Bradesco

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Bradesco
Bradesco logo.png
Razão social Banco Bradesco S.A.
Empresa de capital aberto
Slogan Pra frente
Cotação BM&F Bovespa: BBDC3, BBDC4
NYSE: BBD, BBDO
Latibex: XBBDC
Indústria Serviços financeiros
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 10 de março de 1943 (75 anos)
Marília, São Paulo, Brasil
Fundador(es) Amador Aguiar
Sede Osasco, São Paulo, Brasil
Presidente Octavio de Lazari Jr
Pessoas-chave Octavio de Lazari Jr, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Lázaro de Mello Brandão
Empregados 83.900 (em 2016)[1]
Produtos Banco
Banco de investimento
Private equity
Gestão de ativos
Private bank
Seguros
Banco de varejo
Subsidiárias Bradesco Seguros
Bradespar
Elo Participações S/A (50,01%)
Valor de mercado Aumento R$ 209,232 bilhões (Jan/2018)[2]
Ativos Aumento R$ 1,291 trilhão (2017)[3]
Lucro Aumento R$ 4,7 bilhões (2017)[3]
Faturamento Aumento R$ 1,9 trilhões (2017)[3]
Website oficial banco.bradesco

Bradesco é um banco brasileiro, considerada uma das mais valiosas marcas da América Latina desde 2012, pela consultoria Brand Finance. Por 4 anos consecutivos (de 2012 a 2015), foi eleito a marca de banco mais valiosa da América Latina também pela consultoria Brand Finance.[4][5][6][7][8]

Fundado em 10 de março de 1943 na cidade de Marília, interior de São Paulo por Amador Aguiar[9], o Bradesco alcançou em 2017 a segunda posição entre os bancos de maior patrimônio líquido do Brasil e foi considerado o segundo maior banco privado do país.[10][11][12][13][14]

Em 2016, foi premiado pela revista Isto É Dinheiro como a marca mais valiosa do Brasil dos últimos 10 anos.[6]

No mesmo ano, ficou em 24º lugar no ranking de maiores bancos do mundo da revista Forbes.[15]

Com mais de 4.600 agências[16], o Bradesco é o único banco privado brasileiro a estar presente em todos os municípios do país, com pelo menos uma agência em cada uma das 5.564 cidades do Brasil.[17]

História[editar | editar código-fonte]

Da fundação à década de 90[editar | editar código-fonte]

Procedente da Casa Bancária Almeida & Nogueira, com sede em Marília, instituição financeira fundada pelo Coronel Galdino de Almeida e o Coronel José da Silva Nogueira, cujo presidente era José Alfredo de Almeida (Zezé). Sob o comando do então presidente e controlador, Dr. José da Cunha Júnior, a casa bancária transformou-se em banco, passando a chamar-se Banco Brasileiro de Descontos.

Em 1943, inicialmente sob o nome de Banco Brasileiro de Descontos S.A., nascia o Banco Bradesco.[18] Em uma época onde os demais bancos tinham como foco os grandes proprietários de terra, o Bradesco usou como estratégia se aproximar das camadas com menos posses, como pequenos comerciantes e funcionários públicos, aliada a um conjunto de valores e quebra de paradigmas guiados por seu fundador Amador Aguiar.[19][20][21] Foi um dos primeiros bancos a estimular o uso de cheque aos seus correntistas, que foram orientados a preencher as folhas nas próprias agências.[22]

Em 1946, a matriz foi transferida de Marília para a capital paulista, na rua Álvares Penteado, centro financeiro da cidade. Suas agências passaram a receber pagamento de contas de energia elétrica, então uma verdadeira inovação no país.[22][23]

Um ano depois, ao tomar conhecimento da expansão do café no norte do Paraná, o Bradesco iniciou sua expansão na região.[24]

Em 1951, oito anos após sua fundação, o Bradesco tornou-se o maior banco privado do Brasil.[22] No começo da década já era considerado o maior banco brasileiro no conceito de depósitos à vista, posto até então ocupado pelo Banco Lavoura.[24]

Em março de 1953, inaugurou a Cidade de Deus que, 4 anos depois, se tornou matriz do Banco. O complexo continuou em desenvolvimento e mais tarde, passou a abrigar residências, lazer, hospitais e escolas para os mais de 9000 funcionários e suas famílias, além dos escritórios. Em 1959, com a inauguração do Prédio Azul este passou a ser considerado o edifício-sede do Banco, por abrigar a diretoria.[25]

Nessa década, o Banco chega ao norte rural do Paraná e decide também erguer sua nova sede em Osasco. A construção da matriz inicia-se em 1953 e leva seis anos para ser concluída. Seu crescimento consistente na década de 1960 foi construído com base em um esquema misto de conservadorismo, reinvestimento de lucros e também de aquisições, quando são incorporados nada menos que 17 outros pequenos bancos. Em 1956, Aguiar criou a Fundação Bradesco para promover a inclusão e o desenvolvimento social a partir da educação.[26][27]

Em 1957, adquiriu o Banco Nacional Imobiliário - BNI, do banqueiro Orozimbo Roxo Loureiro, que enfrentou problemas de liquidez. A partir de tal aquisição, o Bradesco reabriu as 46 agências bancárias antes pertencentes ao BNI em São Paulo.[28]

No mesmo período, Amador Aguiar fortaleceu internamente a cultura do Banco, ao implementar um atendimento mais próximo entre o gerente e o cliente. Os gerentes passaram a colocar suas mesas na porta das agências e a diretoria passou a trabalhar de forma conjunta, em torno de uma única mesa, dividindo e compartilhando informações. Apenas com a chegada de computadores, foram montadas mesas individuais.[20]

Em 1962, o banco Bradesco tornou-se a primeira empresa latino-americana a incluir a automação de computadores como parte de suas operações diárias, e até o fim da década, todas as agências estavam interligadas por Telex.[20][22]

Em 1967 adquiriu o Banco Porto-Alegrense, que havia se tornado praticamente em um banco familiar,[29] possuía a matriz e duas agências.

No ano seguinte, em maio de 1968, o Bradesco comprou o INCO-Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina, com 108 agências, incluindo a matriz.[30] No mesmo ano, lançou o primeiro cartão de crédito do país.[22][31]

A década de 70 foi marcada por investimentos em tecnologia e consequente pioneirismo na modernização do sistema bancário.

Em 1972 foi criada a Gráfica Bradesco S.A, embora o Banco já desenvolvesse internamente atividades gráficas em sua oficina tipográfica, desde 1948.[32][33]

Um ano depois, seguindo o movimento de aquisições, comprou o Banco da Bahia, somando 200 sucursais à sua rede. Seguindo o processo de expansão, em 1978, inaugurou a 1000ª localização física em Chuí, na ponta sul do Brasil.[20]

Ainda nos anos 70, o Bradesco inovou e passou a disponibilizar o pagamento de débito automático para as contas de luz, água e telefone para seus clientes corporativos.[22]

No final da mesma década, também introduziu no mundo das operações bancárias os leitores de código dos cheques (chamados "CMC-7") em 1979, sendo o primeiro no mundo a desenvolver tais artefatos, depois da recusa das empresas estrangeiras líderes de desenvolverem um produto para o mercado local.[34][35]

Outro passo importante foi a montagem da estrutura de microfilmagem de documentos, em 1968, como os cheques, a partir da compra do sistema denominado Computer Output Microfilm - COM (desenvolvido nos Estados Unidos).[36][33]

Na década de 70, criou o SOS Bradesco, caixa de auto-atendimento que realizava saques e consultas sem a necessidade de entrar na agência, uma das primeiras versões do que hoje, conhecemos como Bradesco Noite & Dia.[37]

Em 1979, em parceria com outras corporações, o Bradesco constituiu a Digilab- Laboratório Digital SA, tendo como um dos principais objetivos, a fabricação de impressoras para computador. Através de tal empreendimento, o Banco colaborou para o fomento da indústria eletrônica digital do país.[38]

Em 1981, o primeiro terminal de operação eletrônica foi instalado na agência da praça Panamericana, em São Paulo, e utilizava cartões magnéticos para realizar operações bancárias como saques, depósitos e consultas de saldo.[33]

No ano seguinte, foram abertas as primeiras representações internacionais da Organização: agências em Nova York, nos Estados Unidos, e Grand Cayman, no Caribe, além do escritório de representação em Londres, na Inglaterra.[33]

Na sequência, em 1983, foi instalado o primeiro terminal para o que na época ainda se chamava "telecompras", projetado para ser instalado em lojas, postos de gasolina, magazines e supermercado. O terminal debitava o valor da compra da conta do cliente e creditava simultaneamente à conta do estabelecimento.[39]

Em 1986, o Bradesco lançou o Bradesco Instantâneo Dia e Noite, que foi o primeiro banco automático da rede, localizado no aeroporto de Congonhas.[40][41] Em 1983, o Banco comprou uma das maiores companhias de seguros do Brasil, o Grupo Atlântica Boavista e, ao fundir suas operações, criou a Bradesco de Seguros.[42]

Em 1990, Aguiar deixou seu papel como presidente do Banco, e no ano seguinte faleceu, em São Paulo.[23]

Com o fim da reserva de mercado de informática, em outubro de 1992, o Bradesco começou a se desfazer das atividades industriais da Digilab. Contudo, a empresa continuou a existir, controlando as participações acionárias do Banco em outras empresas de Informática, perdurando até o segundo semestre de 1994.[43]

Em outro movimento estratégico no campo societário, sem utilizar-se inicialmente de uma aquisição direta, foi feita uma parceria com o portal Carsale, que passa a ser a loja-âncora exclusiva de automóveis do ShopFácil.[44]

Ainda em 1992, seguindo o processo de modernização, o Banco passou a utilizar fibra ótica e laser. Em 1995, implementou a primeira rede de alta velocidade de longa distância do país, que integrava voz, dados e imagens. No mesmo ano, com todas as suas agências interligadas online e em tempo real, o Banco Bradesco se tornou pioneiro na internet comercial no Brasil.[33]

Em 1995, a Visa Internacional em conjunto com o Banco Bradesco, Banco Real, Banco do Brasil e o Banco Nacional, decidem criar a processadora dos cartões de crédito da bandeira VISA. Nasce a CBMP (Companhia Brasileira de Meios de Pagamento) ou Cielo, até 2017, a empresa atualmente a empresa líder no mercado brasileiro de meios eletrônicos de pagamentos.[45] No ano seguinte, o Bradesco lançou um dos primeiros sistemas de internet banking no mundo e o primeiro na América Latina.[46]

No mesmo ano, através de uma parceria entre o Bradesco e a Tec Toy, foi lançado um sistema de informações de contas bancárias com a utilização de videogames. Pioneiro no país, o cartucho especial chamava-se TeleBradesco Residência Jovem e poderia ser utilizado por clientes Bradesco que possuíssem videogames Mega drive, para ter acesso a dados de sua conta bancária como saldo, lançamentos futuros e extrato de cartão de crédito.[47][48]

Na sequência, como ação estratégica de marketing para atender a um público específico direcionou-se ao processo de privatização dos bancos estaduais, fortes detentoras de contas de funcionários públicos. Primeiro, em 1997, o mineiro Credireal (R$ 121 milhões), o Baneb, Banco do Estado da Bahia (R$ 260 milhões) em 1999, e o BEA, em 2002. No caso do BEA, a presença do Bradesco no estado do Amazonas passou de 12,5% para 40%, com cinquenta agências.[49][50][51][52] O Banco ainda ganhou na época 131 mil correntistas, quatro vezes mais do que já possuía no estado.[53]

Em 1997, adquiriu o Banco de Crédito Nacional, o sétimo maior banco presente no mercado brasileiro desde 1929, por uma soma não divulgada.[54] No mesmo ano foi lançada a nova marca corporativa usada até os dias atuais.

Dois anos depois, o Banco Bradesco se torna o único case da América Latina a ser citado no livro de Bill Gates, "A Empresa na Velocidade do Pensamento". No capítulo dedicado ao Banco, Gates destaca o pioneirismo do Bradesco em relação à sua entrada na internet, além de apontar uma série de serviços disponibilizados pela instituição financeira.[55] No mesmo ano, Márcio Artur Laurelli Cypriano é indicado para o cargo de Diretor-Presidente do Banco.[56]

Ainda em 1999, o Bradesco adquiriu o Banco Continental, tradicionalmente focado no Crédito Direto ao Consumidor - CDC.[57]

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

O Bradesco iniciou a década de 2000 lançando o Bradesco Mobile Banking, tornando algumas operações bancárias possíveis através do celular.[58][59]

Um ano depois, estreou suas ações no pregão das Bolsas de Nova York (NYSE) e de Madri (LATIBEX). Assim, seus papéis passaram a ser negociados em 3 moedas: real, euro e dólar.[60][61]

Em 2002, o Bradesco adquiriu de volta os 75% da Scopus pertencentes à seu braço não financeiro Bradespar, voltando a ter 100% de controle sobre a empresa de tecnologia.[62][63]

Aconteceu em 2003 a primeira edição do Dia Nacional de Ação Voluntária, uma ação promovida por funcionários e alunos da Fundação Bradesco, que oferece às comunidades em torno das escolas, serviços de utilidade pública ligados às áreas de educação, saúde, cidadania, lazer e cultura.[64][65]

Em [2006, o Bradesco introduziu a biometria nos caixas eletrônicos. A tecnologia utilizada foi a Palm Secure, que substitui o uso da senha, pela captura de imagem do padrão vascular da palma da mão.[66][67][68]

Em 2009, Luiz Carlos Trabuco Cappi foi indicado pelo Conselho Superior de Administração para suceder Márcio Artur Laurelli Cypriano na Presidência da Diretoria Executiva do Bradesco, tornando-se o 3º presidente do Banco, desde a morte de seu fundador, Amador Aguiar.[69]

No final do mesmo ano, o Banco inaugurou uma agência fluvial a bordo de um barco - o Voyager III - que percorre o rio Solimões, no Amazonas. A agência flutuante, atendia a 50 comunidades e 11 municípios, com uma população de 250 mil pessoas. A iniciativa foi capa do jornal americano Wall Street Journal, em março de 2010.[70][71][72]

Em 2009, o Banco foi indicado como a marca mais valiosa do Brasil pela Brand Analytics. No ranking elaborado  pelo Financial Times e outras companhias, o Bradesco apareceu como a 98ª marca mais valiosa do mundo, com valor estimado de 6,57 bilhões de dólares, tornando-se a primeira companhia brasileira a integrar o ranking das cem mais valiosas marcas do mundo.[73]

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2010, o Banco Bradesco ganhou a concorrência nacional que escolheu os patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Com isso, foi a instituição responsável por todos os serviços financeiros e seguros relacionados aos jogos.[74][75]

No final do ano seguinte, através de uma parceria entre os bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, foi criada a bandeira Elo, de cartões. Até o final de 2014, havia mais de 15 milhões de cartões da bandeira circulando no Brasil, atrás apenas da Visa e da Mastercard.[76][77]

No final de 2016, passou a oferecer um sistema inédito em suas máquinas de atendimento da Rede Dia&Noite, que permitia aos deficientes auditivos, a realização de saques com auxílio de intérprete em LIBRAS.[78]

No mesmo ano, integrou pela 17ª vez a lista anual das 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, de acordo com pesquisa realizada pela revista Época em parceria com o Great Place to Work Institute.[79]

Em outubro de 2017, substituindo o banqueiro Lázaro de Mello Brandão, Luiz Carlos Trabuco se tornou Presidente do Conselho de Administração do Bradesco, acumulando o novo cargo ao de Presidente do Banco.[80][81]

Em março de 2018, Octavio de Lazari Jr substituiu Luiz Carlos Trabuco na presidência do Bradesco. Lazari Jr anteriormente exerceu a função de diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros que, no mesmo mês, foi ocupada por Vinicius Almeida Albernaz. [82][83]

Banco Digital Next[editar | editar código-fonte]

Após dois anos de investimentos e pesquisas, em junho de 2017, foi lançado o banco Next, primeiro banco 100% digital do Bradesco e dedicado ao público jovem. Composto por um time multidisciplinar de antropólogos, cientistas sociais e matemáticos, o Next oferece diversos serviços bancários sem que o cliente precise ir a uma agência.[84][85][86][87]

Anos 2000: aquisições e parcerias[editar | editar código-fonte]

Agência de Avaré-SP

Em continuação à estratégia para ganho de mercado em nichos específicos, os anos 2000 vêm sendo marcados por grandes investimentos do Banco em aquisições e parcerias. Ao longo de 17 anos, suas principais aquisições somaram mais de R$ 1,3 trilhão, em ativos.[88]

Em outubro de 2000, com a utilização do chamado goodwill e da estrutura societária do BCN, foram incorporadas as 73 agências bancárias do Banco Boavista[89] e, em 2002, adquirido o Banco do Estado do Amazonas, por R$ 182,9 milhões.[90]

Aquisição do Banco BCN e novo logotipo[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1997, o passo inicial foi dado na aquisição do Banco de Crédito Nacional - BCN, presente no mercado brasileiro desde 1929.

No mesmo ano é lançado o novo logotipo, usado até os dias atuais.

Aquisições do Credireal, Baneb, BEA, Banco Boavista e Banco Continental[editar | editar código-fonte]

Na sequência, a ação estratégica de marketing para atender a um público específico direcionou-se ao processo de privatização dos bancos estaduais, fortes detentoras de contas de funcionários públicos. Primeiro, o mineiro Credireal (R$ 112 milhões), o Baneb, Banco do Estado da Bahia (R$ 260 milhões) em 1998, e o BEA, Banco do Estado do Amazonas (R$ 183 milhões) em 2000. No caso do BEA, a presença do Bradesco no estado do Amazonas passou de 12,5% para 40%, com cinquenta agências. O banco ainda ganhou na época 131 mil clientes, quatro vezes mais do que já possuía no estado.

Incorporação com o Banco Cidade e aquisição dos bancos Finasa e Deutsche Bank Investimentos[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2002, o Bradesco, através do BCN, incorporou o Banco Cidade, criado em 1965. Através de tal operação, foram acrescentados naquele momento mais 50 mil clientes, 24 agências no Brasil, com R$ 2,1 bilhões em ativos e R$ 500 milhões em depósitos, além de R$ 740 milhões em fundos de investimento e carteiras administradas.[91][92]

Logo na sequência, em março do mesmo ano, após longas negociações, o Bradesco adquiriu por R$ 1,36 bilhões o Finasa marca do (Banco Mercantil de São Paulo), fundado em 1938. A partir de então, passaram a ser administradas as empresas controladas pelo Finasa no Brasil e exterior como a Finasa Seguradora e Finasa Crédito, Financiamento e Investimento.[93][94]

Ainda em 2002, foram adquiridos os ativos do Deutsche Bank Investimentos, que transferiu à BRAM - Bradesco Asset Management a administração de R$ 2,16 bilhões em fundos de investimento e em carteiras administradas. Com a compra, a BRAM passou à época a administrar um volume superior a R$ 51 bilhões e, em seguida, a carteira de Crédito Direto ao Consumidor da Ford Credit. Por meio de um acordo firmado entre as duas instituições, o Banco BCN passou a ser o controlador da Ford Leasing S.A. e as novas operações passaram a ser feitas por outra empresa pertencente às Organizações Bradesco, o Continental Banco.[95]

Fusão com BBVA no Brasil[editar | editar código-fonte]

O ano de 2003 começou com novas ações estratégicas envolvendo ao mesmo tempo uma fusão parcial e mais uma aquisição. Em janeiro, o Bradesco adquiriu as operações do BBVA no Brasil, pertencentes ao espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, por R$ 2,6 bilhões (630 milhões de dólares em dinheiro e mais a transferência de uma fatia de 4,5% do capital do Bradesco).[96]

Aquisição do Grupo Zogbi[editar | editar código-fonte]

No início de novembro de 2003, o Bradesco realizou, por meio do Banco Finasa S. A a compra da totalidade do capital social do Grupo Zogbi, pelo valor de R$ 650 milhões. A Zogbi atuava na atividade de financiamento, mantendo forte presença nas áreas de crédito direto ao consumidor, pessoal, cartão e veículos. A aquisição representou um importante passo estratégico do Bradesco em um setor com grande potencial de crescimento. Foram acrescentados ao grupo na ocasião: Ativos totais de R$ 833 milhões; Operações de Crédito de R$ 520 milhões; Patrimônio Líquido de R$ 335 milhões; cerca de 1,5 milhões de clientes ativos e de 4 milhões de clientes cadastrados; mais 1,2 milhões de cartões; 67 lojas próprias de financiamento ao consumidor e mais de 11 mil estabelecimentos afiliados aptos para operar os produtos de Crédito Direto ao Consumidor e Cartões.[97][98]

No terceiro trimestre de 2004, o Bradesco tomou a decisão de unir as marcas Finasa e Zogbi sob a bandeira Finasa, com o abandono da marca Zogbi, e também da BCN. Com a integração entre Zogbi e Finasa, a financeira do Bradesco passou a ter na época 121 filiais, espalhadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná; e 28,7 mil pontos de venda no varejo de automóveis e outros tipos de comércio. [99]

Aquisição do BEM[editar | editar código-fonte]

Agência de Poá-SP.

Em fevereiro de 2004, retomando a linha da aquisição de bancos estaduais, o banco também adquiriu da União Federal o controle acionário do Banco do Estado do Maranhão S.A. - BEM, e suas controladas BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., BEM Vigilância e Transportes de Valores S.A. e BEM Serviços Gerais Ltda. A operação envolveu a compra de 89,957% do capital social do BEM, pelo valor de R$ 78 milhões.

Aquisição das atividades de gestão de recursos JP Morgan[editar | editar código-fonte]

No fim do primeiro semestre de 2003, o Bradesco adquiriu as atividades de gestão de recursos grupo norte-americano JP Morgan, envolvendo a transferência de recursos administrados da ordem de R$ 7 bilhões.[100]

Parceria com as Casas Bahia[editar | editar código-fonte]

Agencia Bradesco Palmácia

Já em novembro de 2004, um acordo de parceria garantiu ao Bradesco a exclusividade do financiamento das vendas feitas pela rede de varejo Casas Bahia. Pelo acordo, o banco passou a assumir o financiamento de pelo menos R$ 100 milhões em vendas por mês. Isso significou na época um aumento quase imediato de 20% nas operações de financiamento ao consumo do próprio banco, que já haviam saltado 38% entre setembro de 2003 e setembro de 2004, atingindo R$15,1 bilhões.[101][102][103]

Em uma segunda etapa, a partir de 2005, o Bradesco passou a vender produtos financeiros aos clientes da Casas Bahia, como cartões e seguros, com a instalação de quiosques na rede de varejo. Com a migração para o cartão de crédito, as vendas das Casas Bahia financiadas pela Finasa, braço de financiamento ao consumo do Bradesco, também caíram. Em setembro de 2006, a Finasa possuía uma carteira de cerca de R$ 1 bilhão de compras feitas por clientes da Casas Bahia, quando em setembro de 2005 esse valor chegou a ser de R$ 1,5 bilhão, com prazo médio dos recebíveis de seis meses.[101][102][103]

Em 2006, foi firmada uma nova parceria entre as partes, que deu ao Bradesco direito de operar produtos financeiros e serviços na rede Casas Bahia até 2021. Em 2015 essa parceria foi estendida até o ano de 2029.[104] [105][106][107]

Parceria com o United Financial of Japan[editar | editar código-fonte]

Em outra linha, desta vez de parcerias internacionais, em novembro de 2004, o Bradesco anunciou uma parceria com o banco United Financial of Japan - UFJ, que passou a ter 1,2% do capital do Bradesco.[108]

Através de tal parceria o Bradesco pôde adaptar sua Rede de Agências no país para atender a mais de 300 mil brasileiros que residiam e trabalhavam no Japão (dekasseguis).[108] Para habilitar os equipamentos de autoatendimento a atender em português, montar um call center, promover estudos de mercado e os novos serviços, entre outras coisas, os dois bancos investiram cerca de 20 milhões de dólares. Foram agregados 4500 equipamentos do tipo Automatic Teller Machine-ATM em português, disponíveis também para os clientes brasileiros do Bradesco em viagem ao Japão.[109]

Aquisição do Banco Morada[editar | editar código-fonte]

Agência em Belo Horizonte.

Em abril de 2005, o Bradesco comprou a rede e a carteira de clientes do Banco Morada, instituição carioca especializado em crédito pessoal e crédito direto ao consumidor (CDC), por R$ 80 milhões, aumentando sua atuação na área de financiamento ao consumo.[110][111]

Na época, o Finasa adquirido pelo Bradesco em 2002, possuía uma carteira de R$ 15 bilhões, dos quais 95% eram créditos para financiamento de veículos. Com a compra do Zogbi no ano seguinte, se consolidou ainda mais no setor, principalmente em São Paulo.

Agência do banco em Mogi Guaçu.

Já a negociação do Morada acrescentou, na ocasião, 1,1 milhão de clientes à carteira de 5,465 milhões do Finasa [112] e somou 33 lojas à rede de 123.[113] A expectativa é de que a aquisição ampliasse em 2005 em 28% a produção de crédito pessoal e em 15% a de CDC do grupo Bradesco.[114]

Aquisição do BEC[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2005 o Bradesco adquiriu em leilão o BEC (Banco do Estado do Ceará), por um preço de R$ 700 milhões, o que representou um ágio de 28,98% sobre o preço mínimo, fixado em R$ 542,7 milhões. Isto representou uma aquisição de 70 agências no Ceará — o que representava 20% agências bancárias presentes no Estado, e mais do dobro que o próprio Bradesco tinha —, mais de 278 mil contas e 866 funcionários ativos. Este conjunto representou na época R$ 1,9 bilhão em ativos; R$ 263 milhões em operações de crédito, R$ 16 milhões em depósitos a vista, R$ 336 em depósitos a prazo e R$ 507 milhões em poupança, e R$ 455 milhões administração de fundos.[115][116]

Aquisição das operações da American Express[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 2006, depois de quase 2 anos de negociações, o Bradesco assumiu as operações brasileiras da empresa de cartões de crédito American Express, por meio de um acordo de US$ 490 milhões (R$ 1,04 bilhão). Com o aval do Banco Central do Brasil, os serviços de corretagem de seguros, de viagem, de câmbio no varejo e as operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) da American Express, juntamente com o seu nicho especializado em cartões para pessoas e para empresas de alta renda, passaram a pertencer ao Bradesco.

Além disto, o Bradesco garantiu, por um prazo mínimo de 10 anos, em um contrato renovável pelo mesmo período, o direito de exclusividade no oferecimento de programas de premiação aos clientes, na administração da rede de estabelecimentos que aceitam os cartões no país, e na emissão dos plásticos da linha Centurion, que inclui todas as modalidades do segmento de Pessoa Jurídica (Business e Corporate), bem como as modalidades Green, Gold e Platinum do segmento de Pessoa Física. Já os cartões da linha Blue Box puderam continuar sendo emitidos por outros bancos. Entretanto, o Bradesco conquistou o controle total de qualquer outro lançamento que houver desta linha.[117][118]

O objetivo da aquisição foi para consolidar uma mudança no modelo então vigente, principalmente com a ampliação da rede de aceitação dos cartões da bandeira no Brasil. Assim, a associação não resultou na retirada da American Express do país, visto que o negócio local de cheques de viagem (Travelers Cheques), os acordos de concessão de direitos para administração de cartões de crédito existentes com outros bancos locais e o escritório de representação American Express Bank, localizado em São Paulo, foram excluídos do acordo firmado entre as duas instituições financeiras.[119]

Aquisição do Banco ibi[editar | editar código-fonte]

Em 4 de junho de 2009, o Bradesco fechou a compra do Banco Ibi, ligado à rede varejista holandesa C&A, em um negócio de R$ 1,4 bilhão.[120] O Bradesco adquiriu as operações bancárias e financeiras do IBI México da C&A, em 2010, passando a denominar o negócio, em ambas as localidades, de Banco BradesCard.[121][122]

Aquisição do BERJ[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de maio de 2011 o Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que o Bradesco arrematou o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BERJ) e com isso passou a operar por três anos, a partir de 2012, a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Governo do Estado.[123] Ao todo o Bradesco investiu R$ 1,8 bilhão, que incluíram a compra do Berj, a folha de pagamentos do Estado e outras despesas da operação.[124] Com o arremate, o Bradesco recebeu um crédito fiscal de R$ 3 bilhões.[125]

Desde então, à frente das operações da folha de pagamento dos servidores do Rio de Janeiro, em agosto de 2017, O Bradesco foi o único banco a apresentar uma proposta, garantindo o direito de manter o gerenciamento do negócio até o final de 2023.[126]

Venda da Scopus Tecnologia (Divisão de Serviços)[editar | editar código-fonte]

Em 2014, com o objetivo de focar em sua atividade principal, o Bradesco vendeu parte da Scopus, empresa de tecnologia da informação, para a IBM. A partir de então, a empresa americana ficou responsável pela estrutura operacional, executando por exemplo as atividades de suporte e manutenção de hardware e software.

O Banco manteve a gestão das atividades de consultoria e soluções em TI, bem como a propriedade da marca Scopus.[127][128]

Aquisição do HSBC[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2015, foi decretado o acordo entre o Bradesco e a HSBC Holding, por R$ 17,6 bilhões, considerado o maior negócio realizado no ano de 2015 no Brasil.[129] Para que a operação fosse aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Bradesco teve que se comprometer a não adquirir qualquer outra instituição financeira pelo período de 30 meses após a assinatura do acordo.[130]

Com a execução da transação, ocorreu a migração todas as contas dos clientes do HSBC Brasil para o Bradesco,[131][132] que passou a ter 851 novas agências, 5 milhões de novos clientes e R$ 160 bilhões em ativos se aproximando ao tamanho de seu principal concorrente, o Itaú Unibanco.[133]

Em Julho de 2016, quando a operação foi concluída a compra do HSBC representou um aumento de 15,9% no total de ativos do Bradesco, somando um total de R$ 1,276 trilhão.[134]

No primeiro semestre, o HSBC registrou um lucro líquido de US$ 9,618 bilhões, 1,31% a menos que no mesmo período de 2014. No segundo trimestre, o lucro líquido caiu 3,8%, a US$ 4,359 bilhões. A queda do lucro foi provocada principalmente pelos custos totais de operação, que no primeiro semestre aumentaram 5% na comparação com o mesmo período de 2014, a 19,187 bilhões de dólares. O banco Bradesco atingiu, entre abril e junho, seu maior lucro trimestral na história, segundo levantamento da consultoria Economatica. A instituição financeira anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,473 bilhões no segundo trimestre de 2015, após atingir R$ 4,244 bilhões nos três meses anteriores – um aumento de 5,4%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro mostrou crescimento de 18,4%.[135]

Fundação Bradesco[editar | editar código-fonte]

Com o objetivo de promover a inclusão e o desenvolvimento social através da educação, foi criada em 1956 a Fundação Bradesco, que viria a se tornar um dos mais importantes programas sociais do país.[136][137][138]

Amador Aguiar, idealizador do projeto, acreditava na capacitação de jovens para, posteriormente, atuarem dentro das agências e dessa forma, construir uma carreira no Banco. O projeto que completou 60 anos em 2016, teve a sua primeira escola aberta em 1962[139], em Osasco, e contava com 7 professores e 289 alunos. Em 1998, inovou ao lançar o primeiro curso de informática para deficientes visuais do Brasil.

Até 2017, a Fundação contava com 40 escolas próprias, além de projetos educacionais em paralelo, como a Escol@ Virtual, o projeto Educa + Ação, o Programa Jovem Aprendiz Técnico.[138]

Ao longo de 6 décadas, a instituição ofereceu educação a mais de 4 milhões de pessoas, levando em consideração os cursos presenciais e à distância.[138]

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Ao completar 70 anos, em 2013, o Banco Bradesco lançou um vídeo, assinado pela agência WMcCann contando sua trajetória em um minuto e meio, amplamente divulgado na mídia durante o mês de seu aniversário.[140][141]

Durante as olimpíadas de 2012, o Bradesco começou a explorar o acrônimo BRA nas ativações da marca nos jogos de 2016, sediados no Brasil. O acrônimo, fazia referência à palavra Brasil e Bradesco. Em 2014, passou a utilizar o conceito "Tudo de BRA" em suas campanhas publicitárias. O tema foi escolhido como uma maneira de ressaltar o valor e as peculiaridades do Brasil, a começar pelo povo. As campanhas publicitárias sob o novo conceito destacaram atitudes do jeito brasileiro como abraçar, praticar esportes e celebrar as coisas boas da vida. [142][143][144][145]

Em 2017, o Banco mudou seu posicionamento e lançou uma nova campanha com o mote "Pra Frente", que refletia a busca do brasileiro em alcançar suas metas, mesmo diante de um momento econômico difícil. [146][147]

Sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

A partir dos anos 2000, o Banco passou a ter um foco efetivo em iniciativas e práticas de sustentabilidade corporativa. O Pacto do Equador, os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), Princípios para Investimento Responsável (PRI) e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foram algumas das diretrizes que o Banco adotou, visando melhores práticas de sustentabilidade.[148]

Em 2007, a foi lançado o conceito "Banco do Planeta" que trata de projetos sócio-ambientais e de cunho social administrados pelo Banco. As ações vão desde o uso de papéis reciclados na emissão de talões de cheque ao plantio de milhares de árvores para compensar a emissão dos 8 mil funcionários de sua matriz, na Cidade de Deus.[149]

Através de uma parceria com o Governo do Amazonas, o Bradesco passa a ser co-fundador da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), iniciativa sem fins lucrativos cujos objetivos são a preservação da Floresta Amazônica e a contribuição para o seu desenvolvimento sustentável.[150]

Foi nessa época que suas ações passaram a fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bovespa, e o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.

Canais de Conveniência[editar | editar código-fonte]

  • Autoatendimento (Bradesco Dia&Noite)
  • Fone Fácil Bradesco
  • Internet Banking Bradesco
  • Bradesco Celular
  • Bradesco Expresso (correspondente)

Dados[editar | editar código-fonte]

Agência do Bradesco em Caruaru, PE.
  • Os ativos totais do Bradesco totalizaram R$ 1,291 trilhões em 2017;[151]
  • R$ 110,4 bilhões de patrimônio líquido (último balanço disponível: 4T2017); [152]
  • R$ 14,6 bilhões de lucro líquido em 2017, totalizando um ROE de 13%;[152]
  • 26,1 milhões de clientes correntistas;[153]
  • 5.068 agências;[151]
  • 361.853 acionistas;[154]
  • Maior rede privada de autoatendimento, com 57.023 máquinas Bradesco Dia & Noite e acesso à Rede Banco 24 Horas;[151]
  • R$ 1,918 trilhão em recursos captados e administrados; [155]
  • Maior empregador de mulheres do Brasil.[156]

O controle do banco pertence à Cia Cidade de Deus com 47% e à Fundação Bradesco com 17%.

O presidente do conselho do banco é Luiz Carlos Trabuco Cappi[157] e o vice-presidente do conselho é Carlos Alberto Rodrigues Guilherme.

Em 2017, foi eleito, pelo sexto ano consecutivo, como a “Marca Mais Valiosa do Brasil” do setor financeiro.[158]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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