Brasão de Minas Gerais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Selo do Estado de Minas Gerais
Selo do Estado de Minas Gerais
Versões
Brasão de Minas Gerais P&B.svg
Selo do Estado em preto e branco
Detalhes
Adoção 1924
Suportes Ramos de café frutados à sua cor externos e circundantes ao emblema, ramos de tabaco floridos pequenos internamente.
Base Estrela de cinco pontas orleada
Lema Libertas Quæ Sera Tamen
Ordenações picaretas e o candeeiro ao centro
Outros elementos Laço com a data de 15 de junho de 1891.
Versões anteriores Selo de 1891
Uso Para autenticidade dos atos legislativos, administrativos e judiciários (lei estadual nº 1 de 14 de setembro de 1891)

O Selo do Estado de Minas Gerais é um dos símbolos oficiais do estado brasileiro de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

O emblema que vigora atualmente foi instituído pelo decreto nº 6.498 de 5 de fevereiro de 1924, que substitui o original de 1891.

Não há registros divulgados até então sobre os autores do desenho ou a razão para confecção de um novo emblema em substituição ao original.

A escolha de uma estrela gironada, coroada com ramos de café e fumo, é uma evidente referência às Armas da República.

As representações da agricultura e da mineração, principais atividades econômicas do Estado nos primórdios da Repúlbica, já estavam presentes no emblema de 1891 e foram mantidas no emblema atual através dos ramos de café e de fumo e das ferramentas de mineração.

O símbolo central do atual emblema, formado por um candeeiro disposto sobre picaretas em cruz, não fazia parte do emblema de 1891, mas já podia ser visto em afrescos da mesma década no Palácio da Liberdade e nas secretarias de estado.

Símbolo Anterior[editar | editar código-fonte]

Foi instituído inicialmente pela lei estadual nº 1 de 14 de setembro de 1891, e constituía-se de um círculo dentro do qual viam-se duas figuras humanas simbolizando a agricultura e a mineração, circundadas das palavras "Estado De Minas Gerais - 15 de junho de 1891" (data da promulgação da constituição estadual).

Descrição heráldica[editar | editar código-fonte]

O decreto que instituiu o atual emblema não definiu a sua descrição heráldica. Em vez disso, apresentou em anexo um desenho de referência.

Decreto nº 6.498 de 5 de fevereiro de 1924: Aprova o desenho para o selo do Estado.

O Vice-Presidente do Estado de Minas Gerais, em exercício, resolve aprovar para o selo do Estado a que se refere a lei n. 1, de 14 de setembro de 1891, o desenho que a este acompanha rubricado pelo Secretário de Estado dos Negócios do Interior, começando a vigorar este decreto a partir de 1º de maio deste ano.

O Secretário de Estado dos Negócios do Interior assim o tenha entendido e faça executar.

Palácio da Presidência do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, 5 de fevereiro de 1924.

OLEGÁRIO DIAS MACIEL

Fernando Mello Vianna

Devido à falta de elementos convencionais que compõem um Brasão, como a presença de um escudo e obediência às convenções da Heráldica, é mais conveniente referir-se ao emblema como Selo do Estado, sendo esta a forma referida na própria legislação que o instituiu.

Esmaltes e Metais[editar | editar código-fonte]

A legislação apresenta apenas o desenho em preto e branco, sem definir as cores que devem ser empregadas. Com isso, o uso oficial em documentos do estado é feito sempre em preto e branco.

Desde a criação do emblema, exemplares coloridos puderam ser vistos em diversos impressos, especialmente mapas. No entanto, as cores escolhidas costumam variar conforme o impresso.

Também a Polícia Civil de Minas Gerais usa o emblema em seu distintivo, adotando as cores vermelho e branco na estrela, e azul na faixa e laço.

Clóvis Ribeiro, em seu livro Brazões e Bandeiras do Brasil[1], de 1933, talvez tenha sido a primeira autoridade do assunto a publicar o selo do estado com um esquema de cores.

Reproduzimos fielmente o desenho feito em virtude da lei n. 1, bem como o que acompanhou o decreto n. 6.498. (Clóvis Ribeiro)

No livro, a ponta superior da estrela é dividida em duas peças, sendo vermelha a da esquerda e azul a da direita, e esse padrão é repetido nas demais pontas. A faixa com o nome do estado é branca, e o laço é bipartido, sendo azul à esquerda e vermelho à direita.

O brasão é constituído por uma estrela de cinco pontas, contornada por filetes de cor vermelha, tendo à frente duas picaretas e um candeeiro usados em mineração. De cada lado da estrela, há dois ramos grandes de café, na parte exterior, e dois ramos pequenos de fumo, a partir dos vértices de baixo da estrela, de cor verde e com flores vermelhas e arroxeadas.

Na parte inferior do escudo, corre uma faixa com o nome do Estado de Minas Gerais, e, em um laço, abaixo dela, a data de 15 de junho de 1891.

Contornando a ponta superior da estrela, a divisa: Libertas Quæ Sera Tamen.

Os ramos de café, as picaretas e o candeeiro têm por função representar o que foram, ao longo dos anos, duas das principais atividades econômicas do Estado: A mineração e a agricultura.

A frase Libertas Quæ Sera Tamen, bastante conhecida e também presente na bandeira do Estado, provêm do movimento separatista da Inconfidência Mineira, do século XVIII, significando "Liberdade ainda que tardia".

A estrela, vermelha, segue a cor que acabou se tornando a cor principal dos símbolos estaduais, o vermelho, o mesmo do triângulo central da bandeira de Minas Gerais. Seu emprego se deve, talvez, à sua utilização, desde o início, pelos mais diversos movimentos revolucionários, incluindo-se a Revolução Francesa.

Esta passagem carece de fontes

DESCRIÇÕES ESTABELECIDAS PARA A LOGOMARCA

No centro o lampião com as picaretas ferramentas usadas na escavação e iluminação dos túneis na extração do ouro nas minas. A estrela de cinco pontas desenhada com dois fios e representando a união, foi retirado do brasão da federação, em seu centro um circulo branco representando a luz do lampião e envolvendo-o junta as picaretas em cruz. Na ponta superior da Estrela desce um fio que segura o lampião dividindo-a ao meio, a parte esquerda desta divisão é recoberta na cor vermelha e a direita na cor azul repetindo o procedimento nas outras quatro pontas, entre as duas pontas laterais superiores encaixa-se a frase LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN formando um semicírculo em letra pretas. Abaixo das duas pontas laterais inferiores um faixa em azul escrito ESTADO DE MINAS GERAIS que sobrepõe dois galhos de fumo e café representando a maior economia da época que envolve a estrela em formato circular prendendo os galhos um laço de fita vermelha e nas pontas a data de 15 DE JUNHO DE 1891 (data da promulgação da constituição estadual).

Esta passagem carece de fontes

Referências

  1. RIBEIRO, Clóvis (1933). Brazões e Bandeiras do Brasil. São Paulo: São Paulo Editora 
Brasões das unidades federativas do Brasil
Brasão do Acre.svg
AC
Brasão de armas do Estado de Alagoas.png
AL
Brasão do Amapá.svg
AP
Brasão do Amazonas.svg
AM
Brasão do estado da Bahia.svg
BA
Brasão do Ceará.svg
CE
Brasão do Distrito Federal (Brasil).svg
DF
Brasão do Espírito Santo.svg
ES
Brasão de Goiás.svg
GO
Brasão do Maranhão.svg
MA
Brasão de Minas Gerais.svg
MG
Brasão de Mato Grosso do Sul.svg
MS
Brasão de Mato Grosso.png
MT
Brasão do Pará.svg
PA
Brasão da Paraíba.svg
PB
Brasão do Estado de Pernambuco.svg
PE
Brasão do Piauí.svg
PI
Brasão do Paraná.svg
PR
Brasão do estado do Rio de Janeiro.svg
RJ
Brasão do Rio Grande do Norte.svg
RN
Brasão de Rondônia.svg
RO
Brasão de Roraima.svg
RR
Brasão do Rio Grande do Sul.svg
RS
Brasão de Santa Catarina.svg
SC
Brasão de Sergipe.svg
SE
Brasão do estado de São Paulo.svg
SP
Brasão do Tocantins.svg
TO