Brasão de São Vicente (São Paulo)

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Brasão do Município de São Vicente
Brasão do Município de São Vicente
Detalhes
Detentor Município de São Vicente
Adoção 1976
Escudo Português; de prata com bordadura de goles, carregada de oito cruzes páteas de ouro aos pontos cardeais e subcolaterais; com um leão rompante de púrpura ao centro
Suportes Hastes de cana-de-açúcar natural
Base Listel de goles com a divisa
Lema Cellula Mater, em letras de ouro
Outros elementos Coroa mural de prata ao topo

O Brasão de São Vicente é o símbolo de São Vicente, município do estado do São Paulo, Brasil.

As armas foram garantidas ao município em 22 de março de 1976, e são de criação do dr. Lauro Ribeiro Escobar, com base na concepção de Benedito Calixto de Jesus.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Escudo boleado de prata, com um leão rompante de púrpura e bordadura de goles, carregada de oito cruzes páteas de ouro. O escudo é encimado por coroa mural de prata (em heráldica, a cor branca é chamada de prata) de oito torres, suas portas abertas de goles, e tem como suportes as hastes de cana-de-açúcar natural, listel de goles (vermelho) com a divisa Cellula Mater em letras de ouro.

Interpretação[editar | editar código-fonte]

O Brasão de Armas de que trata o artigo anterior tem a seguinte interpretação:

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo boleado ou ibérico era usado em Portugal, à época do descobrimento do Brasil, e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa Pátria;

Leão rompante[editar | editar código-fonte]

O leão rompante de púrpura em campo de prata, do Brasão de Armas de Martim Afonso de Sousa, alude ao fundador de São Vicente e Donatário da Capitania; O leão é símbolo heráldico da força, coragem, mando, domínio, grandeza de ânimo, magnanimidade e vigilância, e o púrpura e a cor da nobreza, grandeza, soberania, gravidade, temperança, devoção, tranquilidade, abundância, riqueza, dignidade, autoridade e liberdade, lembrando os atributos de administradores e munícipes, que se irmanam em nobre impulso pelo progresso do Município; O metal de prata representa a felicidade, pureza, verdade, franqueza, integridade, equidade, formosura e temperança, indicando o clima de harmonia em que vive o povo e as virtudes que contribuem para a grandeza de São Vicente, assim como a beleza natural que o rodeia;

Bordadura[editar | editar código-fonte]

A bordadura representa lavor e proteção, e a cor goles (vermelho) mostra audácia, coragem, valor, galhardia, intrepidez, nobreza conspícua, generosidade e honra, qualidade dos primeiros povoadores que, investidos de ânimo intimorato, lançaram o sentimento de nosso próspero Município e partiram para a conquista territorial, vencendo a serra e enfrentando a selva;

Cruzes páteas[editar | editar código-fonte]

As cruzes páteas afirmam a profunda fé cristã do povo de São Vicente, fé que por São Vicente entrou e se irradiou no Brasil, pela obra da catequese compreendida pelos padres jesuítas;

O metal ouro significa riqueza, esplendor, generosidade, nobreza, glória, poder, força, fé, prosperidade, soberania e mando, lembrando que pelo esforço continuado dos munícipes, fruto da crescente fé no futuro da sua terra, poderá o Município aspirar ao esplendor, à prosperidade e à glória, cada dia maiores;

Coroa mural[editar | editar código-fonte]

A coroa mural é o símbolo da emancipação política e, de prata, com oito torres, das quais apenas cinco estão aparentes, constitui a reservada às cidades. As portas abertas proclamam o caráter hospitaleiro do povo de São Vicente e a cor goles (vermelho), na posição em que se situa na coroa mural, é por ser no Brasil a indicativa do Direito e da Justiça, e está a significar que São Vicente é cabeça de comarca, como a dizer: "dentro destas portas, encontrareis a Justiça";

Suporte[editar | editar código-fonte]

As hastes de cana-de-açúcar atestam a fertilidade das terras generosas de São Vicente e a primeira grande riqueza, que contribui decisivamente para o desenvolvimento do primitivo povoado, aludindo ainda aos engenhos estabelecidos por ordem de Martim Afonso de Sousa, notadamente o Engenho de São Jorge dos Erasmos, para onde foi transplantada, vinda da Ilha da Madeira, a primeira cana-de-açúcar;

Divisa[editar | editar código-fonte]

No listel, a divisa Cellula Mater(do latim 'célula mãe') criada pelo historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, confirma-se ser a Vila de São Vicente a primeira povoação regular estabelecida no Brasil.

Utilização[editar | editar código-fonte]

Segundo a lei atual o Brasão de Armas de São Vicente é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado:

Obrigatoriamente[editar | editar código-fonte]

  • Nos documentos, demais papéis e correspondência oficial;
  • No gabinete do Prefeito Municipal e nas salas das sessões da Câmara de Vereadores.

Facultativamente[editar | editar código-fonte]

  • Na fachada dos edifícios públicos;
  • Nos veículos oficiais e;
  • Nos locais onde se realizem festividades promovidas pela municipalidade.

Versão Anterior[editar | editar código-fonte]

Segundo a versão anterior a da lei sancionada pelo então prefeito Jorge Bierrenbach Senra, que institui o brasão atual, o escudo não era português, mas sim francês; o lema da cidade, ao invés de dourado sobre um listel vermelho, era vermelho sobre um listel de prata; não havia a bordadura de goles com as cruzes páteas, e a coroa mural ainda era da época da vila. Tal fato pode ser comprovado pelos diversos bustos e monumentos espalhados pela cidade, da época do antigo brasão.

Erro de confecção[editar | editar código-fonte]

O brasão de São Vicente padece do mesmo erro constante do Brasão de São Paulo, que é a representação incorreta da peça conhecida como "coroa-mural" (a peça de cinco torres logo acima do escudo).

O erro está na utilização da cor vermelha (goles) nas portas das torres, em detrimento do correto, que seria a cor preta (sable). Não se utiliza de forma alguma cor vermelha como a que está representada no atual desenho. É uma simples "licença artística", adotada, sugerindo portas abertas, sinal de espírito acolhedor do cidadão do município. Nem mesmo essa orientação é correta, pois a representação de portas abertas em heráldica é a cor branca, e não a vermelha.

Na peça coroa-mural somente é utilizado o preto, símbolo de portas "fechadas". Nenhuma outra cor é correta, valendo tal orientação para qualquer outro município brasileiro.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • [1]
  • Ribeiro, Clovis, Brazões e Bandeiras do Brasil, São Paulo Editora, São Paulo, 1933.
  • Faria, Arcinóe Antônio Peixoto de. Enciclopédia Heráldica Municipalista, São Paulo, 1953,
  • Mattos, Armando de. Manual de Heráldica, 3ª edição. Porto, Livraria Fernando Machado, 1960.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Brasões das cidades do litoral de São Paulo
Cananeia
Ilha Comprida Iguape
Peruíbe
Itanhaém
Mongaguá
Praia Grande
São Vicente
Santos Guarujá
Bertioga
São Sebastião
Ilhabela
Caraguatatuba
Ubatuba