Botafogo de Futebol e Regatas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Botafogo Futebol e Regatas)
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o clube do Rio de Janeiro. Para outros significados, veja Botafogo.
Botafogo FR
Botafogo de Futebol e Regatas logo.svg
Nome Botafogo de Futebol e Regatas
Alcunhas Estrela Solitária
O Glorioso
Fogo
Fogão
Bota
Time de General Severiano
Torcedor/Adepto Botafoguense
Alvinegro
Mascote Manequinho
Pato Donald
Biriba
Biruta[1]
Fundação 1 de julho de 1894 (122 anos)
Estádio Nilton Santos
Capacidade 46 931 pessoas[2]
Localização Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, Rio de Janeiro RJ,
Brasil Brasil
Presidente Brasil Carlos Eduardo Pereira
Treinador Brasil Jair Ventura[3]
Patrocinador Brasil Caixa[4]
Brasil Cercred[5]
Brasil Brahma
Material esportivo Brasil Topper
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores
2017
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A
Flags of South American Conmebol Members.gif Libertadores

A disputar
A disputar
A disputar
A disputar
2016
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A

Vice-campeão
Oitavas de final
5.° colocado
2015
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série B

Vice-campeão
3.ª fase
Campeão Aumento
Ranking nacional 12.° lugar - 10.936 pontos[6]
Website botafogo.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

Botafogo de Futebol e Regatas é uma agremiação poliesportiva brasileira, com sede no bairro homônimo ao clube, na cidade do Rio de Janeiro. Nascido da fusão do Club de Regatas Botafogo (fundado para o remo em 1894) com o Botafogo Football Club (formado para o futebol em 1904), é um dos principais clubes do Brasil. Suas maiores glórias esportivas vêm principalmente do futebol, especialmente entre as décadas de 1950 e 1960, considerada sua era de ouro.

Conhecido pela estrela de cinco pontas em seu distintivo, que lhe dá a alcunha de clube da Estrela Solitária, o Botafogo tem como suas cores oficiais o preto e o branco. Desde 2007, manda seus jogos de futebol no Estádio Nilton Santos, antes chamado de Engenhão. Um dos clubes mais populares do Brasil,[7][8] tem como seus principais rivais o Flamengo, o Fluminense e o Vasco da Gama.[9][10][11]

Foi indicado pela FIFA ao seleto grupo dos maiores clubes do século XX.[12][13] Dentre seus principais títulos estão: 20 Campeonatos Cariocas, 4 Torneios Rio-São Paulo, 2 Campeonatos Brasileiros e 1 Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana).[14][15][16][17][18]

Além disso, o clube detém alguns dos principais recordes do futebol brasileiro, como o de maior número de partidas de invencibilidade: 52 jogos entre os anos de 1977 e 1978;[19][20] o recorde de partidas invictas em jogos do Campeonato Brasileiro: 42, também entre 1977 e 1978;[21][22] o maior número de participações de jogadores em partidas totais da Seleção Brasileira (considerando jogos oficiais e não oficiais): 1094 participações;[23] e o maior número de jogadores cedidos à Seleção Brasileira para Copas do Mundo.[24] O clube ainda é o responsável pela maior vitória já registrada no futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira no Campeonato Carioca de 1909.[25]

História

Vista aérea atual do bairro de Botafogo.
Ver artigo principal: História do Botafogo de Futebol e Regatas para dados mais detalhados

Grupo de Regatas Botafogo

Em 1891, contando em sua gênese com a participação de membros egressos do Clube Guanabarense, criado em 1874, o Grupo de Regatas Botafogo foi fundado pelo remador Luiz Caldas, conhecido como Almirante. No contexto da Revolta da Armada, dois líderes revolucionários, o almirante Custódio de Melo e o comandante Guilherme Frederico de Lorena, tinham, respectivamente, dois filhos como sócios do grupo, João Carlos de Melo (John) e Frederico Lorena (Fritz). Esta ligação dos jovens com o grupo levantou suspeitas do governo sobre o Botafogo, que foi obrigado a interromper suas atividades. Por conta da perseguição, John e Fritz deixaram a cidade do Rio de Janeiro, e Luiz Caldas foi preso.

Luiz Caldas viria a falecer pouco tempo depois, ao final de junho de 1894. Então, os sócios restantes do Grupo de Regatas Botafogo se reuniram para regulamentar a criação do clube. Com quarenta sócios, em 1 de julho de 1894, era fundado o Club de Regatas Botafogo.[26]

Club de Regatas Botafogo

Primeira sede do Club de Regatas Botafogo.

A sede do clube era em um casarão, atualmente demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a avenida Pasteur. Os fundadores do Club de Regatas Botafogo foram Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luiz Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo. A embarcação botafoguense Diva, surgida em 1899, tornou-se uma lenda nas águas da Baía de Guanabara ao vencer todas as 22 regatas que disputou, sagrando o clube como campeão carioca de 1899.[27]

O Club de Regatas Botafogo foi a primeira agremiação carioca campeã brasileira de alguma modalidade esportiva, em outubro de 1902, após a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.[28]

Uma curiosidade na história do Club de Regatas é que seus atletas já haviam se arriscado a praticar o futebol. No dia 25 de outubro de 1903, antes da fundação do Botafogo Football Club, os remadores botafoguenses se reuniram com os colegas de esporte do Flamengo para a disputa de um amistoso. O time do Botafogo, formado por W. Schuback, C. Freire e Oscar Cox; A. Shorts, M. Rocha e R. Rocha; G. Masset, F. Frias Júnior, Horácio Costa Santos, N. Hime e H. Chaves Júnior, goleou o Flamengo por 5 a 1 no campo do Paissandu. Alguns dos atletas do Botafogo integravam o time de futebol do recém-fundado Fluminense.[9]

Botafogo Football Club

Time do Botafogo em 1906, o primeiro a usar o uniforme listrado.

No ano de 1904, surgia no bairro de Botafogo um novo clube de futebol, o Electro Club. A associação surgiu a partir da ideia de Flávio Ramos e Emmanuel Sodré, que estudavam juntos no colégio Alfredo Gomes. Durante uma aula de álgebra, ministrada pelo general Júlio Noronha, um bilhete passado por Flávio a Emmanuel dizia: "O Itamar tem um clube de football na rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques". O recado, porém, foi interceptado pelo professor, que advertiu não ser aquele o momento mais apropriado para conversas daquele tipo, mas ressaltando que apoiava qualquer ideia relativa à prática de esportes. Assim, estava dado o primeiro passo para o nascimento do Glorioso.[27]

Na tarde do dia 12 de agosto, Flávio, Emmanuel e outros colegas com idade entre 14 e 15 anos fundaram o Electro Club, no chalé de um velho casarão em ruínas da rua Conselheiro Gonzaga, gentilmente cedido aos garotos por Dona Chiquitota, avó materna de Flávio. O clube assim fora nomeado porque os meninos decidiram cobrar mensalidade e reaproveitaram um talão de cobrança de um extinto grêmio de pedestrianismo com esse nome. Contudo, o Electro só durou até o dia 18 de setembro, quando uma nova reunião foi realizada no casarão de Dona Chiquitota e a avó se assustou com a escolha.[26]

"Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo."[27]
Francisca Teixeira de Oliveira, a Dona Chiquitota.

A partir deste momento, surgia o Botafogo Football Club. Neste mesmo dia, tomou posse a nova diretoria, composta pelo presidente Alfredo Guedes de Mello, o vice-presidente Itamar Tavares, o secretário Mário Figueiredo e o tesoureiro Alfredo Chaves. Os primeiros treinos aconteceram no Largo dos Leões e as palmeiras-imperiais serviam de balizas.[29] O uniforme, até então, era formado por camisas e calções brancas, com meias cor de abóbora, antes da adoção das meias pretas.[30] Somente em 1906 o clube trocaria para a tradicional camisa listrada em preto e branco, inspirado nas cores da Juventus da Itália, onde Itamar Tavares estudara.[31]

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca. Na ocasião, o Botafogo escalado com Flávio Ramos; Victor Faria e João Leal; Basílio Vianna, Octávio Werneck e Adhemaro de Lamare; Normann Hime, Itamar Tavares, Álvaro Soares, Ricardo Rego e Carlos Bittencourt saiu derrotado por 3 a 0. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano: 1 a 0, gol de Flávio Ramos.[27] Ainda neste ano, foi criado o Carioca Football Club, também no bairro de Botafogo, destinado a ensinar às crianças as bases do futebol, tornando-se a primeira escola do esporte no Brasil. Entretanto, a escola foi desativada em 1908 e absorvida pelo Botafogo Football Club, que buscou nos jogadores do Carioca a intenção de fundar o seu próprio time infantil.[32]

Botafogo de Futebol e Regatas

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942, dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira do clube.[33][34] A fusão entre o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club já era estudada desde 1931, mas durante muitos anos foi combatida porque pessoas ligadas aos dois clubes, como o historiador Antônio Mendes de Oliveira Castro, do remo, e João Saldanha, do futebol, garantiam que o Regatas estava "infiltrado de torcedores do Fluminense", que é, dentre os maiores rivais do alvinegro, o único que nunca teve um departamento ligado a esse esporte.[35]

Na década de 1940, entretanto, a união dos clubes foi motivada por conta de uma tragédia: no dia 11 de junho de 1942, o clube de regatas e o de futebol se enfrentavam em uma partida de basquete, válida pelo Campeonato Carioca. O atleta Armando Albano, um dos principais jogadores do Botafogo Football Club e da Seleção Brasileira, saiu atrasado do trabalho e chegou à quadra com o jogo já em andamento, no final do primeiro tempo. Durante o intervalo, Armando se abaixou para pegar uma bola e caiu desfalecido na quadra. Prontamente o jogador foi levado ao vestiário e a partida recomeçou. Porém, após alguns minutos tentando trazê-lo de volta à vida, a notícia de sua morte interrompeu o confronto quando o placar marcava 23 a 21 para o clube de futebol. A decisão de parar o jogo foi tomada pelo Botafogo de Regatas, que abdicou da disputa para que Albano tivesse como homenagem uma última vitória.[36][37] Envolvidos em uma profunda atmosfera de comoção, os dirigentes das duas agremiações optaram pela união dos clubes. Duas frases marcantes foram eternizadas na época:

"Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor, o Botafogo!"[37]
Eduardo Góis Trindade, presidente do Botafogo Football Club.
"O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?"[37]
Augusto Frederico Schmidt, presidente do Club de Regatas Botafogo.

A partir dessa data, começou o procedimento para a fusão, oficializada cerca de seis meses depois. A partir de então, surgia o Botafogo de Futebol e Regatas, com algumas alterações: a bandeira permaneceu com as listras horizontais em preto e branco, mas o escudo com as letras BFC entrelaçadas foi substituído por um retângulo preto com a Estrela Solitária em branco. O novo escudo fez mudança semelhante, incorporando o símbolo máximo do remo ao formato do distintivo de futebol, agora em fundo preto e contorno branco.[38]

Sedes e estádios

General Severiano

Entrada da sede de General Severiano, em 2007.
Sede social

General Severiano é um palacete erguido em um terreno cedido pela prefeitura em 1912 para ser a sede do Botafogo. Construído como um amplo casarão em estilo eclético, pintado de cor salmão, foi inaugurado com um baile de gala para a alta sociedade do Rio de Janeiro. Novas obras da sede social na avenida Venceslau Brás foram iniciadas em 1927 e o casarão foi inaugurado definitivamente no ano seguinte.

Piscinas da sede social.

Em 1976, presidido por Charles Macedo Borer, o clube vendeu a sede para a Companhia Vale do Rio Doce. Assim, o Botafogo mudou-se para o Mourisco Mar e para Marechal Hermes, onde ficou de 1977 até 1992. Em 1994, na gestão do presidente Carlos Augusto Montenegro, o alvinegro retornou ao palacete. Parte da área original, entretanto, se perdeu devido à construção de um shopping center, atualmente chamado Rio Plaza, em parte do antigo terreno e no sub-solo do clube.

Além da parte esportiva, a sede concentra também a diretoria do clube, bem como sua parte administrativa.[39]

Estádio
Ver artigo principal: Estádio de General Severiano

O campo do antigo estádio do clube foi inaugurado na primeira partida do Campeonato Carioca de 1913, em jogo contra o rival Flamengo, vencido pelo Botafogo por 1 a 0. Em 1937, iniciou-se a implantação de arquibancadas de concreto no estádio, obra concluída e inaugurada em 1938. Na partida de reinauguração, vitória por 3 a 2, dessa vez sobre o Fluminense. Contudo, o estádio foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno na década de 1970 e nunca mais foi reconstruído.[40]

CT João Saldanha
Campo do Centro de Treinamento.

Em 2004, ano do centenário do futebol do clube, foi inaugurado o centro de treinamentos da equipe profissional. O Centro de Treinamento João Saldanha concentra o alojamento do time principal, espaço para treinos, vestiários, refeitório e salas de lazer, além de um campo de grama natural e outro de grama sintética. O CT ainda conta com a moderna sala de imprensa Armando Nogueira.[39]

Em 2010, em ranking feito pelo canal SporTV em parceria com o curso de Especialização em Futebol da Universidade Federal de Viçosa, o CT João Saldanha ficou entre os dez melhores centros de treinamento do país, sendo considerado o melhor do Rio de Janeiro.[41]

Complexo Sócio Esportivo Paulo Azeredo

O complexo esportivo de General Severiano possui ampla estrutura de lazer, com três piscinas (duas recreativas e uma semi olímpica), um ginásio poliesportivo, duas quadras, churrasqueira e sauna. O espaço abriga os treinamentos das equipes de vôlei e basquete, além de escolinhas de vários esportes, como natação, futsal e futebol society.[39]

Mourisco Mar

Ver artigo principal: Mourisco Mar

Inaugurado em 1969, o Mourisco Mar fica situado na Praia de Botafogo e é a sede de esportes aquáticos do clube. O local, onde treinam as equipes de natação e polo aquático do Glorioso, dispõe de uma piscina olímpica e arquibancada coberta para 1.200 pessoas, além de salas especializadas para as alas médica e nutricional, palestras, fisiologia e musculação.[39]

Sacopã

Sede náutica do Botafogo na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Situada na Lagoa Rodrigo de Freitas, a sede do Botafogo de remo, conhecida pelo nome de Sacopã, concentra o departamento de regatas do clube. O local é destinado para os treinamentos dos atletas profissionais e para a escolinha de remo. O espaço conta com uma garagem para cinquenta barcos, tanque em solo com capacidade para oito remadores, sala de musculação e alongamento, alojamentos e uma pequena oficina.[39]

Marechal Hermes

Em 1977, ao perder sua sede de General Severiano, o Botafogo transferiu as atividades do futebol para o bairro de Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro. A mudança aconteceu no dia do aniversário de 73 anos de fundação do Botafogo Football Club. O estádio, chamado Mané Garrincha, só foi utilizado oficialmente pela primeira vez em 22 de outubro de 1978, com vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa-RJ, pelo Campeonato Estadual.[42]

Nos anos 1990, o Botafogo voltou à sua sede tradicional na zona sul da cidade. A partir de então, a sede de Marechal Hermes passou a abrigar as categorias de base do clube. Atualmente, o local encontra-se abandonado, mas há um projeto para a construção de um Centro de Treinamento para as categorias de base.[43]

Caio Martins

Ver artigo principal: Estádio Caio Martins

Localizado na cidade de Niterói, no complexo esportivo Caio Martins, o estádio recebeu muitos jogos do Botafogo da década de 1980 até 2004. Inaugurado em 1941 pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, foi construído, originalmente, para ser utilizado pelo Canto do Rio, mas está sob concessão ao Botafogo.

No início dos anos 2000, seu nome sofreu alteração pela Câmara de Vereadores da cidade, passando a se chamar Mestre Ziza, em homenagem ao ex-jogador niteroiense Zizinho. Entretanto, alteração não foi de agrado da maioria do torcedores alvinegros, já que Zizinho fez sua carreira jogando pelo rival Flamengo. O nome original ainda continua para o complexo esportivo administrado pela SUDERJ e homenageia o escoteiro Caio Vianna Martins.[44]

Em 2003, o estádio foi reformado e sua capacidade aumentou para 15 mil espectadores. A partir de 2005, porém, as obras foram desfeitas e o Botafogo deixou de utilizar o estádio para jogos e treinos de sua equipe profissional. Atualmente, o local recebe partidas e treinos dos juniores e juvenis do clube.[39]

Estádio Nilton Santos

Primeiro jogo do Botafogo como gestor do estádio, em 2007.

Construído pela prefeitura para os Jogos Pan-Americanos de 2007 no bairro do Engenho de Dentro, é oficialmente denominado Estádio Olímpico João Havelange, porém conhecido popularmente como Engenhão ou Estádio Nilton Santos, a partir de 2015.[45] Foi arrendado pelo Botafogo em 2007 pelo prazo de vinte anos. O estádio possui capacidade para cerca de 45 mil espectadores e é o local onde a equipe manda suas partidas. A arena conta ainda com uma pista de atletismo dentro dos padrões internacionais e um campo de aquecimento no exterior do estádio, onde o time profissional também treina.[46]

O Botafogo participou do jogo de abertura, contra o Fluminense, no dia 30 de junho de 2007, vencendo por 2 a 1. No dia 19 de setembro do mesmo ano, o clube fez seu primeiro jogo como gestor do local, contra o River Plate, em confronto válido pela Copa Sul-Americana, ganhando a partida por 1 a 0.[47][48]

Símbolos

Estrela Solitária

A Estrela Solitária.

A Estrela Solitária, presente no escudo, na bandeira e na flâmula do clube, era o símbolo máximo do Club de Regatas Botafogo. Originalmente, possuía um formato diferente: tinha em cada ponta uma tonalidade, dividindo-as em preto e branco, dando efeito de sombra. Contudo, foi substituída nos primeiros anos pelo famoso modelo da estrela de cinco pontas branca em um fundo preto.

A Estrela Solitária representa a Estrela D'Alva e foi adotada porque os remadores do clube, que cedo madrugavam na Enseada de Botafogo, frequentemente viam o planeta Vênus brilhando no ceú. Com a fusão dos dois clubes, a estrela apontada para o Zênite também foi adotada como símbolo do futebol. O Botafogo de Futebol e Regatas recebeu como um dos apelidos "clube da Estrela Solitária".[29]

Escudo do Botafogo na sede do clube.

Escudo

O Club de Regatas Botafogo não possuía um escudo oficial. Havia, porém, um escudo usado popularmente que continha a Estrela Solitária, remos e o monograma do clube, com as iniciais CRB. No uniforme, o clube usava apenas um monograma com a estrela no topo. Em 1919, a estrela se sobrepôs às iniciais, que passaram para dentro dela.

Já o escudo do Botafogo Football Club foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores, Basílio Viana Júnior. Era um escudo branco no estilo suíço, com o contorno em preto. Ao centro, as iniciais do clube BFC, entrelaçadas em preto.

Em 1942, com o surgimento do Botafogo de Futebol e Regatas, manteve-se o formato do escudo do Botafogo Football Club, com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas Botafogo, no lugar das letras, em um fundo preto. Além disso, o escudo recebeu dois contornos: o de dentro branco e o de fora negro.[38]

Em 2008, a revista japonesa T Sports Magazine elegeu os 100 escudos de futebol mais bonitos do mundo e o símbolo do Botafogo foi escolhido como o primeiro colocado.[49] No ano seguinte, foi novamente considerado o escudo mais bonito do mundo, dessa vez pelo site Esporte Info, atual Esporte Final. O time de jurados consistiu de jornalistas, uma designer gráfica e um historiador brasileiros.[50][51] Em 2013, o site norte-americano Bleacher Report também incluiu o escudo alvinegro entre os 20 mais bonitos do mundo.[52]

Estrelas
As estrelas acima do escudo.

Entre 1981 e 2003, acima do escudo oficial do Botafogo havia quatro estrelas menores, que representavam o tetracampeonato carioca conquistado entre os anos de 1932 e 1935. Atualmente, porém, o clube não utiliza mais essas estrelas complementares, fazendo jus ao apelido de Estrela Solitária.[27][53]

Bandeira

Bandeira do Botafogo.

A bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas surgiu após a fusão do Botafogo Football Club com o Club de Regatas Botafogo. O clube de futebol possuía uma bandeira com faixas horizontais pretas e brancas, com o escudo do clube ao centro. Foi bordada pela primeira vez pelas irmãs do ex-presidente Edwin Elkin Hime Júnior: Ruth, Hilda, May, Leah e Miriam.[54] Já a bandeira do clube de regatas era branca, com um quadrilátero preto no canto superior esquerdo e a tradicional Estrela Solitária em branco. Com a fusão, em 1942, permaneceram as faixas horizontais e o quadrilátero preto, com a Estrela Solitária branca no canto superior esquerdo.

O formato oficial da bandeira é de 1,28 metro de largura e 90 centímetros de altura. As listras horizontais têm 10 centímetros de largura cada. São cinco listras pretas e quatro brancas. O retângulo preto, que contém a Estrela Solitária, mede 56 x 40 cm.

Camisa 7

Camisa 7 alvinegra.

A camisa 7 é considerada a mais importante da história do Botafogo. Diversos jogadores do clube se destacaram tanto pelo alvinegro quanto pela Seleção Brasileira vestindo o número místico nas costas. A história de sucesso começou com o atacante Paraguaio, em 1948. O jogador foi um dos grandes responsáveis pelo título carioca daquele ano, conquistado após uma vitória sobre o Expresso da Vitória vascaíno.[38]

Nos anos 1960, a camisa 7 vestiu Garrincha, um dos maiores ídolos do clube e da Seleção Brasileira. Com diversos títulos conquistados pelo alvinegro, além de duas Copas do Mundo com a Seleção, o jogador consagrou de vez o número. A partir de então, a camisa sempre foi reservada ao jogador considerado de maior qualidade do time. Na década de 1970, Jairzinho, Rogério e Zequinha mantiveram a mística do 7.[55] A camisa ainda voltaria a ter destaque em 1989: após 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, o atacante Maurício, vestindo o número mágico, fez o gol do título por 1 a 0 sobre o rival Flamengo.[38]

Nos anos 1990, foi a vez de Túlio Maravilha fazer sucesso com a camisa. Em 1995, com o patrocínio da marca de refrigerante Seven Up, o atacante deixou de lado o número 9 e passou a vestir a camisa 7, graças a uma ação de marketing.[56] Como resultado, a conquista do Campeonato Brasileiro daquele ano, com Túlio sendo o artilheiro da competição.[57] Nos anos 2000, o jogador de maior relevância a usar o número 7 foi o atacante Dodô. Após vestir a camisa 10 nas passagens anteriores pelo clube, trocou de número justamente em 2007. Mesmo sem conquistar títulos naquele ano e após um polêmico caso de doping, a camisa do jogador foi a mais vendida da temporada.[58][59]

Hinos

Hino popular

O hino mais difundindo na mídia e no conhecimento popular, apesar de não ser o oficial, foi composto por Lamartine Babo em 1942. Os versos iniciais "Botafogo, Botafogo campeão desde 1910" estão na cabeça dos torcedores, sendo frequentemente cantado nos jogos do time.[60]

Há uma polêmica na letra. Como foi composta na década de 1940, seu registro traz "Campeão desde 1910". Contudo, o primeiro título oficial do Botafogo foi o Campeonato Carioca de 1907, que, devido a divergências entre Botafogo e Fluminense, só foi oficializado em 1996, com a divisão do título pelos dois clubes. Por conta disso, é comum ouvir torcedores cantando uma versão modificada: "Botafogo, Botafogo campeão desde 1907".[61] Neste hino, encontra-se também dois dos principais lemas do clube. São eles: "Foste herói em cada jogo" e "Não podes perder, perder pra ninguém".

Hino oficial do futebol

O hino oficial do Botafogo Football Club, com letra de Octacílio Gomes e música de Eduardo Souto, não é muito difundido entre a mídia e os torcedores.[60] Isto se deve ao fato de a canção de Lamartine Babo ter sido criada no ano da fusão dos dois clubes e possui, também, um vocabulário menos complexo do que o oficial. Além disso, os hinos oficiais dos outros clubes cariocas também são ofuscados pelas canções de Lamartine, que compôs músicas para, além do Botafogo, America, Flamengo, Fluminense, Vasco, Bangu, Olaria, São Cristóvão, Madureira, Bonsucesso e Canto do Rio.[62]

Hino oficial do remo

O hino do antigo Club de Regatas Botafogo foi escrito por Alberto Ruiz, que foi presidente do clube em 1930.[60]

Mascotes

Manequinho
Ver artigo principal: Manequinho
Estátua do Manequinho em frente à sede do clube.

Atualmente, em frente à sede de General Severiano, há uma estátua apelidada de "Manequinho", que faz parte do folclore alvinegro. Tombada em 2002 como patrimônio cultural, representa, de maneira bem-humorada, um menino urinando. É uma reprodução da estátua Manneken Pis, da Praça de Bruxelas, na Bélgica. Com um metro de altura, foi esculpida originalmente por Belmiro de Almeida, em 1908, e esteve instalada na Praça Marechal Floriano, no Rio de Janeiro, até 1927. Nessa ocasião, foi transferida, por ser considerada um desrespeito aos bons costumes, para a Praia de Botafogo, próxima ao Mourisco Mar.

A imagem passou a ser associada ao Glorioso quando, na comemoração do Campeonato Carioca de 1957, um torcedor vestiu a escultura com a camisa do Botafogo. Os alvinegros, então, passaram a considerá-la um símbolo do clube. Em todas as conquistas de títulos, o Manequinho recebe carinhosamente um uniforme do time.

Em 1990, vândalos roubaram e destruíram o monumento. Uma réplica, de autoria de Amadeu Zani, foi instalada no local para substituí-lo. No ano de 1994, a estátua foi transferida para a praça em frente à sede de General Severiano. Em 2008, após novo ato de vandalismo, o Manequinho teve a peça de seu pênis roubada. A estátua novamente foi restaurada e, no início de novembro desse mesmo ano, o Botafogo assumiu a posse e guarda oficial do monumento.[38]

Pato Donald

Lorenzo Mollas, chargista argentino que trabalhou no Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 50, vestiu o Pato Donald com a camisa do Botafogo nos anos 1940. Logo, a personagem de desenhos da Walt Disney foi adotada como mascote pela torcida. Mollas escolheu o Pato Donald porque ele reclama seus direitos, luta, briga e se defende, como eram os dirigentes alvinegros da época, e, ainda, sem perder a sua elegância ao deslizar pelas águas, aludindo à prática do remo. Apesar do carisma, o mascote nunca foi oficializado por conta de direitos autorais.[63]

Cachorro "Biriba"
Biriba, mascote lançado em 2008 ao lado da dupla Biruta.

No final dos anos 1940, o supersticioso presidente Carlito Rocha transformou o cachorro Biriba, que pertencia ao zagueiro Macaé, em mascote do clube. Em partida contra o Madureira, válida pelo Campeonato Carioca de 1948, o vira-lata invadiu o gramado no momento da comemoração de um gol alvinegro. A partir de então, Rocha passou a levar o animal em todas as partidas do clube, acreditando que trazia sorte.[64] Em certa ocasião, a diretoria do Vasco da Gama tentou barrar a entrada de Biriba em São Januário, mas Carlito Rocha colocou o cachorro debaixo do braço e desafiou os rivais, permitindo a entrada do animal. Com a presença de Biriba, em 19 jogos, o Botafogo venceu 17 partidas e empatou duas, sagrando-se campeão estadual daquele ano.[65] O simpático mascote botafoguense morreu aos 12 anos, em 1958.[66]

Com a popularidade de Biriba, a figura do cachorro foi adotada como mascote não-oficial do clube. A torcida Fúria Jovem, inclusive, tem o animal como símbolo e divide seus grupos por "canis".[67] Em 2008, a tradição do cachorro como mascote alvinegro foi revivida quando o cão Perivaldo (nomeado em homenagem ao ex-jogador do clube nos anos 1970) entrou junto com o time em uma partida da Copa do Brasil. Em suas costas negras, o beagle trazia uma marca de nascença em formato de estrela na cor branca, remetendo ao símbolo máximo do clube, a Estrela Solitária.[64] Neste mesmo ano, o clube lançou os cachorros Biriba & Biruta como mascotes oficiais.[68]

Uniformes

O Club de Regatas Botafogo dispunha, inicialmente, de dois uniformes diferentes. O primeiro, com camisetas e calções inteiramente negros, era utilizado para as competições em si. O segundo, com camisa alvinegra listrada na horizontal e calções negros, era utilizado somente nos treinamentos. Posteriormente, o clube passou a utilizar como segundo uniforme o traje inteiramente branco.

Já o Botafogo Football Club, em seus primeiros anos, usava camisas e calções brancos, com meias cor de abóbora, antes de trocar para as meias pretas.[30] Somente em 1906 a equipe adotaria a tradicional camisa listrada, encomendadas junto à Benetfink & Company, de Londres.[69] A inspiração para as cores veio da Juventus, tradicional equipe da Itália, onde um dos fundadores do Botafogo, Itamar Tavares, havia estudado.[31]

Mesmo com a fusão entre os dois clubes e a formação do Botafogo de Futebol e Regatas, cada esporte manteve seu uniforme: o remo continuou a vestir negro e o futebol usava camisa listrada com calções e meias pretos. Porém, em 1948, o Botafogo passou a utilizar calções e meias brancos, fato que durou sete anos. De 1954 a 1956, devido ao suicídio do presidente do Brasil Getúlio Vargas, o Botafogo usou novamente calção e meias negros. Em 1956, voltou a usar os dois equipamentos inferiores em branco novamente, por um curto período de tempo. Em 1957, passou a usar também meiões na cor cinza.[70]

Estatuto

A camisa do Botafogo deve possuir nove listras verticais de igual tamanho, conforme o estatuto do clube.[71][72] Normalmente, a listra central é da cor preta, porém, em algumas oportunidades, foram utilizadas na cor branca.[73] Detalhes nas mangas e na altura do ombro também são aceitos para facilitar a diversidade ano a ano. De acordo com o estatuto, o uniforme deve ser nas cores alvinegras. Portanto, suas camisas reservas são predominantemente brancas ou pretas, tal qual são as cores dos calções e das meias. O uniforme de goleiro não precisa seguir o regulamento do clube.[72]

Uniformes atuais
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
4.° Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1.° Goleiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2.° Goleiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3.° Goleiro

Futebol

Anos 1900 e 1910: surge O Glorioso

Botafogo campeão estadual de 1910.

Em 1906, o Botafogo conquistou o primeiro troféu de sua história, a Taça Caxambu, a primeira competição de futebol do Rio de Janeiro, disputada pelas equipes de segundo quadro.[74] No mesmo ano, participou também da primeira edição do Campeonato Carioca, terminando em 4.º lugar. A primeira vitória na competição foi contra o Bangu, por 1 a 0, gol de Gilbert Hime na Rua Guanabara.[75]

No ano seguinte, o clube se envolveu na primeira polêmica de sua história. Ao término do Campeonato Carioca, o Botafogo empatou em pontos com o Fluminense, mas tinha saldo de gols inferior. Ao passo em que o rival se declarou o campeão daquele ano, o Botafogo contestou o resultado por conta do seu último jogo, contra o Internacional: o time da zona norte não compareceu à partida e o alvinegro venceu por W.O., sem ter o saldo de gols contabilizado. Sentindo-se prejudicado por não ter tido a oportunidade de marcar gols, o clube pediu uma partida extra contra o Fluminense a fim de decidir o campeão. O adversário não aceitou a oferta, uma vez que se declarava campeão baseado no estatuto da Liga Metropolitana de Football, que previa como critério de desempate o goal average (média de gols). No entanto, o estatuto não tinha valor de regulamento e a decisão do campeonato se arrastou por 89 anos quando, finalmente, em 1996, tanto Botafogo quanto Fluminense foram declarados campeões de 1907.[61][76][77]

No Campeonato Carioca de 1909, o time terminou como vice-campeão, mas entrou para a história ao aplicar a maior goleada de todos os tempos do futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Mangueira, antiga equipe rubro-negra da Tijuca. No primeiro tempo daquela partida, o Botafogo aplicou 9 a 0 e, na segunda etapa, fez 15 a 0. Como naquela época cada período dos jogos tinha apenas 40 minutos, a média do Botafogo na partida foi de 3,3 gols por minuto. Gilbert Hime foi o artilheiro do confronto, com nove gols, seguido por Flávio Ramos, com sete. Monk e Lulu Rocha anotaram dois gols cada e Raul Rodrigues, Dinorah, Henrique Teixeira e Emmanuel Sodré completaram o placar. O resultado memorável está destacado na "Sala dos Números", no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu.[25]

Em 1910, o Botafogo conquistou o Campeonato Carioca de forma avassaladora, marcando 66 gols em 10 jogos. Após estrear sofrendo uma pesada derrota para o America por 4 a 1, o alvinegro se recuperou e aplicou diversas goleadas nos adversários ao longo da competição: 9 a 1 e 15 a 1 sobre o Riachuelo, 7 a 0 contra o Haddock Lobo e 6 a 0 diante do Rio Cricket. Na penúltima rodada, contra o grande rival Fluminense, o Botafogo garantiu a taça de forma antecipada ao golear os tricolores por 6 a 1, com três gols de Abelardo de Lamare, artilheiro da competição. Na última partida, mais uma goleada: 11 a 0 sobre o Haddock Lobo. A campanha histórica conferiu ao clube o apelido de O Glorioso, alcunha que carrega desde então.[78] Ainda nesse ano, o Botafogo sagrou-se campeão também do Troféu Interestadual após derrotar o AA Palmeiras, o então campeão paulista, com mais uma goleada: 7 a 2, com três gols de Abelardo de Lamare, três de Décio Viccari e um de Mimi Sodré.[79][80]

Antigo Campo da Rua Voluntários da Pátria.

Em 1911, o clube se desligou da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), entidade fundada por Botafogo, Fluminense, America, Paissandu, Rio Cricket e Riachuelo em 1908 para organizar o Campeonato Carioca após a dissolução da Liga Metropolitana de Football, um ano antes.[81] Numa partida contra o America, o jogador do time alvirrubro Gabriel de Carvalho teria feito falta violenta em Flávio Ramos, que revidou e causou uma briga generalizada. Os irmãos Adhemaro e Abelardo de Lamare foram punidos pela LMSA com seis e doze meses de suspensão, respectivamente, o que irritou os dirigentes botafoguenses, culminando no desligamento da liga. Por conta disso, o Botafogo passou um tempo realizando apenas jogos amistosos contra equipes paulistas.[82] No final do mesmo ano, o clube ainda perdeu sua sede no Campo da Rua Voluntários da Pátria, onde mandava seus jogos, a fim de fazer caixa. Em 1912, disputou o Campeonato Carioca pela Associação de Football do Rio de Janeiro (AFRJ), no modesto campo da Rua São Clemente, e sagrou-se campeão.[83][84] Em 1913, o Botafogo retornou à LMSA após a fusão com a AFRJ.[85]

Anos 1910 e 1920: entressafra alvinegra

A fase entre 1912 e 1930 pode ser considerada como o primeiro período de jejum de títulos do Botafogo. Todavia, foram conquistados dois Campeonatos Carioca de Segundos Quadros, em 1915 e 1922.[86] O clube ainda foi vice-campeão do Campeonato Carioca por quatro vezes, em 1913, 1914, 1916 e 1918, e teve vários artilheiros do torneio até 1920, como por exemplo Mimi Sodré, Luís Menezes, Aluízio Pinto e Arlindo Pacheco.[87]

Partida de inauguração do Estádio de General Severiano, em 1913.

No ínicio da década de 1910, o clube inaugurou o Estádio de General Severiano, atual sede do clube, no dia 13 de maio de 1913. No jogo inaugural, derrotou o Flamengo por 1 a 0, com gol de Mimi Sodré.[88] Nessa época também, o Botafogo contribuiu para a criação de um termo bastante comum no esporte brasileiro: o uso da expressão cartola para se referir aos dirigentes. Em 1917, o Dublin, uma das melhores equipes do Uruguai à época, veio ao Rio de Janeiro para uma temporada de amistosos, inclusive contra o alvinegro carioca. No Rio, dois diretores uruguaios apareceram correndo à frente de seus jogadores até o meio do campo vestindo altas e luxuosas cartolas, o que teria dado origem ao termo.[89][90] Outra versão afirma que foram os dirigentes do Botafogo que se trajaram com fraque e cartola para receber os uruguaios, a fim de imitar os políticos da República Velha.[91]

Nos anos 1920, o melhor resultado do Botafogo foi uma 3.ª posição no Campeonato Carioca de 1928. De resto, foram cinco vezes em 4.º lugar e outras classificações inferiores. Em 1923, o time quase foi rebaixado: após terminar a competição em 8.º e último lugar, o Botafogo precisou disputar uma partida eliminatória contra o Villa Isabel, campeão da Série B, para definir quem jogaria a primeira divisão no ano seguinte. Com a vitória por 3 a 1 no Estádio das Laranjeiras, o alvinegro se manteve na elite.[92]

Esse período também foi marcado por um série de problemas internos na cúpula alvinegra. Em 1924, o dirigente Oldemar Amaral Murtinho deixou o clube, o que ocasionou na saída do atacante Nilo, seu sobrinho e um dos maiores ídolos do Botafogo, para o rival Fluminense.[93] O jogador só retornou ao Botafogo em 1927, dois anos após seu tio ter se tornado presidente do clube, e se tornou artilheiro do campeonato daquele ano.[87][94]

Anos 1930: o tetracampeonato

Time campeão estadual em 1930.

Logo no início da década, liderado pelos atacantes Nilo e Carvalho Leite, o Botafogo conquistou o Campeonato Carioca de 1930.[95] Em 1931, ficou com a 4.ª colocação no estadual e conquistou a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo após golear o Corinthians por 7 a 1 na partida de volta, em General Severiano, com quatro gols de Nilo.[96]

Em 1932, sagrou-se campeão com duas rodadas de antecipação, após derrotar o Bonsucesso por 5 a 4 no Campo da Estrada Norte.[97] A partir de 1933, duas ligas diferentes organizaram o Campeonato Carioca: a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), responsável pelo campeonato até então, e a Liga Carioca de Football (LCF), resultada de uma cisão promovida pelos clubes que buscavam a profissionalização do futebol.[98] O Botafogo se recusou a mudar de liga e permaneceu no torneio organizado pela AMEA, sendo campeão em 1933 e 1934.[99][100] Em 1935, a AMEA se desfez e foi incorporada pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos (FMD). No primeiro campeonato promovido pela nova liga, o alvinegro ficou mais uma vez com o título, se tornando tetracampeão e o primeiro campeão estadual profissional reconhecido pela Confederação Brasileira de Desportos.[101] Nessa última conquista, o destaque do time foi Leônidas da Silva, ídolo do rival Flamengo, que defendeu as cores do Botafogo de 1935 até o início de 1936, antes se transferir para o rubro-negro.[102]

Em 1936, o clube fez sua primeira excursão internacional, para disputar amistosos no México e nos Estados Unidos. Em nove partidas, o time conquistou seis vitórias, um empate e duas derrotas.[103] No ano seguinte, iniciou as reformas no Estádio de General Severiano, a fim de expandi-lo e colocar novas arquibancadas de cimento. Na partida de reinauguração, em 1938, vitória sobre o Fluminense por 3 a 2.[40]

Nessa era, o Botafogo cedeu jogadores para a Copa do Mundo, disputada pela primeira vez em 1930, em 17 ocasiões. A edição com o maior número de alvinegros convocados foi em 1934, na Itália, com nove atletas do clube representando a Seleção Brasileira: os goleiros Germano e Pedrosa, o zagueiro Octacílio, os meias Ariel, Canalli, Martim Silveira e Waldyr, e a dupla de ataque Áttila e Carvalho Leite.[104]

Anos 1940: o jejum de Heleno de Freitas

No começo da década de 1940, especialmente após a fusão do remo e do futebol em 1942, o Botafogo contou com grandes jogadores em seu plantel, mas não conseguiu conquistar títulos. Nomes como Gérson dos Santos, Tovar e Zezé Procópio passaram pelo clube sem levantar uma taça.[105] Além deles, um dos maiores ídolos da história do Botafogo, o polêmico atacante Heleno de Freitas, também deixou o clube sem conquistar troféus, a não ser o Torneio Início de 1947 e competições de aspirantes.[106][107] No time de 1940 a 1948, Heleno marcou 209 gols em 235 jogos com a camisa alvinegra e formou ao lado de Tesourinha, Zizinho, Jair Rosa Pinto e Ademir Menezes o considerado maior quinteto ofensivo da história da Seleção Brasileira.[108]

Curiosamente, somente após a saída de Heleno, em 1948, o Botafogo voltou a conquistar o Campeonato Carioca.[107] Após três vice-campeonatos em sequência, o Glorioso estreou na edição daquele ano goleado por 4 a 0 pelo São Cristóvão. A partir de então, sob comando do técnico Zezé Moreira e liderado em campo por Octávio Moraes e Sylvio Pirillo, o time não perdeu mais na competição. No último jogo do torneio, que acabou se tornando uma final de campeonato uma vez que só Botafogo e Vasco podiam ficar com o título, o alvinegro derrotou o time cruzmaltino apelidado de Expresso da Vitória por 3 a 1 e sagrou-se campeão.[109]

O Campeonato Carioca de 1948 também foi responsável pelo surgimento de um dos mascotes do clube. Na preliminar da partida entre Botafogo e Madureira, o cachorro Biriba, que pertencia ao zagueiro reserva Macaé, invadiu o campo, como se comemorasse a vitória dos aspirantes do alvinegro por 10 a 2. O presidente do clube Carlito Rocha se encantou com o animal, ainda mais por conta de seu pelo preto e branco, e decidiu adotá-lo como talismã. A partir de então, Biriba esteve presente em todos os jogos do clube a fim de "dar sorte" e ajudar em campo: quando o Botafogo estava atrás do placar, o cachorro era solto no gramado sob ordens de Carlito Rocha para interromper a partida. Inexplicavelmente, em todas as vezes que isso aconteceu o Botafogo conseguiu reverter o placar.[109]

Anos 1950 e 1960: época de ouro

Garrincha fez sua estreia pelo Botafogo em 1953 e deixou o clube em 1965.

Nas décadas de 1950 e 1960, o Botafogo viveu um de seus períodos mais áureos, contando com grandes craques da Seleção Brasileira em seus times como Manga, Zagallo, Didi, Quarentinha, Amarildo, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Sebastião Leônidas, Paulo Valentim, Rogério, Gérson e Carlos Roberto.[110] Além deles, os maiores ídolos da história do alvinegro também jogaram nessa época: Nilton Santos, considerado o maior lateral-esquerdo de todos os tempos, e Garrincha, apontado por alguns como o melhor jogador de futebol da história.[111][112][113][114]

Em 1951, o Glorioso ficou em terceiro lugar no Torneio Internacional de Santiago e venceu o Torneio Municipal, sendo convidado para disputar a Pequena Taça do Mundo do ano seguinte, a primeira edição do torneio, disputado na Venezuela.[115][116] Em um quadrangular contra Real Madrid, La Salle e o badalado Millonarios, do craque argentino Di Stéfano, o alvinegro terminou a disputa invicto, mas na segunda colocação, empatado em pontos com o Real Madrid e derrotado no critério goal average.[117]

Um ano depois, o clube revelou Garrincha para o mundo: o craque fez sua estreia como profissional no dia 19 de julho de 1953, marcando três gols na vitória por 6 a 3 diante do Bonsucesso, no Maracanã.[118] Nos torneios internacionais, foi vice-campeão da Copa Montevidéu e ficou em quarto lugar no Quadrangular de Buenos Aires.[115]

Em 1957, a diretoria inovou ao convidar o cronista esportivo e diretor do clube João Saldanha para assumir o comando do time principal.[119] Mesmo sem experiência no cargo, João Sem Medo, como era conhecido, liderou o esquadrão alvinegro na conquista do Campeonato Carioca. Na final do campeonato, contra o Fluminense, o Botafogo aplicou 6 a 2 no rival, com cinco gols de Paulinho Valentim. Até hoje, o resultado é a maior goleada da história das finais do Estadual.[120][121][122] No mesmo ano, o alvinegro disputou novamente a Pequena Taça do Mundo, dessa vez contra Barcelona, Sevilla e Nacional, tricampeão uruguaio. Porém, o Botafogo ficou mais uma vez com o vice-campeonato, atrás do Barcelona.[123]

No ano seguinte, o clube cedeu seus principais jogadores para a Seleção Brasileira: Garrincha, Nilton Santos, Didi e Zagallo ajudaram na conquista do primeiro título mundial do Brasil.[124] Mesmo sem o quarteto, o Botafogo venceu o Torneio João Teixeira de Carvalho diante do America.[125] Foi nessa competição que o alvinegro aplicou 5 a 0 no Vasco da Gama, a maior goleada sobre o rival.[126]

Também em 1958, o clube participou pela primeira vez do Torneio Pentagonal do México, ficando com o vice-campeonato. Já em 1959, foi derrotado pelo Santos na final do Troféu Teresa Herrera.[115] Em 1960, o Glorioso voltou a conquistar um campeonato no exterior, ao vencer o Torneio Internacional da Colômbia.[127] No mesmo ano, o clube perdeu o atacante Paulinho Valentim, negociado com o Boca Juniors.[128]

Nilton Santos só vestiu duas camisas em toda a sua carreira: a do Botafogo e a da Seleção Brasileira.

Em 1961, o Botafogo venceu o Torneio Início e o Campeonato Carioca, após desbancar o Flamengo por 3 a 0 na última rodada, com dois gols de Amarildo.[129] No exterior, disputou o Troféu Naranja e conquistou o Torneio Triangular da Costa Rica.[115]

No ano seguinte, o foram três títulos conquistados: o clube foi bicampeão do Campeonato Carioca, novamente derrotando o Flamengo por 3 a 0 na rodada final, venceu pela primeira vez o Torneio Rio-São Paulo e ainda conquistou o Torneio Pentagonal do México.[130][131][132] Ainda em 1962, Garrincha comandou a Seleção Brasileira na campanha do bicampeonato da Copa do Mundo, em uma equipe que contava com outros cinco atletas do alvinegro.[114][133]

O ano de 1963 começou com a fase final da Taça Brasil de 1962. O Botafogo chegou até a decisão contra o Santos, seu maior rival da época, mas acabou derrotado.[134] Na Copa Libertadores, mais uma derrota para os santistas, dessa vez na semifinal.[135] A grande conquista da temporada ficou por conta do Torneio Internacional de Paris, quando desbancou o Racing Paris com um gol de Quarentinha aos 40 minutos do 2.° tempo.[136]

A revanche diante dos santistas veio no Torneio Rio-São Paulo de 1964. Após terminarem a fase inicial empatados na liderança, Botafogo e Santos se enfrentariam em dois jogos extras para decidir o campeão. Na primeira partida, no Maracanã, o time carioca derrotou o rival por 3 a 2. O jogo de volta, porém, nunca aconteceu, uma vez que os dois clubes foram excursionar no exterior. Assim, tanto Botafogo quanto Santos foram declarados campeões.[137] Em territórios internacionais, o Glorioso conquistou dois títulos: a Panamaribo Cup, no Suriname, e o Torneio Jubileu de Ouro, em La Paz. Já no Torneio Íbero-Americano, em Buenos Aires, o clube enfrentou Barcelona, River Plate e Boca Juniors. O time brasileiro e a dupla argentina terminaram empatados em pontos e, sem datas suficientes para jogos extras, não houve campeão.[115]

O final do ano de 1964 marcou a despedida de Nilton Santos, que se aposentava do futebol. Com 721 jogos pelo Glorioso, sem nunca ter jogado por outra equipe além da Seleção Brasileira, o lateral-esquerdo fez sua última partida pelo Botafogo em vitória por 1 a 0 contra o Flamengo.[138] Em 1965, mais uma saída: assombrado por muitas dores no joelho direito, Garrincha já não conseguia apresentar seu melhor futebol. No ano anterior, o camisa 7 decidira fazer uma cirurgia no menisco para tentar resolver o problema. Contudo, o jogador escolheu fazer a operação com o médico do America, o que gerou insatisfação nos dirigentes alvinegros. A relação entre clube e ídolo já não era mais a mesma e, em setembro de 1965, Garrincha fez sua última partida pelo Botafogo, em vitória magra por 2 a 1 diante da Portuguesa-RJ.[139][140]

Mesmo com a saída dos maiores ídolos, o Botafogo continuou sua trajetória de vitórias: com dois triunfos sobre o Santos, venceu a Taça Círculo de Periódicos Esportivos, em 1966. No mesmo ano, conquistou também a Copa Carranza de Buenos Aires. No final da década, conquistou três vezes o Troféu Triangular de Caracas, em 1967, 1968 e 1970, além do Torneio Hexagonal do México, em 1968.[115]

Em 1967 e 1968, comandado pelo agora técnico Zagallo, o alvinegro foi bicampeão da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca, com vitórias históricas diante de America e Bangu e sonoras goleadas em cima de Vasco da Gama e Flamengo.[141][142][143] Em 1969, o Botafogo foi campeão da Taça Brasil de 1968.[144][145] Mais de 30 anos depois, a CBF reconheceu o torneio como uma edição do Campeonato Brasileiro e a conquista passou a ser considerada o primeiro título brasileiro do clube.[146]

Anos 1970 e 1980: 21 anos de drama

Durante 21 anos, o Botafogo não conquistou nenhum título oficial. Desde a Taça Brasil de 1968 até o Campeonato Carioca de 1989, o clube colecionou vice-campeonatos, terceiras e quartas posições, sem celebrar um título.[147]

A reta final do Campeonato Carioca de 1971 ficou marcada negativamente. O Botafogo contava com quatro atletas que haviam conquistado a Copa do Mundo no ano anterior (Carlos Alberto Torres, Brito, Paulo César Caju e Jairzinho) e dominava a competição, com liderança folgada para o segundo colocado Fluminense. No entanto, o alvinegro tropeçou nas últimas rodadas e não conseguiu garantir o título antecipadamente. Na última partida, justamente contra o Tricolor, o Botafogo precisava de pelo menos um empate. Aos 43 minutos do 2.° tempo, o Fluminense marcou o gol da vitória em lance polêmico envolvendo o lateral tricolor Marco Antônio e o goleiro alvinegro Ubirajara, que alega ter sido empurrado. Na sobra, Lula fez o gol do título, acabando com as esperanças alvinegras.[148] No Campeonato Brasileiro, o Botafogo chegou ao triangular final com São Paulo e Atlético Mineiro, mas perdeu as duas partidas e ficou com a terceira colocação.[149]

No ano seguinte, mais uma vez o título escapou por pouco. O Botafogo chegou à final do Campeonato Brasileiro após eliminar o Corinthians na semifinal.[150] Na decisão contra o Palmeiras, o empate em 0 a 0 deu o título à equipe paulista, que havia somado mais pontos durante a competição.[151] O Brasileirão de 1972 também ficou marcado para os alvinegros pela goleada aplicada no maior rival Flamengo: impiedosos 6 a 0, no dia do aniversário rubro-negro.[152]

Em 1973, o Botafogo voltou a disputar a Copa Libertadores após dez anos. Na primeira fase, o alvinegro liderou seu grupo, formado por times uruguaios e brasileiros. Porém, como havia empatado em número de pontos com o Palmeiras, o regulamento previa um jogo-extra para definir o classificado. No Maracanã, o alvinegro derrotou o alviverde por 2 a 1 e avançou na competição.[153] Na fase semifinal, foi eliminado em um triangular ao lado de Cerro Porteño e Colo Colo, que viria a ser o vice-campeão.[154] Dois anos depois, o Glorioso conquistou a Taça Augusto Pereira da Mota, equivalente ao segundo turno do Campeonato Carioca. Na decisão do Estadual, porém, mais um vice-campeonato, novamente diante do Fluminense.[155] Na temporada seguinte, venceu outra vez o segundo turno do Campeonato Carioca, dessa vez denominado Taça José Wânder Rodrigues Mendes.[156]

Em 1976, envolvido em uma grave crise financeira, o Botafogo vendeu a sede de General Severiano para a Vale do Rio Doce.[40] O fato evidenciou a situação caótica do clube e gerou revolta de muitos torcedores e dirigentes, como o ex-presidente Carlito Rocha.[157] O ex-lateral Nilton Santos, eterno ídolo alvinegro, chegou a afirmar que "estavam matando as glórias do Botafogo" e que "seu Botafogo não existia mais".[158] Antes de transferir o departamento de futebol para o bairro de Marechal Hermes, o Glorioso chegou a ficar sem campo até para treinar, uma vez que o novo estádio só foi inaugurado em 1978.[42]

Nessa época, o Botafogo acabou recebendo o apelido de Time do Camburão, pois deixou de ter grandes craques e revelações em sua equipe e passou a contar com jogadores mais rodados e problemáticos que, mesmo com algum talento, não conseguiam permanecer muito tempo em uma equipe.[159] Porém, foi nesse período que o clube estabeleceu dois recordes do futebol brasileiro: o maior número de partidas invicto do futebol nacional (52 jogos) e a maior série invencível em jogos do Campeonato Brasileiro (42 jogos).[19][21] Apesar das marcas expressivas, o clube terminou o Brasileirão na 5.ª posição em 1977 e em 9.° lugar na edição de 1978.[160][161] Em 1979, o Botafogo disputou apenas sete jogos e terminou na 53.ª posição, sua pior colocação na história da competição.[162]

Já em 1981, o clube voltou a fazer campanha de destaque. Com jogadores como Paulo Sérgio, Mendonça e Marcelo Oliveira no elenco, o Botafogo chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro, contra o São Paulo. Na primeira partida, no Maracanã, vitória por 1 a 0. No jogo de volta, no Morumbi, muita confusão: os dirigentes e jogadores do Botafogo acusaram a equipe paulista de coagir o árbitro no intervalo, quando o alvinegro vencia por 2 a 1. O jogo demorou 35 minutos para recomeçar e, na volta, o São Paulo conseguiu virar o placar, eliminando o clube carioca. Além disso, a partida ficou marcada por vários lances polêmicos e um pênalti mal marcado pelo árbitro Bráulio Zannoto a favor dos donos da casa.[163][164]

No Campeonato Brasileiro de 1986, mais confusão: o regulamento previa a diminuição de clubes de 48 para 28 clubes no ano seguinte.[165] Como terminou a competição na 31.ª colocação, o Botafogo não deveria ter se classificado para o Campeonato Brasileiro de 1987. No entanto, um imbróglio judicial envolvendo Vasco da Gama, Joinville e Portuguesa fez com que a CBF mudasse o regulamento do Brasileirão de 1986 durante a competição, fazendo com que mais equipes avançassem à segunda fase.[166][167] O caso fez estourar a crise no futebol brasileiro e abriu brecha para o surgimento do Clube dos 13. Como a CBF já havia declarado não ter condições financeiras para organizar o Campeonato Brasileiro de 1987, o recém-criado Clube dos 13 promoveu a Copa União, com a participação dos clubes fundadores (entre eles o Botafogo) e mais três convidados: Coritiba, Santa Cruz e Goiás. Posteriormente, com o sucesso comercial da nova competição, a CBF voltou atrás e criou seu próprio Campeonato Brasileiro, com os clubes "excluídos" pela Copa União.[168]

Para o ano de 1988, o Botafogo permaneceu no Campeonato Brasileiro, juntamente com todas as equipes da Copa União. O alvinegro terminou a edição daquele ano em 17.° lugar, eliminado na primeira fase.[169] O momento mais marcante daquela campanha foi a derrota para o Vasco da Gama por 3 a 0: ao final da partida, a gandula botafoguense Sonja Martinelli, de apenas 11 anos, caiu no choro e declarou amor ao clube. O Botafogo estava há 20 anos sem conquistar um título oficial.[170][171]

Desde a conquista da Taça Brasil de 1968 até 1989, os melhores resultados obtidos pelo Botafogo haviam sido torneios de verão conquistados no exterior, como o Troféu Triangular de Caracas e o Troféu Cidade de Palma de Mallorca. O jejum de títulos incomodava, mas estava prestes a ter um fim: no dia 21 de junho de 1989, o Botafogo liderado por Mauro Galvão, Paulinho Criciúma e Josimar conquistou o Campeonato Carioca, de forma invicta, após vitória sobre o Flamengo de Zico, Bebeto e Leonardo. A primeira partida da decisão terminou empatada em 0 a 0. No segundo jogo, o Botafogo venceu com gol do atacante Maurício, camisa 7, após cruzamento de Mazolinha. Era o fim de um período de sofrimento e o começo de uma nova era gloriosa.[172]

Anos 1990: mais títulos e a "Tuliomania"

Torcedores alvinegros em festa no Maracanã.

No ano seguinte a um dos títulos mais importantes de sua história, o alvinegro repetiu o triunfo no Campeonato Estadual. Desta vez, numa polêmica final contra o Vasco, com nomes como Valdeir, Carlos Alberto Dias, Carlos Alberto Santos e Djair no elenco.[173]

Em 1992, o clube voltou a disputar uma final de Campeonato Brasileiro após vinte anos, contra o rival Flamengo. Às vésperas do primeiro duelo, uma polêmica: o então craque do time Renato Gaúcho fez uma aposta com o centroavante rubro-negro Gaúcho e, caso o Botafogo perdesse, ele daria um churrasco aos adversários.[174] Com a derrota por 3 a 0, Renato pagou a aposta e desagradou o presidente Emil Pinheiro e os torcedores alvinegros, causando seu afastamento da segunda partida.[175] No jogo de volta, sem Renato, o Botafogo saiu atrás, mas conseguiu empatar em 2 a 2. O resultado não foi suficiente para evitar o vice-campeonato.[176] O embate ainda ficou marcado pela maior tragédia da história do Maracanã: cerca de 30 minutos antes de a bola rolar, a grade de proteção da arquibancada superior onde estava a torcida do Flamengo cedeu e diversas pessoas caíram, atingindo também aqueles que estavam no anel abaixo. Ao todo, três pessoas morreram e 90 ficaram feridas. Após o ocorrido, o estádio ficou fechado por sete meses.[177][178]

O Botafogo é o único clube carioca que conquistou um título internacional no Maracanã, em 1993.

Com a segunda colocação no Brasileirão, o Botafogo se classificou para a Copa Conmebol de 1993. Sem nenhum jogador titular da boa campanha da temporada anterior e sem caixa até para comprar bolas para treinamento, o Glorioso conquistou, de maneira surpreendente, o primeiro título internacional oficial de sua história. Treinado por Carlos Alberto Torres e com um time fraco, com destaque para o atacante Sinval e o goleiro Willian Bacana, o Botafogo eliminou Bragantino, Caracas, da Venezuela, e o grande favorito Atlético Mineiro, antes de chegar à decisão contra o Peñarol, do Uruguai. No primeiro confronto, empate em 1 a 1 em Montevidéu. O resultado animou a torcida botafoguense, que se aglomerou na porta do Maracanã no dia da partida de volta em busca de bilhetes. Sem ingresso para todos, a solução foi abrir os portões do estádio. A estimativa é que o público tenha superado 40 mil pessoas, apesar de apenas 26.276 terem pago pela entrada. Em campo, o empate em 2 a 2 levou a decisão para os pênaltis. Com duas defesas de Willian Bacana, o Botafogo venceu por 3 a 1 e garantiu o troféu.[179] Paralelamente à campanha vitoriosa no torneio sul-americano, a equipe fazia um Campeonato Brasileiro pífio, terminando na 31.ª colocação.[180]

No ano seguinte, o clube foi convidado pela CONMEBOL para disputar a Recopa Sul-Americana contra o São Paulo, campeão da Copa Libertadores e da Supercopa Libertadores. Em partida única, disputada em Kōbe, no Japão, o alvinegro foi derrotado por 3 a 1, ficando com o vice-campeonato.[181][182] O ano de 1994 também ficou marcado pelo retorno do clube à sede de General Severiano, após ter recuperado a posse da propriedade dois anos antes.[183] No Campeonato Brasileiro, o time ficou em 5.° lugar, eliminado nas quartas de final pelo Atlético Mineiro.[184][185] Com 19 gols, Túlio Maravilha foi o artilheiro da competição, ao lado de Amoroso, do Guarani.[186][187]

Em 1995, Túlio continuou em alta. No Campeonato Carioca, foi novamente artilheiro com 27 gols e se autointitulou o "Rei do Rio", em disputa com os atacantes Renato Gaúcho, do Fluminense, Romário, do Flamengo e Valdir Bigode, do Vasco da Gama.[188][189] Apesar dos gols, o alvinegro ficou com a terceira colocação do torneio. A grande glória do ano viria com o título do Campeonato Brasileiro, o primeiro do clube desde que a competição passou a ser organizada pela CBF. Além de Túlio, o elenco alvinegro contava com nomes como Gonçalves, Donizete, Sérgio Manoel, Wilson Gottardo e Wágner, comandados pelo então novato treinador Paulo Autuori. Apesar dos salários atrasados e da desunião entre os jogadores, a equipe fez campanha brilhante e chegou à grande decisão contra o Santos, após eliminar o Cruzeiro na semifinal.[190][191] No primeiro jogo da final, o Glorioso venceu por 2 a 1, no Maracanã. O triunfo poderia ter sido maior se o árbitro Sidrack Marinho dos Santos não tivesse anulado um gol legal de Túlio.[192] Mesmo com a vitória, o time e a torcida ficaram apreensivos, uma vez que o Santos havia revertido vantagem bem maior na semifinal contra o Fluminense, quando perdeu de 4 a 1 no Rio de Janeiro e venceu por 5 a 2 em casa.[193] Na partida de volta, no Pacaembu, muitas polêmicas: o árbitro Márcio Rezende de Freitas cometeu três erros decisivos durante a partida, dois a favor do Botafogo e um a favor do Santos.[192] Ao fim do duelo, o empate em 1 a 1 garantiu o troféu para a equipe carioca e a presença de Túlio Maravilha na galeria dos maiores ídolos do clube.[194] Dessa vez, o atacante foi artilheiro isolado do Brasileirão, com 23 gols.[186]

Na temporada seguinte, o clube se desfez da maioria de seus jogadores, mas ainda assim conquistou títulos: os principais foram a Taça Cidade Maravilhosa e o Troféu Teresa Herrera, diante da poderosa Juventus, campeã da Liga dos Campeões.[195][196] O Glorioso também conquistou a Copa Nippon Ham, em Osaka, no Japão, e o Torneio Presidente da Rússia, na cidade de Vladikavkaz.[197][198] Na Copa Libertadores, foi eliminado nas oitavas de final pelo Grêmio.[199] No Brasileirão, terminou na 17.ª colocação.[200]

Em 1997, o Botafogo venceu mais um Campeonato Carioca, novamente contra o Vasco da Gama, graças a um gol do reserva Dimba.[201][202] Na festa do título, o zagueiro Gonçalves comemorou rebolando, ironizando o atacante rival Edmundo, que havia rebolado em campo na primeira partida do duelo.[203] Em 1998, com a base da equipe campeã carioca do ano anterior, o clube conquistou o Torneio Rio-São Paulo pela quarta vez, batendo o São Paulo. Na primeira partida, em uma decisão emocionante no Morumbi, com duas viradas no placar, o Botafogo venceu por 3 a 2.[204] No jogo de volta, no Maracanã, o empate garantiu o título alvinegro.[205]

Em 1999, comandado por Bebeto e Rodrigo, o alvinegro foi vice-campeão da Copa do Brasil após perder a final para o Juventude.[206] O jogo de volta ficou marcado pela presença de 101.581 torcedores no Maracanã, a última vez que o estádio recebeu mais de 100 mil pessoas.[207] O duelo também registra o maior público da história da Copa do Brasil.[208][209]

Na virada do século, o clube foi eleito pela FIFA um dos maiores clubes do século XX, em uma lista com apenas outros dois clubes brasileiros, os rivais Santos e Flamengo.[12][13]

Anos 2000: época de crise e reestruturação

Desde o início dos anos 2000, o Botafogo flertou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Campanhas ruins foram realizadas em 1999 – quando o clube escapou graças a pontos conquistados no STJD devido ao Caso Sandro Hiroshi – em 2000 e em 2001.[210][211][212] O rebaixamento finalmente aconteceu em 2002.[213] Elencos frágeis, sálarios atrasados, má gestão administrativa, baixa assistência aos estádios e início de movimentos de repressão de torcidas organizadas foram marcas desse período dramático da história do alvinegro.

Para o Campeonato Brasileiro de 2002, a equipe sofreu com saída de vários jogadores do plantel antes do início da competição. O time que nos outros anos era liderado por Rodrigo e Dodô, entre outros, tinha como destaques o zagueiro Sandro e o volante Galeano. Treinada a maior parte do campeonato por Ivo Wortmann, a equipe não conseguiu se consolidar e, já sob o comando de Carlos Alberto Torres, que assumiu nos últimos jogos da competição, foi rebaixada após perder para o São Paulo por 1 a 0, com gol de Dill, no Caio Martins.[213]

Comemoração do título estadual de 2006, no Maracanã.

Ao final daquele ano, terminava a gestão presidencial de Mauro Ney Palmeiro, que foi substituído por Bebeto de Freitas, ex-atleta e treinador de vôlei.[214] Repleto de dívidas com jogadores e empresários, sem local para treinar, sem patrocinador e sem um estádio que suportasse sua torcida, além de jogadores pedindo para não atuar mais pelo clube, o Botafogo vivia a maior crise de todos os tempos. O Campeonato Carioca de 2003 foi usado como "laboratório", mas sem sucesso, e o time não se classificou para as semifinais.[215]

Na Série B, o Botafogo iniciou sua trajetória perdendo para o Vila Nova, em Goiânia, por 2 a 1.[216] A primeira vitória só viria na terceira rodada, fora de casa, contra o CRB, por 3 a 0.[217] Ao decorrer da competição, o clube chegou a liderar o campeonato, mas terminou a primeira fase em segundo lugar.[218] Na segunda fase, ficou novamente em segundo lugar no seu grupo, atrás do Marília.[219] No quadrangular final contra Palmeiras, Marília e Sport, o Glorioso conseguiu acesso à Série A com uma rodada de antecipação, após derrotar o Marília por 3 a 1, no Caio Martins.[220] Ao final da competição, o time liderado por jogadores como Sandro, Túlio Guerreiro, Valdo e Leandrão terminou como vice-campeão.[221][222]

Túlio Guerreiro e Bebeto de Freitas entregam uma camisa do Botafogo ao então presidente Lula.

Em 2004, ano do centenário do futebol do clube, a equipe fez novamente campanhas ruins, eliminado precocemente no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.[223][224] Na Série A, só escapou de um segundo rebaixamento na última rodada, ao empatar em 1 a 1 com o Atlético Paranaense, em Curitiba, e graças a uma combinação de resultados.[225]

A partir de 2005, o Botafogo iniciou um processo de estabilização administrativa que se refletia, paulatinamente, em campo. Em 2006, comandada pelo ex-jogador alvinegro Carlos Roberto e com jogadores como Dodô, Lúcio Flávio, Zé Roberto e Scheidt, a equipe encerrou um período de oito anos sem títulos, conquistando suas primeiras taças no século XXI: venceu a Taça Guanabara diante do America[226] e, posteriormente, o Campeonato Carioca, contra o Madureira.[227] Ainda em 2006, Cuca assumiria o cargo de técnico.[228] Seu trabalho daria bons frutos no ano seguinte, quando, jogando um futebol moderno, a equipe guiada por Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio Guerreiro, chamaria a atenção, sendo apelidada de Carrossel Alvinegro.[229][230][231]

Vista externa do Estádio Nilton Santos.

Apesar do bom futebol, o ano de 2007 ficou marcado pela falta de títulos e por derrotas traumáticas. No Campeonato Carioca, o alvinegro venceu a Taça Rio diante da Cabofriense,[232] porém foi vice-campeão estadual após dois empates em 2 a 2 contra o Flamengo e derrota nos pênaltis.[233] Na partida de volta, o auxiliar Hilton Moutinho Rodrigues marcou impedimento em um lance legal do atacante Dodô, aos 44 minutos do 2.° tempo, o que revoltou jogadores e diretoria, uma vez que o atacante ainda foi expulso no lance pelo árbitro Djalma Beltrami.[234] Na Copa do Brasil, mais uma derrota por conta da arbitragem: o time foi eliminado na semifinal pelo Figueirense, em jogo que teve dois gols mal anulados pela auxilar Ana Paula Oliveira, que viria a ser afastada do esporte.[235][236][237]

No Campeonato Brasileiro, a equipe iniciou a campanha bem e liderou o torneio por 11 rodadas, terminando o primeiro turno na segunda colocação.[238][239][240] Entretanto, problemas internos geraram uma grande queda de rendimento que fez o alvinegro cair pela tabela, terminando o ano na 9.ª colocação. Ainda em 2007, pela Copa Sul-Americana, a equipe caiu nas oitavas de final para o River Plate após sofrer um gol aos 47 minutos do 2.° tempo com dois jogadores a mais.[241] Sem títulos nos gramados, o grande marco do ano para o Botafogo foi a conquista do Estádio Olímpico João Havelange.[242] A concessionária Companhia Botafogo arrendou a arena, construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007, até o ano de 2027.

Botafogo contra Santos, no Engenhão, em outubro de 2008.

Em 2008, o Botafogo foi campeão da Copa Peregrino, disputada por equipes do Rio de Janeiro e da Noruega, em meio à pré-temporada.[243] No entanto, nos torneios oficiais, o alvinegro obteve resultados semelhantes aos do ano anterior. Venceu a Taça Rio frente ao Fluminense,[244] porém foi vice-campeão carioca novamente contra o Flamengo.[245] Na Copa do Brasil, o Botafogo foi eliminado pela segunda vez seguida nas semifinais, desta vez sendo derrotado pelo Corinthians, nos pênaltis.[246] Na Copa Sul-Americana, o Glorioso caiu para outro argentino, o Estudiantes de La Plata, dessa vez nas quartas de final.[247] Já no Campeonato Brasileiro, após um mau começo, terminou na 7.ª colocação.[248]

Para 2009, Mauricio Assumpção foi eleito presidente do clube e, imediatamente, encontrou sérias restrições orçamentárias para reformular o elenco. Mas, mesmo desacreditado, o time foi campeão da Taça Guanabara.[249] Na Taça Rio, chegou até a final, mas deixou escapar a chance de levantar o troféu do Campeonato Carioca antecipadamente ao perder para o Flamengo devido a um gol contra do zagueiro Emerson.[250] Durante o primeiro jogo da final do Estadual, sofreu um duro baque ao ver o meia Maicosuel, o melhor jogador da equipe, e o atacante Reinaldo se lesionarem em um mesmo lance e serem substituídos enquanto vencia a partida.[251] O Botafogo acabou sucumbindo pela terceira vez seguida na final para o Flamengo, após dois empates em 2 a 2, de novo, nos pênaltis.[252]

Na Copa do Brasil, o time fez feio e foi eliminado na segunda fase para o Americano, nos pênaltis.[253] No Brasileirão, o mau começo custou o emprego do técnico Ney Franco, que foi substituído por Estevam Soares.[254] A campanha continuou ruim e a equipe frequentou a zona de rebaixamento por várias rodadas, mas conseguiu se garantir na Série A de 2010 graças a uma vitória sobre o Palmeiras, que brigava pelo título, na última rodada.[255]

Anos 2010: atualidade

Para o ano de 2010, o clube trouxe o uruguaio Loco Abreu, que recebeu a camisa 13 das mãos de Zagallo e a contratação animou a torcida.[256][257] No Campeonato Carioca, porém, a equipe sofreu, já na terceira rodada da Taça Guanabara, uma pesada goleada por 6 a 0 no clássico contra o Vasco, o que custou o emprego de Estevam Soares, sendo trocado por Joel Santana.[258] Joel já comandara o time em 1997 e 2000, sendo campeão estadual em sua primeira passagem. Ao chegar ao Botafogo, trabalhou a autoestima dos jogadores, e o time foi, aos poucos, subindo de produção. O gol do jovem Caio, que ficaria conhecido como "talismã", contra o Flamengo, pôs a equipe na final da Taça Guanabara.[259] O título foi conquistado após vitória contra o Vasco, por 2 a 0.[260] Na Taça Rio, o Botafogo enfrentou o Fluminense na semifinal e bateu o tricolor por 3 a 2.[261] Na final contra o Flamengo, com gols de pênalti de Herrera e Abreu, de cavadinha, e com Jefferson defendendo uma penalidade cobrada por Adriano, o alvinegro venceu por 2 a 1 e garantiu o título estadual por antecipação.[262]

Herói do título Carioca de 2010, Loco Abreu reviveu as tradições do alvinegro em Copas do Mundo.

Na Copa do Brasil, o time não foi longe: acabou eliminado pelo Santa Cruz na segunda fase.[263] No Campeonato Brasileiro, o time frequentou a zona de rebaixamento, mas melhorou de rendimento e subiu na tabela, chegando a brigar por uma vaga na Copa Libertadores. A classificação, porém, não veio após derrota para o Grêmio na última rodada.[264] Mesmo assim, o clube obteve alguns feitos no ano: Jefferson foi convocado para defender a Seleção Brasileira, sendo o primeiro jogador do clube a chegar à Seleção em 12 anos, após Gonçalves e Bebeto.[265] Antes disso, Loco Abreu disputou a Copa do Mundo de 2010 pelo Uruguai, se tornando o primeiro jogador alvinegro em Copas após 12 anos.[266]

Em 2011, o Botafogo teve um péssimo início de temporada, o que ocasionou a demissão de Joel e a contratação de Caio Júnior.[267] Entretanto a mudança não foi suficiente para salvar o primeiro semestre, que acabou com o time eliminado precocemente tanto no Campeonato Carioca, quanto na Copa do Brasil.[268][269] Mas, no Campeonato Brasileiro, o clube fez uma campanha de destaque, e novamente brigou por uma vaga na Copa Libertadores. Priorizando o título nacional, o clube utilizou jogadores reservas na Copa Sul-Americana e foi eliminado nas oitavas de final pelo Santa Fe, da Colômbia.[270] Na reta final do Brasileirão, o time sofreu sete derrotas em nove jogos e terminou a competição apenas em 9.° lugar. O técnico Caio Júnior foi demitido após o revés diante do América Mineiro, sendo substituído pelo interino Flávio Tênius nos três últimos jogos. Por causa da campanha decepcionante, a diretoria do clube dispensou vários jogadores.[271][272]

Com mais de 400 jogos pelo clube, Jefferson está entre os dez jogadores que mais atuaram com a camisa do Botafogo.

Para o ano de 2012, o clube contratou Oswaldo de Oliveira como técnico.[273] Único grande do Rio fora da Libertadores, o Botafogo se dedicou ao Campeonato Carioca e foi a única equipe a terminar tanto a Taça Guanabara quanto a Taça Rio invicta.[274][275] Na decisão contra o Fluminense, porém, o Glorioso foi goleado por 4 a 1, praticamente liquidando as chances de título.[276] Na mesma semana, o Botafogo não só perdeu a invencibilidade, como perdeu a chance de disputa de títulos do primeiro semestre: derrota por 2 a 1 para o Vitória, em pleno Engenhão, nas oitavas de final da Copa do Brasil[277] e nova derrota para o Fluminense no jogo de volta da final do Carioca, confirmando o vice-campeonato.[278]

Para o Brasileirão, o clube fez sua maior contratação dos últimos anos e a maior do futebol brasileiro na temporada ao trazer o craque holandês Seedorf.[279] O jogador foi apresentado oficialmente no dia 7 de julho, antes da partida contra o Bahia, no Engenhão, pela 8.ª rodada do Brasileirão, e a equipe não decepcionou: vitória por 3 a 0.[280] Porém, na estreia do holandês, diante de um público de quase 30 mil pagantes, não houve muito o que comemorar: derrota por 1 a 0 para o Grêmio.[281] O primeiro gol de Seedorf aconteceria duas semanas depois, em Goiânia, contra o Atlético Goianiense, em uma cobrança de falta. O duelo terminou com vitória do Botafogo por 2 a 1, de virada.[282] Porém, nem toda a habilidade do holandês foi capaz de salvar o ano do clube. Na Copa Sul-Americana, o time decepcionou e foi eliminado na primeira fase para o Palmeiras.[283] No Brasileiro, o alvinegro terminou somente na 7.ª posição.[284]

Em 2013, porém, Seedorf liderou a equipe no Campeonato Carioca, conquistado com sobras pelo Botafogo, que venceu tanto a Taça Guanabra quanto a Taça Rio, diante de Vasco e Fluminense, respectivamente.[285] O Brasileirão também começou bem para o alvinegro, que chegou a liderar a competição por seis rodadas. Contudo, com as vendas de Fellype Gabriel[286] e da revelação Vitinho,[287] fora os problemas com atrasos de salário, a equipe caiu muito de produção, alternando altos e baixos.[288][289][290] Nesse meio tempo, ainda foi eliminada pelo Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, goleada por 4 a 0.[291] Mesmo com a irregularidade na metade final da temporada, o time conseguiu terminar o Brasileiro em 4.° lugar, garantindo vaga na Copa Libertadores de 2014 depois de 18 anos de ausência na competição continental.[292][293]

No primeiro semestre de 2014, utilizando jogadores reservas durante quase toda a competição, o Botafogo fez sua pior campanha da história do Campeonato Carioca, com 4 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, 37,8% de aproveitamento e saldo de gols negativo, terminando na 9.ª posição entre 16 participantes.[294] Na Copa Libertadores, apesar do apoio irrestrito da torcida, que lotou o Maracanã nos quatro jogos que a equipe fez no estádio, o Botafogo foi eliminado na fase de grupos.[295] Na Copa do Brasil, o time já entrou nas oitavas de final e eliminou o Ceará em uma partida histórica: virada por 4 a 3 na Arena Castelão, com gols ao 49 e 50 minutos do 2.° tempo.[296] Mas, na fase seguinte, o alvinegro voltou a fazer feio e foi eliminado pelo Santos, goleado por 5 a 0 no Pacaembu.[297] No Campeonato Brasileiro, com um time fraco e salários atrasados, o clube fez uma das piores campanhas de sua história e foi rebaixado pela segunda vez à Série B, após nova derrota para o Santos, por 2 a 0, na 37.ª rodada.[298]

Em 2015, o clube conquistou a Taça Guanabara,[299] mas ficou com o vice-campeonato do Estadual após perder a final para o Vasco.[300] Na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Figueirense em casa.[301] O resultado, aliado ao desempenho oscilante na Série B, culminou na demissão do técnico René Simões.[302] Para o seu lugar, Ricardo Gomes foi contratado e, mesmo contestado e com um elenco fraco, conquistou o título da competição e garantiu o retorno à Série A antecipadamente.[303][304][305] Em 2016, o alvinegro foi novamente vice-campeão do Campeonato Carioca após derrota para o Vasco na final.[306] Na Copa do Brasil, acabou eliminado nas oitavas de final pelo Cruzeiro, goleado por 5 a 2 no jogo de ida e derrotado por 1 a 0 na volta.[307] Já no Campeonato Brasileiro, o clube começou muito mal, chegando a ser lanterna da competição e terminando o 1.º turno na zona de rebaixamento.[308] Na segunda metade da competição, após a saída de Ricardo Gomes para o São Paulo e com a efetivação de Jair Ventura como técnico, o Glorioso se recuperou e terminou o campeonato na 5.ª colocação, garantindo uma vaga na Copa Libertadores.[309][310][311][312]

Principais títulos

Troféu do Torneio de Paris.
Continentais
Competição Títulos Temporadas
Copa Conmebol trophy.jpg Copa Conmebol 1 1993
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 2 1968 e 1995
B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeonato Brasileiro - Série B 1 2015
Interestaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 4 1962, 1964, 1966 e 1998
Rio de Janeiro São Paulo Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo 1 1931
Rio de Janeiro São Paulo Troféu Interestadual[79] 1 1910
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989Cscr-featured.png, 1990, 1997Star Prata.svg, 2006, 2010Star full.svg e 2013Star full.svg
Rio de Janeiro Taça Guanabara 8 1967, 1968Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2006, 2009, 2010, 2013 e 2015
Rio de Janeiro Taça Rio 7 1989Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2007, 2008, 2010, 2012Cscr-featured.png e 2013Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça Augusto Pereira da Mota 1 1975Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça José Wânder Rodrigues Mendes 1 1976Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Torneio Início 8 1934, 1938, 1947, 1961, 1962, 1963, 1967 e 1977
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Município do Rio de Janeiro Torneio Municipal 3 1951, 1958Cscr-featured.png e 1996Cscr-featured.png

Legenda:
Cscr-featured.png Campeão Invicto
Star Prata.svg Campeão (vencendo os dois turnos)
Star full.svg Campeão direto (vencendo os dois turnos)

Torneios amistosos internacionais

* Invicto.

Torneios amistosos nacionais

* Invicto.

Estatísticas

Participações

Participações em 2017
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 112 Campeão (20 vezes) 1906 2017
Brasil Campeonato Brasileiro 53 Campeão (1968 e 1995) 1962 2017 2
Série B 2 Campeão (2015) 2003 2015 2
Copa do Brasil 24 Vice-campeão (1999) 1990 2017
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 5 Semifinal (1963 e 1973) 1963 2017
Copa Sul-Americana 6 Quartas de final (2008 e 2009) 2006 2012
Recopa Sul-Americana 1 Vice-campeão (1994) 1994 1994

Últimas dez temporadas

Brasil Brasil Flags of South American Conmebol Members.gif América do Sul Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Taça GB Taça Rio Pos.
2008 A 7.° 53 38 15 8 15 51 44 Semifinal Sul-Americana Quartas Vice-campeão Campeão 2.°
2009 A 15.° 47 38 11 14 13 52 58 2.ª fase Sul-Americana Quartas Campeão Vice-campeão 2.°
2010 A 6.° 59 38 14 17 7 54 42 2.ª fase Campeão Campeão 1.°
2011 A 9.° 56 38 16 8 14 52 49 Oitavas Sul-Americana Oitavas Semifinal 1.ª fase 3.°
2012 A 7.° 55 38 15 10 13 60 50 Oitavas Sul-Americana 2.ª fase Semifinal Campeão 2.°
2013 A 4.° 61 38 17 10 11 55 41 Quartas Campeão Campeão 1.°
2014 A 19.° 34 38 9 7 22 31 48 Quartas Libertadores 2.ª fase 9.° 9.°
2015 B 1.° 72 38 21 9 8 60 30 3.ª fase 1.° 2.°
2016 A 5.° 59 38 17 8 13 43 39 Oitavas 3.º 2.°
2017 A A disputar A disputar Libertadores A disputar A disputar
Legenda:
     Campeão.
     Vice-campeão.
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Libertadores da América pela campanha no Campeonato Brasileiro.
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
     Classificado à Copa Sul-Americana.
     Rebaixado à divisão inferior.
     Promovido à divisão superior.

Campanhas de destaque

Botafogo de Futebol e Regatas
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Flags of South American Conmebol Members.gif Recopa Sul-Americana 0 (não possui) 1 (1994)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores da América 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1963) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Conmebol 1 (1993) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Master da Conmebol 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996)
Brasil Campeonato Brasileiro 2 (1968, 1995) 3 (1962, 1972, 1992) 2 (1963, 1971) 4 (1969, 1981, 1989, 2013)
Brasil Copa do Brasil 0 (não possui) 1 (1999) 1 (2007) 1 (2008)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 1 (2015) 1 (2003) 0 (não possui) 0 (não possui)
Rio de JaneiroXSão Paulo Torneio Rio-São Paulo 4 (1962, 1964, 1966, 1998) 4 (1960, 1961, 1965, 2001) 1 (1955) 4 (1953, 1963, 1999, 2000)
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 vezes 20 vezes 22 vezes 25 vezes

Partidas históricas

Elenco atual

Atualizado em 19 de janeiro de 2017[361]

Legenda
Goleiros
Jogador
Brasil Jefferson Capitão Lesionado
Paraguai Gatito Fernández
Brasil Helton Leite
Brasil Saulo
Defensores
Jogador Pos.
Argentina Carli Capitão² Lesionado Z
Brasil Emerson Z
Brasil Emerson Silva Z
Brasil Igor Rabello Z
Brasil Marcelo Z
Brasil Renan Fonseca Z
Brasil Jonas LD
Brasil Luis Ricardo Lesionado LD
Brasil Marcinho LD
Brasil Gilson LE
Brasil Victor Luis LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Airton V
Brasil Bruno Silva V
Brasil Dudu Cearense V
Brasil Fernandes V
Brasil Gustavo Bochecha V
Brasil Matheus Fernandes V
Brasil Rodrigo Lindoso V
Brasil Camilo Mapa do Brasil com a Bandeira Nacional.png M
Brasil Leandrinho M
Brasil João Paulo M
Argentina Montillo M
Brasil Yuri M
Atacantes
Jogador
Chile Canales
Brasil Guilherme
Camarões Joel
Brasil Pachu
Brasil Renan Gorne
Brasil Rodrigo Pimpão
Brasil Roger
Brasil Sassá
Brasil Vinícius Tanque
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Jair Ventura T

Outros jogadores

Jogadores não aproveitados
Pos. Jogador Ref.
V Brasil Andreazzi [362]
A Brasil André Luis [362]

Diretoria e comissão técnica

Comissão técnica
Nome Função
Brasil Antônio Carlos Azeredo Vice-presidente de futebol
Brasil Antônio Lopes Gerente de futebol
Brasil Gustavo Noronha Diretor jurídico de futebol
Brasil Anibal Rouxinol Segundo Gerente jurídico de futebol
Brasil Emilio Faro Auxiliar técnico
Brasil Felipe Conceição Auxiliar técnico
Brasil Ednilson Sena Preparador físico
Brasil Alex Rites Auxiliar de preparação física
Brasil Felippe Capella Auxiliar de preparação física
Brasil Paulo Rui Menezes Preparador de goleiros
Brasil Jorcey Anisio Preparador de goleiros
Brasil Alfie Assis Analista de desempenho
Brasil Antonio Macedo Analista de desempenho
Brasil Vinicius Bispo Analista de desempenho
Brasil Luiz Fernando Medeiros Coordenador do departamento médico
Brasil Salvio Magalhães Ortopedista
Brasil Alexandre Sales Ortopedista
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Eduardo Amorim Clínico geral
Brasil Flávio Prata Meirelles Coordenador de fisioterapia
Brasil Fabio Azevedo Fisioterapeuta
Brasil Guilherme Bianchi Fisioterapeuta
Brasil Manoel Coutinho Fisiologista
Brasil Rodrigo Vilhena Nutricionista
Brasil Gustavo Ferreira Odontologia
Brasil Leandro Freitas Odontologia
Brasil Danielle Rodrigues Odontologia
Brasil Bruno Gallart Podólogo
Brasil Atila Cordeiro Dória Massoterapeuta
Brasil Wágner Carvalho de Oliveira Massoterapeuta
Brasil Reginaldo de Oliveira Massoterapeuta
Brasil José Barbosa Mordomo
Brasil Alexsander Rangel Mordomo
Brasil Amaury Alves Mordomo

Transferências para a temporada 2017

Emprestado.: Jogadores emprestados

Voltaram de Empréstimo.: Jogadores que retornam de empréstimo

Entradas
  Pos. Jogador Clube oriundo Ref.
Fairytale right.png Z Brasil Marcelo Categorias de base [363][364]
Fairytale right.png V Brasil Gustavo Bochecha Categorias de base [365][364]
Fairytale right.png A Brasil Pachu Categorias de base [366][364]
Fairytale right.png A Brasil Renan Gorne Categorias de base [366][364]
Fairytale right.png M Brasil Yuri Categorias de base [366][364]
Fairytale right.png A Brasil Roger Brasil Ponte Preta [367]
Fairytale right.png G Paraguai Gatito Fernández Brasil Figueirense [368]
Fairytale right.png M Brasil João Paulo Brasil Santa Cruz [369][370]
Fairytale right.png M Argentina Montillo China Shandong Luneng [371]
Fairytale right.png LD Brasil Jonas Brasil América Mineiro [372]
Fairytale right.png Z Brasil Igor Rabello Voltaram de Empréstimo. Brasil Náutico [373]
Fairytale right.png LE Brasil Gilson Brasil América Mineiro [374][375]
Fairytale right.png A Brasil Guilherme Emprestado. Brasil Grêmio [376][377]
Fairytale right.png A Camarões Joel Emprestado. Brasil Cruzeiro [378]
Saídas
  Pos. Jogador Clube de destino Ref.
Fairytale left red.png G Brasil Sidão Brasil São Paulo [379]
Fairytale left red.png G Brasil Milton Raphael Brasil Macaé [380]
Fairytale left red.png LE Brasil Diogo Barbosa Brasil Cruzeiro [381][382]
Fairytale left red.png M Bolívia Damián Lizio Voltaram de Empréstimo. Bolívia Bolívar [383]
Fairytale left red.png M Uruguai Salgueiro Sem clube [383]
Fairytale left red.png A Brasil Anderson Aquino Brasil Figueirense [383][384]
Fairytale left red.png A Brasil Geovane Maranhão Voltaram de Empréstimo. Brasil Madureira [383]
Fairytale left red.png A Brasil Neilton Voltaram de Empréstimo. Brasil Cruzeiro [369]
Fairytale left red.png M Brasil Marquinho Emprestado. Brasil Macaé [385]
Fairytale left red.png V Brasil Dierson Emprestado. Brasil Macaé [385]
Fairytale left red.png M Argentina Gervasio Núñez Sem clube [386]
Fairytale left red.png V Brasil Lucas Zen Sem clube [387]
Fairytale left red.png Z Brasil Matheus Menezes Sem clube [387]
Fairytale left red.png V Brasil Mauro Gabriel Brasil Volta Redonda [387][388]
Fairytale left red.png A Brasil Luís Henrique Brasil Atlético Paranaense [389][390]
Fairytale left red.png M Brasil Octávio Emprestado. Brasil Volta Redonda [391]
Fairytale left red.png LD Brasil Alemão Voltaram de Empréstimo. Brasil Bragantino [392]
Fairytale left red.png LE Brasil Pablo Andrade Espanha Silva SD [393][394]
Fairytale left red.png A Brasil Paulo Ricardo Sem clube [394]
Fairytale left red.png LE Brasil Jean Emprestado. Brasil Oeste [395]
Fairytale left red.png M Brasil Gegê Emprestado. Brasil ABC [396]
Fairytale left red.png LD Brasil Diego Emprestado. México Jaguares [397]



Torcida

Torcida do Botafogo no Maracanã, durante a final do Campeonato Carioca de 2006.

Historicamente, a torcida do Botafogo era formada por moradores dos bairros próximos ao clube, como Botafogo, Copacabana e Urca.[398] A popularização botafoguense teve início apenas na década de 1940, especialmente com a presença do craque Heleno de Freitas. A geração seguinte, nas décadas de 1950 e 1960, é inspirada pela chamada "época de ouro" do clube, liderada por Garrincha.

De acordo com as pesquisas Datafolha, Lance!-Ibope e Pluri Stochos, o Botafogo possui a 12.ª maior torcida do Brasil, por vezes empatado com a 10.ª e a 13.ª maior.[399][400][401] Segundo a Pluri Stochos, o Botafogo possui a 8.ª maior torcida das regiões Norte e Centro-Oeste, a 10.ª maior torcida da região Sudeste e a 15.ª maior do Nordeste.[402][403] A estimativa é que o clube tenha cerca de 3,4 milhões de torcedores em todo o Brasil.[400]

Torcidas organizadas

A Loucos pelo Botafogo recepciona o time no Nilton Santos.

O primeiro movimento de torcedores organizados do clube foi a Torcida Organizada do Botafogo (TOB), formada em 7 de julho de 1957.[404] Atualmente, a TOB já não existe mais, porém, desde então, muitas outras organizadas foram criadas ao longo dos anos. Em 1969, surgiu a Torcida Jovem do Botafogo (TJB), a organizada do clube mais antiga em atividade.[405] Já a Fúria Jovem do Botafogo (FJB) foi criada em 2001, a partir de dissidentes da TJB.[406] No início do século, se tornou a maior torcida organizada do alvinegro, mas perdeu espaço por conta de sucessivas punições e afastamentos devido a atos de violência de seus membros filiados, assim como a TJB.[407][408][409] Com isso, ganhou espaço o movimento Loucos pelo Botafogo, formado em 2006 com o intuito de ser a barra brava do clube. A Loucos, como é conhecida, não se considera uma torcida organizada, pois não possui uniforme e entoa cantos direcionados apenas ao Botafogo.[407]

Outra organizada de destaque é a Torcida Botachopp, fundada em 2003, ano em que o Botafogo disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. Criada informalmente numa mesa de bar por um grupo de amigos alvinegros, o movimento bem-humorado se considera uma "torcida desorganizada" e prima pela amizade e respeito entre os botafoguenses.[410]

Além destas, há várias torcidas organizadas e movimentos espalhados pelo Brasil, como por exemplo a Torcida Estrela Solitária (TES), a Torcida Alvinegra Fogoró e a Fogospel. Há também as vertentes de outros estados, como a FogoHorizonte e a Recifogo, dentre outras.[411][412]

Clássicos

O primeiro grande rival histórico do Botafogo foi o Fluminense, cujo primeiro confronto foi disputado em 1905. As duas equipes, por estarem entre as mais antigas do futebol brasileiro, fazem o chamado Clássico Vovô.[10] Na década de 1900, travavam duelos entre jovens adolescentes, do alvinegro, contra homens de mais idade, do tricolor.[413] A rivalidade entre os dois clubes, localizados em bairros próximos, aumentou cada vez mais com o passar dos anos, já contando com maior variação e equidade etária de seus futebolistas a partir da década de 1910. As disputas entre os dois clubes não acontecem somente nos gramados, mas também nos bastidores, entre os dirigentes.[414][415][416]

Outro clube considerado um dos maiores adversários do Botafogo é o Flamengo, formando o Clássico da Rivalidade. Originalmente de bairros vizinhos, as duas agremiações já competiam entre si no remo, desde o final do século XIX, na Baía de Guanabara. No futebol, o Flamengo só iniciou suas atividades em 1912, um ano antes de fazer seu primeiro jogo contra o Botafogo. Os dois clubes, que contaram, em momentos distintos, com dois dos principais jogadores de futebol do Brasil, Garrincha, pelo alvinegro, e Zico, pelo rubro-negro, fizeram partidas históricas, entre elas finais de campeonatos estaduais e uma final de Campeonato Brasileiro, em 1992.[9] Assim como no duelo contra o Fluminense, a rivalidade entre alvinegros e rubro-negros também se estende aos cartolas.[417][418][419]

Já Botafogo e o Vasco da Gama, outro clube originário do remo, ficaram conhecidos como co-irmãos, fazendo o Clássico da Amizade.[11] Em 1977, assim como a dupla Fla-Flu, formaram até um combinado para enfrentar a Seleção Brasileira.[420] O Vasco, que só começou a participar do futebol em 1916 em divisões inferiores, fez sua primeira partida contra alvinegro em 1923. Contra o time da cruz de malta, o Botafogo possui seu pior retrospecto diante de um rival, com uma diferença de vitórias um pouco maior a cinquenta partidas. Em finais de campeonato, porém, o retrospecto é amplamente favorável ao alvinegro, com oito títulos do Botafogo contra apenas quatro do Vasco.[421][422][423][424]

No Rio de Janeiro, o Botafogo também tem outros adversários de relevância histórica, como o America, o Bangu, o Americano, dentre outros. Porém, por disputarem por muito tempo torneios em divisões inferiores ao alvinegro, não são considerados clássicos e as partidas não possuem o mesmo fervor das disputadas contra Flamengo, Fluminense e Vasco.[425][426][427]

Fora do estado do Rio de Janeiro, o clube contra quem o Botafogo fez mais partidas históricas foi o Santos. Na década de 1960, a disputa entre o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha era tratada como o maior clássico do país.[428] Em 1962, os dois esquadrões mediram forças na final da Taça Brasil, que acabou vencida pelos santistas.[429] Posteriormente, os dois times ainda fizeram a final do Brasileirão de 1995, que dessa vez terminou com título para o time carioca.[430]

O time da Estrela Solitária também possui certa rivalidade contra outros clubes paulistas em virtude dos constantes duelos no extinto Torneio Rio-São Paulo. São eles, além do Santos, o Palmeiras, o São Paulo e o Corinthians, contra quem o clube leva vantagem nos confrontos. O Botafogo também tem rivalidades moderadas contra os times de Minas Gerais, especialmente o Atlético Mineiro, que também veste uniforme alvinegro e sofreu diversas eliminações em torneios nacionais e continentais pelos botafoguenses.[431][432][433][434]

Ídolos

Legenda:

Goleiros
Brasil Cao
Uruguai Fernando Álvez Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Jefferson Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Manga Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Osvaldo Baliza
Brasil Paulo Sérgio
Brasil Roberto Gomes Pedrosa Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Ubirajara
Brasil Wágner
Brasil Wendell
Brasil William Bacana
Defensores
Brasil Brito
Brasil Carlos Alberto Torres
Brasil Djalma Dias
Brasil Gonçalves
Brasil Josimar
Brasil Marinho Chagas
Brasil Mauro Galvão
Brasil Nilton Santos Farm-Fresh award star gold 3.png
Argentina Oscar Basso Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Rodrigues Neto
Brasil Sebastião Leônidas
Brasil Wilson Gottardo
Meias
Brasil Ademir da Guia
Brasil Afonsinho
Brasil Alemão
Brasil Arlindo
Brasil Carlos Alberto Dias
Brasil Carlos Alberto Santos
Brasil Carlos Roberto
Brasil Didi
Brasil Dirceu
Brasil Djair
Brasil Geninho Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Gérson
Brasil Mário Sérgio
Brasil Martim Silveira Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Mendonça Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nei Conceição Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Paulinho Criciúma
Brasil Paulo César Caju
Brasil Perácio
Brasil Rocha
SurinamePaíses Baixos Seedorf Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Sérgio Manoel
Brasil Túlio Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Valdo Farm-Fresh award star bronze 3.png
Atacantes
Brasil Abelardo de Lamare Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Amarildo
Brasil Baltazar
Brasil Bebeto
Brasil Carvalho Leite
Brasil Cláudio Adão
Brasil
Brasil Itália Dino da Costa Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Dodô
Brasil Donizete
Brasil Ferretti
Argentina Fischer Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Flávio Ramos Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Garrincha
Brasil Gil
Brasil Gilbert Hime Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Heleno de Freitas
Brasil Jairzinho Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Leônidas da Silva
Uruguai Loco Abreu
Atacantes
Brasil Luís Menezes
Brasil Maurício
Brasil Mimi Sodré
Brasil Mirandinha Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nilo
Brasil Nílson Dias
Brasil Octávio Moraes
Brasil Paraguaio
Polónia Brasil Patesko Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Sylvio Pirillo
Brasil Paulinho Valentim
Brasil Quarentinha
Brasil Roberto Miranda
Brasil Rogério
Brasil Sinval Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Túlio Maravilha
Brasil Valdeir
Brasil Zagallo
Brasil Zequinha

Jogadores campeões pela Seleção

Garrincha durante a Copa do Mundo de 1962.

Ao todo, o Botafogo cedeu 48 jogadores para a Copa do Mundo: 47 para a Seleção Brasileira e um para a Seleção UruguaiaLoco Abreu, em 2010.[24][266] Já na edição de 2014, o uruguaio Lodeiro participou oficialmente como atleta do clube, mas não é contabilizado, pois já estava com sua transferência acertada para o Corinthians antes mesmo do início do torneio.[435] Dentre eles, oito foram campeões da Copa do Mundo como atletas do Botafogo, somando 11 títulos no total: Didi, Garrincha e Nilton Santos venceram o Mundial duas vezes, em 1958 e 1962; Amarildo e Zagallo também foram campeões em 1962; enquanto Jairzinho, Paulo César Caju, Roberto Miranda e Rogério conquistaram o torneio em 1970.[436] Em 1962, o Botafogo teve também o artilheiro da competição: Garrincha, com quatro gols, ao lado de Flórián Albert, Valentin Ivanov, Dražan Jerković, Leonel Sánchez e Vavá.[437] Jairzinho, por sua vez, nunca foi artilheiro do Mundial, mas é um dos únicos dois jogadores, ao lado do uruguaio Ghiggia, em 1950, que marcou gol em todos os jogos de uma edição de Copa do Mundo, em 1970.[438][439]

Além deles, outros jogadores também foram campeões por suas seleções durante a passagem pelo alvinegro. Ao todo, sete atletas do clube conquistaram a Copa América: pela Seleção Brasileira, os campeões foram Luís Menezes, em 1919;[440] Nilton Santos, Octávio Moraes e Osvaldo, em 1949;[441] Josimar e Mauro Galvão, em 1989;[442] e Gonçalves em 1997.[443] Em 2011, Loco Abreu foi campeão pela Seleção Uruguaia.[444][445] O Botafogo também teve dois jogadores que conquistaram o título da Copa das Confederações enquanto defendiam o clube: o zagueiro Gonçalves, em 1997,[443] e o goleiro Jefferson, em 2013.[446] Por fim, o zagueiro Tony, canadense naturalizado brasileiro, foi campeão da Copa Ouro da CONCACAF de 2000 pela Seleção do Canadá.[447] O Botafogo ainda possui diversos jogadores campeões pela Seleção em torneios como o Superclássico das Américas e a Copa Rio Branco, além de outras competições amistosas.

Jogadores estrangeiros

Por ano

Por nacionalidade

Total Nacionalidade Notas Ref.
25  Argentina [nota 67] [448]
22 Uruguai [nota 68] [463]
9  Inglaterra [nota 69] [448]
4  Paraguai
2 Flag of Spain.svg Espanha
 Itália [nota 70]
 Peru
 Portugal
1  Alemanha
 Bolívia [nota 71] [455]
Camarões [378]
 Canadá [448]
 Catar [nota 72]
 Chile [nota 73] [456]
 Colômbia [448]
Escócia
 Hungria
 Países Baixos [nota 74]
 Polónia [nota 75]
Serra Leoa [450]
 Sérvia [nota 76] [448]
 Ucrânia

Grandes treinadores

Nicolas Ladanyi foi quatro vezes campeão carioca com o Botafogo.

O Botafogo já contou com uma enorme quantidade de técnicos em seu comando. O cargo foi exercido primeiramente por Octávio Werneck, em 1906, como chefe da comissão técnica. Até 1923, o clube não possuía um treinador que comandasse a equipe sozinho, mas sim uma comissão encabeçada por indivíduos pré-determinados. O primeiro técnico a dirigir o time individualmente foi o uruguaio Juan Carlos Bertone.[465]

Jornalista e torcedor, João Saldanha foi chamado para o cargo em 1957.

Na década de 1930, o húngaro Nicolas Ladanyi foi o treinador botafoguense nas conquistas estaduais de 1930, 1932, 1933 e 1934, ano em que deixou o cargo.[104] Quem assumiu seu lugar foi Carlito Rocha, que já havia sido líder de comissão técnica em 1917, ao lado de Oldemar Murtinho, e treinado a equipe em outras quatro ocasiões na década de 1920.[465] Em 1935, dirigiu o time na conquista do quarto título seguido de campeão carioca, e também de 1936 a 1939. Carlito, que já havia sido jogador, ainda se tornaria presidente do Botafogo na década de 1940.[466]

Outro técnico que entrou para a história como um dos principais do Botafogo foi o jornalista João Saldanha, que foi o treinador campeão do Campeonato Carioca de 1957.[119] Na década de 1960, Marinho Rodrigues se destacou ao ser campeão do Torneio Rio-São Paulo, então chamado Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1962, além de garantir o bicampeonato carioca em 1961 e 1962.[110] No mesmo período, Zagallo entrou para a história conquistando o Campeonato Brasileiro de 1968, o bicampeonato carioca de 1967 e 1968, e o tricampeonato do Troféu Triangular de Caracas, em 1967, 1968 e 1970.[145][142] Na década de 1970, o cargo também foi ocupado por uma série de ex-jogadores, assim como Zagallo. Paraguaio, técnico do Campeonato Brasileiro de 1971, quando o Botafogo foi o terceiro colocado,[149] e Sebastião Leônidas, treinador vice-campeão brasileiro de 1972[467] foram os nomes de maior destaque, mas a lista também conta com ex-jogadores como Carvalho Leite, Geninho, Martim Silveira, Sylvio Pirillo, Paulistinha, Joel Martins, Carlos Roberto, entre outros.[465]

Paulo Autuori era o técnico do clube no Campeonato Brasileiro de 1995.

Em 1989, quando o Botafogo pôs fim a uma sequência de 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Valdir Espinosa era o treinador.[172] Em outras conquistas importantes nos anos 1990, aponta-se Paulo Autuori, o técnico campeão brasileiro de 1995, e Carlos Alberto Torres, campeão da Copa Conmebol de 1993.[194][179] Torres também treinou a equipe alvinegra em situações ruins em três oportunidades, quando o time precisava escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, entre 1997 e 2002. Nesta última, não conseguiu evitar o descenso do time nos jogos finais.[213] Na Série B de 2003, Levir Culpi foi o encarregado de comandar o Botafogo e levou a equipe de volta à Série A.[220]

Nos anos 2000, Cuca se destacou como um dos técnicos mais importantes da história recente do Botafogo. Chegou a ser considerado ídolo por dirigentes e torcedores e teve uma série de produtos lançados com seu nome.[468][469] Cuca assumiu o cargo em maio de 2006 e ficou, inicialmente, até setembro de 2007, quando pediu demissão e foi substituído por Mário Sérgio até ser readmitido nove dias depois.[470] Durante a sua passagem pelo Botafogo, montou o time apelidado de Carrossel Alvinegro, com um esquema tático ofensivo e de muita movimentação que liderou o Campeonato Brasileiro de 2007 por 11 rodadas.[230][231] O Botafogo de Cuca venceu a Taça Rio em 2007 e 2008, além da Copa Peregrino. Contudo, ficou marcado por não ter conquistado títulos relevantes e pelas derrotas traumáticas.[471]

Em 2010, Joel Santana, que havia sido campeão carioca em 1997 pelo Fogão, retornou ao clube.[258] Sua nova passagem ficou marcada por seu jeito folclórico e pela conquista do Campeonato Carioca de 2010.[262] Para 2012, o clube acertou com Oswaldo de Oliveira, que estava há cinco temporadas no Kashima Antlers, do Japão.[273] Em dois anos no Botafogo, Oswaldo conquistou o Campeonato Carioca de 2013 e a vaga na Libertadores de 2014, competição que a equipe não disputava havia 18 anos.[285][293]

Recordes individuais

Atualizado em 12 de maio de 2016

Patrocinadores e material esportivo

Valor de mercado

De acordo com a empresa BDO RCS Auditores Independentes, a marca do clube é a décima segunda de maior valor no Brasil em 2016, girando em torno de 235,5 milhões de reais.[491] Em 2012, o valor de mercado da marca "Botafogo" era de 112,6 milhões.[492] Em média, o valor de marca do clube cresce 14,3% ao ano desde 2009.[493]

Outros esportes

Basketball pictogram.svg Basquete

Esporte tradicional no clube, o basquete tem papel fundamental na história do Glorioso: a modalidade serviu como pano de fundo de uma das mais emocionantes páginas de seu passado. Foi num jogo de basquete no Mourisco Mar entre o Botafogo Football Club e o Clube de Regatas Botafogo que a morte em quadra do atleta Armando Albano provocou a comoção que culminaria na fusão entre as duas agremiações no Botafogo de Futebol e Regatas, oficializada no dia 8 de dezembro de 1942. Rapidamente o novo clube dominaria o basquete carioca com a conquista do tricampeonato estadual masculino em 1943, 1944 e 1945. Antes mesmo da união, o Botafogo Football Club já era uma das potências do esporte e contava com diversos atletas na Seleção Brasileira, além de ter sido campeão estadual em 1939 e 1942 e pentacampeão do estadual organizado pela Associação Metropolitana de Basketball entre 1933 e 1937. Depois, o Glorioso se tornou o primeiro clube carioca a vencer uma competição nacional masculina: a Taça Brasil de 1967. Assim como no masculino, a década de 60 também foi gloriosa para o basquete feminino do Fogão. Liderada por Martha, a equipe alvinegra sagrou-se tetracampeã carioca em 1960, 1961, 1962 e 1963.[494]

Principais Títulos
Ver artigo principal: Títulos do Botafogo no Basquete

Football pictogram.svg Futebol feminino

Em 2013, o Botafogo montou um time de futebol feminino para participar pela primeira vez do Campeonato Carioca, quando terminou na quarta colocação.[495] No ano seguinte, foi campeão invicto do Estadual e estreou no Campeonato Brasileiro, sendo eliminado na semifinal com uma derrota nos pênaltis.[496][497] Em 2015, disputou a Copa do Brasil, mas acabou eliminado nas oitavas de final após revés contra o Foz Cataratas.[498] Desde então, o clube desfez a equipe de futebol feminino e não participa mais de competições oficiais.

Olympic pictogram Water polo.png Polo aquático

O Botafogo é uma das maiores potências nacionais do polo aquático. Além de inúmeros títulos, o clube tem como costume revelar grandes nomes do esporte.[499]

Principais Títulos

Rowing pictogram.svg Remo

Barco para treinamento de remo na sede náutica do clube.

Com sede em um dos cartões postais mais bonitos do Rio de Janeiro, o remo alvinegro surgiu em 1891 com o nome Grupo de Regatas Botafogo. No entanto, logo depois, o clube precisou encerrar suas atividades, voltando três anos depois como Club de Regatas Botafogo. É um dos principais esportes do clube em toda história, ao lado do futebol. Foi do Alvinegro a maior revelação do remo nacional: Antônio Mendes de Oliveira, que acabou se tornando campeão brasileiro em 1902. Em 1924, Antônio se tornou presidente do Botafogo. Atualmente, o remo alvinegro conta com grandes atletas, como Aílson Eráclito da Silva, Célio Dias Amorim, Armando Marx, Anderson Nocetti, Diego Nazário, Bianca Miarka e Marciel Morais. O remo alvinegro também é destaque no paraolímpico com Isaac Ribeiro, que sagrou-se tricampeão brasileiro e participou da Copa do Mundo da Eslovênia e das Paralimpíadas de Londres.[501]

Principais Títulos
Ver artigo principal: Títulos do Botafogo no Remo

Volleyball (indoor) pictogram.svg Vôlei

Semifinal entre Botafogo e Fluminense pelo Campeonato Carioca Feminino de 2008.

O Botafogo sempre foi referência nacional e internacionalmente no vôlei, com mais de 80 campeonatos estaduais, em diversas categorias, quatro nacionais e três sul-americanos. Desde 2009, o clube iniciou um profundo processo de reestruturação, investindo e uniformizando a formação de novos jogadores. São mais de 150 atletas das equipes masculina e feminina, nas categorias pré-mirim, mirim, infantil, infanto-juvenil, juvenil e adulta. O clube tem uma parceria com a Escola de Educação Física do Exército para utilizar suas instalações sempre que necessário. Em 2013, o time adulto masculino voltou a disputar uma competição nacional após 29 anos, a Supercopa Banco do Brasil.[509]

Principais Títulos
Ver artigo principal: Títulos do Botafogo no Vôlei

Presidentes

Almirante Benjamin Sodré foi ex-jogador e presidente do Botafogo.

O Botafogo tem uma extensa lista de presidentes em sua história. Antes da fusão, foram 20 mandatos no Club de Regatas Botafogo, de 1894 a 1942, e 24 no Botafogo Football Club, de 1904 até o mesmo período. O primeiro mandatário do clube de regatas foi José Maria Dias Braga, enquanto Flávio Ramos foi o primeiro presidente do clube de futebol.[94] Ao longo dos anos, os cargos foram ocupados por alguns ex-atletas e figuras ilustres da sociedade carioca, como o escoteiro e ex-jogador Mimi Sodré, no futebol, e o ex-remador Antônio Mendes de Oliveira e o poeta modernista Augusto Frederico Schmidt , no remo. Este último, ao lado de Eduardo Góis Trindade, foi o responsável pela união das duas agremiações e a formação do Botafogo de Futebol e Regatas.[37] Outro nome de destaque foi João Lyra Filho: presidente do Botafogo Football Club entre 1940 e 1941, Lyra Filho se formou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, foi presidente do Conselho Nacional de Desportos durante o Estado Novo e considerado a maior figura do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara, além de ter sido reitor da UERJ e aclamado como pai do direito desportivo no país.[94][510][511][512]

Após a fusão, um dos presidentes mais populares foi Carlito Rocha, ex-jogador e ex-treinador da equipe de futebol. Mandatário do clube de 1948 a 1951, Rocha foi o responsável pelo surgimento do mascote Biriba, cachorro que adotou e se tornou amuleto do time na conquista do Campeonato Carioca de 1948.[466][64] Nos anos 1960, se destacaram o professor Ney Cidade Palmeiro, que posteriormente também seria reitor da UERJ,[511] e Altemar Dutra de Castilho, mandatário do clube durante a conquista do Campeonato Brasileiro de 1968.[513] Já Charles Macedo Borer entrou para a história de forma negativa, como o presidente que vendeu a sede de General Severiano, em 1976.[157] Outro mandatário alvinegro marcante foi o bicheiro Emil Pinheiro, que presidiu o clube de 1991 a 1992. No último ano, o time foi vice-campeão brasileiro, mas Emil ganhou os holofotes ao afastar Renato Gaúcho do elenco antes do segundo jogo da final contra o Flamengo, por conta de uma aposta cumprida pelo atacante com um jogador rival.[175]

Bebeto de Freitas foi o mandatário alvinegro de 2003 a 2008.

Em 1993, ano do título da Copa Conmebol, Mauro Ney Palmeiro era o presidente do Botafogo.[514] Dois anos depois, em 1995, na temporada em que o clube conquistou o Campeonato Brasileiro, a figura máxima da política do clube era o economista Carlos Augusto Montenegro, "dono" do Ibope, o mais importante instituto de pesquisas do Brasil.[515][516] Montenegro foi também o responsável por reaver a sede de General Severiano ao clube, em 1994.[39] No início do século XXI, Mauro Ney Palmeiro voltou ao cargo, mas seu segundo mandato terminou com o rebaixamento do Botafogo para a Série B de 2003.[517]

Quem ficou com a missão de tirar o clube da segunda divisão, logo em seu primeiro ano de gestão, foi Bebeto de Freitas, sobrinho de João Saldanha e ex-atleta de vôlei do alvinegro.[513] Bebeto conseguiu tirar o Botafogo da lama, mas não foi capaz de retornar o clube aos tempos de glória: durante seus dois mandatos, o único título foi o Campeonato Carioca de 2006.[518] Seu maior feito foi a aquisição do Estádio Nilton Santos, à época chamado de Engenhão, arrendado junto à prefeitura por 20 anos.[46] A partir de 2009, o dentista e professor universitário Mauricio Assumpção assumiu o posto até 2011[519] e, posteriormente, foi reeleito para o mandato até 2014.[520] Ao fim de sua gestão, porém, deixou o clube na pior situação financeira de sua história e à beira do rebaixamento, que se concretizou ao fim da temporada.[521][522]

Em novembro de 2014, o administrador especializado em marketing Carlos Eduardo Pereira venceu as eleições para o mandato até 2017.[523][524]

Homenagens

O Dia do Botafogo é comemorado no dia 16 de maio, sancionado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.[525] A data foi escolhida em homenagem ao ex-jogador Nilton Santos, nascido em 16 de maio de 1925.[526] Já o Dia do Botafoguense é celebrado no dia 9 de agosto, em referência ao nascimento de Zagallo.[527]

O Botafogo também serviu de inspiração para a fundação de outros clubes homônimos, como por exemplo o Botafogo da Paraíba, o Botafogo de Salvador, o Botafogo de Brasília, o Botafogo de Cabo Verde, na África, entre outros. O time já jogou em mais de 100 cidades pelo mundo todo, em quatro continentes.[528]

Publicações sobre o Botafogo

Notas

  1. Primeiro jogo realizado pelo Botafogo. Naquela época, o Botafogo se chamava Botafogo Football Club.[27]
  2. Primeira vitória do Botafogo na história.[27]
  3. Vitória sobre o Fluminense no Campeonato Carioca de 1907. O título do Botafogo, dividido com o rival tricolor, só seria reconhecido 89 anos depois.[313][314]
  4. Maior goleada da história do futebol brasileiro.[315][316]
  5. Jogo que deu o título carioca de 1910 ao Botafogo, além do apelido de "O Glorioso".[317][78]
  6. Botafogo goleia o Germânia no seu último duelo do Carioca de 1912, conquistado pelo clube.[318]
  7. Em duelo disputado, Botafogo derrota o Flamengo na inauguração do Estádio de General Severiano.[88]
  8. Maior goleada em toda a história sobre o rival Flamengo.[319]
  9. Botafogo empata com o Fluminense e conquista Campeonato Carioca de 1930.[320][321]
  10. O Botafogo goleia o Corinthians e é declarado Campeão dos Campeões.[96]
  11. Botafogo vence o Bonsucesso e conquista o Campeonato Carioca de 1932, com duas rodadas de antecipação.[322][97]
  12. Botafogo empata com o Olaria e conquista o segundo título carioca consecutivo, com uma rodada de antecipação.[99]
  13. Botafogo vence o Andarahy e conquista o terceiro título carioca consecutivo.[100]
  14. Oficialmente, a primeira partida profissional do Botafogo, disputada contra o Vasco após o enfraquecimento da AMEA.[323]
  15. Maior goleada da história dos confrontos contra rival.[324][325]
  16. Botafogo vence o Andarahy na última rodada e conquista o quarto título carioca consecutivo.[326][327][101]
  17. Goleada histórica sobre o São Paulo no primeiro duelo entre as duas equipes.[328]
  18. O Jogo do Senta.[329][330]
  19. Primeiro título do Botafogo após a fusão entre o remo e o futebol, diante do rival conhecido como "Expresso da Vitória". Nesse jogo, nasceu também o mascote Biriba.[109][331]
  20. Em sua estreia pelo Botafogo, Garrincha marca três gols na vitória diante do Bonsucesso.[118]
  21. Com show de Paulinho Valentim, Botafogo conquista o Campeonato Carioca de 1957, até hoje a maior goleada em finais da competição.[332][333]
  22. Maior goleada do Botafogo diante do Vasco.[126]
  23. O Botafogo goleia o Flamengo por 3 a 0 na última rodada e conquista o título carioca de 1961.[129][334]
  24. O Botafogo conquista o Torneio Rio-São Paulo pela primeira vez na história.[131][335]
  25. O Botafogo goleia o Flamengo por 3 a 0 com bela atuação de Garrincha, e conquista o título carioca de 1962.[336]
  26. Com gol aos 40 minutos do segundo tempo, o Botafogo derrota o Racing Paris e conquista o Torneio Internacional de Paris.[136]
  27. O Botafogo conquista o segundo título do Torneio Rio-São Paulo após desbancar o Santos de Pelé.[337][338]
  28. Último jogo de Garrincha com a camisa do Botafogo.[139]
  29. O Botafogo conquista o terceiro título do Rio-São Paulo após vitória sobre o rival.[339][340]
  30. Com uma grande atuação Paulo César Caju, autor de três gols, o Botafogo vence o América por 3 a 2 e conquista a Taça Guanabara de 1967.[141][341]
  31. O Botafogo vence o Bangu e conquista o Campeonato Carioca de 1967.[142][342]
  32. Goleada sobre o Vasco da Gama em final que deu ao Botafogo de Gérson, Jairzinho e Paulo César Caju mais um título carioca.[143]
  33. Botafogo goleia o Flamengo e é campeão da Taça Guanabara, após o rubro-negro desperdiçar a chance de título antecipado ao perder para o Bonsucesso no jogo anterior.[141]
  34. Jogo que deu ao Botafogo o título da Taça Brasil de 1968, seu primeiro de âmbito nacional.[144][145]
  35. O Botafogo aplica goleada histórica no dia do aniversário do rival.[152]
  36. O Botafogo vence o Flamengo por 1 a 0 e acaba com a invencibilidade do rubro-negro, que durava 52 partidas, impedindo que o rival ultrapassasse o recorde do próprio Botafogo.[343]
  37. O Botafogo elimina o Flamengo de Zico do Campeonato Brasileiro, com direito a drible antológico de Mendonça em Júnior.[344][345]
  38. Em duelo tenso, com cinco expulsões, o Botafogo vence o Boca Juniors na semifinal do Troféu Cidade de Palma.[346]
  39. O Botafogo derrota o Barcelona, conhecido como "Dream Team" catalão, e vence o Troféu Cidade de Palma.[346]
  40. O Botafogo volta a conquistar um título depois de 21 anos, com gol de Maurício.[347]
  41. O Botafogo conquista o bicampeonato do Campeonato Carioca.[348]
  42. Vitória diante do Peñarol no Maracanã dá ao Botafogo seu primeiro título internacional oficial, a Copa Conmebol de 1993.[179]
  43. Com dois gols de Túlio, dois de Donizete e um de Gonçalves, o Botafogo atropela o Atlético-MG e anota a maior goleada da história do confronto.[349][350]
  44. Com gols de Túlio e Wilson Gottardo, o Botafogo vence a primeira partida da final do Campeonato Brasileiro de 1995.[351][352]
  45. Após vencer o jogo de ida no Maracanã, o Botafogo empata com o Santos e conquista seu segundo título do Campeonato Brasileiro, com gol do artilheiro Túlio.[194][353]
  46. O Botafogo vence o até então invicto Madureira e conquista a Taça Cidade Maravilhosa com uma rodada de antecipação.[195]
  47. Vestindo o uniforme do Deportivo de La Coruña, o Botafogo bate a Juventus, da Itália, nos pênaltis e conquista o Troféu Teresa Herrera de 1996.[196][354]
  48. O Botafogo vence o Vasco e garante o título estadual.[201]
  49. Na final do Torneio Rio-São Paulo, o Botafogo vence o São Paulo por 3 a 2 fora de casa em jogo com duas viradas. Com o empate na volta, o alvinegro garantiu o quarto título da competição.[204][205]
  50. Última partida do Maracanã a receber público superior a 100 mil pagantes.[207][355]
  51. O Botafogo perde para o São Paulo em casa e é rebaixado para a Série B pela primeira vez na história.[213]
  52. Após rebaixamento no ano anterior, o Botafogo vence em partida válida pela Série B e garante a sua volta à Série A.[220]
  53. O Botafogo derrota o Flamengo com gol de letra do atacante Alex Alves.[356][357]
  54. O Botafogo empata na última rodada e evita o rebaixamento para a Série B no ano do seu centenário.[225]
  55. O Botafogo não dá chance ao America e garante vaga na final do Campeonato Carioca ao conquistar a Taça Guanabara após nove anos. [226]
  56. O Botafogo derrota o Madureira e conquista o Campeonato Carioca de 2006.[227]
  57. Em duelo eletrizante com sete gols no primeiro tempo, o Botafogo empata com Vasco pela semifinal da Taça Guanabara e vence por 4 a 1 nos pênaltis. Havia a expectativa pelo milésimo gol do atacante adversário Romário, que não aconteceu.[358]
  58. O Botafogo vence o Fluminense de virada na inauguração do Estádio Olímpico João Havelange.[47]
  59. Com gol de cavadinha de Loco Abreu, Botafogo vence o Flamengo e conquista a Taça Rio. Como já havia vencido também a Taça Guanabara diante do Vasco, torna-se o Campeão Carioca de 2010.[262]
  60. Primeiro título conquistado no Engenhão, a Taça Guanabara.[359]
  61. O Botafogo vence o Fluminense por 1 a 0 com gol de Rafael Marques e fatura o vigésimo título carioca, pela segunda vez vencendo os dois turnos.[285]
  62. O Botafogo vence o Criciúma por 3 a 0 com gols de Lodeiro, Elias e Seedorf e garante a classificação para a Copa Libertadores da América após 18 anos de ausência.[292]
  63. Com gols aos 49 e 50 minutos do segundo tempo, o Botafogo vira o jogo contra o Ceará e se classifica na Copa do Brasil.[296]
  64. O Botafogo perde para o Santos e decreta o segundo rebaixamento de sua história, com uma rodada de antecipação.[298]
  65. O Botafogo derrota o Flamengo no aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente, o jogo daria o título da Taça Guanabara para o alvinegro, uma vez que, ao término da competição, os dois rivais terminaram empatados em todos os critérios e a decisão ficou por conta do confronto direto.[299][360]
  66. Após rebaixamento no ano anterior, o Botafogo vence em partida válida pela Série B e garante a sua volta à Série A com três rodadas de antecipação.[304]
  67. Com dupla nacionalidade, Eduardo Beheregaray e Luis Monti entram na lista como argentinos.
  68. Com dupla nacionalidade, Artigas entra na lista como uruguaio.
  69. Com dupla nacionalidade, Ernest H. Coggin entra na lista como inglês.
  70. Com dupla nacionalidade, Francisco Pollice entra na lista como italiano. Já o brasileiro Dino da Costa entra na lista por ter atuado pela Itália.
  71. Com dupla nacionalidade, Damián Lizio entra na lista como boliviano por ter atuado pela Bolívia.
  72. O brasileiro Emerson Sheik entra na lista como qatariano por ter atuado pelo Qatar.
  73. Com dupla nacionalidade, Canales entra na lista como chileno por ter atuado pelo Chile.
  74. Com dupla nacionalidade, Seedorf entra na lista como holandês por ter atuado pela Holanda.
  75. Com dupla nacionalidade, Patesko entra na lista como polonês.
  76. Nascido na antiga Iugoslávia, Vlad Petković entra na lista como sérvio.[464]

Referências

  1. «Enquanto clube lança novos mascotes, Perivaldo está esquecido». GloboEsporte.com. 18 de setembro de 2008. Consultado em 13 de novembro de 2016 
  2. «Engenhão passa de 'elefante branco' a salvação no Rio». UOL Esporte. 29 de junho de 2007. Consultado em 30 de julho de 2015 
  3. «Após 8 anos de Bota, Jair é efetivado como treinador. Conheça a trajetória». GloboEsporte.com. 13 de agosto de 2016. Consultado em 13 de agosto de 2016 
  4. «Caixa publica valores de patrocínios a Botafogo e Fluminense até fim de 2016». Época. 18 de outubro de 2016. Consultado em 20 de outubro de 2016 
  5. «Botafogo assegura segundo patrocinador no uniforme após pontual». Máquina do Esporte. 6 de junho de 2016. Consultado em 17 de junho de 2016 
  6. «RNC - Ranking Nacional dos Clubes 2017» (PDF). CBF. 12 de dezembro de 2016. Consultado em 13 de dezembro de 2016 
  7. «Fla lidera a lista de maiores torcidas do Brasil, seguido de perto pelo Timão». GloboEsporte.com. 1 de agosto de 2014. Consultado em 19 de março de 2014 
  8. «Ranking das torcidas: Fla se mantém no topo, e Corinthians segue na cola». GloboEsporte.com. 27 de agosto de 2014. Consultado em 19 de março de 2014 
  9. a b c «100 anos de Bota x Fla: o Clássico da Rivalidade e de goleadas históricas». GloboEsporte.com. 11 de maio de 2013. Consultado em 26 de setembro de 2014 
  10. a b «A rivalidade centenária entre Botafogo e Fluminense». FIFA. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  11. a b «Adversário não é inimigo. O Vasco sempre foi o maior rival do Botafogo». Jornal do Brasil. 20 de setembro de 2014. Consultado em 27 de setembro de 2014 
  12. a b «The FIFA Club of the Century» (PDF). FIFA. Consultado em 27 de julho de 2014 
  13. a b «Santos e Flamengo são os melhores times do século do Brasil». Terra Esportes. 11 de dezembro de 2000. Consultado em 27 de julho de 2014 
  14. «Historia de la Copa Conmebol» (em espanhol). CONMEBOL. Consultado em 27 de setembro de 2014 
  15. «South America competitions (The best club of South America)». RSSSF. 8 de setembro de 2016. Consultado em 27 de setembro de 2014 
  16. «Información sobre la Copa Conmebol» (em espanhol). Sobre Fútbol. Consultado em 27 de setembro de 2014 
  17. «Libertadores 2008 tem novidades 'históricas'». GloboEsporte.com. 10 de dezembro de 2007. Consultado em 27 de setembro de 2014 
  18. «Em 94, Expressinho salvou temporada com precursora da Sul-Americana». Terra Esportes. 5 de dezembro de 2012. Consultado em 27 de setembro de 2014 
  19. a b «Corinthians não alcançou recorde de invencibilidade. É do Botafogo em 1978». Blog do PVC. 17 de setembro de 2015. Consultado em 18 de novembro de 2015 
  20. «Botafogo 1x0 Flamengo - Jogo da invencibilidade (1979)». Rádio Botafogo. 18 de julho de 2011. Consultado em 27 de julho de 2014 
  21. a b «Botafogo é recordista de invencibilidade no futebol brasileiro». Fala Glorioso. 17 de setembro de 2014. Consultado em 27 de julho de 2014 
  22. «Atlético tenta repetir recorde de invencibilidade». Bem Paraná. 25 de julho de 2014. Consultado em 27 de julho de 2014 
  23. «Jogadores cedidos por clube na história da Seleção Brasileira». RSSSF Brasil. 7 de outubro de 2016. Consultado em 18 de novembro de 2015 
  24. a b «Copa: Botafogo segue líder entre clubes que mais cederam jogadores à Seleção». GloboEsporte.com. 7 de maio de 2014. Consultado em 7 de maio de 2014 
  25. a b «Maior goleada da história do futebol brasileiro completa um século». GloboEsporte.com. 25 de maio de 2009. Consultado em 27 de julho de 2014 
  26. a b «Os clubes cariocas: O Electro Club, o Botafogo». Rio&Cultura. 22 de abril de 2010. Consultado em 26 de setembro de 2014 
  27. a b c d e f g «História - Botafogo de Futebol e Regatas». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 26 de setembro de 2014 
  28. «Remo - Botafogo de Futebol e Regatas». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 26 de setembro de 2014 
  29. a b «Parabéns Botafogo, obrigado Chiquitota!». O Globo. 12 de agosto de 2011. Consultado em 31 de julho de 2015 
  30. a b «As cores do futebol». Estádio VIP. 28 de janeiro de 2013. Consultado em 11 de maio de 2015 
  31. a b «Clube que inspirou uniforme do Glorioso, Juventus conquista Supercopa da Itália». Fala Glorioso. 19 de agosto de 2013. Consultado em 11 de maio de 2015 
  32. Augusto, Sergio. Botafogo: entre o céu e o inferno. Rio de Janeiro: Ediouro. ISBN 8500015497
  33. «Botafogo celebra missa pela fusão de 1942 no dia da padroeira do Botafogo». Fala Glorioso. 10 de dezembro de 2014. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  34. «Exposição apresenta os santos padroeiros dos principais times do Brasil». Terra Esportes. 21 de junho de 2014. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  35. «Série Times do Brasil #7: curiosidades sobre o Botafogo». Colmeia.biz. 26 de junho de 2012. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  36. «Unidos pela dor: fusão do remo e futebol do Botafogo completa 70 anos». GloboEsporte.com. 5 de dezembro de 2012. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  37. a b c d «Relembre a história de Albano, que ensinou o Botafogo a crescer após comoção». Site Oficial do Botafogo. 2 de dezembro de 2016. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  38. a b c d e «Símbolos - Botafogo de Futebol e Regatas». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 31 de julho de 2015 
  39. a b c d e f g «Sedes - Botafogo de Futebol e Regatas». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 30 de julho de 2015 
  40. a b c «Livro sobre os 100 anos do estádio General Severiano é lançado no Rio». GloboEsporte.com. 21 de setembro de 2013. Consultado em 30 de julho de 2015 
  41. «Com a melhor estrutura do Brasil, Galo ganha elogios dos jogadores». GloboEsporte.com. 22 de maio de 2010. Consultado em 30 de julho de 2015 
  42. a b «Estádio Marechal Hermes - Antigo campo do Botafogo». Terceiro Tempo. Consultado em 30 de julho de 2015 
  43. «CT do Botafogo em Marechal Hermes perto de sair do papel». O Globo. 5 de maio de 2010. Consultado em 30 de julho de 2015 
  44. «Complexo Esportivo Caio Martins». SUDERJ. Consultado em 30 de julho de 2015 
  45. «Eduardo Paes homologa pedido, e o Engenhão vira Estádio Nilton Santos». GloboEsporte.com. 10 de fevereiro de 2015. Consultado em 30 de julho de 2015 
  46. a b «História do Estádio Nilton Santos - Botafogo de Futebol e Regatas». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 30 de julho de 2015 
  47. a b «Na inauguração do Engenhão, Bota vence Flu e dispara na ponta». UOL Esporte. 30 de junho de 2007. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  48. «Na reinauguração do Engenhão, Botafogo vence o River por 1 a 0». O Globo. 19 de setembro de 2007. Consultado em 30 de julho de 2015 
  49. «Campeão também em design». Design Brasil. 12 de março de 2009. Consultado em 31 de julho de 2015 
  50. «Os escudos de times de futebol mais bonitos do mundo». Esporte Final. 6 de fevereiro de 2009. Consultado em 31 de julho de 2015 
  51. «Escudo do Botafogo é eleito o mais bonito do mundo (com fotos!)». O Globo. 13 de fevereiro de 2009. Consultado em 31 de julho de 2015 
  52. «Ranking de escudos mais bonitos do mundo». Fox Sports. Consultado em 31 de julho de 2015 
  53. «Qual o significado das estrelas nos uniformes dos times brasileiros?». Mundo Estranho. Consultado em 3 de agosto de 2015 
  54. Augusto, Sergio. Botafogo: entre o céu e o inferno. Rio de Janeiro: Ediouro. ISBN 8500015497
  55. «Classic club: Fogão flames burn eternal» (em inglês). FIFA. Consultado em 3 de agosto de 2015 
  56. «Botafogo alavanca vendas de Seven Up». Folha de S.Paulo. 20 de dezembro de 1995. Consultado em 22 de maio de 2015 
  57. «A Mística da Camisa 7». Canelada. 27 de março de 2010. Consultado em 22 de maio de 2015 
  58. «Camisas de Dodô são as mais vendidas». Máquina do Esporte. Consultado em 3 de agosto de 2015 
  59. «Em 2007, doping de Dodô abalou o Botafogo». Terra Esportes. 11 de dezembro de 2009. Consultado em 3 de agosto de 2015 
  60. a b c «Hinos - Botafogo de Futebol e Regatas». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  61. a b «'Botafogo, Botafogo, campeão desde 1907...'; confira títulos cariocas históricos». ESPN. 5 de maio de 2013. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  62. «Lamartine Babo, o compositor dos hinos dos clubes do Rio de Janeiro». GloboEsporte.com. 20 de fevereiro de 2012. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  63. «Os mascotes dos clubes Brasileiros». Canelada. 2 de agosto de 2010. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  64. a b c «Cachorro 'Perivaldo' entrará em campo com o time nesta quarta». GloboEsporte.com. 13 de maio de 2008. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  65. «Biriba, polêmicas e reboladinha: Bota jamais perdeu decisão para o Vasco». GloboEsporte.com. 22 de abril de 2015. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  66. «Biriba - Ex-mascote do Botafogo-RJ». Terceiro Tempo. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  67. «Entrevista Fúria Jovem do Botafogo». Organizadas Brasil. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  68. «Festa Biriba e Biruta». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  69. «Canal Botafogo - História». Canal Botafogo. Consultado em 11 de maio de 2015 
  70. «Blog do Roberto Porto - A superstição no uniforme». 13 de novembro de 2016. Consultado em 11 de maio de 2015 
  71. «Site Oficial do Botafogo - Transparência». Site Oficial do Botafogo. Consultado em 2 de maio de 2015 
  72. a b «A camisa do Botafogo e o Estatuto do clube». Botafogo Sem Medo. 16 de fevereiro de 2014. Consultado em 2 de maio de 2015 
  73. «Botafogo inverte listras da camisa para protestar contra o racismo». Máquina do Esporte. 28 de abril de 2014. Consultado em 2 de maio de 2015 
  74. «Botafogo inaugura Túnel do Tempo e homenageia fundadores». iG Esporte. 10 de agosto de 2011. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  75. «Rio de Janeiro Championship 1906». RSSSF. 25 de agosto de 2011. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  76. «Botafogo faz homenagem ao "único" tetra carioca. Flu ironiza na web, e Alvinegro reage». GloboEsporte.com. 31 de janeiro de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  77. «Na véspera do clássico, a Goal defendeu os motivos de cada clube para o tão polêmico título estadual». Goal.com. 11 de março de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  78. a b «Após o título de 1910, Botafogo passa a ser conhecido como O Glorioso». Site Oficial do Botafogo. 7 de abril de 2015. Consultado em 12 de maio de 2015 
  79. a b «Troféu Interestadual 1910». RSSSF. 8 de julho de 2012. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  80. «Taça dos Campeões Estaduais 1910». Futebol Nacional. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  81. «Historia do futebol carioca - Federações». Campeões do Futebol. 29 de dezembro de 2015. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  82. Mercio, Roberto. A história dos campeonatos cariocas de futebol 1906 – 1994. Rio de Janeiro: Ferj. ISBN 9788562063220
  83. «Fichas Técnicas de Amistosos Diversos – 1902 a 1914». História do Futebol - Cacellain. 8 de novembro de 2012. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  84. «Rio de Janeiro 1912 - Reserve Teams' Championship». RSSSF. 9 de agosto de 2009. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  85. «Rio de Janeiro Championship 1913». RSSSF. 29 de março de 2012. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  86. «Campeões Cariocas de Segundo Quadro da Primeira Divisão». Campeões do Futebol. 4 de outubro de 2010. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  87. a b «Todos os campeões e artilheiros do Carioca». O Globo. Consultado em 6 de setembro de 2014 
  88. a b «Em 1913, vitória sobre o Flamengo no primeiro jogo em General Severiano». Site Oficial do Botafogo. 28 de julho de 2015. Consultado em 2 de agosto de 2015 
  89. «Futebol é uma caixinha de surpresas e a origem de expressões futebolísticas». Guia dos Curiosos. 5 de setembro de 2013. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  90. «'Cartolas' de clubes: uma relação entre paixão e poder». Opinião e Notícia. 8 de maio de 2011. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  91. Augusto, Sergio. Botafogo: entre o céu e o inferno. Rio de Janeiro: Ediouro. ISBN 8500015497
  92. «Rio de Janeiro Championship 1923». RSSSF. 12 de fevereiro de 2005. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  93. «Nilo Braga - Ex-atacante do Botafogo e Fluminense». Terceiro Tempo. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  94. a b c «Todos os ex-presidentes do Botafogo FR antes da Fusão». Campeões do Futebol. Consultado em 12 de novembro de 2016 
  95. «Rio de Janeiro Championship 1930». RSSSF. 20 de março de 2008. Consultado em 13 de novembro de 2016 
  96. a b «Uma viagem à década de 30: Fogão goleia Corinthians e é campeão dos campeões». Site Oficial do Botafogo. 10 de fevereiro de 2015. Consultado em 13 de maio de 2015 
  97. a b «O Botafogo é o campeão carioca de football de 1932». Jornal do Brasil. 4 de outubro de 1932. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  98. «Vasco revoluciona o Carioca em 1923». GloboEsporte.com. 8 de janeiro de 2006. Consultado em 13 de novembro de 2016 
  99. a b «Futpédia: Botafogo 1x1 Olaria». Futpédia. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  100. a b «Futpédia: Botafogo 2x1 Andarahy». Futpédia. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  101. a b «Geração campeã: saiba como o Botafogo conquistou o tetracampeonato carioca em 1935». Site Oficial do Botafogo. 23 de abril de 2015. Consultado em 12 de maio de 2015 
  102. «Histórias Incríveis: o mito Leônidas, diamante da bola, batiza chocolate». GloboEsporte.com. 6 de setembro de 2013. Consultado em 13 de novembro de 2016 
  103. «Primeira excursão internacional do Botafogo (1936)». Fala Glorioso. 20 de setembro de 2013. Consultado em 13 de novembro de 2016 
  104. a b «Esquadrão Imortal – Botafogo 1930-1935». Imortais do Futebol. 22 de março de 2013. Consultado em 28 de maio de 2015 
  105. «Retomada de Títulos». Torcedor Botafoguense. Consultado em 30 de maio de 2016 
  106. «Sessão Brasil: conheça a história do ídolo do Botafogo, Heleno de Freitas». Rede Globo. 10 de abril de 2014. Consultado em 30 de maio de 2016 
  107. a b «Heleno de Freitas: ídolo no Botafogo, campeão pelo Vasco». O Globo. 3 de junho de 2015. Consultado em 30 de maio de 2016 
  108. «Vídeo: assista ao trailer do filme 'Heleno'». SuperEsportes. 29 de fevereiro de 2012. Consultado em 30 de maio de 2016 
  109. a b c «Em 1948, Fogão conquista título estadual com cachorrinho talismã». Site Oficial do Botafogo. 21 de julho de 2015. Consultado em 22 de julho de 2015 
  110. a b «Esquadrão Imortal – Botafogo 1957-1964». Imortais do Futebol. 18 de agosto de 2012. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  111. «André Kfouri: 'Nilton Santos é o melhor lateral-esquerdo que já viveu'». ESPN. 28 de novembro de 2013. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  112. «Nilton Santos foi eleito o melhor lateral-esquerdo do século 20. Relembre a carreira do ídolo botafoguense». R7. 27 de novembro de 2013. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  113. «Eusébio reclama de jogo sujo de Pelé e diz que Mané, 'paralítico', foi melhor». GloboEsporte.com. 29 de novembro de 2011. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  114. a b «Rei de Copas – Mané Garrincha». Doentes por Futebol. 22 de fevereiro de 2013. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  115. a b c d e f «Colocação do Botafogo em Torneios Internacionais». Campeões do Futebol. Consultado em 29 de novembro de 2015 
  116. «Rio de Janeiro - Torneio Municipal - List of Champions». RSSSF. 1 de outubro de 2004. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  117. «Pequeña Copa del Mundo 1952 (Caracas-Venezuela)». RSSSF. 19 de agosto de 2010. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  118. a b «Assim como o Botafogo em 2013, Garrincha estreou com três gols». SporTV. 21 de janeiro de 2013. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  119. a b «João Saldanha - Ex-cronista esportivo e técnico de futebol». Terceiro Tempo. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  120. «Em 1957, Paulinho Valentim fez cinco gols na final contra o Flu. Mas tinha Garrincha». Extra. 13 de maio de 2012. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  121. «Cinquentenário de um título histórico». Blog do Roberto Porto. 3 de novembro de 2007. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  122. «Rivais em 1957, amigos lembram a goleada improvável do Botafogo». SporTV. 11 de maio de 2012. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  123. «Pequeña Copa del Mundo 1957 (Caracas-Venezuela)». RSSSF. 9 de julho de 2009. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  124. «Todos os brasileiros - 1958». Folha de S.Paulo. Consultado em 29 de novembro de 2015 
  125. «Torneio João Teixeira de Carvalho - 1958». RSSSF. 19 de outubro de 2004. Consultado em 29 de novembro de 2015 
  126. a b «Ficha do jogo: Botafogo versus Vasco». Ficha do Jogo. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  127. «Torneio Internacional da Colômbia de 1960». Campeões do Futebol. 21 de julho de 2010. Consultado em 29 de novembro de 2015 
  128. «Conheça Paulo Valentim, o brasileiro que está na história do Boca Juniors». SporTV. 7 de maio de 2015. Consultado em 29 de novembro de