Botafogo de Futebol e Regatas

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Botafogo FR
Botafogo de Futebol e Regatas logo.svg
Nome Botafogo de Futebol e Regatas
Alcunhas Estrela Solitária
O Glorioso
Fogo
Fogão
Bota
Time de General Severiano
Torcedor/Adepto Botafoguense
Alvinegro
Mascote Manequinho
Pato Donald
Biriba
Biruta
Fundação 1 de julho de 1894 (122 anos)
Estádio Nilton Santos
Capacidade 46 931 pessoas[1]
Localização Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, Rio de Janeiro RJ,
Brasil Brasil
Presidente Brasil Carlos Eduardo Pereira
Treinador Brasil Jair Ventura[2]
Patrocinador Brasil Voxx Suplementos[3]
Estados Unidos Ramada[4]
Brasil Cercred[5]
Brasil Omni[6]
Brasil Brahma
Material esportivo Brasil Topper
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
2015
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série B

Vice-campeão
3.ª Fase
Campeão Aumento
2014
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A
Flags of South American Conmebol Members.gif Libertadores

9.° colocado
Quartas de final
19.° colocado Baixa
Grupos
2013
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A

Campeão
Quartas de final
4.° colocado
Ranking nacional 13.° lugar - 10.932 pontos[7]
Website botafogo.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Botafogo de Futebol e Regatas é uma agremiação poliesportiva brasileira, com sede no bairro homônimo ao clube, na cidade do Rio de Janeiro. Nascido da fusão do Club de Regatas Botafogo (fundado para o remo em 1894) com o Botafogo Football Club (formado para o futebol em 1904), é um dos principais clubes do Brasil. Suas maiores glórias esportivas vêm principalmente do futebol, especialmente entre as décadas de 1950 e 1960, considerada sua era de ouro.

Conhecido pela estrela de cinco pontas em seu distintivo, que lhe dá a alcunha de clube da Estrela Solitária, o Botafogo tem como suas cores oficiais o preto e o branco. Desde 2007, manda seus jogos de futebol no Estádio Nilton Santos, antes chamado de Engenhão. Um dos clubes mais populares do Brasil,[8][9] tem como seus principais rivais o Flamengo, o Fluminense e o Vasco da Gama.[10][11][12]

Foi indicado pela FIFA ao seleto grupo dos maiores clubes do século XX.[13][14] Dentre seus principais títulos estão: 20 Campeonatos Cariocas, 4 Torneios Rio-São Paulo, 2 Campeonatos Brasileiros e 1 Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana).[15][16][17][18][19]

Além disso, o clube detém alguns dos principais recordes do futebol brasileiro, como o de maior número de partidas de invencibilidade: 52 jogos entre os anos de 1977 e 1978;[20][21] o recorde de partidas invictas em jogos do Campeonato Brasileiro: 42, também entre 1977 e 1978;[22][23] o maior número de participações de jogadores em partidas totais da Seleção Brasileira (considerando jogos oficiais e não oficiais): 1094 participações;[24] e o maior número de jogadores cedidos à Seleção Brasileira para Copas do Mundo.[25] O clube ainda é o responsável pela maior vitória já registrada no futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira no Carioca de 1909.[26]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do Botafogo de Futebol e Regatas para dados mais detalhados

Grupo de Regatas Botafogo[editar | editar código-fonte]

Localização do Botafogo no mapa da América do Sul.

Em 1891, contando em sua gênese com a participação de membros egressos do Clube Guanabarense, criado em 1874, o Grupo de Regatas Botafogo foi fundado pelo remador Luiz Caldas, conhecido como Almirante. No contexto da Revolta da Armada, dois líderes revolucionários, o almirante Custódio de Melo e o comandante Guilherme Frederico de Lorena, tinham, respectivamente, dois filhos como sócios do grupo, João Carlos de Melo (John) e Frederico Lorena (Fritz). Esta ligação dos jovens com o grupo levantou suspeitas do governo sobre o Botafogo, que foi obrigado a interromper suas atividades. Por conta da perseguição, John e Fritz deixaram a cidade do Rio de Janeiro, e Luiz Caldas foi preso.

Luiz Caldas viria a falecer pouco tempo depois, ao final de junho de 1894. Então, os sócios restantes do Grupo de Regatas Botafogo se reuniram para regulamentar a criação do clube. Com quarenta sócios, em 1 de julho de 1894, era fundado o Club de Regatas Botafogo.[27]

Club de Regatas Botafogo[editar | editar código-fonte]

Primeira sede do Club de Regatas Botafogo.

A sede do clube era em um casarão, atualmente demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a avenida Pasteur. Os fundadores do Club de Regatas Botafogo foram Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luiz Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo. A embarcação botafoguense Diva, surgida em 1899, tornou-se uma lenda nas águas da Baía de Guanabara ao vencer todas as 22 regatas que disputou, sagrando o clube como campeão carioca de 1899.[28]

O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva, em outubro de 1902, após a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.[29]

Uma curiosidade na história do Club de Regatas é que seus atletas já haviam se arriscado a praticar o futebol. No dia 25 de outubro de 1903, antes da fundação do Botafogo Football Club, os remadores botafoguenses se reuniram com os colegas de esporte do Flamengo para a disputa de um amistoso. O time do Botafogo, formado por W. Schuback, C. Freire e Oscar Cox; A. Shorts, M. Rocha e R. Rocha; G. Masset, F. Frias Júnior, Horácio Costa Santos, N. Hime e H. Chaves Júnior, goleou o Flamengo por 5 a 1 no campo do Paissandu. Alguns dos atletas do Botafogo integravam o time de futebol do recém-fundado Fluminense.[10]

Botafogo Football Club[editar | editar código-fonte]

Vista aérea atual do bairro de Botafogo.

O bairro de Botafogo foi o local onde se fundou para o futebol o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A ideia surgiu a partir de Flávio Ramos e Emmanuel Sodré, que estudavam juntos no Colégio Alfredo Gomes. Durante uma aula cansativa de álgebra ministrada pelo general Júlio Noronha, um bilhete passado por Flávio a Emmanuel dizia: "O Itamar Tavares tem um clube de football na rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques".

Emmanuel aguardou o fim da aula para expressar seu entusiasmo. Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, próximo ao Largo dos Leões, logo convenceram outros colegas de que não surgiria opção melhor para preencher o vazio daqueles dias de começo de século XX no Rio de Janeiro, em que eram raras as atrações para os adolescentes. Na tarde de sexta-feira, 12 de agosto de 1904, Flávio, Emmanuel e alguns amigos, todos com idades entre catorze e quinze anos, reuniram-se em um velho casarão localizado nas esquinas da rua Humaitá com o Largo dos Leões para oficializar a fundação do clube.

Time do Botafogo em 1906.

Electro Club foi o primeiro nome dado ao Botafogo, já que os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto grêmio de pedestrianismo com esse nome, que resolveram então adotar.

O uniforme de listras verticais em preto e o branco também foi aclamado por unanimidade. A sugestão partiu de Itamar Tavares. Ele estudara na Itália, onde torcia para a Juventus, criada em 1897 e que, hoje, é um dos clubes mais populares da Europa. A primeira diretoria do Electro, que não teve ata de fundação, era composta por Flávio da Silva Ramos (presidente), Octávio Werneck (vice-presidente), Jacques Raymundo Ferreira da Silva (secretário) e Álvaro Werneck (tesoureiro). Flávio e Emmanuel não gostariam de ver o clube tomar o destino de tantos outros, que desapareceram sem deixar vestígio. Logo, procuraram gente com mais idade e mais experiência para administrá-lo, como Alfredo Guedes de Mello e Alfredo Chaves.

O nome Electro Club permaneceu apenas até o dia 18 de setembro. Neste dia, foi realizada outra reunião na casa de Dona Chiquitota, avó do Flávio, que se assustou ao saber o nome do clube: “Afinal, qual é o nome deste clube?”, perguntou. “Electro”, respondeu Flávio, que então resolveu seguir o conselho de sua avó:

“Meu Deus. Que falta de imaginação! Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo.”
Francisca Teixeira de Oliveira, a Dona Chiquitota.

E assim foi feito, o Electro passou a se chamar Botafogo Football Club. Neste mesmo dia, tomou posse a nova diretoria, composta por Alfredo Guedes de Mello (presidente), Itamar Tavares (vice-presidente), Mário Figueiredo (secretário) e Alfredo Chaves (tesoureiro). Os primeiros treinos aconteceram no Largo dos Leões, e as palmeiras imperiais serviram de balizas. Assim, nascia o Botafogo Football Club. Seus fundadores: Álvaro Cordeiro da Rocha Werneck, Arthur César de Andrade, Augusto Paranhos Fontenelle, Basílio Vianna Junior, Carlos Bastos Neto, Emmanuel de Almeida Sodré, Eurico Parga Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raymundo Ferreira da Silva, Lourival Camargo da Costa, Octávio Cordeiro da Rocha Werneck, Vicente Licínio Cardoso e Itamar Tavares.

O time que venceu o Campeonato Carioca de 1907.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 a 0. O time que entrou em campo usava o esquema 2-3-5 e era composto por: Flávio Ramos; Victor Faria e João Leal; Basílio Vianna, Octávio Werneck e Adhemaro de Lamare; Normann Hime, Itamar Tavares, Álvaro Soares, Ricardo Rego e Carlos Bittencourt. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos.

Ainda neste ano, foi criado o Carioca Football Club no bairro de Botafogo. Este clube era destinado a ensinar às crianças as bases do futebol, sendo a primeira escola do esporte no Brasil. A escola foi desativada em 1908 e absorvida pelo Botafogo Football Club, que buscou nos jogadores do Carioca a intenção de fundar o seu próprio time infantil.[30]

Botafogo de Futebol e Regatas[editar | editar código-fonte]

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942 (mesmo dia de homenagem à santa padroeira do clube, Nossa Senhora da Conceição.[31]), resultado da fusão dos dois clubes de mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A fusão já era estudada desde 1931, mas durante muitos anos foi combatida porque gente ligada aos dois clubes, como o historiador Antônio Mendes de Oliveira Castro, do remo, e João Saldanha, do futebol, garantiam que o Regatas estava "infiltrado de torcedores do Fluminense", que, dos cinco grandes clubes da cidade, é um dos dois (junto com o América) que nunca tiveram um departamento ligado a esse esporte.

A união foi apressada por uma tragédia: no dia 11 de junho de 1942, os dois clubes, que também tinham atividades em outros esportes, disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Carioca, no Mourisco Mar, sede do Club de Regatas Botafogo. Nesse dia, o jogador Armando Albano, do Football Club, chegou atrasado ao jogo que já havia começado, entrando com o jogo em andamento. Durante o intervalo, Armando Albano abaixou-se para pegar uma bola e caiu desfalecido. Os médicos correram, fizeram todos os atendimentos possíveis, mas o jogador havia sido fulminado por um infarto.

Depois de confirmada a morte do jogador, a partida foi interrompida faltando dez minutos para o final, quando o placar marcava 21 pontos para Club de Regatas e 23 para Football Club. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, houve uma parada. Os presidentes dos clubes fizeram um pronunciamento:[32]

“E comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido, os nossos jogadores não disputarão mais. Todos nós queremos que o jovem lutador desaparecido parta para a grande noite como um vitorioso. E é assim que o saudamos.”
Augusto Frederico Schmidt, presidente do Club de Regatas Botafogo.
“Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor: o Botafogo!”
Eduardo Góes Trindade, presidente do Botafogo Football Club.
“O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?”
Augusto Frederico Schmidt, selando a fusão.

A partir dessa data, começou o procedimento para a fusão dos clubes, nascendo o Botafogo de Futebol e Regatas. Com a fusão foram feitas algumas alterações: a bandeira perdeu o escudo com letras entrelaçadas do B.F.C., e ganhou um retângulo preto com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas, ao alto. O escudo incorpora ao distintivo a Estrela Solitária branca, num fundo preto com contorno branco, no lugar das letras entrelaçadas. Além disso, a equipe de futebol passou a usar calções pretos.

Sedes e estádios[editar | editar código-fonte]

General Severiano[editar | editar código-fonte]

Entrada da sede de General Severiano, em 2007.
Sede social

General Severiano é um palacete erguido em um terreno cedido pela prefeitura em 1912 para ser a sede do Botafogo. Construída como um amplo casarão em estilo eclético pintado de cor salmão, a foi inaugurado com um baile de gala para a alta sociedade do Rio de Janeiro. Novas obras da sede social na avenida Venceslau Brás foram iniciadas em 1927 e o casarão foi inaugurado definitivamente no ano seguinte.

Piscinas da sede social.

Em 1976, presidido por Charles Macedo Borer, o clube vendeu a sede para a Companhia Vale do Rio Doce. Assim, o Botafogo mudou-se para o Mourisco Mar e para Marechal Hermes, onde ficou de 1977 até 1992. Em 1994, na gestão do presidente Carlos Augusto Montenegro, o alvinegro retornou ao palacete. Parte da área original, entretanto, se perdeu devido à construção de um shopping center, atualmente chamado Rio Plaza, em parte do antigo terreno e no sub-solo do clube.

Além da parte esportiva, a sede concentra também a diretoria do clube, bem como sua parte administrativa.[33]

Estádio
Ver artigo principal: Estádio de General Severiano

O campo do antigo estádio do clube foi inaugurado na primeira partida do Campeonato Carioca de 1913, em jogo contra o rival Flamengo, vencido pelo Botafogo por 1 a 0. Em 1937, iniciou-se a implantação de arquibancadas de concreto no estádio, obra concluída e inaugurada em 1938. Na partida de reinauguração, vitória por 3 a 2, dessa vez sobre o Fluminense. Contudo, o estádio foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno na década de 1970 e nunca mais foi reconstruído.[34]

CT João Saldanha
Campo do Centro de Treinamento.

Em 2004, ano do centenário do futebol do clube, foi inaugurado o centro de treinamentos da equipe profissional. O Centro de Treinamento João Saldanha concentra o alojamento do time principal, espaço para treinos, vestiários, refeitório e salas de lazer, além de um campo de grama natural e outro de grama sintética. O CT ainda conta com a moderna sala de imprensa Armando Nogueira.[33]

Em 2010, em ranking feito pelo canal SporTV em parceria com o curso de Especialização em Futebol da Universidade Federal de Viçosa, o CT João Saldanha ficou entre os dez melhores centros de treinamento do país, sendo considerado o melhor do Rio de Janeiro.[35]

Complexo Sócio Esportivo Paulo Azeredo

O complexo esportivo de General Severiano possui ampla estrutura de lazer, com três piscinas (duas recreativas e uma semi olímpica), um ginásio poliesportivo, duas quadras, churrasqueira e sauna. O espaço abriga os treinamentos das equipes de vôlei e basquete, além de escolinhas de vários esportes, como natação, futsal e futebol society.[33]

Mourisco Mar[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mourisco Mar

Inaugurado em 1969, o Mourisco Mar fica situado na Praia de Botafogo e é a sede de esportes aquáticos do clube. O local, onde treinam as equipes de natação e polo aquático do Glorioso, dispõe de uma piscina olímpica e arquibancada coberta para 1.200 pessoas, além de salas especializadas para as alas médica e nutricional, palestras, fisiologia e musculação.[33]

Sacopã[editar | editar código-fonte]

Sede náutica do Botafogo na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Situada na Lagoa Rodrigo de Freitas, a sede do Botafogo de remo, conhecida pelo nome de Sacopã, concentra o departamento de regatas do clube. O local é destinado para os treinamentos dos atletas profissionais e para a escolinha de remo. O espaço conta com uma garagem para cinquenta barcos, tanque em solo com capacidade para oito remadores, sala de musculação e alongamento, alojamentos e uma pequena oficina.[33]

Marechal Hermes[editar | editar código-fonte]

Em 1977, ao perder sua sede de General Severiano, o Botafogo transferiu as atividades do futebol para o bairro de Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro. A mudança aconteceu no dia do aniversário de 73 anos de fundação do Botafogo Football Club. O estádio, chamado Mané Garrincha, só foi utilizado oficialmente pela primeira vez em 22 de outubro de 1978, com vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa-RJ, pelo Campeonato Estadual.[36]

Nos anos 1990, o Botafogo voltou à sua sede tradicional na zona sul da cidade. A partir de então, a sede de Marechal Hermes passou a abrigar as categorias de base do clube. Atualmente, o local encontra-se abandonado, mas há um projeto para a construção de um Centro de Treinamento para as categorias de base.[37]

Caio Martins[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio Caio Martins

Localizado na cidade de Niterói, no complexo esportivo Caio Martins, o estádio recebeu muitos jogos do Botafogo da década de 1980 até 2004. Inaugurado em 1941 pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, foi construído, originalmente, para ser utilizado pelo Canto do Rio, mas está sob concessão Botafogo.

No início dos anos 2000, seu nome sofreu alteração pela Câmara de Vereadores da cidade, passando a se chamar Mestre Ziza, em homenagem ao ex-jogador niteroiense Zizinho. Entretanto, alteração não foi de agrado da maioria do torcedores alvinegros, já que Zizinho fez sua carreira jogando pelo rival Flamengo. O nome original ainda continua para o complexo esportivo administrado pela SUDERJ e homenageia o escoteiro Caio Vianna Martins.[38]

Em 2003, o estádio foi reformado e sua capacidade aumentou para 15 mil espectadores. A partir de 2005, porém, as obras foram desfeitas e o Botafogo deixou de utilizar o estádio para jogos e treinos de sua equipe profissional. Atualmente, o local recebe partidas e treinos dos juniores e juvenis do clube.[33]

Estádio Nilton Santos[editar | editar código-fonte]

Primeiro jogo do Botafogo como gestor do estádio, em 2007.

Construído pela prefeitura para os Jogos Pan-Americanos de 2007 no bairro do Engenho de Dentro, é oficialmente denominado Estádio Olímpico João Havelange, porém conhecido popularmente como Engenhão ou Estádio Nilton Santos, a partir de 2015.[39] Foi arrendado pelo Botafogo em 2007 pelo prazo de vinte anos. O estádio possui capacidade para cerca de 45 mil espectadores e é o local onde a equipe manda suas partidas. A arena conta ainda com uma pista de atletismo dentro dos padrões internacionais e um campo de aquecimento no exterior do estádio, onde o time profissional também treina.[40]

O Botafogo participou do jogo de abertura, contra o Fluminense, no dia 30 de junho de 2007, vencendo por 2 a 1. No dia 19 de setembro do mesmo ano, o clube fez seu primeiro jogo como gestor do local, contra o River Plate, em confronto válido pela Copa Sul-Americana, ganhando a partida por 1 a 0.[41][42]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Estrela Solitária[editar | editar código-fonte]

A Estrela Solitária.

A Estrela Solitária, presente no escudo, na bandeira e na flâmula do clube, era o símbolo máximo do Club de Regatas Botafogo. Originalmente, possuía um formato diferente: tinha em cada ponta uma tonalidade, dividindo-as em preto e branco, dando efeito de sombra. Contudo, foi substituída nos primeiros anos pelo famoso modelo da estrela de cinco pontas branca em um fundo preto.

A Estrela Solitária representa a Estrela D'Alva e foi adotada porque os remadores do clube, que cedo madrugavam na Enseada de Botafogo, frequentemente viam o planeta Vênus brilhando no ceú. Com a fusão dos dois clubes, a estrela apontada para o Zênite também foi adotada como símbolo do futebol. O Botafogo de Futebol e Regatas recebeu como um dos apelidos "clube da Estrela Solitária".[43]

Escudo do Botafogo na sede do clube.

Escudo[editar | editar código-fonte]

O Club de Regatas Botafogo não possuía um escudo oficial. Havia, porém, um escudo usado popularmente que continha a Estrela Solitária, remos e o monograma do clube, com as iniciais CRB. No uniforme, o clube usava apenas um monograma com a estrela no topo. Em 1919, a estrela se sobrepôs às iniciais, que passaram para dentro dela.

Já o escudo do Botafogo Football Club foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores, Basílio Viana Júnior. Era um escudo branco no estilo suíço, com o contorno em preto. Ao centro, as iniciais do clube BFC, entrelaçadas em preto.

Em 1942, com o surgimento do Botafogo de Futebol e Regatas, manteve-se o formato do escudo do Botafogo Football Club, com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas Botafogo, no lugar das letras, em um fundo preto. Além disso, o escudo recebeu dois contornos: o de dentro branco e o de fora negro.[44]

Em 2008, a revista japonesa T Sports Magazine elegeu os 100 escudos de futebol mais bonitos do mundo e o símbolo do Botafogo foi escolhido como o primeiro colocado.[45] No ano seguinte, foi novamente considerado o escudo mais bonito do mundo, dessa vez pelo site Esporte Info, atual Esporte Final. O time de jurados consistiu de jornalistas, uma designer gráfica e um historiador brasileiros.[46][47] Em 2013, o site norte-americano Bleacher Report também incluiu o escudo alvinegro entre os 20 mais bonitos do mundo.[48]

Estrelas
As estrelas acima do escudo.

Entre 1981 e 2003, acima do escudo oficial do Botafogo havia quatro estrelas menores, que representavam o tetracampeonato carioca conquistado entre os anos de 1932 e 1935. Atualmente, porém, o clube não utiliza mais essas estrelas complementares, fazendo jus ao apelido de Estrela Solitária.[28][49]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira do Botafogo.

A bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas surgiu após a fusão do Botafogo Football Club com o Club de Regatas Botafogo. O clube de futebol possuía uma bandeira com faixas horizontais pretas e brancas, com o escudo do clube ao centro. Foi bordada pela primeira vez pelas irmãs do ex-presidente Edwin Elkin Hime Júnior: Ruth, Hilda, May, Leah e Miriam.[50] Já a bandeira do clube de regatas era branca, com um quadrilátero preto no canto superior esquerdo e a tradicional Estrela Solitária em branco. Com a fusão, em 1942, permaneceram as faixas horizontais e o quadrilátero preto, com a Estrela Solitária branca no canto superior esquerdo.

O formato oficial da bandeira é de 1,28 metro de largura e 90 centímetros de altura. As listras horizontais têm 10 centímetros de largura cada. São cinco listras pretas e quatro brancas. O retângulo preto, que contém a Estrela Solitária, mede 56 x 40 cm.

Camisa 7[editar | editar código-fonte]

Camisa 7 alvinegra.

A camisa 7 é considerada a mais importante da história do Botafogo. Diversos jogadores do clube se destacaram tanto pelo alvinegro quanto pela Seleção Brasileira vestindo o número místico nas costas. A história de sucesso começou com o atacante Paraguaio, em 1948. O jogador foi um dos grandes responsáveis pelo título carioca daquele ano, conquistado após uma vitória sobre o Expresso da Vitória vascaíno.[44]

Nos anos 1960, a camisa 7 vestiu Garrincha, um dos maiores ídolos do clube e da Seleção Brasileira. Com diversos títulos conquistados pelo alvinegro, além de duas Copas do Mundo com a Seleção, o jogador consagrou de vez o número. A partir de então, a camisa sempre foi reservada ao jogador considerado de maior qualidade do time. Na década de 1970, Jairzinho, Rogério e Zequinha mantiveram a mística do 7.[51] A camisa ainda voltaria a ter destaque em 1989: após 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, o atacante Maurício, vestindo o número mágico, fez o gol do título por 1 a 0 sobre o rival Flamengo.[44]

Nos anos 1990, foi a vez de Túlio Maravilha fazer sucesso com a camisa. Em 1995, com o patrocínio da marca de refrigerante Seven Up, o atacante deixou de lado o número 9 e passou a vestir a camisa 7, graças a uma ação de marketing.[52] Como resultado, a conquista do Campeonato Brasileiro daquele ano, com Túlio sendo o artilheiro da competição.[53] Nos anos 2000, o jogador de maior relevância a usar o número 7 foi o atacante Dodô. Após vestir a camisa 10 nas passagens anteriores pelo clube, trocou de número justamente em 2007. Mesmo sem conquistar títulos naquele ano e após um polêmico caso de doping, a camisa do jogador foi a mais vendida da temporada.[54][55]

Hinos[editar | editar código-fonte]

Hino popular

O hino mais difundindo na mídia e no conhecimento popular, apesar de não ser o oficial, foi composto por Lamartine Babo em 1942. Os versos iniciais "Botafogo, Botafogo campeão desde 1910" estão na cabeça dos torcedores, sendo frequentemente cantado nos jogos do time.[56]

Há uma polêmica na letra. Como foi composta na década de 1940, seu registro traz "Campeão desde 1910". Contudo, o primeiro título oficial do Botafogo foi o Campeonato Carioca de 1907, que, devido a divergências entre Botafogo e Fluminense, só foi oficializado em 1996, com a divisão do título pelos dois clubes. Por conta disso, é comum ouvir torcedores cantando uma versão modificada: "Botafogo, Botafogo campeão desde 1907".[57] Neste hino, encontra-se também dois dos principais lemas do clube. São eles: "Foste herói em cada jogo" e "Não podes perder, perder pra ninguém".

Hino oficial do futebol

O hino oficial do Botafogo Football Club, com letra de Octacílio Gomes e música de Eduardo Souto, não é muito difundido entre a mídia e os torcedores.[56] Isto se deve ao fato de a canção de Lamartine Babo ter sido criada no ano da fusão dos dois clubes e possui, também, um vocabulário menos complexo do que o oficial. Além disso, os hinos oficiais dos outros clubes cariocas também são ofuscados pelas canções de Lamartine, que compôs músicas para, além do Botafogo, América, Flamengo, Fluminense, Vasco, Bangu, Olaria, São Cristóvão, Madureira, Bonsucesso e Canto do Rio.[58]

Hino oficial do remo

O hino do antigo Club de Regatas Botafogo foi escrito por Alberto Ruiz, que foi presidente do clube em 1930.[56]

Mascotes[editar | editar código-fonte]

Manequinho
Ver artigo principal: Manequinho
Estátua do Manequinho em frente à sede do clube.

Atualmente, em frente à sede de General Severiano, há uma estátua apelidada de "Manequinho", que faz parte do folclore alvinegro. Tombada em 2002 como patrimônio cultural, representa, de maneira bem-humorada, um menino urinando. É uma reprodução da estátua Manneken Pis, da Praça de Bruxelas, na Bélgica. Com um metro de altura, foi esculpida originalmente por Belmiro de Almeida, em 1908, e esteve instalada na Praça Marechal Floriano, no Rio de Janeiro, até 1927. Nessa ocasião, foi transferida, por ser considerada um desrespeito aos bons costumes, para a Praia de Botafogo, próxima ao Mourisco Mar.

A imagem passou a ser associada ao Glorioso quando, na comemoração do Campeonato Carioca de 1957, um torcedor vestiu a escultura com a camisa do Botafogo. Os alvinegros, então, passaram a considerá-la um símbolo do clube. Em todas as conquistas de títulos, o Manequinho recebe carinhosamente um uniforme do time.

Em 1990, vândalos roubaram e destruíram o monumento. Uma réplica, de autoria de Amadeu Zani, foi instalada no local para substituí-lo. No ano de 1994, a estátua foi transferida para a praça em frente à sede de General Severiano. Em 2008, após novo ato de vandalismo, o Manequinho teve a peça de seu pênis roubada. A estátua novamente foi restaurada e, no início de novembro desse mesmo ano, o Botafogo assumiu a posse e guarda oficial do monumento.[44]

Pato Donald

Lorenzo Mollas, chargista argentino que trabalhou no Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 50, vestiu o Pato Donald com a camisa do Botafogo nos anos 1940. Logo, a personagem de desenhos da Walt Disney foi adotada como mascote pela torcida. Mollas escolheu o Pato Donald porque ele reclama seus direitos, luta, briga e defende-se, como eram os dirigentes alvinegros da época, e, ainda, sem perder a sua elegância ao deslizar pelas águas, aludindo à prática do remo. Apesar do carisma, o mascote nunca foi oficializado por conta de direitos autorais.[59]

Cachorro "Biriba"
Biriba, mascote lançado em 2008 ao lado da dupla Biruta.

No final dos anos 1940, o supersticioso presidente do clube Carlito Rocha transformou o cachorro Biriba, que pertencia ao zagueiro Macaé, em mascote do clube. Em partida contra o Madureira, válida pelo Campeonato Carioca de 1948, o vira-lata invadiu o gramado no momento da comemoração de um gol alvinegro. A partir de então, Rocha passou a levar o animal em todas as partidas do clube, acreditando que trazia sorte.[60] Em certa ocasião, a diretoria do Vasco da Gama tentou barrar a entrada de Biriba em São Januário, mas Carlito Rocha colocou o cachorro debaixo do braço e desafiou os rivais, permitindo a entrada do animal. Com a presença de Biriba, em 19 jogos, o Botafogo venceu 17 partidas e empatou duas, sagrando-se campeão estadual daquele ano.[61] O simpático mascote botafoguense morreu aos 12 anos, em 1958.[62]

Com a popularidade de Biriba, a figura do cachorro foi adotada como mascote não-oficial do clube. A torcida Fúria Jovem, inclusive, tem o animal como símbolo e divide seus grupos por "canis".[63]

Em 2008, a tradição do cachorro como mascote alvinegro foi revivida quando o cão Perivaldo (nomeado em homenagem ao ex-jogador do clube nos anos 1970) entrou junto com o time em uma partida da Copa do Brasil. Em suas costas negras, o beagle trazia uma marca de nascença em formato de estrela na cor branca, remetendo ao símbolo máximo do clube, a Estrela Solitária.[60] Neste mesmo ano, o clube lançou os cachorros Biriba & Biruta como mascotes oficiais.[64]

Uniformes[editar | editar código-fonte]

O Club de Regatas Botafogo dispunha, inicialmente, de dois uniformes diferentes. O primeiro, com camisetas e calções inteiramente negros, era utilizado para as competições em si. O segundo, com camisa alvinegra listrada na horizontal e calções negros, era utilizado somente nos treinamentos. Posteriormente, o clube passou a utilizar como segundo uniforme o traje inteiramente branco.

Já o Botafogo Football Club, em seus primeiros anos, usava camisas e calções brancos, com meias cor de abóbora, antes de trocar para as meias pretas.[65] Somente em 1906 a equipe adotaria a tradicional camisa listrada, encomendadas junto à Benetfink & Company, de Londres.[66] A inspiração para as cores veio da Juventus, tradicional equipe da Itália, onde um dos fundadores do Botafogo, Itamar Tavares, havia estudado.[67]

Mesmo com a fusão entre os dois clubes e a formação do Botafogo de Futebol e Regatas, cada esporte manteve seu uniforme: o remo continuou a vestir negro e o futebol usava camisa listrada com calções e meias pretos. Porém, em 1948, o Botafogo passou a utilizar calções e meias brancos, fato que durou sete anos. De 1954 a 1956, devido ao suicídio do presidente do Brasil Getúlio Vargas, o Botafogo usou novamente calção e meias negros. Em 1956, voltou a usar os dois equipamentos inferiores em branco novamente, por um curto período de tempo. Em 1957, passou a usar também meiões na cor cinza.[68]

Estatuto

A camisa do Botafogo deve possuir nove listras verticais de igual tamanho, conforme o estatuto do clube.[69][70] Normalmente, a listra central é da cor preta, porém, em algumas oportunidades, foram utilizadas na cor branca.[71] Detalhes nas mangas e na altura do ombro também são aceitos para facilitar a diversidade ano a ano. De acordo com o estatuto do clube, o uniforme deve ser nas cores alvinegras. Portanto, suas camisas reservas são predominantemente brancas ou pretas, tal qual são as cores dos calções e das meias. O uniforme de goleiro não precisa seguir o regulamento do clube.[70]

Uniformes atuais
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1.° Goleiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2.° Goleiro

Futebol[editar | editar código-fonte]

Anos 1900 e 1910: O Glorioso[editar | editar código-fonte]

Botafogo campeão de 1910.
Time campeão em 1912.

Em 1906, o Botafogo venceu seu primeiro título, a Taça Caxambu, o primeiro torneio do futebol do Rio de Janeiro, disputado pelas equipes de segundo-quadro. O time participou ainda do primeiro Campeonato Carioca ficando em quarto lugar. A primeira vitória da equipe no campeonato, por 1 a 0, foi contra o Bangu em 27 de maio.

No ano seguinte, terminou empatado o Carioca em pontos com o Fluminense numa grande polêmica só resolvida nove décadas depois. O Botafogo teria de enfrentar o Internacional, lanterna da competição, na última rodada. Porém, o Internacional, que também não tinha enfrentado o Fluminense, não compareceu ao jogo. O Botafogo venceu o jogo por W.O., mas não teve gols acrescentados na tabela. Enquanto isso, o Fluminense venceu o Paissandu por 2 a 0 e empatou na classificação final do campeonato com o alvinegro. Como tinha saldo melhor, o Fluminense reivindicou o título. Prejudicado por não ter a oportunidade de marcar gols na última partida, o Botafogo pedia um jogo extra, maneira considerada pelos diretores alvinegros justa de decidir a disputa, o que não foi aceito. O regulamento da competição não especificava nenhum critério de desempate além do número de pontos. Os dois clubes não chegaram a um acordo sobre como decidir o campeonato.[72] A Liga não conseguiu encontrar uma solução e se dissolveu, ficando o campeonato sem um campeão até 1996, quando Eduardo Viana, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, decidiu dividir o título de 1907 entre ambos os clubes.

Em 1910, o Botafogo consagrar-se-ia definitivamente. Ao vencer o Campeonato Carioca de 1910, o time realizou uma campanha marcada por sete goleadas aplicadas sobre os adversários na competição, fato este que lhe rendeu o apelido de O Glorioso. O alvinegro, que naquele campeonato marcara 66 gols, já demonstrava aptidão para marcar várias vezes anteriormente. No ano anterior, aplicou 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira (até hoje a maior goleada da história do futebol brasileiro em jogos oficiais). Nesta mesma época de transição de décadas, o Botafogo ainda fez 15 a 1 sobre o Riachuelo, 13 a 0 e 11 a 0 no Haddock Lobo, 9 a 0 contra o Internacional, entre outras goleadas mais e ainda venceu o torneio interestadual em cima do Palmeiras po 7 a 2.

Em 1911, o clube desligou-se da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA) após uma confusão num jogo contra o América. O incidente foi iniciado quando o jogador do time rubro Gabriel de Carvalho fez falta violenta em Flávio Ramos, que revidou, originando uma briga generalizada. Insatisfeita com as punições que foram impostas aos jogadores alvinegros envolvidos na briga (Adhemaro e Abelardo de Lamare receberam seis e doze meses de suspensão respectivamente), a diretoria solicitou o desligamento do próprio clube da LMSA e, em seguida, passou uma longa fase realizando apenas amistosos contra equipes paulistas. No final do mesmo ano, o Botafogo perdeu a sua sede na rua Voluntários da Pátria, onde realizava seus jogos. Teve de disputar o campeonato de 1912, organizado pela Associação de Football do Rio de Janeiro, em um modesto campo na rua São Clemente. Nesta competição, o alvinegro sagrou-se campeão.

Em 1913, o Botafogo retornou à Liga Metropolitana de Sports Athleticos. E, em 1915, voltou à liga municipal renovado com a concessão do terreno da rua General Severiano pela prefeitura em 1912.

Anos 1910 e 1920: entressafra alvinegra[editar | editar código-fonte]

Partida de inauguração do Estádio de General Severiano, em 1913.

A fase entre 1912 e 1930 pode ser considerada como o primeiro período de jejum de títulos do Botafogo. Todavia, foram conquistados dois Campeonatos Cariocas de Segundos Quadros, em 1915 e 1922. O clube ainda foi vice-campeão carioca por quatro vezes, 1913, 1914, 1916 e 1918, e fez vários artilheiros do torneio até 1920, entre eles Mimi Sodré, Aluízio Pinto, Luiz Menezes e Arlindo Pacheco.

Jogadores em 1913.

Nesta época, o Botafogo contribuiu para a criação de um termo bastante comum nos dias atuais do esporte brasileiro: cartola.[73] Em 1917, os dirigentes do Botafogo trajaram-se de fraque e cartola para receber o time uruguaio do Dublin FC no gramado. A intenção era imitar os políticos da República Velha, mas o resultado acabou sendo o nome, adotado pela imprensa, de cartola para os dirigentes esportivos.

Antes de ser formado o time do início da década de 1930, o Botafogo, nos anos 1920, obteve como melhor resultado um terceiro lugar no Campeonato Carioca de 1928. De resto, foram cinco quartas colocações e outras classificações inferiores. Em 1923, o time quase foi rebaixado, ficou em 8.° lugar (último) no Carioca. Teve de disputar um partida eliminatória para não cair, contra o Vila Isabel, vencida por 3 a 1.

Este período também foi marcado por um série de problemas internos na cúpula do clube. Tanto que o atacante Nilo, que viria a ser um dos destaques do time de 30, foi para o Fluminense devido a problemas com a diretoria. Só retornou ao alvinegro em 1927, para ser o artilheiro do Carioca do mesmo ano.

Anos 1930: o tetracampeonato[editar | editar código-fonte]

Time campeão estadual em 1930.
Carvalho Leite em campo.

Na década de 1930, liderado pelos atacantes Nilo, Patesko e Carvalho Leite, entre outros craques, o Botafogo conquistou o Carioca de 1930 e o inédito tetracampeonato em 1932, 1933, 1934 e 1935. Nesta época, o campeonato do Rio de Janeiro era dividido em duas ligas, a profissional e a amadora, homologada pela CBD e pela FIFA e da qual o Botafogo participava. Em 1931, problemas internos envolvendo diretores e futebolistas atrapalharam o time durante a campanha, mas venceu a Copa dos campeões estaduais de 1930, disputada em 1931. Nessa mesma era, dez jogadores do Botafogo foram convocados para a Copa do Mundo de 1934 na Itália: Carvalho Leite, Patesko, Waldyr, Áttila, Canalli, Ariel, Martim Silveira, Octacílio e os goleiros Germano e Pedrosa. Durante a campanha dos cinco títulos o clube realizou 113 jogos, vencendo 75, empatando 22 e perdendo 16. Marcou 320 gols (sendo 79 marcados por Carvalho Leite) e sofreu 176. Leônidas da Silva, ídolo do Flamengo, atuou antes pelo alvinegro na conquista de 1935 e chegou a jogar pelo time em 1936, entretanto, logo foi negociado com o rival rubro-negro. No mesmo ano, o clube realizou sua primeira excursão ao exterior: foi jogar no México e nos Estados Unidos.[74] Em nove partidas, venceu seis.[75]

No ano de 1938, o Botafogo reinaugurou seu estádio em General Severiano com novas arquibancadas de cimento. No Campeonato Carioca e no Torneio Municipal, o clube ficou em terceiro lugar. Cedera, durante as competições, cinco jogadores para a disputa da Copa da França. No ano seguinte, surgiu no clube o craque Heleno de Freitas, que viria a substituir o ídolo Carvalho Leite. Durante os oito anos seguintes, Heleno foi o maior ídolo do clube e, por conseguinte, o primeiro craque do recém-criado Botafogo de Futebol e Regatas.

Anos 1940 e 1950: retomada de títulos[editar | editar código-fonte]

No começo da década de 1940, especialmente após a fusão do remo e do futebol em 1942, o Botafogo contou com grandes jogadores em seu plantel, mas não conseguiu conquistar títulos. Nomes como Gérson dos Santos, Tovar e Zezé Procópio passaram pelo clube sem levantar uma taça.[76] Além deles, um dos maiores ídolos da história do Botafogo também deixou o clube sem conquistar troféus: o polêmico atacante Heleno de Freitas.[77][78] No clube de 1940 a 1948, Heleno marcou 209 gols em 235 jogos com a camisa alvinegra e formou ao lado de Tesourinha, Zizinho, Jair Rosa Pinto e Ademir Menezes o considerado maior quinteto ofensivo da história da Seleção Brasileira.[79]

Curiosamente, somente após a saída de Heleno, em 1948, o Botafogo voltou a conquistar um Campeonato Carioca.[78] Após quatro vice-campeonatos em sequência, o Glorioso estreou na edição de 1948 goleado por 4 a 0 pelo São Cristóvão. A partir de então, sob comando do técnico Zezé Moreira e liderado em campo por Octávio Moraes e Sylvio Pirillo, o time não perdeu mais na competição. No último jogo do torneio, que acabou se tornando uma final de campeonato uma vez que só Botafogo e Vasco podiam ficar com o título, o alvinegro derrotou o time cruzmaltino apelidado de Expresso da Vitória por 3 a 1 e sagrou-se campeão.[80]

O Campeonato Carioca de 1948 também foi responsável pelo surgimento de um dos mascotes do clube. Na preliminar da partida entre Botafogo e Madureira, o cachorro Biriba, que pertencia ao zagueiro reserva Macaé, invadiu o campo, como se comemorasse a vitória dos aspirantes do alvinegro por 10 a 2. O presidente do clube Carlito Rocha se encantou com o animal, ainda mais por conta de seu pelo preto e branco, e decidiu adotá-lo como talismã. A partir de então, Biriba esteve presente em todos os jogos do clube a fim de "dar sorte" e ajudar em campo: quando o Botafogo estava atrás do placar, o cachorro era solto no gramado sob ordens de Carlito Rocha para interromper a partida. Inexplicavelmente, em todas as vezes que isso aconteceu o Botafogo conseguiu reverter o placar.[80]

Em 1951, o time preto e branco triunfou pela primeira vez no Torneio Municipal, justamente na última edição da competição, com uma goleada de 3x0, em mais uma final contra o Expresso da Vitória do Vasco da Gama.

Em 1953 ingressou no clube um jovem rapaz de pernas tortas que, após deslumbrar o já conhecido craque Nílton Santos, foi sumariamente contratado a pedido do último. Nos anos seguintes esse jovem promissor revolucionaria o futebol com o futebol-arte extremo, entrando de vez para a História como Garrincha, o anjo das pernas tortas e alegria do povo.

Em 1954, com Garrincha e Dino da Costa (futuramente vendido ao futebol italiano onde seria artilheiro nacional), o clube alvinegro conquistou o Torneio Interestadual, competição organizada entre clubes do Rio de Janeiro (Botafogo e Fluminense), Rio Grande do Sul (Internacional) e São Paulo (Palmeiras). Foi o primeiro título do clube no Maracanã (o Municipal de 1951 foi decidido no Estádio de General Severiano) e, também, de Garrincha pelo clube.

Anos 1950 e 1960: época de ouro[editar | editar código-fonte]

Garrincha fez sua estreia pelo Botafogo em 1953 e deixou o clube em 1965.

Nas décadas de 1950 e 1960, o Botafogo viveu um de seus períodos mais áureos, contando com grandes craques da Seleção Brasileira em seus times como Manga, Zagallo, Didi, Quarentinha, Amarildo, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Sebastião Leônidas, Paulo Valentim, Rogério, Gérson e Carlos Roberto.[81] Além deles, os maiores ídolos da história do alvinegro também jogaram nessa época: Nilton Santos, considerado o maior lateral-esquerdo de todos os tempos, e Garrincha, apontado por alguns como o melhor jogador de futebol da história.[82][83][84][85]

Em 1951, o Glorioso ficou em terceiro lugar no Torneio Internacional de Santiago e venceu o Torneio Municipal, sendo convidado para disputar a Pequena Taça do Mundo do ano seguinte, a primeira edição do torneio, disputado na Venezuela.[86][87] Em um quadrangular contra Real Madrid, La Salle e o badalado Millonarios, do craque argentino Di Stéfano, o alvinegro terminou a disputa invicto, mas na segunda colocação, empatado em pontos com o Real Madrid e derrotado no critério goal average.[88]

Um ano depois, o clube revelou Garrincha para o mundo: o craque fez sua estreia como profissional no dia 19 de julho de 1953, marcando três gols na vitória por 6 a 3 diante do Bonsucesso, no Maracanã.[89] Nos torneios internacionais, foi vice-campeão da Copa Montevidéu e ficou em quarto lugar no Quadrangular de Buenos Aires.[86]

Em 1957, a diretoria inovou ao convidar o cronista esportivo e diretor do clube João Saldanha para assumir o comando do time principal.[90] Mesmo sem experiência no cargo, João Sem Medo, como era conhecido, liderou o esquadrão alvinegro na conquista do Campeonato Carioca. Na final do campeonato, contra o Fluminense, o Botafogo aplicou 6 a 2 no rival, com cinco gols de Paulinho Valentim. Até hoje, o resultado é a maior goleada da história das finais do Estadual.[91][92][93] No mesmo ano, o alvinegro disputou novamente a Pequena Taça do Mundo, dessa vez contra Barcelona, Sevilla e Nacional, tricampeão uruguaio. Porém, o Botafogo ficou mais uma vez com o vice-campeonato, atrás do Barcelona.[94]

No ano seguinte, o clube cedeu seus principais jogadores para a Seleção Brasileira: Garrincha, Nilton Santos, Didi e Zagallo ajudaram na conquista do primeiro título mundial do Brasil.[95] Mesmo sem o quarteto, o Botafogo venceu o Torneio João Teixeira de Carvalho diante do America.[96] Foi nessa competição que o alvinegro aplicou 5 a 0 no Vasco da Gama, a maior goleada sobre o rival.[97]

Também em 1958, o clube participou pela primeira vez do Torneio Pentagonal do México, ficando com o vice-campeonato. Já em 1959, foi derrotado pelo Santos na final do Troféu Teresa Herrera.[86] Em 1960, o Glorioso voltou a conquistar um campeonato no exterior, ao vencer o Torneio Internacional da Colômbia.[98] No mesmo ano, o clube perdeu o atacante Paulinho Valentim, negociado com o Boca Juniors.[99]

Nilton Santos só vestiu duas camisas em toda a sua carreira: a do Botafogo e a da Seleção Brasileira.

Em 1961, o Botafogo venceu o Torneio Início e o Campeonato Carioca, após desbancar o Flamengo por 3 a 0 na última rodada, com dois gols de Amarildo.[100] No exterior, disputou o Troféu Naranja e conquistou o Torneio Triangular da Costa Rica.[86]

No ano seguinte, o Botafogo conquistou três títulos: foi bicampeão do Campeonato Carioca, novamente derrotando o Flamengo por 3 a 0 na rodada final, venceu pela primeira vez o Torneio Rio-São Paulo e ainda conquistou o Torneio Pentagonal do México.[101][102][103] Ainda em 1962, Garrincha comandou a Seleção Brasileira na campanha do bicampeonato da Copa do Mundo, em uma equipe que contava com outros cinco atletas do alvinegro.[104][85]

O ano de 1963 começou com a fase final da Taça Brasil de 1962. O Botafogo chegou até a decisão contra o Santos, seu maior rival da época, mas acabou derrotado.[105] Na Copa Libertadores, mais uma derrota para os santistas, dessa vez na semifinal.[106] A grande conquista da temporada ficou por conta do Torneio Internacional de Paris, quando derrotou o Racing Paris com um gol de Quarentinha aos 40 minutos do 2.° tempo.[107]

A revanche diante dos santistas veio no Torneio Rio-São Paulo de 1964. Após terminarem a fase inicial empatados na liderança, Botafogo e Santos se enfrentariam em dois jogos extras para decidir o campeão. Na primeira partida, no Maracanã, o time carioca derrotou o rival por 3 a 2. O jogo de volta, porém, nunca aconteceu, uma vez que os dois clubes foram excursionar no exterior. Assim, tanto Botafogo quanto Santos foram declarados campeões.[108] Em territórios internacionais, o Glorioso conquistou dois títulos: a Panamaribo Cup, no Suriname, e Torneio Jubileu de Ouro, em La Paz. Já no o Torneio Íbero-Americano, em Buenos Aires, o clube enfrentou Barcelona, River Plate e Boca Juniors. O time brasileiro e os argentinos terminaram empatados em pontos e, sem datas suficientes para jogos extras, não houve campeão.[86]

O final do ano de 1964 marcou a despedida de Nilton Santos, que se aposentava do futebol. Com 721 jogos pelo Glorioso, sem nunca ter jogado por outra equipe além da Seleção Brasileira, o lateral-esquerdo fez sua última partida pelo Botafogo em vitória por 1 a 0 contra o Flamengo.[109] Em 1965, mais uma saída: assombrado por muitas dores no joelho direito, Garrincha já não conseguia apresentar seu melhor futebol. No ano anterior, o camisa 7 decidira fazer uma cirurgia no menisco para tentar resolver o problema. Contudo, o jogador escolheu fazer a operação com o médico do America, o que gerou insatisfação nos dirigentes alvinegros. A relação entre clube e ídolo já não era mais a mesma e, em setembro de 1965, Garrincha fez sua última partida pelo Botafogo, em vitória magra por 2 a 1 diante da Portuguesa-RJ.[110][111]

Mesmo com a saída dos maiores ídolos, o Botafogo continuou sua trajetória de vitórias: com dois triunfos sobre o Santos, venceu a Taça Círculo de Periódicos Esportivos, em 1966. No mesmo ano, conquistou também a Copa Carranza de Buenos Aires. No final da década, conquistou três vezes o Troféu Triangular de Caracas, em 1967, 1968 e 1970, além do Torneio Hexagonal do México, em 1968.[86]

Em 1967 e 1968, comandado pelo agora técnico Zagallo, o alvinegro foi bicampeão da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca, com vitórias históricas diante de America e Bangu e sonoras goleadas em cima de Vasco da Gama e Flamengo.[112][113][114] Em 1969, o Botafogo foi campeão da Taça Brasil de 1968.[115][116] Mais de 30 anos depois, a CBF reconheceu o torneio como uma edição do Campeonato Brasileiro e a conquista passou a ser considerada o primeiro título brasileiro do clube.[117]

Anos 1970 e 1980: 21 anos de drama[editar | editar código-fonte]

Durante 21 anos, o Botafogo não conquistou nenhum título oficial. Desde a Taça Brasil de 1968 até o Campeonato Carioca de 1989, o clube colecionou vice-campeonatos, terceiras e quartas posições, sem celebrar um título.[118]

A reta final do Campeonato Carioca de 1971 ficou marcada negativamente. O Botafogo contava com quatro atletas que haviam conquistado a Copa do Mundo no ano anterior (Carlos Alberto Torres, Brito, Paulo César Caju e Jairzinho) e dominava a competição, com liderança folgada para o segundo colocado Fluminense. No entanto, o alvinegro tropeçou nas últimas rodadas e não conseguiu garantir o título antecipadamente. Na última partida, justamente contra o Tricolor, o Botafogo precisava de pelo menos um empate. Aos 43 minutos do 2.° tempo, o Fluminense marcou o gol da vitória em lance polêmico envolvendo o lateral tricolor Marco Antônio e o goleiro alvinegro Ubirajara, que alega ter sido empurrado. Na sobra, Lula fez o gol do título, acabando com as esperanças alvinegras.[119] No Campeonato Brasileiro, o Botafogo chegou ao triangular final com São Paulo e Atlético Mineiro, mas perdeu as duas partidas e ficou com a terceira colocação.[120]

No ano seguinte, mais uma vez o título escapou por pouco. O Botafogo chegou à final do Campeonato Brasileiro após eliminar o Corinthians na semifinal.[121] Na decisão contra o Palmeiras, o empate em 0 a 0 deu o título à equipe paulista, que havia somado mais pontos durante a competição.[122] O Brasileirão de 1972 também ficou marcado para os alvinegros pela goleada aplicada no maior rival Flamengo: impiedosos 6 a 0, no dia do aniversário rubro-negro.[123]

Em 1973, o Botafogo voltou a disputar a Copa Libertadores após dez anos. Na primeira fase, o alvinegro liderou seu grupo, formado por times uruguaios e brasileiros. Porém, como havia empatado em número de pontos com o Palmeiras, o regulamento previa um jogo-extra para definir o classificado. No Maracanã, o alvinegro derrotou o alviverde por 2 a 1 e avançou na competição.[124] Na fase semifinal, o alvinegro foi eliminado em um triangular ao lado de Cerro Porteño e Colo Colo, que viria a ser o vice-campeão.[125]

Dois anos depois, o Botafogo conquistou a Taça Augusto Pereira da Mota, equivalente ao segundo turno do Campeonato Carioca. Na decisão do Estadual, porém, mais um vice-campeonato, novamente diante do Fluminense.[126] Em 1976, o clube venceu novamente o segundo turno do Campeonato Carioca, dessa vez denominado Taça José Wânder Rodrigues Mendes.[127]

Em 1977, envolvido em uma grave crise financeira, o Botafogo vendeu a sede de General Severiano para a Vale do Rio Doce.[34] O fato evidenciou a situação caótica do clube e gerou revolta de muitos torcedores e dirigentes, como o ex-presidente Carlito Rocha.[128] O ex-lateral Nilton Santos, eterno ídolo alvinegro, chegou a afirmar que "estavam matando as glórias do Botafogo" e que "seu Botafogo não existia mais".[129] Antes de transferir o departamento de futebol para o bairro de Marechal Hermes, o Glorioso chegou a ficar sem campo até para treinar, uma vez que o novo estádio só foi inaugurado em 1978.[36]

Nessa época, o Botafogo acabou recebendo o apelido de Time do Camburão, pois deixou de ter grandes craques e revelações em sua equipe e passou a contar com jogadores mais rodados e problemáticos que, mesmo com algum talento, não conseguiam permanecer muito tempo em uma equipe.[130] Porém, foi nesse período que o clube estabeleceu dois recordes do futebol brasileiro: o maior número de partidas invicto do futebol nacional (52 jogos) e a maior série invencível em jogos do Campeonato Brasileiro (42 jogos).[20][22] Apesar das marcas expressivas, o clube terminou o Brasileirão na 5.ª posição em 1977 e em 9.° lugar na edição de 1978.[131][132] Em 1979, o Botafogo disputou apenas sete jogos e terminou na 53.ª posição, sua pior colocação na história do Brasileirão.[133]

Já em 1981, o clube voltou a fazer campanha de destaque. Com jogadores como Paulo Sérgio, Mendonça e Marcelo Oliveira no elenco, o Botafogo chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro, contra o São Paulo. Na primeira partida, no Maracanã, vitória por 1 a 0. No jogo de volta, no Morumbi, muita confusão: os dirigentes e jogadores do Botafogo acusaram a equipe paulista de coagir o árbitro no intervalo, quando o alvinegro vencia por 2 a 1. O jogo demorou 35 minutos para recomeçar e, na volta, o São Paulo conseguiu virar o placar, eliminando o clube carioca. Além disso, a partida ficou marcada por vários lances polêmicos e um pênalti mal marcado pelo árbitro Bráulio Zannoto a favor dos donos da casa.[134][135]

No Campeonato Brasileiro de 1986, mais confusão: o regulamento previa a diminuição de clubes de 48 para 28 clubes no ano seguinte.[136] Como terminou a competição na 31.ª colocação, o Botafogo não deveria ter se classificado para o Campeonato Brasileiro de 1987. No entanto, um imbróglio judicial envolvendo Vasco da Gama, Joinville e Portuguesa fez com que a CBF mudasse o regulamento do Brasileirão de 1986 durante a competição, fazendo com que mais equipes avançassem à segunda fase.[137][138] O caso fez estourar a crise no futebol brasileiro e abriu brecha para o surgimento do Clube dos 13. Como a CBF já havia declarado não ter condições financeiras para organizar o Campeonato Brasileiro de 1987, o recém-criado Clube dos 13 promoveu a Copa União, com a participação dos clubes fundadores (entre eles o Botafogo) e mais três convidados: Coritiba, Santa Cruz e Goiás. Posteriormente, com o sucesso comercial da nova competição, a CBF voltou atrás e criou seu próprio Campeonato Brasileiro, com os clubes "excluídos" pela Copa União.[139]

Para o ano de 1988, o Botafogo permaneceu no Campeonato Brasileiro, juntamente com todas as equipes da Copa União. O alvinegro terminou a edição daquele ano em 17.° lugar, eliminado na primeira fase.[140] O momento mais marcante daquela campanha foi a derrota para o Vasco da Gama por 3 a 0: ao final da partida, a gandula botafoguense Sonja Martinelli, de apenas 11 anos, caiu no choro e declarou amor ao clube. O Botafogo estava há 20 anos sem conquistar um título oficial.[141][142]

Desde a conquista da Taça Brasil de 1968 até 1989, os melhores resultados obtidos pelo Botafogo haviam sido torneios de verão conquistados no exterior, como o Troféu Triangular de Caracas e o Troféu Cidade de Palma de Mallorca. O jejum de títulos incomodava, mas estava prestes a ter um fim: no dia 21 de junho de 1989, o Botafogo liderado por Mauro Galvão, Paulinho Criciúma e Josimar conquistou o Campeonato Carioca, de forma invicta, após vitória sobre o Flamengo de Zico, Bebeto e Leonardo. A primeira partida da decisão terminou empatada em 0 a 0. No segundo jogo, o Botafogo venceu com gol do atacante Maurício, camisa 7, após cruzamento de Mazolinha. Era o fim de um período de sofrimento e o começo de uma nova era gloriosa.[143]

Anos 1990: mais títulos e a "Tuliomania"[editar | editar código-fonte]

Torcedores alvinegros em festa no Maracanã.

No ano seguinte a um dos títulos mais importantes de sua história, o alvinegro repetiu o triunfo no Campeonato Estadual. Desta vez, numa polêmica final contra o Vasco, com nomes como Valdeir, Carlos Alberto Dias, Carlos Alberto Santos e Djair no elenco.[144]

Em 1992, o clube chegou a uma final de Campeonato Brasileiro após vinte anos, contra o rival Flamengo. Às vésperas do primeiro duelo, uma polêmica: o então craque do time Renato Gaúcho fez uma aposta com o centroavante rubro-negro Gaúcho e, caso o Botafogo perdesse, ele daria um churrasco aos adversários.[145] Com a derrota por 3 a 0, Renato pagou a aposta e desagradou o presidente Emil Pinheiro e os torcedores alvinegros, causando seu afastamento da segunda partida.[146] No jogo de volta, sem Renato, o Botafogo saiu atrás, mas conseguiu empatar em 2 a 2. O resultado não foi suficiente para evitar o vice-campeonato.[147] O embate ainda ficou marcado pela maior tragédia da história do Maracanã: cerca de 30 minutos antes de a bola rolar, a grade de proteção da arquibancada superior onde estava a torcida do Flamengo cedeu e diversas pessoas caíram, atingindo também aqueles que estavam no anel abaixo. Ao todo, três pessoas morreram e 90 ficaram feridas. Após o ocorrido, o estádio ficou fechado por sete meses.[148][149]

O Botafogo é o único clube carioca que conquistou um título internacional no Maracanã, em 1993.

Com a segunda colocação no Brasileirão, o Botafogo se classificou para a Copa Conmebol de 1993. Sem nenhum jogador titular da boa campanha da temporada anterior e sem caixa até para comprar bolas para treinamento, o Glorioso conquistou, de maneira surpreendente, o primeiro título internacional oficial de sua história. Treinado por Carlos Alberto Torres e com um time fraco, com destaque para o atacante Sinval e o goleiro Willian Bacana, o Botafogo eliminou Bragantino, Caracas, da Venezuela, e o grande favorito Atlético Mineiro, antes de chegar à decisão contra o Peñarol, do Uruguai. No primeiro confronto, empate em 1 a 1 em Montevidéu. O resultado animou a torcida botafoguense, que se aglomerou na porta do Maracanã no dia da partida de volta em busca de bilhetes. Sem ingresso para todos, a solução foi abrir os portões do estádio. A estimativa é que o público tenha superado 40 mil pessoas, apesar de apenas 26.276 terem pago pela entrada. Em campo, o empate em 2 a 2 levou a decisão para os pênaltis. Com duas defesas de Willian Bacana, o Botafogo venceu por 3 a 1 e garantiu o troféu.[150] Paralelamente à campanha vitoriosa no torneio sul-americano, a equipe fazia um Campeonato Brasileiro pífio, terminando na 31.ª colocação.[151]

No ano seguinte, o clube foi convidado pela CONMEBOL para disputar a Recopa Sul-Americana contra o São Paulo, campeão da Copa Libertadores e da Supercopa Libertadores. Em partida única, disputada em Kōbe, no Japão, o alvinegro foi derrotado por 3 a 1, ficando com o vice-campeonato.[152][153] O ano de 1994 também ficou marcado pelo retorno do clube à sede de General Severiano, após ter recuperado a posse da propriedade dois anos antes.[154] No Campeonato Brasileiro, o time ficou em 5.° lugar, eliminado nas quartas de final pelo Atlético Mineiro.[155][156] Com 19 gols, Túlio Maravilha foi o artilheiro da competição, ao lado de Amoroso, do Guarani.[157][158]

Em 1995, Túlio continuou em alta. No Campeonato Carioca, foi novamente artilheiro com 27 gols e se autointitulou o "Rei do Rio", em disputa com os atacantes Renato Gaúcho, do Fluminense, Romário, do Flamengo e Valdir Bigode, do Vasco da Gama.[159][160] Apesar dos gols, o alvinegro ficou com a terceira colocação do torneio. A grande glória do ano viria com o título do Campeonato Brasileiro, o primeiro do clube desde que a competição passou a ser organizada pela CBF. Além de Túlio, o elenco alvinegro contava com nomes como Gonçalves, Donizete, Sérgio Manoel, Wilson Gottardo e Wágner, comandados pelo então novato treinador Paulo Autuori. Apesar dos salários atrasados e da desunião entre os jogadores, a equipe fez campanha brilhante e chegou à grande decisão contra o Santos, após eliminar o Cruzeiro na semifinal.[161][162] No primeiro jogo da final, o Glorioso venceu por 2 a 1, no Maracanã. O triunfo poderia ter sido maior se o árbitro Sidrack Marinho dos Santos não tivesse anulado um gol legal de Túlio.[163] Mesmo com a vitória, o time e a torcida ficaram apreensivos, uma vez que o Santos havia revertido vantagem bem maior na semifinal contra o Fluminense, quando perdeu de 4 a 1 no Rio de Janeiro e venceu por 5 a 2 em casa.[164] Na partida de volta, no Pacaembu, muitas polêmicas: o árbitro Márcio Rezende de Freitas cometeu três erros decisivos durante a partida, dois a favor do Botafogo e um a favor do Santos.[163] Ao fim do duelo, o empate em 1 a 1 garantiu o troféu para a equipe carioca e a presença de Túlio Maravilha na galeria dos maiores ídolos do clube.[165] Dessa vez, o atacante foi artilheiro isolado do Brasileirão, com 23 gols.[157]

No ano seguinte, o clube se desfez da maioria de seus jogadores, mas ainda assim conquistou títulos: os principais foram a Taça Cidade Maravilhosa e o Troféu Teresa Herrera, diante da poderosa Juventus, atual campeã da Liga dos Campeões.[166][167] O Glorioso também conquistou a Copa Nippon Ham, em Osaka, no Japão, e o Torneio Presidente da Rússia, na cidade de Vladikavkaz.[168][169] Na Copa Libertadores, foi eliminado nas oitavas de final pelo Grêmio.[170] No Brasileirão, terminou na 17.ª colocação.[171]

Em 1997, o Botafogo venceu mais um Campeonato Carioca, novamente contra o Vasco da Gama, graças a um gol do reserva Dimba.[172][173] Na festa do título, o zagueiro Gonçalves comemorou rebolando, ironizando o atacante rival Edmundo, que havia rebolado em campo na primeira partida do duelo.[174] Em 1998, com a base da equipe campeã carioca do ano anterior, o clube conquistou o Torneio Rio-São Paulo pela quarta vez, batendo o São Paulo. Na primeira partida, em uma decisão emocionante no Morumbi, com duas viradas no placar, o Botafogo venceu por 3 a 2.[175] No jogo de volta, no Maracanã, o empate garantiu o título alvinegro.[176]

Em 1999, comandado por Bebeto e Rodrigo, o alvinegro foi vice-campeão da Copa do Brasil após perder a final para o Juventude.[177] O jogo de volta ficou marcado pela presença de 101.581 torcedores no Maracanã, a última vez que o estádio recebeu mais de 100 mil pessoas.[178] O duelo também registra o maior público da história da Copa do Brasil.[179][180]

Na virada do século, o clube foi eleito pela FIFA um dos maiores clubes do século XX, em uma lista com apenas outros dois clubes brasileiros, os rivais Santos e Flamengo.[13][14]

Anos 2000: época de crise e reestruturação[editar | editar código-fonte]

Desde o início dos anos 2000, o Botafogo flertou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Campanhas ruins foram realizadas em 1999 – quando o clube escapou graças a pontos conquistados no STJD devido ao Caso Sandro Hiroshi – em 2000 e em 2001.[181][182][183] O rebaixamento finalmente aconteceu em 2002.[184] Elencos frágeis, sálarios atrasados, má gestão administrativa, baixa assistência aos estádios e início de movimentos de repressão de torcidas organizadas foram marcas desse período dramático da história do alvinegro.

Para o Campeonato Brasileiro de 2002, a equipe sofreu com saída de vários jogadores do plantel antes do início da competição. O time que nos outros anos era liderado por Rodrigo e Dodô, entre outros, tinha como destaques o zagueiro Sandro e o volante Galeano. Treinada a maior parte do campeonato por Ivo Wortmann, a equipe não conseguiu se consolidar e, já sob o comando de Carlos Alberto Torres, que assumiu nos últimos jogos da competição, foi rebaixada após perder para o São Paulo por 1 a 0, com gol de Dill, no Caio Martins.[184]

Comemoração do título estadual de 2006, no Maracanã.

Ao final daquele ano, terminava a gestão presidencial de Mauro Ney Palmeiro, que foi substituído por Bebeto de Freitas, ex-atleta e treinador de vôlei.[185] Repleto de dívidas com jogadores e empresários, sem local para treinar, sem patrocinador e sem um estádio que suportasse sua torcida, além de jogadores pedindo para não atuar mais pelo clube, o Botafogo vivia a maior crise de todos os tempos. O Campeonato Carioca de 2003 foi usado como "laboratório", mas sem sucesso, e o time não se classificou para as semifinais.[186]

Na Série B, o Botafogo iniciou sua trajetória perdendo para o Vila Nova, em Goiânia, por 2 a 1.[187] A primeira vitória só viria na terceira rodada, fora de casa, contra o CRB, por 3 a 0.[188] Ao decorrer da competição, o clube chegou a liderar o campeonato, mas terminou a primeira fase em segundo lugar.[189] Na segunda fase, ficou novamente em segundo lugar no seu grupo, atrás do Marília.[190] No quadrangular final contra Palmeiras, Marília e Sport, o Glorioso conseguiu acesso à Série A com uma rodada de antecipação, após derrotar o Marília por 3 a 1, no Caio Martins.[191] Ao final da competição, o time liderado por jogadores como Sandro, Túlio Guerreiro, Valdo e Leandrão terminou como vice-campeão.[192][193]

Túlio Guerreiro e Bebeto de Freitas entregam uma camisa do Botafogo ao então presidente Lula.

Em 2004, ano do centenário do futebol do clube, a equipe fez novamente campanhas ruins, eliminado precocemente no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.[194][195] Na Série A, só escapou de um segundo rebaixamento na última rodada, ao empatar em 1 a 1 com o Atlético Paranaense, em Curitiba, e graças a uma combinação de resultados.[196]

A partir de 2005, o Botafogo iniciou um processo de estabilização administrativa que se refletia, paulatinamente, em campo. Em 2006, comandada pelo ex-jogador alvinegro Carlos Roberto e com jogadores como Dodô, Lúcio Flávio, Zé Roberto e Scheidt, a equipe encerrou um período de oito anos sem títulos, conquistando suas primeiras taças no século XXI: venceu a Taça Guanabara diante do America[197] e, posteriormente, o Campeonato Carioca, contra o Madureira.[198] Ainda em 2006, Cuca assumiria o cargo de técnico.[199] Seu trabalho daria bons frutos no ano seguinte, quando, jogando um futebol moderno, a equipe guiada por Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio Guerreiro, chamaria a atenção, sendo apelidada de Carrossel Alvinegro.[200][201][202]

Vista externa do Estádio Nilton Santos.

Apesar do bom futebol, o ano de 2007 ficou marcado pela falta de títulos e por derrotas traumáticas. No Campeonato Carioca, o alvinegro venceu a Taça Rio diante da Cabofriense,[203] porém foi vice-campeão estadual após dois empates em 2 a 2 contra o Flamengo.[204] Na partida de volta, o auxiliar Hilton Moutinho Rodrigues marcou impedimento em um lance legal do atacante Dodô, aos 44 minutos do 2.° tempo, o que revoltou jogadores e diretoria, uma vez que o atacante ainda foi expulso no lance pelo árbitro Djalma Beltrami.[205] Na Copa do Brasil, mais uma derrota por conta da arbitragem: o time foi eliminado na semifinal pelo Figueirense, em jogo que teve dois gols mal anulados pela auxilar Ana Paula Oliveira, que viria a ser afastada do esporte.[206][207][208]

No Campeonato Brasileiro, a equipe iniciou a campanha bem e liderou o torneio por 11 rodadas, terminando o primeiro turno na segunda colocação.[209][210][211] Entretanto, problemas internos geraram uma grande queda de rendimento que fez o alvinegro cair pela tabela, terminando o ano na 9.ª colocação. Ainda em 2007, pela Copa Sul-Americana, a equipe caiu nas oitavas de final, para o River Plate, após sofrer um gol aos 47 minutos do 2.° tempo com dois jogadores a mais.[212]

Botafogo contra Santos, no Engenhão, em outubro de 2008.

Sem títulos nos gramados, o grande marco do ano para o Botafogo foi a conquista do Estádio Olímpico João Havelange.[213] A concessionária Companhia Botafogo arrendou a arena, construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007, até o ano de 2027.

Em 2008, o Botafogo foi campeão da Copa Peregrino, disputada por equipes do Rio de Janeiro e da Noruega, em meio à pré-temporada.[214] No entanto, nos torneios oficiais, o alvinegro obteve resultados semelhantes aos do ano anterior. Venceu a Taça Rio frente ao Fluminense,[215] porém foi vice-campeão carioca novamente contra o Flamengo.[216] Na Copa do Brasil, o Botafogo foi eliminado pela segunda vez seguida nas semifinais, desta vez sendo derrotado pelo Corinthians, nos pênaltis.[217] Na Copa Sul-Americana, o Glorioso caiu para outro argentino, o Estudiantes de La Plata, dessa vez nas quartas de final.[218] Já no Campeonato Brasileiro, após um mau começo, terminou na 7.ª colocação.[219]

Para 2009, Mauricio Assumpção foi eleito presidente do clube e, imediatamente, encontrou sérias restrições orçamentárias para reformular o elenco. Mas, mesmo desacreditado, o time foi campeão da Taça Guanabara.[220] Na Taça Rio, chegou até a final, mas deixou escapar a chance de levantar o troféu do Campeonato Carioca antecipadamente ao perder para o Flamengo devido a um gol contra do zagueiro Emerson.[221] Durante o primeiro jogo da final do Estadual, sofreu um duro baque ao ver o meia Maicosuel, o melhor jogador da equipe, e o atacante Reinaldo se lesionarem em um mesmo lance e serem substituídos enquanto vencia a partida.[222] O Botafogo acabou sucumbindo pela terceira vez seguida na final para o Flamengo, após dois empates em 2 a 2, de novo, nos pênaltis.[223]

Na Copa do Brasil, o time fez feio e foi eliminado na segunda fase para o Americano, nos pênaltis.[224] No Brasileirão, o mau começo custou o emprego do técnico Ney Franco, que foi substituído por Estevam Soares.[225] A campanha continuou ruim e a equipe frequentou a zona de rebaixamento por várias rodadas, mas conseguiu se garantir na Série A de 2010, graças a uma vitória sobre o Palmeiras, que brigava pelo título, na última rodada.[226]

Anos 2010: atualidade[editar | editar código-fonte]

Para o ano de 2010, o clube trouxe o uruguaio Loco Abreu, que recebeu a camisa 13 das mãos de Zagallo.[227] A contratação animou a torcida.[228] No Campeonato Carioca, porém, a equipe sofreu, já na terceira rodada da Taça Guanabara, uma pesada goleada por 6 a 0 no clássico contra o Vasco, o que custou o emprego de Estevam Soares, sendo trocado por Joel Santana.[229] Joel já comandara o time em 1997 e 2000, sendo campeão estadual em sua primeira passagem. Ao chegar ao Botafogo, Joel trabalhou a autoestima dos jogadores, e o time foi, aos poucos, subindo de produção. O gol do jovem Caio, que ficaria conhecido como "talismã", contra o Flamengo, pôs o Botafogo na final da Taça Guanabara. O título foi conquistado após vitória contra o Vasco, por 2 a 0.[230] Na Taça Rio, o Botafogo enfrentou o Fluminense na semifinal e bateu o tricolor por 3 a 2.[231] Na final contra o Flamengo, com gols de Herrera e Abreu e com Jefferson defendendo um pênalti cobrado por Adriano, o alvinegro venceu por 2 a 1 e garantiu o título estadual por antecipação, pois venceu os dois turnos.[232]

Herói do título Carioca de 2010, Loco Abreu reviveu as tradições do alvinegro em Copas do Mundo.

Na Copa do Brasil, o time não foi longe: acabou eliminado pelo Santa Cruz na segunda fase.[233] No Campeonato Brasileiro, o time chegou a estar na zona de rebaixamento, mas melhorou de rendimento e subiu na tabela, chegando a brigar por uma vaga na Copa Libertadores. A classificação, porém, não veio após derrota para o Grêmio na última rodada.[234] Mesmo assim, o clube obteve alguns feitos no ano: Jefferson foi convocado para defender a Seleção Brasileira, sendo o primeiro jogador do clube a chegar à Seleção em 12 anos, após Gonçalves e Bebeto.[235] Antes disso, Loco Abreu disputou a Copa do Mundo de 2010 pelo Uruguai, se tornando o primeiro jogador alvinegro em Copas após 12 anos.[236]

Em 2011, o Botafogo teve um péssimo início de ano, o que ocasionou a demissão de Joel e a contratação de Caio Júnior.[237] Entretanto a mudança não foi suficiente para salvar o primeiro semestre, que acabou com o time eliminado precocemente tanto no Campeonato Carioca, quanto na Copa do Brasil.[238][239] Mas no Campeonato Brasileiro, o clube fez uma campanha de destaque, e novamente brigou por uma vaga na Copa Libertadores. Priorizando o título nacional, o clube utilizou jogadores reservas na Copa Sul-Americana, sendo eliminado nas oitavas de final pelo Santa Fe, da Colômbia.[240] Na reta final do Brasileirão, o time sofreu sete derrotas em nove jogos e terminou a competição apenas em 9.° lugar. O técnico Caio Júnior foi demitido após a derrota para o América Mineiro, sendo substituído pelo interino Flávio Tênius nos três últimos jogos do campeonato. Por causa da campanha decepcionante, a diretoria do clube dispensou vários jogadores.[241][242]

Com mais de 400 jogos pelo clube, Jefferson está entre os dez jogadores que mais atuaram com a camisa do Botafogo.

Para o ano de 2012, o clube contratou Oswaldo de Oliveira como técnico.[243] Único grande do Rio fora da Libertadores, o Botafogo se dedicou ao Campeonato Carioca e foi a única equipe a terminar tanto a Taça Guanabara quanto a Taça Rio invicto.[244][245] Na decisão contra o Fluminense, porém, o Glorioso foi goleado por 4 a 1, praticamente liquidando as chances de título.[246] Na mesma semana, o Botafogo não só perdeu a invencibilidade, como perdeu a chance de disputa de títulos do primeiro semestre: derrota por 2 a 1 para o Vitória, em pleno Engenhão, nas oitavas de final da Copa do Brasil[247] e nova derrota para o Fluminense no jogo de volta da final do Carioca, confirmando o vice-campeonato.[248]

Para o Brasileirão, o clube fez sua maior contratação nos últimos anos e a maior do futebol brasileiro na temporada ao trazer o craque holandês Seedorf.[249] O jogador foi apresentado oficialmente no dia 7 de julho, antes da partida contra o Bahia, no Engenhão, pela 8.ª rodada do Brasileirão, e a equipe não decepcionou: vitória por 3 a 0.[250] Porém, na estreia do holandês, diante de um público de quase 30 mil pagantes, não houve muito o que comemorar: derrota por 1 a 0 para o Grêmio.[251] O primeiro gol de Seedorf aconteceria duas semanas depois, em Goiânia, contra o Atlético Goianiense, em uma cobrança de falta. O duelo terminou com vitória do Botafogo por 2 a 1, de virada.[252] Porém, nem toda a habilidade do holandês foi capaz de salvar o ano do clube. Na Copa Sul-Americana, o time decepcionou e foi eliminado na primeira fase para o Palmeiras.[253] No Brasileiro, o alvinegro terminou somente na 7.ª posição.[254]

Em 2013, porém, Seedorf liderou a equipe no Campeonato Carioca, conquistado com sobras pelo Botafogo, que venceu tanto a Taça Guanabra quanto a Taça Rio, diante de Vasco e Fluminense, respectivamente.[255] O Brasileirão também começou bem para o alvinegro, que chegou a liderar a competição por seis rodadas. Contudo, com as vendas de Fellype Gabriel[256] e da revelação Vitinho,[257] fora os problemas com atrasos de salário, a equipe caiu muito de produção, alternando altos e baixos.[258][259][260] Nesse meio tempo, ainda, foi eliminada pelo Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, sendo goleada por 4 a 0.[261] Mesmo com a irregularidade na metade final da temporada, o time conseguiu terminar o Brasileiro em 4.° lugar, garantindo vaga na Copa Libertadores de 2014 depois de 18 anos de ausência na competição continental.[262][263]

No primeiro semestre de 2014, o Botafogo fez sua pior campanha da história do Campeonato Carioca, com 4 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, 37,8% de aproveitamento e saldo de gols negativo, terminando na 9.ª posição entre 16 participantes.[264] Na Copa Libertadores, apesar do apoio irrestrito da torcida, que lotou o Maracanã durante os quatro jogos que a equipe fez no estádio, o Botafogo foi eliminado na primeira fase.[265] Na Copa do Brasil, o time já entrou nas oitavas de final e eliminou o Ceará em uma partida histórica: virada por 4 a 3 na Arena Castelão, com gols ao 49 e 50 minutos do 2.° tempo.[266] Mas na fase seguinte, o Botafogo voltou a fazer feio e foi eliminado pelo Santos, goleado por 5 a 0 no Pacaembu.[267] No Campeonato Brasileiro, com um time fraco e salários atrasados, o alvinegro fez uma das piores campanhas de sua história e foi rebaixado pela segunda vez à Série B, após nova derrota para o Santos, por 2 a 0, na 37.ª rodada.[268]

Em 2015, o clube conquistou a Taça Guanabara,[269] mas ficou com o vice-campeonato do Estadual após perder a final para o Vasco.[270] Na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Figueirense em casa.[271] O resultado, aliado à campanha oscilante na Série B, culminou na demissão do técnico René Simões.[272] Para o seu lugar, o clube contratou Ricardo Gomes e, mesmo contestado e com um elenco fraco, conquistou o título da competição e garantiu o retorno à Série A de 2016 antecipadamente.[273][274][275]

Principais títulos[editar | editar código-fonte]

Troféu do Torneio de Paris.
Continentais
Competição Títulos Temporadas
Copa Conmebol trophy.jpg Copa Conmebol 1 1993
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 2 1968 e 1995
B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeonato Brasileiro - Série B 1 2015
Interestaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 4 1962, 1964, 1966 e 1998
WikiCup Trophy Gold.png Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo 1 1931
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989Cscr-featured.png, 1990, 1997Star Prata.svg, 2006, 2010Star full.svg e 2013Star full.svg
Rio de Janeiro Taça Guanabara 8 1967, 1968Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2006, 2009, 2010, 2013 e 2015
Rio de Janeiro Taça Rio 7 1989Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2007, 2008, 2010, 2012Cscr-featured.png e 2013Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça Augusto Pereira da Mota 1 1975Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça José Wânder Rodrigues Mendes 1 1976Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Torneio Início 8 1934, 1938, 1947, 1961, 1962, 1963, 1967 e 1977
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Município do Rio de Janeiro Torneio Municipal 3 1951, 1958Cscr-featured.png e 1996Cscr-featured.png

Legenda:
Cscr-featured.png Campeão Invicto
Star Prata.svg Campeão (vencendo os dois turnos)
Star full.svg Campeão direto (vencendo os dois turnos)

Torneios amistosos internacionais

* Invicto.

Torneios amistosos nacionais

* Invicto.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2016
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 111 Campeão (20 vezes) 1906 2016
Brasil Campeonato Brasileiro 52 Campeão (1968 e 1995) 1962 2016 2
Série B 2 Campeão (2015) 2003 2015 2
Copa do Brasil 23 Vice-campeão (1999) 1990 2016
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 4 Semifinal (1963 e 1973) 1963 2014
Copa Sul-Americana 6 Quartas de final (2008 e 2009) 2006 2012
Recopa Sul-Americana 1 Vice-campeão (1994) 1994 1994

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Brasil Brasil Flags of South American Conmebol Members.gif América do Sul Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Taça GB Taça Rio Pos.
2007 A 9.° 55 38 14 13 11 62 58 Semifinal Sul-Americana Oitavas 1.ª fase Campeão 2.°
2008 A 7.° 53 38 15 8 15 51 44 Semifinal Sul-Americana Quartas Vice-campeão Campeão 2.°
2009 A 15.° 47 38 11 14 13 52 58 2.ª fase Sul-Americana Quartas Campeão Vice-campeão 2.°
2010 A 6.° 59 38 14 17 7 54 42 2.ª fase Campeão Campeão 1.°
2011 A 9.° 56 38 16 8 14 52 49 Oitavas Sul-Americana Oitavas Semifinal 1.ª fase 3.°
2012 A 7.° 55 38 15 10 13 60 50 Oitavas Sul-Americana 2.ª fase Semifinal Campeão 2.°
2013 A 4.° 61 38 17 10 11 55 41 Quartas Campeão Campeão 1.°
2014 A 19.° 34 38 9 7 22 31 48 Quartas Libertadores 2.ª fase 9.° 9.°
2015 B 1.° 72 38 21 9 8 60 30 3.ª fase 1.° 2.°
2016 A Em disputa Em disputa 3.º 2.°


Legenda:
     Campeão.
     Vice-campeão.
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Libertadores da América pela campanha no Campeonato Brasileiro.
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
     Classificado à Copa Sul-Americana.
     Rebaixado à divisão inferior.
     Promovido à divisão superior.

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Botafogo de Futebol e Regatas
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Flags of South American Conmebol Members.gif Recopa Sul-Americana 0 (não possui) 1 (1994)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores da América 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1963) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Conmebol 1 (1993) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Master da Conmebol 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996)
Brasil Campeonato Brasileiro 2 (1968, 1995) 3 (1962, 1972, 1992) 2 (1963, 1971) 4 (1969, 1981, 1989, 2013)
Brasil Copa do Brasil 0 (não possui) 1 (1999) 1 (2007) 1 (2008)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 1 (2015) 1 (2003) 0 (não possui) 0 (não possui)
Rio de JaneiroXSão Paulo Torneio Rio-São Paulo 4 (1962, 1964, 1966, 1998) 4 (1960, 1961, 1965, 2001) 1 (1955) 4 (1953, 1963, 1999, 2000)
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 vezes 20 vezes 22 vezes 25 vezes

Partidas históricas[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 23 de agosto de 2016[332]

Legenda
Goleiros
Jogador
Brasil Jefferson Capitão Lesionado
Brasil Helton Leite
Brasil Saulo
Brasil Sidão
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Emerson Z
Brasil Emerson Silva Z
Argentina Joel Carli Z
Brasil Renan Fonseca Z
Brasil Diego LD
Brasil Luis Ricardo LD
Brasil Marcinho LD
Brasil Diogo Barbosa LE
Brasil Victor Luis LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Airton V
Brasil Bruno Silva V
Brasil Dierson V
Brasil Dudu Cearense V
Brasil Fernandes V
Brasil Matheus Fernandes V
Brasil Rodrigo Lindoso V
Brasil Camilo M
Bolívia Damián Lizio Lesionado M
Brasil Gegê M
Argentina Gervasio Núñez M
Brasil Leandrinho M
Uruguai Salgueiro M
Atacantes
Jogador
Brasil Anderson Aquino
Chile Canales
Brasil Geovane Maranhão
Brasil Luís Henrique
Brasil Neilton
Brasil Rodrigo Pimpão
Brasil Sassá
Brasil Vinícius Tanque
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Jair Ventura T


Outros jogadores[editar | editar código-fonte]

Jogadores não aproveitados
Pos. Jogador Ref.
Z Brasil Matheus Menezes [333]
LE Brasil Pablo Andrade [333]
V Brasil Andreazzi [333]
V Brasil Lucas Zen [333]


Diretoria e comissão técnica[editar | editar código-fonte]

Comissão técnica
Nome Função
Brasil Antônio Carlos Azeredo Vice-presidente de futebol
Brasil Antônio Lopes Gerente de futebol
Brasil Gustavo Noronha Diretor jurídico de futebol
Brasil Anibal Rouxinol Segundo Gerente jurídico de futebol
Brasil Emilio Faro Auxiliar técnico
Brasil Felipe Conceição Auxiliar técnico
Brasil Ednilson Sena Preparador físico
Brasil Alex Rites Auxiliar de preparação física
Brasil Felippe Capella Auxiliar de preparação física
Brasil Paulo Rui Menezes Preparador de goleiros
Brasil Jorcey Anisio Preparador de goleiros
Brasil Alfie Assis Analista de desempenho
Brasil Antonio Macedo Analista de desempenho
Brasil Vinicius Bispo Analista de desempenho
Brasil Luiz Fernando Medeiros Coordenador do departamento médico
Brasil Salvio Magalhães Ortopedista
Brasil Alexandre Sales Ortopedista
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Eduardo Amorim Clínico geral
Brasil Flávio Prata Meirelles Coordenador de fisioterapia
Brasil Fabio Azevedo Fisioterapeuta
Brasil Guilherme Bianchi Fisioterapeuta
Brasil Manoel Coutinho Fisiologista
Brasil Rodrigo Vilhena Nutricionista
Brasil Gustavo Ferreira Odontologia
Brasil Leandro Freitas Odontologia
Brasil Danielle Rodrigues Odontologia
Brasil Bruno Gallart Podólogo
Brasil Atila Cordeiro Dória Massoterapeuta
Brasil Wágner Carvalho de Oliveira Massoterapeuta
Brasil Reginaldo de Oliveira Massoterapeuta
Brasil José Barbosa Mordomo
Brasil Alexsander Rangel Mordomo
Brasil Amaury Alves Mordomo


Transferências para a temporada 2016[editar | editar código-fonte]

Emprestado.: Jogadores emprestados

Voltaram de Empréstimo.: Jogadores que retornam de empréstimo

Entradas
  Pos. Jogador Clube oriundo Ref.
Fairytale right.png Z Brasil Igor Rabello Categorias de base [334]
Fairytale right.png M Brasil Leandrinho Categorias de base [335]
Fairytale right.png Z Argentina Joel Carli Argentina Quilmes [336][337]
Fairytale right.png Z Brasil Emerson Silva Emprestado. Brasil Atlético Mineiro [338][337]
Fairytale right.png LE Brasil Diogo Barbosa Brasil Goiás [339][340]
Fairytale right.png V Brasil Bruno Silva Emprestado. Brasil Ponte Preta [341]
Fairytale right.png M Bolívia Damián Lizio Emprestado. Bolívia Bolívar [342][343]
Fairytale right.png M Argentina Gervasio Núñez Argentina Sarmiento [344]
Fairytale right.png LD Brasil Marcinho Categorias de base [345]
Fairytale right.png A Brasil Ribamar Categorias de base [346]
Fairytale right.png V Brasil Matheus Fernandes Categorias de base [346]
Fairytale right.png A Uruguai Salgueiro Paraguai Olimpia [347]
Fairytale right.png A Brasil Vinícius Tanque Voltaram de Empréstimo. Brasil Volta Redonda [348]
Fairytale right.png A Brasil Anderson Aquino Brasil Linense [349]
Fairytale right.png M Brasil Marquinho Brasil Macaé [350]
Fairytale right.png LE Brasil Victor Luis Emprestado. Brasil Palmeiras [351]
Fairytale right.png A Brasil Geovane Maranhão Emprestado. Brasil Madureira [350]
Fairytale right.png A Brasil Rodrigo Pimpão =Emirados Árabes Unidos Emirates Club [352]
Fairytale right.png G Brasil Sidão Brasil Audax [353]
Fairytale right.png M Brasil Camilo Arábia Saudita Al Shabab [354]
Fairytale right.png A Chile Canales Chile Universidad de Chile [355]
Fairytale right.png V Brasil Dudu Cearense Brasil Fortaleza [356]
Saídas
  Pos. Jogador Clube de destino Ref.
Fairytale left red.png LD Brasil John Lennon Brasil Glória [357]
Fairytale left red.png LE Brasil Thiago Carleto Voltaram de Empréstimo. Brasil São Paulo [358]
Fairytale left red.png M Brasil Daniel Carvalho Brasil Goiás [359][360]
Fairytale left red.png Z Brasil Alisson Voltaram de Empréstimo. Brasil Paraná [361][362]
Fairytale left red.png V Uruguai Bazallo Voltaram de Empréstimo. Uruguai Rentistas [361]
Fairytale left red.png M Brasil Camacho Voltaram de Empréstimo. Brasil Audax [361]
Fairytale left red.png Z Brasil Diego Giaretta Brasil Criciúma [361][363]
Fairytale left red.png M Brasil Diego Jardel Voltaram de Empréstimo. Brasil Avaí [361]
Fairytale left red.png M Brasil Lulinha Brasil Mogi Mirim [361][364]
Fairytale left red.png LE Brasil Pedro Rosa Brasil Volta Redonda [361][365]
Fairytale left red.png V Brasil Serginho Brasil Bragantino [361][366]
Fairytale left red.png M Brasil Tomas Bastos Voltaram de Empréstimo. Brasil J.Malucelli [361]
Fairytale left red.png G Brasil Renan Brasil Avaí [367][368]
Fairytale left red.png M Brasil Elvis Brasil Criciúma [369][370]
Fairytale left red.png Z Brasil Roger Carvalho Brasil Palmeiras [371][372]
Fairytale left red.png A Uruguai Navarro México Puebla [373][374]
Fairytale left red.png V Brasil Dedé Brasil Cabofriense [375]
Fairytale left red.png V Brasil Fabiano Brasil Cabofriense [375]
Fairytale left red.png Z Brasil Matheus Menezes Emprestado. Brasil America [376]
Fairytale left red.png V Brasil Willian Arão Brasil Flamengo [377]
Fairytale left red.png V Brasil Sidney Sem clube [378]
Fairytale left red.png A Brasil Ronaldo Voltaram de Empréstimo. Japão Yokohama [379]
Fairytale left red.png A Brasil Vinicius Tanque Emprestado. Brasil Volta Redonda [380]
Fairytale left red.png M Brasil Cidinho Sem clube [381]
Fairytale left red.png A Brasil Murilo Brasil Lajeadense [382]
Fairytale left red.png M Brasil Jeferson Paulista Brasil Tricordiano [383]
Fairytale left red.png V Brasil Andreazzi Emprestado. Brasil Cabofriense [384]
Fairytale left red.png A Brasil Henrique Almeida Brasil Grêmio [385][386]
Fairytale left red.png LE Brasil Guilherme Brasil America [387]
Fairytale left red.png Z Brasil Dankler Portugal Estoril [388]
Fairytale left red.png LD Brasil Erick Brendon Sem clube [348]
Fairytale left red.png G Brasil Milton Raphael Emprestado. Brasil Macaé [389]
Fairytale left red.png Z Brasil Igor Rabello Emprestado. Brasil Náutico [390]
Fairytale left red.png LE Brasil Jean Emprestado. Brasil Botafogo-PB [391]
Fairytale left red.png M Brasil Marquinho Emprestado. Brasil Atlético Goianiense [392]
Fairytale left red.png M Brasil Octávio Emprestado. Brasil Tupi [393]
Fairytale left red.png A Brasil Ribamar Alemanha 1860 München [394]
Fairytale left red.png A Brasil André Luís Emprestado. Brasil Boavista [395]
Fairytale left red.png A Brasil Paulo Ricardo Emprestado. Brasil Portuguesa-RJ [395]


Torcida[editar | editar código-fonte]

Torcida do Botafogo na final do Carioca de 2006.
Torcida lotando o Estádio Olímpico do clube em jogo da Copa do Brasil de 2008.

Historicamente, a torcida do Botafogo era formada por moradores dos bairros próximos ao clube, como Botafogo, Copacabana e Urca.[396] A popularização botafoguense teve início apenas na década de 1940, especialmente com a presença do craque Heleno de Freitas. A geração seguinte, nas décadas de 1950 e 1960, é inspirada pela chamada "época de ouro" do clube, liderada por Garrincha.

De acordo com as pesquisas Datafolha, Lance!-Ibope e Pluri Stochos, o Botafogo possui a 12.ª maior torcida do Brasil, por vezes empatado com a 10.ª e a 13.ª maior.[397][398][399] Segundo a Pluri Stochos, o Botafogo possui a 8.ª maior torcida das regiões Norte e Centro-Oeste, a 10.ª maior torcida da região Sudeste e a 15.ª maior do Nordeste.[400][401] A estimativa é que o clube tenha cerca de 3,4 milhões de torcedores em todo o Brasil.[398]

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

Fúria Jovem, ao lado da Botachopp, recebendo o time no estádio.

São muitos os movimentos de torcedores ligados ao Botafogo. A primeira a ser formada, década de 1960, foi a Torcida Organizada do Botafogo, ou apenas TOB, que já não existe mais. No final dos mesmos anos 1960, surgiu a Torcida Jovem do Botafogo, também conhecida como TJB. Esta é a mais antiga e tradicional torcida organizada do Botafogo. Porém, ela teve sua atuação diminuída em 2001, após a criação da Fúria Jovem do Botafogo. Torcedores dissidentes da TJB foram responsáveis pela sua criação. A Fúria Jovem é, hoje, a maior torcida organizada do clube, cujo mascote é o cachorro pitbull, os torcedores da FJB são conhecidos também como Furiosos ou Cachorrada,suas sedes são denominadas de Canil. Outras torcidas tradicionais famosas, porém já extintas, são a Raça Alvi-Negra, a Folgada do Russão e a Mancha Alvinegra.

Contudo, atualmente, há outros grupos que também participam ativamente das partidas do clube, como a Torcida Botachopp, e, em menor expressão, a Torcida Estrela Solitária e a Torcida Vanguarda. Além desses, surgiu, em 2006, o movimento Loucos pelo Botafogo, que não se considera uma torcida organizada, mas sim uma barra brava pacífica, por não possuir uniforme e seus cantos serem direcionados exclusivamente ao Botafogo. Há também grupos de torcedores localizados em outros estados, como a Fogo Horizonte, da capital de Minas Gerais, além da torcida feminina Guerreiras Alvinegras, a primeira torcida feminina do Botafogo, criada em 2007.

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

Esses são os dez maiores públicos da história do Botafogo:[a]

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 158 994 Botafogo Rio de Janeiro 3–0 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 15 de dezembro de 1962 Carioca
2 158 477 Flamengo Rio de Janeiro 2–2 Rio de Janeiro Botafogo 29 de abril de 1979 Carioca Especial
3 149 191 Flamengo Rio de Janeiro 2–1 Rio de Janeiro Botafogo 1 de junho de 1969 Carioca
4 149 005 Vasco da Gama Rio de Janeiro 2–0 Rio de Janeiro Botafogo 28 de abril de 1968 Carioca
5 142 892 Flamengo Rio de Janeiro 0–2 Rio de Janeiro Botafogo 14 de março de 1971 Carioca
6 142 339 Fluminense Rio de Janeiro 1–0 Rio de Janeiro Botafogo 27 de junho de 1971 Carioca
7 141 689 Botafogo Rio de Janeiro 4–0 Rio de Janeiro Vasco da Gama 9 de junho de 1968 Carioca
8 139 098 Botafogo Rio de Janeiro 1–0 Rio de Janeiro Flamengo 2 de junho de 1979 Carioca
9 137 261 Flamengo Rio de Janeiro 0–0 Rio de Janeiro Botafogo 26 de março de 1972 Carioca
10 135 487 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 Rio de Janeiro Flamengo 19 de abril de 1981 Brasileiro

Esses são os cinco maiores públicos da história do Botafogo em jogos sem os maiores rivais:

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 111 641 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 Rio de Janeiro Bangu Maracanã 17 de dezembro de 1967 Carioca [113]
2 107 730 Botafogo Rio de Janeiro 0–0 Minas Gerais Atlético Mineiro 12 de fevereiro de 1978 Brasileiro
3 102 348 Botafogo Rio de Janeiro 3–0 São Paulo Santos 3 de janeiro de 1962 Amistoso [402]
4 102 260 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 São Paulo Santos 31 de março de 1963 Brasileiro
5 101 581 Botafogo Rio de Janeiro 0–0 Rio Grande do Sul Juventude 27 de junho de 1999 Copa do Brasil

Esses são os dez maiores públicos da história do Botafogo no Estádio Nilton Santos (Engenhão):[PP]

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 43 810 Fluminense Rio de Janeiro 1–2 Rio de Janeiro Botafogo Engenhão 30 de junho de 2007 Brasileiro [403]
2 40 000 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Portuguesa 23 de abril de 2008 Copa do Brasil [404]
3 39 500 Botafogo Brasil 1–0 Argentina River Plate 19 de setembro de 2007 Sul-Americana
4 38 717 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Palmeiras 6 de dezembro de 2009 Brasileiro
5 36 995 Botafogo Rio de Janeiro 4–0 Ceará Ceará 7 de setembro de 2011 Brasileiro
6 35 321 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 Rio de Janeiro Vasco da Gama 29 de abril de 2012 Carioca
7 33 641 Botafogo Rio de Janeiro 2–2 Santa Catarina Avaí 12 de outubro de 2009 Brasileiro
8 32 770 Vasco da Gama Rio de Janeiro 0–1 Rio de Janeiro Botafogo 10 de março de 2013 Carioca
9 30 735 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Corinthians 20 de maio de 2008 Copa do Brasil
10 30 664 Botafogo Rio de Janeiro 1–0 Santa Catarina Avaí 21 de agosto de 2010 Brasileiro
  • A ^ O jogo Botafogo 0x0 Portuguesa não é considerado porque se tratou de uma rodada dupla para o Campeonato Carioca de 1969 em que o chamariz foi o jogo principal entre Flamengo e Fluminense.
  • PP. ^ As estatísticas do Estádio Nilton Santos consideram apenas o público pagante (exceto Fluminense 1x2 Botafogo).

Clássicos[editar | editar código-fonte]

O primeiro grande rival histórico do Botafogo foi o Fluminense, com o qual fez sua primeira partida em 1905. As duas equipes, por estarem entre as mais antigas do futebol brasileiro, fazem o chamado Clássico Vovô.[11] Na década de 1900, travavam duelos entre jovens adolescentes, do alvinegro, contra homens de mais idade, do tricolor.[405] A rivalidade entre os dois clubes, localizados em bairros próximos, aumentou cada vez mais com o passar dos anos, já contando com maior variação e equidade etária de seus futebolistas a partir da década de 1910. As disputas entre os dois clubes não acontecem somente nos gramados, mas também nos bastidores, entre os dirigentes.[406][407][408]

Outro clube considerado um dos maiores adversários do Botafogo é o Flamengo, formando o Clássico da Rivalidade. Originalmente de bairros vizinhos, os dois clubes já competiam entre si no remo, desde o final do século XIX, na Baía de Guanabara. No futebol, o Flamengo só iniciou suas atividades em 1912, um ano antes de fazer seu primeiro jogo contra o Botafogo. Os dois clubes, que contaram, em momentos distintos, com dois dos principais jogadores de futebol do Brasil, Garrincha, pelo alvinegro, e Zico, pelo rubro-negro, fizeram partidas históricas, entre elas finais de campeonatos estaduais e uma final de Campeonato Brasileiro, em 1992.[10] Assim como no duelo contra o Fluminense, a rivalidade entre alvinegros e rubro-negros também se estende aos cartolas.[409][410]

Já Botafogo e o Vasco da Gama, outro clube originário do remo, ficaram conhecidos como co-irmãos, fazendo o Clássico da Amizade.[12] Em 1977, assim como a dupla Fla-Flu, formaram até um combinado para enfrentar a Seleção Brasileira.[411] O Vasco, que só começou a participar do futebol em 1916 em divisões inferiores, fez sua primeira partida contra alvinegro em 1923. Contra o time da cruz de malta, o Botafogo possui seu pior retrospecto diante de um rival, com uma diferença de vitórias um pouco maior a cinquenta partidas. Em finais de campeonato, porém, o retrospecto é amplamente favorável ao alvinegro, com oito títulos do Botafogo contra apenas três do Vasco.[412][413][414]

No Rio de Janeiro, o Botafogo também tem outros adversários de relevância histórica, como o America, o Bangu, o Americano, dentre outros. Porém, por disputarem, por muito tempo, torneios em divisões inferiores ao alvinegro, não são considerados clássicos e as partidas não possuem o mesmo fervor das disputadas contra Flamengo, Fluminense e Vasco

Fora do estado do Rio de Janeiro, o clube contra quem o Botafogo fez mais partidas históricas foi o Santos. Na década de 1960, a disputa entre o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha era tratada como o maior clássico do país.[415] Em 1962, os dois esquadrões mediram forças na final da Taça Brasil, que acabou vencida pelos santistas.[416] Posteriormente, os dois times ainda fizeram a final do Brasileirão de 1995, que dessa vez terminou com título para o time carioca.[417]

O time da Estrela Solitária também possui certa rivalidade contra outros clubes paulistas em virtude dos constantes duelos no extinto Torneio Rio-São Paulo. São eles, além do Santos, o Corinthians, o Palmeiras e o São Paulo. O Botafogo também tem rivalidades moderadas contra os times de Minas Gerais, especialmente o Atlético Mineiro, que também veste um uniforme alvinegro e sofreu diversas eliminações em torneios nacionais e continentais pelos botafoguenses.[418][419][420][421]

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Legenda:

Goleiros
Brasil Cao
Uruguai Fernando Álvez Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Jefferson Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Manga Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Osvaldo Baliza
Brasil Paulo Sérgio
Brasil Roberto Gomes Pedrosa Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Ubirajara
Brasil Wágner
Brasil Wendell
Brasil William Bacana
Defensores
Brasil Brito
Brasil Carlos Alberto Torres
Brasil Djalma Dias
Brasil Gonçalves
Brasil Josimar
Brasil Marinho Chagas
Brasil Mauro Galvão
Brasil Nilton Santos Farm-Fresh award star gold 3.png
Argentina Oscar Basso Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Rodrigues Neto
Brasil Sebastião Leônidas
Brasil Wilson Gottardo
Meias
Brasil Ademir da Guia
Brasil Afonsinho
Brasil Alemão
Brasil Arlindo
Brasil Carlos Alberto Dias
Brasil Carlos Alberto Santos
Brasil Carlos Roberto
Brasil Didi
Brasil Dirceu
Brasil Djair
Brasil Geninho Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Gérson
Brasil Mário Sérgio
Brasil Martim Silveira Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Mendonça Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nei Conceição Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Paulinho Criciúma
Brasil Paulo César Caju
Brasil Perácio
Brasil Rocha
SurinamePaíses Baixos Seedorf Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Sérgio Manoel
Brasil Túlio Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Valdo Farm-Fresh award star bronze 3.png
Atacantes
Brasil Abelardo de Lamare Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Amarildo
Brasil Baltazar
Brasil Bebeto
Brasil Carvalho Leite
Brasil Cláudio Adão
Brasil
Brasil Itália Dino da Costa Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Dodô
Brasil Donizete
Brasil Ferretti
Argentina Fischer Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Flávio Ramos Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Garrincha
Brasil Gil
Brasil Gilberto Hime Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Heleno de Freitas
Brasil Jairzinho Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Leônidas da Silva
Uruguai Loco Abreu Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Luís de Menezes
Atacantes
Brasil Maurício
Brasil Mimi Sodré
Brasil Mirandinha Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nilo
Brasil Nílson Dias
Brasil Octávio Moraes
Brasil Paraguaio
Polónia Brasil Patesko Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Sylvio Pirillo
Brasil Paulinho Valentim
Brasil Quarentinha
Brasil Roberto Miranda
Brasil Rogério
Brasil Sinval Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Túlio Maravilha
Brasil Valdeir
Brasil Zagallo
Brasil Zequinha

Jogadores campeões pela Seleção[editar | editar código-fonte]

Jogadores campeões da Copa do Mundo

Jogadores que, durante sua passagem pelo Botafogo, foram campeões da Copas do Mundo. O Botafogo teve 9 jogadores campeões do mundo, somando 12 títulos no total.

Legenda: Globo terraqueo 3.gif Melhor jogador da Copa do Mundo Generic football.png Artilheiro da Copa do Mundo

O Botafogo já teve 48 convocados pra Copa do Mundo. O uruguaio Loco Abreu foi o único estrangeiro a representar o clube na competição pela sua seleção, em 2010. Nílton Santos e Jefferson foram os únicos jogadores do clube a participar de uma Copa no Mundo no Brasil. Curiosamente, o polonês-brasileiro Patesko foi o único estrangeiro a jogar uma Copa do Mundo pelo Brasil em 1938. O Botafogo é o recordista de bolas de ouro em copas do Mundo com 3 jogadores premiados: Didi em 1958, Garrincha em 1962 e Jairzinho em 1970. Jairzinho nunca foi artilheiro da Copa do Mundo, mas é o único jogador na história a marcar gol em todos os jogos de uma edição do torneio. Ele marcou 7 gols (número da camisa vestida por ele) em apenas 6 partidas. Já Garrincha foi o artilheiro em 1962.[422] Zagallo ganhou a Copa do Mundo de 1962 como jogador do Botafogo, mas também foi campeão em 1958 como jogador, 1970 como técnico e 1994 como coordenador técnico, sendo assim o único homem tetracampeão do mundo. Antes de virar técnico da seleção em 1970, Zagallo era técnico do Botafogo. Esse fato também se encaixa em jogadores que participaram de uma Copa do Mundo antes ou depois de suas passagens pelo Botafogo como Gérson que jogou a Copa do Mundo de 1966 representando o clube, mas que foi campeão em outro clube. Em 2014, o uruguaio Lodeiro participou oficialmente do Mundial como atleta do clube, mas não é contabilizado, pois já estava com sua transferência acertada para o Corinthians antes mesmo do início do torneio.

Jogadores campeões de outros torneios de seleções

(Copa América, Copa das Confederações, Copa Ouro da Concacaf, Superclássico das Américas, Copa Rio Branco, etc.)

Contando as convocações na Copa América, o desempenho do Botafogo também é interessante nos números, ajudando com 7 jogadores campeões pelo Brasil(todos os títulos em casa) e com Heleno de Freitas artilheiro em 1945, além de inúmeros jogadores convocados representando o clube na competição. Outro jogador artilheiro é Bebeto, em 1989, que conseguiu o feito alguns anos antes de jogar no clube. Na Copa das Confederações, o zagueiro Gonçalves e o goleiro Jefferson foram campeões representando o Botafogo em 1997 e 2013, respectivamente. Jefferson se tornou o primeiro jogador do clube a ser campeão de um torneio da FIFA no Brasil. O zagueiro canadense Tony (2001) e o meia uruguaio Lodeiro (2013) também representaram o clube durante a competição. O mais curioso é que o canadense foi campeão da Copa Ouro da CONCACAF de 2000 representando o Botafogo, mesmo sendo um torneio de uma federação sem ligação com o clube. Já o primeiro estrangeiro campeão de um torneio de seleção de uma federação que o Botafogo faz parte foi o uruguaio Loco Abreu, na Copa América de 2011. O Botafogo ainda possui diversos jogadores campeões no Superclássico das Américas e na Copa Rio Branco, entre outros torneios decididos através de apenas um clássico.

O Botafogo sempre contribuiu com a seleção formando e emprestando vários jogadores da Copa do Mundo a amistosos. O Botafogo é o recordista de jogadores diferentes convocados pela Seleção Brasileira com 130 jogadores(96 deles entraram em campo) e é também o clube recordista em número de convocações somadas de todos os seus jogadores para o Brasil.

Jogadores estrangeiros[editar | editar código-fonte]

Por ano[editar | editar código-fonte]

Por nacionalidade[editar | editar código-fonte]

Nº de Jogadores Nacionalidade Ref.
24  Argentina[a] [423]
22 Uruguai[b] [438]
9  Inglaterra[c] [423]
3  Paraguai
2 Flag of Spain.svg Espanha
 Itália[d][e]
 Peru
 Portugal
1  Alemanha
 Bolívia[f] [430]
 Canadá [423]
 Catar[g]
 Chile[h] [431]
 Colômbia [423]
Escócia
 Hungria
 Países Baixos[i]
 Polónia[j]
Serra Leoa [425]
 Sérvia[k] [423]
 Ucrânia
  • a. ^ Com dupla nacionalidade, Eduardo Beheregaray e Luis Monti entram na lista como argentinos.
  • b. ^ Com dupla nacionalidade, Artigas entra na lista como uruguaio.
  • c. ^ Com dupla nacionalidade, Ernest H. Coggin entra na lista como inglês.
  • d. ^ Com dupla nacionalidade, Dino da Costa entra na lista como estrangeiro e italiano por ter atuado pela Itália.
  • e. ^ Com dupla nacionalidade, Francisco Pollice entra na lista como italiano.
  • f. ^ Com dupla nacionalidade, Damián Lizio entra na lista como boliviano por ter atuado pela Bolívia.
  • g. ^ Com dupla nacionalidade, Emerson Sheik entra na lista como qatariano por ter atuado pelo Qatar.
  • h. ^ Com dupla nacionalidade, Canales entra na lista como chileno por ter atuado pelo Chile.
  • i. ^ Com dupla nacionalidade, Seedorf entra na lista como holandês por ter atuado pela Holanda.
  • j. ^ Com dupla nacionalidade, Patesko entra na lista como polonês.
  • k. ^ Nascido na antiga Iugoslávia, Vlad Petković entra na lista como sérvio.[439]

Grandes treinadores[editar | editar código-fonte]

O Botafogo já contou com uma enorme quantidade de técnicos em seu comando. O cargo foi exercido primeiramente por Octávio Werneck, em 1906, como chefe da comissão técnica. Até 1922, o Botafogo não possuía um treinador que comandasse a equipe sozinho. Era formada um comissão encabeçada por indivíduos pré-determinados.

Na década de 1930, o húngaro Nicolas Ladanyi foi o treinador botafoguense nas conquistas estaduais de 1930, 1932, 1933 e 1934, ano em que deixou o cargo. Quem assumiu seu lugar foi Carlito Rocha, que já havia sido líder de comissão técnica em 1917, ao lado de Oldemar Murtinho, e treinado a equipe em outras quatro ocasiões na década de 1920. Carlito comandou em 1935, na conquista do quarto título seguido de campeão carioca, e de 1936 a 1939. Carlito, que já havia sido também jogador, viria também a ser presidente do Botafogo na década de 1940.

Outro técnico que entrou para a história como um dos principais treinadores do Botafogo foi o jornalista João Saldanha, que foi o técnico campeão Carioca de 1957. Na década de 1960, Marinho Rodrigues destacou-se ao ser campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1962 e bicampeão Carioca em 1961 e 1962. No mesmo período, Zagallo entrou para a história conquistando o Campeonato Brasileiro de 1968, o bicampeonato carioca de 1967 e 1968 e o tricampeonato do Troféu Triangular de Caracas, em 1967, 1968 e 1970. Na década de 1970, o cargo também foi ocupado por uma série de ex-jogadores, assim como Zagallo. Foram eles: Paraguaio, técnico do Campeonato Brasileiro de 1971, quando o Botafogo foi o terceiro colocado, e Sebastião Leônidas, treinador vice-campeão brasileiro de 1972. Além dos já citados, outros ex-jogadores que treinaram o alvinegro foram Carvalho Leite, Geninho, Martim Silveira, Sylvio Pirillo, Paulistinha, Joel Martins, Carlos Roberto, entre outros.

Em 1989, quando o Botafogo pôs fim a uma sequência de 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Valdir Espinosa era o treinador. Em outras conquistas importantes nos anos 1990, aponta-se Paulo Autuori, o técnico Campeão Brasileiro de 1995, e Carlos Alberto Torres, campeão da Copa Conmebol de 1993. Torres também treinou a equipe alvinegra em situações ruins em três oportunidades, quando o time precisava escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, entre 1997 e 2002. Nesta última, não conseguiu evitar o descenso do time nos jogos finais. Na Série B de 2003, Levir Culpi foi o encarregado de treinar o Botafogo e levou a equipe de volta à Série A.

Nos anos 2000, Cuca se destacou como um dos técnicos mais importantes da história recente do Botafogo. Chegou a ser considerado ídolo por dirigentes e torcedores e teve uma série de produtos lançados com seu nome.[440][441] Cuca assumiu o cargo em maio de 2006 e ficou, inicialmente, até setembro de 2007, quando pediu demissão e foi substituído por Mário Sérgio até ser readmitido nove dias depois.[442] Durante a sua passagem pelo Botafogo, montou o time apelidado de Carrossel Alvinegro, com um esquema tático ofensivo e de muita movimentação que liderou o Campeonato Brasileiro de 2007 por 11 rodadas.[201][202] O Botafogo de Cuca venceu a Taça Rio em 2007 e 2008, além da Copa Peregrino. Contudo, sua passagem ficou marcada por não ter conquistado títulos relevantes e pelas derrotas traumáticas.[443]

Em 2010, Joel Santana, que havia sido campeão carioca em 1997 pelo Fogão, retornou ao clube.[229] Sua nova passagem ficou marcada por seu jeito folclórico e pela conquista do Carioca de 2010.[232] Para o ano de 2012, o clube acertou com Oswaldo de Oliveira, que estava há cinco anos no Kashima Antlers do Japão.[243] Em dois anos no Botafogo, Oswaldo conquistou o Campeonato Carioca de 2013 e a vaga na Libertadores de 2014, competição que a equipe não disputava havia 18 anos.[255][263]

Recordes individuais[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 8 de maio de 2016

Patrocinadores e material esportivo[editar | editar código-fonte]

Até 1985, o Botafogo não fez qualquer tipo de publicidad