Brasão de Curitiba

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Brasão de Curitiba
Brasão de Curitiba
Detalhes
Adoção 11 de maio de 1967

O Brasão de Curitiba, oficializado pela lei municipal nº 2.993 de 11 de maio de 1967, é assim descrito: Escudo clássico flamengo ibérico, encimado pela coroa mural que a classifica com a primeira grandeza (Capital), das quais apenas cinco, são visíveis em perspectiva, representada pela cor do metal ouro. Em campo de goles, um pinheiro de prata, posto em abismo. Como suporte à dextra, hastes de trigo ao natural e a sinistra um ramo de pâmpanos, também ao natural, entrecruzados em ponta sobre os quais se sobrepõe um listel de goles, contendo em letra de prata data de "29 de março de 1693, fundação da Vila de Curitiba."

O Brasão em conformidade à heráldica, deverá em qualquer reprodução ter sete módulos de largura por oito de altura tomados do escudo.

História[editar | editar código-fonte]

O Boletim do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro mostra artigo de Tristão de Alencar Araripe (1891, p. 291), em que são propostos os brasões a serem adotados para os Estados, capitais e cidades mais importantes, depois de proclamada a República. Os que concederam-se antes ficaram e demais somente foram sugestão do autor, como o de Curitiba em que foi constado: "Em campo de ouro, um pinheiro, com a cor natural; por cima do escudo a coroa mural. Como mote, Excelsior.[1]

É constatado que a estampa das impressões da Prefeitura, incluindo os Boletins do Arquivo Municipal de Curityba, era o brasão da cidade, sem cores indicadas e que constituía-se de escudo inglês, com pinheiro sendo ocupante da totalidade do campo, cujo timbre era uma coroa mural de três torres visíveis e o suporte, no lado direito, ramos de trigos e no lado esquerdo, de videira e com listel no qual está inserido o nome "Curytiba" e a data "29 de março de 1693". Desconhece-se o ato que criou esse brasão.[1]

O Prefeito Municipal Iberê de Matos sancionou a Lei nº 2.138, de 2 de maio de 1962, com o conteúdo a seguir:[1]

A Câmara Municipal de Curitiba, Capital do Estado do Paraná, decretou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte lei:

Artigo 1º Ficam adotados a Bandeira e o Escudo do Município de Curitiba, com as seguintes características:

a) - A bandeira compõe-se de um quadrilátero verde, tende ao centro uma esfera branca, sobre a qual ressalta o escudo ou brasão.

b) O escudo tem como CAMPO GERAL a cor vermelha, representando a argila que predomina no solo de Curitiba. No campo geral do Escudo está o Pinheiro, que é a árvore típica do Município. O TIMBRE é o Castelo, representando a Cidade de Curitiba. Como SUPORTES, circundando o escudo, de um e de outro lado, dois ramos, de trigo e de parreira, que representam as principais culturas de Curitiba. Finalmente, o LAÇO, que reúne os dois suportes e forma base para o escudo, tem a data da fundação da Vila de Curitiba, 29 de março de 1.963.

Artigo 2º Revogam-se as disposições em contrário.

PAÇO DA LIBERDADE, em 2 de maio de 1.962

IBERÊ DE MATTOS Prefeito Municipal

São feitas por necessidade certas observações relacionadas ao que consta na Lei, cujo enunciado escapa da orientação heráldica que utiliza-se na descrição dos brasões:[1]

  • O termo escudo e brasão é incorreto; é realmente uma brasão, pois o escudo é a peça que terá recebido no seu interior as outras peças e cores, quando então denomina-se um brasão;
  • É desconhecida a época em que usou-se a bandeira que ora criou-se;
  • Não existe "campo geral", porém, simplesmente campo;
  • Não indicou-se o metal do pinheiro — no caso ouro e prata —, como o campo é avermelhado (coloração), sequer da coroa mural (que denominava-se castelo), do suporte, do listel e das letras.
  • A coroa mural forma-se de torres e não de castelos (que representam-se em quadrados, com ameias, porta e janelas, com torres também com janelas), Curitiba, como capital do Paraná, deve mostrar a coroa mural de cinco torres que aparecem em ouro e não somente a de três.
  • O suporte, cujo objetivo é a manutenção do brasão em pé, é único e de ambos os lados, sendo possíveis a semelhança e diferença, desnecessitando a indicação no plural.
  • O laço realmente é o listel, que orna o brasão por fora.

Durante a gestão do Prefeito Municipal Omar Sabbag, foi aprovada, pela Lei nº 2.993, de 11 de maio de 1967, publicação do Diário Oficial de 27 de maio de 1967, a forma e apresentação dos símbolos de Curitiba: a bandeira, o brasão e o hino, conforme com o que dispõe o parágrafo 3º do artigo 1º da Constituição do Brasil.[1]

Na seção IV, o artigo 19, do Brasão Municipal, é descrito como símbolo:[1]

O Brasão do Município de Curitiba, será um escudo clássico flamengo-ibérico, encimado pela coroa mural que a classifica com a 1ª grandeza (Capital), das quais apenas cinco, são visíveis em perspectiva, representada pela cor do metal ouro. Em campo de goles, um pinheiro de prata, posto em abismo. Como suporte à dextra, hastes de trigo ao natural e a sinistra um ramo de pâmpanos, também ao natural, entrecruzados em ponta sobre os quais se sobrepõe um listel de goles, contendo em letras de prata a data de 29 de março de 1693, fundação da Vila de Curitiba.

De acordo com o Parágrafo Único, são fixadas as proporções do brasão em 7 módulos de largura por 8 de altura, que tomam-se do escudo.[1]

São observadas certas divergências relacionadas ao que consta no listel do brasão, portanto este, hoje em uma grande diversidade de impressões oficiais, apresenta o topônimo "Curitiba" no meio e a data em que foi fundada marca-se em algarismos: 29.3.1693. Erroneamente, foi constado "um pinheiro de prata, posto em abismo". Em heráldica, o significado do termo em abismo é que a peça no meio do campo é pequena do que o do resto delas pelas quais são acompanhadas. Como o pinheiro é um, o correto seria apenas "pinheiro de prata", sendo mostrado que o pinheiro é a peça ocupante do centro do escudo e não se diminuiu.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h Straube 2002, p. 109-112.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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