Branca de Neve e os Sete Anões (filme)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Branca de Neve (desambiguação).
Snow White and the Seven Dwarfs
Branca de Neve e os Sete Anões (PT/BR)
Pôster original do filme.
 Estados Unidos
1937 •  cor •  83 min 
Direção David Hand
William Cottrell
Wilfred Jackson
Larry Morey
Perce Pearce
Ben Sharpsteen
Produção Walt Disney
Roteiro Dorothy Ann Blank
Richard Creedon
Merrill De Maris
Ted Sears
Otto Englander
Earl Hurd
Dick Rickard
Webb Smith
Baseado em Branca de Neve
dos Irmãos Grimm
Elenco Adriana Caselotti
Harry Stockwell
Lucille La Verne
Pinto Colvig
Roy Atwell
Moroni Olsen
Stuart Buchanan
Billy Gilbert
Otis Harlan
Scotty Mattraw
Eddie Collins
Gênero Animação
Música Frank Churchill
Paul Smith
Leigh Harline
Companhia(s) produtora(s) Walt Disney Productions
Distribuição RKO Pictures
Lançamento Estados Unidos 21 de dezembro de 1937
Brasil 10 de janeiro de 1938
Portugal 12 de dezembro de 1938
Idioma Inglês
Orçamento US$ 1.488.423 milhões[1]
(sem correção da inflação)
Receita US$ 7.846.000 milhões[2]
(sem correção da inflação)
Página no IMDb (em inglês)

Branca de Neve e os Sete Anões (no original em inglês: Snow White and the Seven Dwarfs) é um filme estadunidense do gênero romance e aventura lançado em 1937. É o primeiro longa-metragem de animação da Disney e é baseado no conto de fadas "Branca de Neve", dos Irmãos Grimm. A história foi adaptada por Dorothy Ann Blank, Richard Creedon, Merrill De Maris, Otto Englander, Earl Hurd, Dick Rickard, Ted Sears e Webb Smith. David Hand foi o diretor supervisor, enquanto William Cottrell, Wilfred Jackson, Larry Morey, Perce Pearce e Ben Sharpsteen dirigiram sequências individuais do filme. Branca de Neve e os Sete Anões foi o primeiro longa-metragem de animação produzido nos Estados Unidos, o primeiro totalmente a cores, o primeiro a ser produzido por Walt Disney e o primeiro filme dos considerados Clássicos Disney.

Branca de Neve e os Sete Anões estreou no Carthay Circle Theatre em 21 de dezembro de 1937, seguido pelo seu lançamento nacional em 4 de fevereiro de 1938. Lucrou 8 milhões de dólares em bilheterias ao redor do mundo. Na época assumiu brevemente o recorde de maior bilheteria de um filme sonoro. A popularidade de Branca de Neve levou a ser relançado nos cinemas muitas vezes, até seu lançamento em home video nos anos 90.

No 11º Óscar, Walt Disney recebeu um Óscar honorário e a animação foi indicada ao Oscar de melhor banda sonora. Branca de Neve foi selecionado para preservação no National Film Registry pela Biblioteca do Congresso em 1989 por ser "culturalmente, historicamente e esteticamente importante". Foi classificado na lista dos melhores filmes estadunidenses segundo o American Film Institute, que também o nomeou como o maior filme de animação americano de todos os tempos em 2008. Branca de Neve e os sete anões teve um enorme impacto cultural, resultando em atrações nos parques temáticos da Disney, videogames, livros e marca o inicio das animações nos cinemas.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Uma rainha muito bela, porém má e invejosa, resolve mandar matar sua enteada, Branca de Neve, uma princesa bastante bela e bondosa. Isto porque, segundo seu espelho mágico, ela era a mais bela de todas. Mas o carrasco contratado pela rainha que deveria assassiná-la, a deixa partir. Durante a fuga pela floresta, Branca de Neve encontra a cabana dos sete anões, que trabalham em uma mina, e que passam a protegê-la contra todos os perigos.

Algum tempo depois por intermédio de seu espelho, a rainha descobre que Branca de Neve continua viva. Então, ela faz uma magia que a transfortma em uma senhora vendedora de frutas horrivelmente velha e feia e vai atrás da moça para lhe oferecer uma maçã envenenada, que faz com que Branca de Neve caia num sono profundo. Porém, ela é salva pelo príncipe encantado, o grande amor de sua vida, que a desperta com um beijo de amor.

Como os Irmãos Grimm eram alemães e levando-se em conta as roupas usadas pelos personagens do filme, especula-se que a história se passe na Alemanha do século 15, sendo que nesta época a Alemanha ainda não era um país unificado e era dividida em vários reinos.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Elenco original[editar | editar código-fonte]

Walt Disney introduz cada um dos sete anões em uma cena do trailer original de 1937 de Branca de Neve e os Sete Anões.
  • Adriana Caselotti como Snow White (Branca de Neve): Branca de Neve é uma jovem princesa. Ela é a filha de um grande rei cuja esposa morreu quando a filha era muito jovem. Sua madrasta malvada obrigou-a a trabalhar como faxineira no castelo. Apesar disso, ela mantém uma atitude alegre, mas ingênua.
  • Lucille La Verne como Queen Grimhilde / Bruxa (Rainha / Bruxa): A rainha é a madrasta da Branca de Neve. Uma vez que seu espelho mágico diz a ela que Branca de Neve é mais bonita do que ela é, ela imediatamente pede Humbert, o caçador para matá-la na floresta. Depois que ela descobre que Branca de Neve não morreu, ela se disfarça como uma bruxa velha e usa uma maçã envenenada para remover Branca de Neve de seu caminho sem matá-la.
  • Harry Stockwell como The Prince (Príncipe Encantado): O príncipe vê pela primeira vez Branca de Neve cantar no seu poço dos desejos. Ele imediatamente se apaixona por ela e sua voz. Mais tarde, ele aparece para reanimá-la.
  • Roy Atwell como Doc (Mestre): É o líder dos sete anões, usa óculos e frequentemente confunde suas palavras.
  • Pinto Colvig como Grumpy (Zangado): Grumpy inicialmente desaprova a presença de Snow White na casa dos anões, porém mais tarde a adverte da ameaça representada pela rainha e corre em seu auxílio ao perceber que ela está em perigo, levando o próprio comando. Ele tem o maior nariz dos anões e é frequentemente visto com um olho fechado.
  • Otis Harlan como Happy (Feliz): É um anão alegre e é geralmente retratado rindo.
  • Pinto Colvig como Sleepy (Soneca): Sleepy está sempre cansado e parece lacônico na maioria das situações. Sterling Holloway, que viria a ser a voz de muitos outros personagens para os futuros filmes da Disney, foi originalmente considerada por Walt Disney para fazer a voz de Sleepy.
  • Scotty Mattraw como Bashful (Dengoso): Bashful é o mais tímido dos anões, e fica frequentemente constrangido quando toda a atenção é dirigida a ele.
  • Billy Gilbert como Sneezy (Atchim): Sneezy recebeu esse nome por conta de seus espirros extraordinariamente poderosos (causada pela febre dos fenos), que são vistos soprando até mesmo o mais pesado dos objetos em uma sala.
  • Eddie Collins como Dopey (Dunga) (efeitos vocais e referências de live-action): É o único anão que não tem barba. Ele é desajeitado e mudo. De acordo com Happy, Dopey é mudo porque "nunca aprendeu a falar". No trailer do filme, Walt Disney descreve Dopey como "bom, mas como uma espécie de bobo". Mel Blanc foi considerado por Walt Disney para a voz de Dopey.
  • Moroni Olsen como The Magic Mirror (Espelho Mágico): Aparece como uma máscara verde em nuvens de fumaça. A Rainha pergunta a ele regularmente quem é a mais bela do reino.
  • Stuart Buchanan como Humbert, the Huntsman (Caçador): Apesar de seu status como assassino da Rainha, Huntsman não suporta a ideia de matar Branca de Neve, mesmo quando a Rainha ordena que ele deve tomar o coração da princesa.

Elenco brasileiro de 1938[editar | editar código-fonte]

Dalva de Oliveira deu voz à Branca de Neve na primeira dublagem brasileira.

A primeira dublagem foi feita pela Sonofilms no Rio de Janeiro com tradução de diálogos por João de Barro e Ruy Castro, e tradução das canções por João de Barro.[3]

Elenco brasileiro de 1965[editar | editar código-fonte]

A segunda dublagem foi feita na Riosom no Rio de Janeiro com tradução de diálogos por Gilberto Souto e Telmo Perle Münch, e tradução das canções por Aloysio de Oliveira. A direção da dublagem foi feita por Telmo Perle Münch.[3]

Elenco de Portugal[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Trailer do filme com comentários e introduções dos personagens.

O desenvolvimento de Branca de Neve e os Sete Anões começou no início de 1934. Em junho de 1934, Walt Disney anunciou ao The New York Times a produção de seu primeiro longa, a ser libertada pela Walt Disney Productions.[4] Antes de Branca de Neve e os Sete Anões, o estúdio Disney tinha se envolvido principalmente na produção de curtas-metragens de animação das séries Mickey Mouse e Silly Symphonies.[5] Disney tinha a esperança expandir o prestígio e as receitas de seu estúdio, movendo para curtas-metragens e estimou que Branca de Neve e os Sete Anões poderia ser produzido com um orçamento de 250 mil dólares, valor dez vezes maior do que era gasto em Silly Symphonies.[4]

Branca de Neve e os Sete Anões era para ser o primeiro filme de animação da história do cinema, e como tal, Walt Disney teve que lutar para conseguir que o filme fosse produzido. Seu irmão e parceiro de negócios Roy Disney e sua esposa Lillian tentu persuadi-lo a desistir,[5] enquanto a indústria de Hollywood se referia ao filme ironicamente como "Loucura de Disney" enquanto estava em produção. Ele teve que hipotecar sua casa para ajudar a financiar a produção do filme, Branca de Neve custou no total US$ 1.488.422,74 milhão, uma valor enorme para um longa-metragem em 1937.

Desenvolvimento da história[editar | editar código-fonte]

Em 9 de agosto de 1934, vinte e uma páginas de notas intitulado de "Snowhite suggestions" foram compiladas pela equipe de roteiristas do Richard Creedon, sugerindo os principais personagens, bem como situações 'engraçadas' para a história. Como Walt Disney havia afirmado no início do projeto, a principal atração da história para ele era os Sete Anões. Em outubro, Disney, Creedon, Larry Morey, Albert Hurter, Ted Sears e Pinto Colvig se reuniram para decidir a história. Até esse ponto, Walt Disney sentia que a história deveria começar com Branca de Neve descobrindo a casa dos Sete Anões.[4] Walt Disney tinha sugerido desde o início que cada um dos anões, cujos nomes e personalidades não são indicados no conto original, poderia ter personalidades individuais. Os nomes anões foram escolhidos a partir de um grupo de cerca de cinquenta nomes, incluindo Jumpy, Deafy, Dizzey, Hickey, Wheezy, Baldy, Gabby, Nifty, Sniffy, Swift, Lazy, Puffy, Stuffy, Tubby, Shorty e Burpy.[6] Os sete finalistas foram escolhidos através de um processo de eliminação. O chefe dos anões, necessário para ser pomposo, auto suficiente e atrapalhado, foi nomeado Doc (Mestre); os outros foram nomeados através dos traços das suas personalidades que os diferenciava. Em outubro, no final das reuniões de história, só Doc (Mestre), Grumpy (Zangado), Bashful (Dengoso), Sleepy (Soneca) e Happy (Feliz) dos setes finalistas foram nomeados. Neste ponto, Atchim e Dunga foram substituídos por "Jumpy" e um sétimo anão sem nome. [1]

Juntamente com um foco nas caracterizações e possibilidades cômicas dos anões, Creedon escreveu um esboço de dezoito páginas da história a partir das reuniões de outubro, que contou com um fluxo contínuo de cenas de comédia, bem como uma tentativa da Rainha de matar Branca de Neve com um pente envenenado, um elemento retirado da história original dos irmãos Grimm. Depois de convencer Branca de Neve a usar o pente, a Rainha disfarçada teria escapado viva, mas os anões teriam chegado a tempo para removê-lo. Após o fracasso do pente, a Rainha capturaria o Príncipe Encantado e levado-o para seu calabouço, onde ela teria chegado a ele (esboços de história mostram este evento, tanto com a Rainha e a Bruxa) usando magia para dar vida aos esqueletos da masmorra, fazendo-os dançar para ele.[4] Foi descrito em notas da história, que a Rainha tem esse poder mágico apenas no castelo. Com o Príncipe se recusando a casar com ela, a Rainha o deixa para a morte. Os animais da floresta ajudariam o Príncipe a escapar da Rainha e a encontrar o seu cavalo. O Príncipe andaria rumo a casa para salvar Branca de Neve, mas tomou o caminho errado. Ele, portanto, não teria chegado a tempo de salvar Branca de Neve da Rainha, mas teria sido capaz de salvá-la com o primeiro beijo de amor. Este lote não foi usado no final do filme, embora muitos esboços da cena na masmorra foram feitas por Ferdinand Horvath.

Com o excesso de cenas cômicas, Disney tornou-se preocupado com o fato de que uma tal abordagem cômica iria diminuir a plausibilidade dos personagens e, sentindo que era necessário mais tempo para o desenvolvimento da Rainha, aconselhou em um esboço datado no dia 6 de novembro, que seja dada uma atenção exclusivamente a "cenas em que apenas Branca de Neve, os anões, e seus amigos aves e animais aparecem". Os nomes e personalidades dos anões, no entanto, ainda estavam "abertos à mudança". A reunião de 16 de novembro, resultado em mais um esboço intitulado 'Dwarfs Discover Snowwhite', que introduziu o personagem de Dopey (Dunga),[4] que acabaria por revelar-se o mais bem sucedido e popular dos personagens anões.[6] Para o resto de 1934, Disney desenvolveu ainda mais a história por si mesmo, encontrando um dilema na caracterização da rainha, que ele sentiu que podia deixar de ser "gorda" e "extravagantemente", mas um "belo tipo imponente", uma possibilidade já levantada em reuniões de história anteriores. Walt Disney não focou-se no projeto novamente até o outono de 1935. Acredita-se que ele pode ter duvidado dele e a capacidade de seu estúdio, e que sua viagem à Europa naquele verão restaurou a sua confiança. Neste ponto, Disney e seus escritores concentraram-se nas cenas em que Branca de Neve e os anões são apresentados para o público e entre si. Em 25 de novembro de 1935, Walt tinha decidido sobre as personalidades individuais dos anões.[4]

Primeiro, Walt pensava que os anões seriam o foco principal da história, tendo muitas sequências escritas para os sete personagens. No entanto, foi decidido que o principal objetivo da história foi a relação entre a Rainha e Branca de Neve.[7] Por esse motivo, várias sequências que caracterizam os anões foram cortadas do filme. A primeira, que foi animada em sua totalidade antes de ser cortada, mostra Mestre e Zangado discutindo se Branca de Neve deve ficar com eles. Outra, também completamente animado, teria mostrado os anões tomando sopa ruidosamente e fazendo bagunça; Branca de Neve tenta ensiná-los sem sucesso a comer 'como cavalheiros'. Uma sequência parcialmente animada envolveu os anões tentando pensar em um presente para Branca de Neve; esta foi seguida pela 'sequência da construção da cama' elaborada, no qual os anões e os animais da floresta constroem e esculpem uma cama para a princesa. Isso também foi cortado, pois retardava a história.[7] As sequências da 'sopa' e da 'construção da cama' foram animadas por Ward Kimball, que sentiu-se desencorajado, considerando deixar o estúdio. No entanto Disney o convenceu a ficar, promovendo-o para o supervisor de animação de Jiminy Cricket (Grilo Falante) em seu próximo filme Pinóquio (1940).[8]

Animação[editar | editar código-fonte]

A famosa sequência "Heigh-Ho" de Branca de Neve foi animada por Shamus Culhane.

A principal autoridade sobre a animação do filme foi artista conceitual Albert Hurter. Todos os desenhos usados ​​no filme, a partir de aparências dos personagens para a aparência dos cenários, tinha que obter a aprovação de Hurter antes de ser finalizado. Dois outros artistas conceituais - Ferdinand Horvath e Gustaf Tenggren - também contribuiu para o estilo visual de Branca de Neve e os Sete Anões. Horvath desenvolveu uma série de conceitos sombrios para o filme, embora muitos outros projetos que ele desenvolveu acabaram por serem rejeitados pela equipe de Disney. Tenggren foi usado como um estilista das cores para determinar o estado e a atmosfera de muitas das cenas do filme. Ele também desenhou os cartazes para o filme e ilustrou o livro impresso. No entanto, Hovarth não recebeu nenhum crédito pelo filme. Outros artistas que trabalham no filme inclui Joe Grant, cuja contribuição mais significativa foi o designer para a forma da Rainha\Bruxa.

Art Babbit, um animador que juntou-se ao estúdio Disney em 1932, convidou sete dos seus colegas (que trabalhavam na mesma sala que ele) para vir para uma aula de arte em que ele próprio tinha estabelecido em sua casa em Hollywood Hills. Embora não houvesse nenhum professor, Babbitt tinha recrutado um modelo para posar para ele e seus colegas animadores. Essas 'aulas' foram realizadas semanalmente, a cada semana, mais animadores viria. Depois de três semanas, Walt Disney chamou Babbit ao seu escritório e se ofereceu para fornecer o material, espaços de trabalho e modelos necessários se as sessões fossem transferidas para o estúdio. Babbit deu as aulas por um mês até que o animador Hardie Gramatky sugeriu que eles recrutassem Don Graham; o professor de arte do Chouinard Institute lecionou sua primeira aula no estúdio em 15 de novembro de 1932 e foi acompanhado por Phil Dike algumas semanas mais tarde. Estas aulas tinham a preocupação em trabalhar com a anatomia humana e movimento.[9]

Poucos dos animadores dos estúdios Disney teve formação artística (a maioria tinha sido cartunistas de jornal). Dentre esses poucos, foi Grim Natwick, que havia treinado na Europa. O sucesso do seu trabalho na concepção e animação de Betty Boop da Fleischer Studios mostrou uma compreensão da anatomia humana feminina. Quando Walt Disney contratou Natwick, foi dado a ele personagens femininas para animar quase que exclusivamente. As tentativas de animar Perséfone, a protagonista de The Goddess of Spring, foram muito malsucedido. A animação de Natwick, heroína do The Cookie Carnival foi bem-sucedida, dando ao animador a tarefa de animar Branca de Neve. Embora tenha sido filmado cenas reais de Branca de Neve, do Príncipe Encantado e da Bruxa como referência para os animadores, os artistas desaprovaram a rostocópia, considerando-a como uma dificuldade para a produção de uma caricatura eficaz. Nenhuma animação de Babbitt para a Rainha teve uso da rostocópia.[10] Apesar das objeções de Graham e Natwick, no entanto, algumas cenas de Branca de Neve e o Príncipe foram diretamente traçadas a partir do live-action filmado.[9]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

O trailer inclui a canção "Heigh-Ho".

As canções em Branca de Neve e os Sete Anões foram compostas por Frank Churchill e Larry Morey. Paul Smith e Leigh Harline compuseram a trilha de música incidental. As canções conhecidas de Branca de Neve e os Sete Anões incluem "Heigh-Ho", "Someday My Prince Will Come" e "Whistle While You Work". Como Disney ainda não tinha a sua companhia de publicação de músicas até então, os direitos de publicação para as músicas e as canções foram administradas pela Bourne Co. Music Publishers, que continua a manter esses direitos. Branca de Neve tornou-se o primeiro filme americano a ter um álbum de trilha sonora lançado em conjunto com o longa-metragem. Antes de Branca de Neve e os Sete Anões, uma gravação da trilha sonora de um filme era inédito e de pouco valor para um estúdio de cinema.

Influências cinematográficas[editar | editar código-fonte]

Durante a produção, Disney incentivou sua equipe a ver uma variedade de filmes. Estes variaram do mainstream, como Romeu e Julieta (1936). Branca de Neve, bem como os dois filmes seguintes da Disney, também foram influenciados por tais filmes expressionistas alemães como Nosferatu (1922) e O Gabinete do Doutor Caligari (1919), ambos os quais foram recomendadas por Disney para sua equipe.[9]

Dublagem brasileira[editar | editar código-fonte]

A Sonofilms trouxe Branca de Neve e os Sete Anões para o Brasil, sendo dublado no Teatro Cineac (atual Cineac Trianon), no Rio de Janeiro.[3] Para o lançamento no Brasil, a RKO Pictures enviou técnicos ao país para escolher quais cinemas iriam exibir o filme.[3] Phil Reisman, diretor da RKO na época, achou que Carlos Galhardo cantou melhor que o tenor americano da versão original.[3]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Lançamento original[editar | editar código-fonte]

Branca de Neve e os Sete Anões estreou no Carthay Circle Theatre em 21 de dezembro de 1937, para um público que foi amplamente receptivo, muitos dos quais eram os mesmos opositores que haviam apelidado o filme de "Disney's Folly" ("Loucura do Disney" em tradução literal).[1] O filme recebeu uma ovação de pé[11] ao final do filme, numa plateia que incluía Judy Garland e Marlene Dietrich.[12] Seis dias depois, Walt Disney e os sete anões apareceram na capa da revista Time.[13] The New York Times disse: "muito obrigado, Sr. Disney".[14] Com o sucesso das exibições exclusivas na Radio City Music Hall em Nova York e num teatro em Miami em janeiro de 1938,[1] a RKO Radio Pictures lançou o filme para o público geral em 4 de fevereiro. Ele tornou-se um grande sucesso de bilheteria, fazendo quatro vezes mais dinheiro do que qualquer outro filme lançado em 1938.[15] Em seu lançamento original, Branca de Neve e os Sete Anões arrecadou US$ 3,5 milhões no Estados Unidos e Canadá,[16] e até maio de 1939, arrecadou US$6,5 milhões no mundo, sendo o filme com som mais bem sucedido de todos os tempos, tirando o filme The Singing Fool de Al Jolson do topo (mais tarde Branca de Neve e os Sete Anões perdeu o posto para Gone with the Wind em 1940).[16] [17] Até o final de sua exibição original, Branca de Neve e os Sete Anões faturou US$ 7.846.000 ao redor do mundo.[18] A RKO ganhou um lucro de US$ 380.000 doláres.[19]

Relançamentos[editar | editar código-fonte]

Branca de Neve e os Sete Anões foi relançado pela primeira vez em 1944, com a intenção de aumentar a receita para o estúdio da Disney durante o período da Segunda Guerra Mundial. Este relançamento definiu uma tradição da Disney de relançar filmes de animação entre sete a dez anos. Branca de Neve foi relançado em 1952, 1958, 1967, 1975, 1983, 1987 e 1993.[20] Coincidindo com o quinquagésimo aniversário em 1987, a Disney lançou uma novelização autorizada da história, escrita pela autora infantil Suzanne Weyn.[21] [22]

Em 1993, Branca de Neve e os Sete Anões tornou-se o primeiro filme a ser totalmente digitalizado para arquivos digitais, alterados e gravados de volta ao filme. O projeto de restauração foi realizado inteiramente em resolução 4K e profundidade de cor de 10 bits usando o sistema Cineon para remover digitalmente sujeira e arranhões e restaurar cores desbotadas.[23]

Branca de Neve e os Sete Anões teve um arrecadamento total de US$ 418.200.000 milhões no seu lançamento original e relançamentos.[24] Ajustado pela inflação e incorporando versões posteriores, o filme ainda é registrado como um das dez maiores bilheterias de todos os tempos.[25]

Televisão[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a única vez que o filme foi exibido na televisão aberta foi na Sessão de Sábado, da Rede Globo no dia 25 de dezembro de 2010, cerca de 72 anos depois de sua estreia nos cinemas brasileiros. O filme foi exibido como um especial de fim de ano da emissora.[26]

O filme chegou a ser exibido na televisão em Portugal. A RTP exibiu este filme pela primeira vez em 1966, já com a dublagem brasileira da década de 60, durante o período de Natal, em conjunto com o filme "Pinóquio" de 1940. Foi a única vez em que este clássico foi exibido na televisão portuguesa.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O filme foi um enorme sucesso de crítica, com muitos críticos saudando-a como uma verdadeira obra de arte, recomendado para crianças e adultos.[27] Na história do cinema, muitas vezes afirmou-se que a animação dos personagens humanos foram criticadas, um estudo mais recente concluiu que a maioria dos comentadores elogiaram o estilo realista da animação humana, com várias afirmando que o público vai esquecer que eles estão observando os seres humanos animados em vez de reais.[27] No 11º Oscar, Walt Disney ganhou um Oscar Honorário para o filme por "uma inovação significativa na tela que tem encantado milhões e foi pioneiro de um novo grande campo do entretenimento". Disney recebeu da atriz de 10 anos Shirley Temple uma estatueta do Oscar em tamanho real acompanhada de sete miniaturas. O filme também recebeu uma indicação ao Oscar de melhor banda sonora..[28] "Someday My Prince Will Come" tornou-se um jazz standard, sendo regravado por numerosos artistas como Buddy Rich, Lee Wiley, Oscar Peterson, Frank Churchill,[29] e Oliver Jones.[30] Foi título dos álbuns de Miles Davis, by Wynton Kelly e Alexis Cole.[31]

Cineastas famosos como Sergei Eisenstein e Charlie Chaplin elogiou Branca de Neve e os Sete Anões como uma conquista notável no cinema. Eisenstein o chamou de o melhor filme já feito.[32] Ele inspirou a Metro-Goldwyn-Mayer produzir o filme the Wizard of Oz (1939).[33] O animador pioneiro Max Fleischer decidiu produzir o filme de animação As Viagens de Gulliver (1939) a fim de competir com Branca de Neve.

O sucesso de Branca de Neve levou Disney a avançar com mais produções de animações. Walt Disney usou a maior parte dos lucros de Branca de Neve e os Sete Anões para financiar um novo estúdio de U$,5 milhões em Burbank, onde se encontra o atual estúdio da Walt Disney Animation Studios.[15] Dentro de dois anos, o estúdio completou Pinóquio e Fantasia, e deu início a produções de animação como Dumbo, Bambi, Alice no País das Maravilhas e Peter Pan.[34]

Reconhecimento da American Film Institute

A American Film Institute (AFI), uma organização independente sem fins lucrativos criada nos Estados Unidos pela National Endowment for the Arts, lançou uma variedade de prêmios anuais e listas de filmes que reconhecem a excelência na produção de filmes.[35] As Listas do AFI de 100 Anos... realizadas entre 1998 e 2008, criou listas categorizadas de melhores filmes da América selecionados por um júri composto de entre mais de 1500 artistas, estudiosos, críticos e historiadores. A inclusão do filme em uma dessas listas foi com base na popularidade do filme ao longo do tempo, significado histórico e impacto cultural. Branca de Neve e os Sete Anões foi selecionado por um júri para inclusão em muitas listas AFI, incluindo as seguintes listas:

Home media[editar | editar código-fonte]

Em 28 de outubro de 1994, o filme foi lançado como o primeiro vídeo da coleção Walt Disney Masterpiece Collection, sendo o primeiro da lista de clássicos da Disney a ser lançado em home video.

Branca de Neve e os Sete Anões foi lançado pela primeira vez em DVD em 9 de outubro de 2001, sendo a primeira da Coleção Platinum da Disney, e inclui, através de dois discos, o filme digitalmente restaurado, um making-of documentário narrado por Angela Lansbury, um comentário de áudio por John Canemaker e, através de clipes de áudio arquivados, Walt Disney.[44]

Branca de Neve e os Sete Anões foi lançado em Blu-ray em 6 de outubro de 2009, a primeira da Edição Diamante da Disney, e uma nova edição em DVD foi lançado em 24 de novembro de 2009. O Blu-ray inclui uma versão de alta definição de o filme proveniente de uma nova restauração por Lowry Digital, uma cópia em DVD do filme, e vários recursos extras não incluídos no DVD de 2001. Essa edição voltou ao Cofre da Disney em 30 de abril de 2011.[45]

Foi lançado em HD digital em 19 de janeiro de 2016 com material bônus, como a primeira da coleção The Walt Disney Signature Collection.[46] Foi relançado em DVD e Blu-ray em 2 de fevereiro de 2016.[47]

Mídias[editar | editar código-fonte]

Parques temáticos[editar | editar código-fonte]

Na Disneyland, Branca de Neve e a Rainha tirando uma foto com uma visitante em 2012.

Snow White's Scary Adventures é uma atração popular na Disneyland (uma atração que está presente desde a inauguração do parque em 1955), Tokyo Disneyland e Disneyland Resort Paris.[48] [49] [50] Fantasyland localizada no Magic Kingdom da Walt Disney World sofreu uma expansão entre 2012 e 2014. Snow White's Scary Adventures foi substituído pela Princess Fairytale Hall, onde Branca de Neve e outras princesas estão localizados para conhecer os visitantes. Na expansão de 2013, foi inaugurada a montanha-russa Seven Dwarfs Mine Train.[51]

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

  • A primeira tentativa de um jogo para Branca de Neve e os Sete Anões foi para o Atari 2600, como parte de sua linha de jogos para crianças.[52] Ele nunca foi lançado oficialmente, apesar de uma versão "homebrew" foi disponibilizado em uma base limitada.[53]
  • Walt Disney's Snow White and the Seven Dwarfs foi lançado para o Game Boy Color de 2001.[54]
  • Branca de Neve também fez uma aparição no jogo PlayStation 2 Kingdom Hearts como uma das sete princesas do coração.[55] Um mundo baseado no filme, Dwarf Woodlands, aparece em Kingdom Hearts Birth by Sleep para PlayStation Portable.[56]
  • Em 2013, foi lançado o jogo móvel Snow White: Queen's Return (também conhecido como Seven Dwarfs: The Queen's Return), [57] uma continuação do filme, onde a Rainha sobreviveu à queda no clímax do filme e, em seguida, revertida para sua forma jovem para lançar uma maldição sobre Branca de Neve e os anões e toda sua floresta.[58]

Musical em Nova Iorque[editar | editar código-fonte]

A atriz até então desconhecida, Mary Jo Salerno, interpretou Branca de Neve na produção musical da Disney Snow White and the Seven Dwarfs (também conhecido como Snow White Live!) no Radio City Music Hall.[59] Jay Blackton e Joe Cook colaboraram na criação de quatro canções exclusivas para o musical, como "Welcome to the Kingdom of Once Upon a Time" e "Will I Ever See Her Again?".[60] Foi apresentado de 18 de outubro à 18 de novembro de 1979 e de 11 de janeiro à 9 de março de 1980, com um total de 106 performances.[61]

Prequela cancelada[editar | editar código-fonte]

Na década de 2000, DisneyToon Studios começou a desenvolver uma prequela animado por computador para Branca de Neve e os Sete Anões, intitulada de Os Sete Anões. O diretor Mike Disa e o roteirista Evan Spiliotopoulos armou uma história explicando como os anões se encontraram e como a Rainha matou o pai de Branca de Neve e tomou o trono. De acordo com Disa, a gestão da DisneyToon mudou a prequela para centralizar em torno de como Dunga perdeu a voz ao testemunhar a morte de sua mãe. Após a Disney comprar a Pixar em 2006, John Lasseter, o novo chefe criativo da DisneyToons, cancelou o filme.[62]

Outras aparições[editar | editar código-fonte]

Ginnifer Goodwin e Josh Dallas interpretam Branca de Neve e Príncipe Encantado na série de TV Once Upon a Time.

Os sete anões fizeram raras aparições em curtas-metragens, apesar de sua popularidade, eles simplesmente eram numerosos para animar de forma eficiente. Os anões fizeram aparições em The Standard Parade (1939), The Seven Wise Dwarfs (1941, utilizando cenas recicladas), All Together (1942) e The Winged Scourge (1943).[63]

A série de televisão animada House of Mouse, que incluía muitos cameos de personagens animados da Disney, incluiu os personagens de Branca de Neve no filme Mickey's Magical Christmas: Snowed in at the House of Mouse (2001). A Rainha apareceu em um papel de protagonista no filme Era Uma Vez no Halloween (2005).

Os personagens de Branca de Neve ganharam vida na série americana Once Upon a Time, tendo Ginnifer Goodwin no papel de Branca de Neve, Josh Dallas como Príncipe Encantado e Lana Parrilla como a Rainha Má.[64]

Branca de Neve e os Sete Anões ganhou uma adaptação em tira de quadrinhos entre 1937–1938, tendo todas compiladas em um livro lançado pela Dell Comics em 1952, sendo relançada pela Gold Key em 1963 e 1967, Top Giveaway Comics em 1967, Whitman em 1982, Gladstone em 1987 e Marvel Comics em 1995.[65]

Referências

  1. a b c d Barrier 1999, p. 229.
  2. Maltin, Leonard (1987) [1980]. Of Mice and Magic: A History of American Animated Cartoons (New York: Plume). p. 57. ISBN 0-452-25993-2. 
  3. a b c d e «A História da Disney no Brasil». Casa da Dublagem. Consultado em 9 de fevereiro de 2016. 
  4. a b c d e f Barrier 1999, pp. 125–126.
  5. a b Thomas, Bob (1991). Disney's Art of Animation: From Mickey Mouse to Beauty and the Beast (New York.: Hyperion). p. 66. ISBN 1-56282-899-1. 
  6. a b Bob Thomas, Disney's Art of Animation: From Mickey Mouse to Beauty and the Beast (Hyperion, New York, 1991) ISBN 1-56282-899-1
  7. a b Frank Thomas and Ollie Johnston, The Illusion of Life: Disney Animation (Disney Editions, Italy, 1981) ISBN 0-7868-6070-7
  8. John Canemaker, "Walt Disney's Nine Old Men and the Art of Animation" (Disney Editions, United States, 2001) ISBN 0-7868-6496-6
  9. a b c Bruno Girveau (editor), Once Upon a Time — Walt Disney: The Sources of inspiration for the Disney Studios (Prestel, London, 2006) ISBN 978-3-7913-3770-8
  10. Robin Allan, Walt Disney and Europe (Indiana University Press, Indiana, 1999) ISBN 0-253-21353-3
  11. Kinni, Theodore (16 de dezembro de 2011). Be Our Guest: Revised and Updated Edition Disney Electronic Content [S.l.] p. 59. ISBN 1-4231-4014-1. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  12. Cousins, Mark (2006). The Story of Film Pavilion [S.l.] p. 166. ISBN 978-1-86205-760-9. 
  13. «TIME Magazine Cover: Walt Disney - Dec. 27, 1937». TIME Magazine. Consultado em 9 de fevereiro de 2016. 
  14. «Movie Review - Snow White and the Seven Dwarfs». The New York Times. Consultado em 9 de fevereiro de 2016. 
  15. a b Sito, Tom (2007). Drawing The Line: The Untold Story of the Animation Unions from Bosko to Bart Simpson (Lexington, KY: University Press of Kentucky). pp. 111–112. ISBN 0-8131-2407-7. 
  16. a b Gabler, Neal (2007). Walt Disney: The Triumph of the American Imagination (New York: Random House). pp. 276–277. ISBN 0-679-75747-3. 
  17. Finler, Joel Waldo (2003). The Hollywood Story Wallflower Press [S.l.] p. 47. ISBN 978-1-903364-66-6. 
  18. Maltin, Leonard (1987) [1980]. Of Mice and Magic: A History of American Animated Cartoons (New York: Plume). p. 57. ISBN 0-452-25993-2. 
  19. Richard Jewel, 'RKO Film Grosses: 1931–1951', Historical Journal of Film Radio and Television, Vol 14 No 1, 1994 p44
  20. Block, Alex Ben; Wilson, Lucy Autrey, : (2010). George Lucas's Blockbusting: A Decade-By-Decade Survey of Timeless Movies Including Untold Secrets of Their Financial and Cultural Success HarperCollins [S.l.] p. 206. ISBN 978-0-06-177889-6. 
  21. Weyn, Suzanne (1987). Snow White & the Seven Dwarfs: Walt Disney Classics Series (New York NY: Scholastic). p. 80. ISBN 0-590-41170-5. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  22. «Walt Disney's classic Snow White and the seven dwarfs : based on Walt Disney's full-length animated classic». WorldCat.org. Dublin OH: OCLC Online Computer Library Center, Inc. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  23. Aldred, John (Winter 1997). «Disney's Snow White: The Story Behind the Picture». The Association of Motion Picture Sound [S.l.: s.n.] Consultado em 25 de abril de 2009. 
  24. Box-office
    • Wilhelm, Henry Gilmer; Brower, Carol (1993). The Permanence and Care of Color Photographs: Traditional and Digital Color Prints, Color Negatives, Slides, and Motion Pictures Preservation Pub [S.l.] p. 359. ISBN 978-0-911515-00-8. «In only 2 months after the 1987 re-release, the film grossed another $45 million—giving it a total gross to date of about $375 million! (Online copy at Google Books 
    • «Snow White and the Seven Dwarfs». The Numbers. Nash Information Services. Consultado em 5 de julho de 2011. «1993 release: $41,316,184» 
  25. «All-Time Box Office: Adjusted for Ticket Price Inflation». Box Office Mojo. Consultado em 9 de fevereiro de 2016. 
  26. «Rede Globo exibe "Branca de Neve e os Sete Anões" na tarde do Natal». Planeta Disney. Consultado em 2 de dezembro de 2015. 
  27. a b Frome, Jonathan (1 de outubro de 2013). «Snow White: Critics and Criteria for the Animated Feature Film». Quarterly Review of Film and Video [S.l.: s.n.] 30 (5): 462–473. doi:10.1080/10509208.2011.585300. ISSN 1050-9208. 
  28. «Bette Davis again wins award as Best Actress; Tracy among Best Actors». The Evening Independent (Los Angeles, CA [s.n.]). 24 de fevereiro de 1939. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  29. Berg, Chuck (30 de outubro de 1988). «Piano, steel beat island rhythms». Lawrence Journal-World (Lawrence KS [s.n.]). Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  30. Adams, James (13 de dezembro e 1986). «Jones leaves no possible note unplayed». Edmonton Journal (Edmonton AB [s.n.]). p. 30. Consultado em 5 de janeiro 2013. 
  31. Loudon, Christopher (5 de abril 2010). «Alexis Cole Digs Disney» [S.l.: s.n.] Consultado em 5 de janeiro 2013. 
  32. Culhane, John (12 de julho de 1987). «'Snow White' at 50: undimmed magic.». The New York Times. Consultado em 5 de março 2007. . Veja também Ebert, Roger (21 de outubro de 2009). «Walt and El Grupo». Chicago Sun-Times. Consultado em 23 de outubro de 2009. «The great Russian filmmaker Eisenstein, on seeing 'Snow White', called it the greatest film ever made.» 
  33. Fricke, John; Jay Scarfone; William Stillman (1986). The Wizard of Oz: The Official 50th Anniversary Pictorial History (New York, NY: Warner Books, Inc.). p. 18. ISBN 0-446-51446-2. 
  34. Barrier 1999, p. 269.
  35. «History of AFI». afi.com. Arquivado desde o original em 30 de abril de 2011. Consultado em 12 de abril de 2011. 
  36. «AFI's 100 Years...100 Movie». American Film Institute. Los Angeles CA. Junho 1998. Consultado em January 5, 2013. 
  37. «AFI's 100 Years...100 Movie - 10th Anniversary Edition». American Film Institute. Los Angeles CA. 20 de junho 2007. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  38. «AFI's 10 Top 10: Animation». American Film Institute. Los Angeles CA. Consultado em January 5, 2013. 
  39. «AFI's 100 Years... 100 Heroes and Villains». American Film Institute. Los Angeles CA. June 4, 2008. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  40. «AFI's 100 Years... 100 Songs». American Film Institute. Los Angeles CA. June 22, 2004. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  41. «400 nominated songs» (PDF). American Film Institute. Los Angeles CA. p. 8. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  42. «400 nominated movie quotes» (PDF). American Film Institute. Los Angeles CA. p. 82. Consultado em January 5, 2013. 
  43. «180 nominated musical» (PDF). American Film Institute. Los Angeles CA. p. 20. Consultado em 5 de janeiro de. 
  44. Brevet, Brad (6 de outubro de 2009). «Blu-ray Review: Snow White and the Seven Dwarfs (Platinum Edition)». Rope of Silicon. Seattle WA: RopeofSilicon.com LLC. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  45. «Snow White And The Seven Dwarfs | Walt Disney Studios Home Entertainment». Disneydvd.disney.go.com. Consultado em 27 de maio de 2012. 
  46. «Watch Snow White And The Seven Dwarfs». Disney Movies Anywhere. Consultado em 2 de dezembro de 2015. 
  47. «WATCH: ‘Snow White’ Walt Disney Signature Collection Trailer; ABC to Air ‘Snow White’ Special in December». Stitch Kingdom. Consultado em 2 de dezembro de 2015. 
  48. «Disneyland's Snow White's Scary Adventures Page». Disneyland.disney.go.com. Consultado em 1 de abril de 2010. 
  49. «Tokyo Disney's Snow White's Adventures Page». Tokyodisneyresort.co.jp. Consultado em 1 de abril de 2010. 
  50. «Disneyland Paris' Blanche-Neige et les Sept Nains Page». Parks.disneylandparis.co.uk. Consultado em 1 de abril de 2010. 
  51. «Disney's Fantasyland plan leaves Snow White ride out in cold». Orlando Sentinel. 3 de fevereiro de 2011. Consultado em 26 de fevereiro de 2011. 
  52. «page on the ''Snow White'' video game». Atariage.com. Consultado em 1 de abril de 2010. 
  53. «page on homebrew release». Atariage.com. Consultado em 1 de abril de 2010. 
  54. «Snow White and the Seven Dwarfs — Game Boy Color». IGN. News Corporation. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  55. «Official Kingdom Hearts Page». Square Enix. Consultado em 1 de abril de 2010. 
  56. Square Enix, Inc. via PR Newswire (7 de setembro de 2010). «KINGDOM HEARTS Birth by Sleep Unveils the Saga's Untold Origins Today». Sys-Con Media. Woodcliff Lake, NJ: SYS-CON Media. Consultado em 5 de janeiro de 2013. 
  57. «10 Best Disney iOS Games». Arcadesushi.com. 15 de novembro de 2013. Consultado em 4 de maio de 2014. 
  58. «Snow White: The Queen's Return – Android-apps op Google Play». Play.google.com. Arquivado desde o original em 30 de março de 2014. Consultado em 29 de julho 2013. 
  59. Debnam, Betty (7 de fevereiro 1980). «"Snow White and the Seven Dwarfs" made into musical». The Nevada Daily Mail (Nevada MO [s.n.]). United Press Syndicate. p. 7. Consultado em 18 de dezembro 2012. 
  60. Fanning, Jim (21 de dezembro 2012). «D23's From the Archives: Snow White Oddities—Part 3». Disney D23. Burbank CA: The Walt Disney Company. Consultado em 5 de janeiro 2013. 
  61. Loney, Glenn Meredith (1983). 20th century theatre, Volume 2 Facts on File [S.l.] ISBN 0-87196-463-5. 
  62. Armstrong, Josh (14 de agosot de 2013). «Mike Disa and The Seven Dwarfs: How the Snow White prequel became a Dopey movie». AnimatedViews.com. Consultado em 26 de agosto de 2014. 
  63. «Diana Saenger's Review Express». Reviewexpress.com. Consultado em 13 de abril de 2014. 
  64. «Once Upon a Time: Elenco». Adoro Cinema. Consultado em 9 de fevereiro de 2016. 
  65. «Snow White Comic Book Revisited». Filmic Light. Consultado em 11 de fevereiro de 2016. 
Bibliografia

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Shamus Culhane, animador da sequência dos anões voltando para casa, na qual cantam a canção Heigh-ho
  • Bill Tytla, animador da sequência dos anões na caverna e ganhando beijo da Branca de Neve.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Branca de Neve e os Sete Anões (filme)
Precedido por
Nenhum
Lista de filmes de animação da Disney
1930
Sucedido por
Pinóquio