, estes, já totalmente budistas. O conjunto tornou-se um grandioso monumento budista. Nesse período, entre os séculos VIII e IX, que corresponde ao reinado da dinastia Sailendro na região central da Ilha de Java, ocorre uma impressionante evolução religiosa, cultural, artística e arquitetônica, tornando-a o centro do poder da ilha. E em Borobudur, que abrange uma área de 260 mil m² foi finalizado e modificado um antigo templo hinduísta, outros dois erguidos, e mais de setenta e duas stupas com estátuas de Buda e se preserva ainda formas arquitetônicas e representações hinduístas, entre os quais faz parte o complexo de Prambanan.


Para a construção foram utilizados 60000 m³ de andesito (material vulcânico) proveniente dos rios das redondezas.

Migração populacional[editar | editar código-fonte]

No século IX, a dinastia Sanjaya retornou ao poder. No ano de 928, aproximadamente 70 anos após a construção do Borobudur, aconteceu uma grande erupção vulcânica. Os javaneses acreditaram que este evento significava a perda da aura do local. Neste período também começou o desenvolvimento da regiões litorâneas graças às relações comerciais com os habitantes das ilhas Molucas e posteriormente com outros países asiáticos. Talvez por esses motivos o centro de poder se deslocou para o leste de Java, onde seria mais fácil controlar o comércio que prosperava.

Do período ente o ano de 919 e o século XIII, não foram encontrados nem escritos nem templos na Java central. Mas neste tempo Borobudur não foi esquecido. Pesquisas arqueológicas confirmam, que mesmo depois da mudança do centro de poder ao oriente havia habitantes nas redondezas, que utilizavam a construção como seu santuário. Na região foi encontrada cerâmica chinesa do século XIII, o que indica também contato com o mundo exterior.

Advento do islamismo[editar | editar código-fonte]

Um grande golpe para o caráter sacro de Borobudur foi a chegada do islamismo à ilha no século XIV. Os reis e seus súditos aderiram a nova religião de uma forma relativamente agradecida. A pregação de direitos iguais islâmica apresentou-se àquela sociedade estratificada como um melhor e mais justo sistema social. Muitos anos depois a religião serviu como elemento de união na luta contra os colonizadores europeus.

Os antigos deuses foram esquecidos e os templos desmontados para servirem de material de construção.

Borobudur felizmente escapou de tal destino. Seus admiradores provavelmente o cobriram com areia e argila. Sobre esta camuflagem cresceu rapidamente a vegetação. Quando Borobudur foi redescoberto no século XIX, cresciam sobre seus terraços grandes árvores.

Colonialismo[editar | editar código-fonte]

Uma nova etapa na história do Conjunto de Borobudur começou com a chegada dos ingleses no arquipélago. O ingleses administraram a colônia de 1811 até 1815. O governado geral de Java foi sir Thomas Stamford Raffles, homem progressista que acreditava que Java poderia ser o lugar de uma civilização desenvolvida. Raffles incumbiu o funcionário holandês H. C. Cornelius de explorar a região onde (como acabara de saber) havia, escondida pela vegetação, uma enorme construção.

Cerca de duzentos homens começaram a desencobrir o monumento e a restaurá-lo de maneira simples.

Localização[editar | editar código-fonte]

O Conjunto de Borobudur se encontra em uma região de sismos frequentes, de alta precipitação pluviométrica e alta variação de temperatura. O sistema de drenagem original não era suficiente para expelir a água da chuva totalmente. A água penetrava na rocha, umedecendo os fundamentos da construção. Durante a noite e o dia, mudanças abruptas de temperatura faziam o andesito rachar. Devido as essas condições naturais e a séculos de desinteresse o estado do Borobudur tornou-se crítico.

Em 1973, o Conjunto de Borobudur começou a ser completamente reconstruído sob o patrocínio da Unesco. O monumento foi totalmente "desmontado", cada pedra foi marcada, tratada e limpada quimicamente, e novamente recolocada. A reforma custou 25 milhões de dólares e durou cerca de uma década.

Referências

  1. Conjunto de Borobudur - Indonésia - UNESCO-WHC - descrição - ('em inglês') ; ('em francês'). Visitados em 13 de março de 2016
  2. Unesco-WHC - 15ª sessão - realizada de 9 a 13 de dezembro de 1991 em Cartagena, Tunísia - ('em inglês') ; ('em francês'). Visitadas em 12 de março de 2016
  3. UNESCO-WHC - critérios (definição) - ('em inglês') ; ('em francês'). Visitados em 13 de março de 2016

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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