Grêmio Esportivo Brasil

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Brasil de Pelotas
Escudo do Brasil.png
Nome Grêmio Esportivo Brasil
Alcunhas Xavante
Rubro-Negro
Time de Guerreiros
Maior do Interior
Torcedor/Adepto Xavante
Rubro-negro
Mascote Índio xavante
Principal rival Pelotas
Farroupilha
Fundação 7 de setembro de 1911 (106 anos)
Estádio Bento Freitas (em reforma)
Capacidade 10,200 (22,500 após a reforma)[1]
Localização Pelotas, Brasil
Presidente Ricardo Fonseca
Treinador Clemer
Patrocinador Banrisul
Material (d)esportivo Topper
Competição Campeonato Gaúcho
Copa FGF
Série B
Copa do Brasil
Primeira Liga do Brasil
Ranking nacional 44º - 3.108 pontos[2]
Brasil - 44º lugar Aumento(6)
Região Sul - 12º lugar Aumento(1)
Rio Grande do Sul - 4° lugar Estável
Website Grêmio Esportivo Brasil
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Grêmio Esportivo Brasil (conhecido por Brasil de Pelotas ou Xavante e cujo acrônimo é GEB) é uma agremiação esportiva brasileira de Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, fundada em 7 de setembro de 1911. Seu mascote é um Índio Xavante. O time veste as cores vermelho e preto. Atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, Gauchão Série A e a Copa FGF. Em 2019, o clube também disputará a Copa do Brasil e a Copa da Primeira Liga do Brasil.

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

A equipe do Brasil de 1915 foi uma das primeiras a ganhar destaque, conquistando o vice-campeonato Citadino.

O Brasil de Pelotas foi fundado no dia 7 de setembro de 1911. A história do clube teve início após de uma divergência entre dirigentes e jogadores do Sport Club Cruzeiro do Sul, que era mantido e dirigido por funcionários da Cervejaria Haertel. Dois atletas do Cruzeiro do Sul, Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito, resolveram marcar uma reunião de fundação de um novo clube, que teve como local o prédio de nº 56 da rua Santa Cruz, em Pelotas, residência do Sr. José Moreira de Brito (pai de Salustiano).

A primeira diretoria do Brasil ficou assim estabelecida:

  • Presidente: Dario Feijó
  • Vice-presidente: Silvio Corrêa da Silva
  • Primeiro secretário: Walter da Rocha Pereira
  • Tesoureiro: Raymund do Rego
  • Adjunto: Breno Corrêa
  • Diretores: Manoel Joaquim Machado, Ulysses Dias Carneiro, Manoel Ribeiro de Souza, Nicolau Nunes, Paulinho Dias de Castro e Mário Reis.

Ficou decidido que as cores da camiseta do novo clube seriam verde e amarela. Possivelmente, a escolha tenha sido o primeiro fato histórico da rivalidade com o Esporte Clube Pelotas, pois o fardamento de ambos era semelhante. Por isso, o Brasil resolveu adotar as cores do Clube Diamantinos (vermelho e preto), já que o Pelotas havia escolhido as cores do Clube Caixeral (azul e amarelo) para seu uniforme.

Primeiro jogo noturno de futebol com iluminação no país[editar | editar código-fonte]

O Brasil participou do primeiro jogo noturno de futebol com iluminação realizado no país. No dia 25 de dezembro de 1915, em Pelotas, o Xavante enfrentou a equipe do Sport Club União (já extinto time de Pelotas), vencendo por 5 a 1. A cerimônia foi apresentada pelo Dr. Ildefonso Alves de Carvalho e o sistema de iluminação foi acionado pelo Capitão Leopoldo Haertel.[3][4]

Campeão Gaúcho de 1919[editar | editar código-fonte]

Taça do Campeonato Gaúcho de 1919, conquistada pelo Brasil ao vencer o Grêmio na final em Porto Alegre por 5x1.

O Brasil foi considerado o campeão da primeira edição do Campeonato Gaúcho (que reunia os campeões da região Pelotas/Bagé e Porto Alegre/São Leopoldo) em 1919. Para disputar a final, o Brasil foi campeão regional invicto, com a seguinte campanha: 3x0 Rio Branco, 8x0 União, 3x2 Ideal e 6x1 Guarany.

Ao se tornar campeão da Segunda Região e do Campeonato de Pelotas - LPF, o Brasil disputou a final contra o campeão da Primeira Região e do Campeonato de Porto Alegre - APAD, o Grêmio. No dia 9 de novembro de 1919, o Xavante venceu o time da capital por 5 a 1, em Porto Alegre, gols de Proença (3), Alvariza e Ignácio para o Brasil, e Máximo, para o Grêmio. O jogo foi realizado no Estádio da Baixada, no Moinhos de Vento, com a presença de mais de três mil torcedores. O Brasil precisou fazer uma viagem de navio a vapor de 16 horas entre Pelotas e Porto Alegre. O jornal porto-alegrense Correio do Povo registrou a ampla superioridade do time Xavante durante o jogo.[5] A escalação dos times que disputaram a final do Campeonato Gaúcho de 1919 foi:

  • Brasil: Frank; Nunes e Ari Xavier; Floriano, Pedro e Babá; Farias, Ignácio, Proença, Alberto e Alvariza.
  • Grêmio: Demétrio; Pinto e Ary; Chiquinho, Dorival e Assumpção; Gertum, Lagarto, Máximo, Meneghini e Bruno.

Antes de retornar a Pelotas, o Brasil jogou contra a Seleção de Porto Alegre, no dia 11, e empatou por 3 a 3. O árbitro deste jogo foi Florêncio Ygartua, hoje nome de rua em Porto Alegre.

Após o retorno dos jogadores a Pelotas, a delegação campeã foi recepcionada por milhares de torcedores no porto de Pelotas. Houve queima de fogos e uma passeata até a Praça Cel. Pedro Osório, onde foram prestadas homenagens aos campeões.[3] O clube ganhou também, pela 1ª vez, o troféu de Campeão do Interior, por ser o time do interior do estado mais bem colocado no campeonato.[6]

Copa dos Campeões Estaduais[editar | editar código-fonte]

Mesmo sem ter sido campeão, o Copa dos Campeões Estaduais de 1920 rendeu ao Brasil um troféu de participação.

Em 1920, a CBD organizou um torneio entre os campeões estaduais para observar jogadores para a formação da Seleção Brasileira, visando a disputa dos Jogos Olímpicos e do Campeonato Sul-Americano de Futebol. A competição ocorreu no Rio de Janeiro e teve 3 equipes participantes: Fluminense, (campeão do Rio de Janeiro), Paulistano (campeão de São Paulo), e o Brasil (campeão gaúcho).

No dia 15 de março, a delegação Xavante embarcou em uma viagem de quatro dias de barco até o Rio de Janeiro. A Copa dos Campeões Estaduais começou no dia 25 de março, com o Brasil enfrentando o Paulistano, perdendo por 7x3. Nesse jogo, o Brasil jogou com: Frank; Nunes e Zabaleta; Floriano, Rossell e Babá; Farias, Alberto, Proença, Ignácio e Alvariza. O Paulistano também derrotou o Fluminense, por 4x1, e conquistou o título.

No último jogo do torneio, dia 3 de abril, o Brasil foi derrotado pelo time da casa, o Fluminense, por 6 a 2. Após o fim do torneio, o Brasil disputou mais três amistosos: um no Rio (vitória por 5x1 sobre o São Cristóvão, dia 8 de abril), e mais dois em São Paulo — um contra o Palestra Itália, atual Palmeiras, no dia 13 de abril (derrota por 2x1), e outro no dia 15 de abril, um empate em 4x4 com o Corinthians.[3][7]

Primeiro jogador de clube gaúcho na Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

A seleção brasileira de 1920 recebeu o primeiro jogador de Seleção de um clube gaúcho, Alvariza, do Grêmio Esportivo Brasil e Castelhano que jogou 14 anos no 14 de Julho de Santana do Livramento, transferindo-se para o Santos-SP em 1920. Juntamente com Alvariza foram os primeiros jogadores gaúcho a ser convocado pela Seleção Brasileira. Convocado para disputar o Sul-Americano de 1920, no Chile. O Brasil foi primeiro clube do estado com representante na Seleção Brasileira e juntamente com o Pelotas, que teve Xingó (1922) e Duarte (1956), os únicos clubes da cidade a ter cedido jogadores para a Seleção Brasileira.[3][8][9]

Alvariza fez um gol logo na sua estreia na Seleção, o gol da vitória no jogo contra o Chile, país-sede do Sul-Americano de 1920. Após esse jogo, Alvariza ainda jogaria as partidas contra Uruguai e Argentina pelo Sul-Americano, tendo terminado a competição e o ano como artilheiro da Seleção Brasileira, além de sido titular todo o ano e em todos os jogos da Seleção antes de retornar ao Xavante, onde foi recebido como herói.[10][11]

Alvariza também participou de um jogo histórico contra a Seleção Argentina, no qual ambos os times começaram a partida com apenas 8 jogadores em campo de cada lado, devido a um protesto contra um jornal argentino que publicou charges da Seleção Brasileira como macacos, devido a esse fato alguns jogadores se recusaram a entrar em campo e a partida acabou se realizando com apenas oito atletas de cada lado.[10][11]

Construção do Estádio Bento Freitas[editar | editar código-fonte]

Logo quando começou com as atividades, o Brasil não possuía um local próprio para mandar seus jogos. Porém, apenas cinco anos após a fundação, em 1916, o clube inaugurou um vasto pavilhão social, que também era chamado, naquele tempo, de ''Praça de Esportes''. A tal sede, localizada no bairro Simões Lopes, foi construída toda em pedra de granito e madeira, e tinha capacidade para acomodar dois mil torcedores, um número muito significativo naquele tempo. Além das arquibancadas, o primeiro estádio do Brasil comportava copa, secretaria, sala para o departamento médico, rouparia e vestiários.

Vista da entrada do Estádio Bento Mendes de Freitas, inaugurado em 1943.

A Praça de Esportes do Brasil, que depois virou ''Campo do Bancário'' e por último ganhou o nome de ''CT Rubro-negro'', também tinha uma peculiaridade muito interessante: um Coreto. Uma construção com piso a altura de aproximadamente um metro do chão, de forma arredondada ou oitavada, que era uma espécie de palco, que recebia os grupos musicais responsáveis pelo entretenimento do público antes de a partida começar.

Anos depois, em 1943, foi inaugurado o Estádio Bento Mendes de Freitas, a nova casa Xavante. Também conhecido como a Baixada, foi inaugurado no dia 23 de maio de 1943, com a realização de um amistoso entre Brasil e Força Luz, de Porto Alegre. Naquela ocasião, o jogo foi considerado um grande acontecimento esportivo. E a torcida Xavante, já numerosa, comemorou emocionada a conquista da nova casa.

Desde então a Baixada tem sido palco de partidas memoráveis e grandes triunfos, tudo acompanhado de perto por arquibancadas lotadas e agitadas pela torcida Xavante.[12]

Vitória sobre a Seleção Uruguaia[editar | editar código-fonte]

Em 1950, o Brasil excursionou ao Uruguai para enfrentar a Seleção Uruguaia, que preparava-se para a disputa da Copa do Mundo de 1950. Venceu a Celeste Olímpica no Estádio Centenário por 2x1, gols de Darci e Mortosa. O time base do Brasil era Arizabalo, Seara, Tavares, Tibirica, Dario, Taboa, Mortosa, Manuel, Darci, Galego e Lombardini. Técnico: Chico.[7][13][14]

A Seleção Uruguaia, naquele mesmo ano, se tornaria bicampeã da Copa do Mundo, realizada no Brasil, ganhando da seleção local por 2x1 na final, em um Maracanã lotado por cerca de 200 mil pessoas.

Excursão às Américas[editar | editar código-fonte]

Na década de 1950, o Brasil recebeu diversos convites para jogos em outros países, optando por excursionar durante 104 dias pelas Américas. Enfrentando equipes famosas do futebol sul-americano e centro-americano, climas diferentes, grandes altitudes, viagens cansativas e alimentação exótica, o Brasil obteve 16 vitórias, 6 empates e apenas 6 derrotas, em 28 jogos disputados.

A excursão do Brasil de Pelotas ao exterior iniciou-se no Paraguai, dia 14 de julho de 1956, com uma derrota por 3 a 0 para o Cerro Porteño, em Assunção. No dia seguinte, venceu o Olímpia por 3 a 2, também em Assunção. O clube paraguaio, campeão nacional de 1956, não perdia para adversários há 18 anos, até jogar com o Xavante.[7]

Equipe Xavante que viajou o continente para fazer história com a camisa rubro-negra. Time base: Suly, Tibirica, Seara, Odi, Oswaldo, Candiota, Gatinha, Negrito, Caisé, Joaquinzinho e João Borges.

A viagem prosseguiu até à Bolívia. Em Cochabamba, no dia 22 de julho, o Brasil venceu o Jorge Wilstermann por 5 a 2. No dia 26 de julho, uma derrota por 8 a 2 para a Seleção de La Paz, na capital boliviana. O Brasil viajou para o Peru e fez dois jogos em Arequipa: venceu o Pierola por 2 a 1 no dia 28 de julho e empatou com o White Star em 1 a 1 no dia 30 de julho. Na cidade de Ica, no sudoeste do Peru, o Brasil goleou o Octavio Espinoza por 6 a 2, no dia 2 de agosto. Na capital peruana, um empate sem gols contra o Universitario, em 4 de agosto. A última partida do Brasil em solo peruano ocorreu no dia seguinte, em Chiclayo, com derrota por 4 a 1 contra o José Pardo.

Em 10 de agosto, já no Equador, o Brasil venceu por 3 a 1 ao Valdez, em Guayaquil. Em Quito, fez 3 a 0 no España, no dia 12 de agosto. Novamente em Guayaquil, empatou com Emelec em 2 a 2, no dia 15 de agosto. Na Colômbia, o Brasil empatou por 0 a 0 com a Seleção do Valle del Cauca, em Cáli, no dia 21 de agosto. Goleou o América de Cáli por 4 a 0 em 24 de agosto e perdeu por 2 a 1 para o Nacional, em Medellín, no dia 26 de agosto.

No final do mês, o Brasil excursionou aos países da América Central. Em 30 de agosto, na Cidade do Panamá, o Brasil goleou a equipe do Martell por 5 a 1; no dia seguinte, venceu o Fastlich por 3 a 2. Realizou uma partida na Costa Rica, contra o Saprissa, perdendo por 1 a 0 no dia 4 de setembro, em San José. Em Honduras, uma vitória apertada por 4 a 3 sobre o Olimpia, no dia 7 de setembro em Tegucigalpa. Dois dias depois, em San Pedro Sula, o Brasil empatou por 1 a 1 com o Hibueras. Em El Salvador, o Brasil fez três partidas na capital, San Salvador, conseguindo três vitórias: 5 a 3 no Atlante (14 de setembro), 3 a 0 no Olimpia (15 de setembro) e 4 a 3 no Atlético Marte (16 de setembro). Retornou ao Panamá para a realização de mais duas partidas na capital panamenha: goleada contra o Fastlich por 6 a 1 em 26 de setembro, e empate em 4 a 4 contra a Seleção do Panamá em 1 de outubro. A excursão pela América Central terminaria com uma nova visita à Costa Rica, sendo o Brasil pelo Alajuelense por 3 a 1 em 2 de outubro, na cidade de San José.

Em Arequipa, na região sudoeste do Peru, o time rubro-negro aproveitou o vulcão Misti como paisagem de fundo para uma foto.

Antes da volta para casa, o Brasil jogou duas partidas na Colômbia. No dia 3 de outubro, bateu o Libertad em Barranquilla, por 1 a 0. No dia seguinte, em Santa Marta, encerrou sua excursão ao exterior com uma goleada sobre o Unión Magdalena por 5 a 0.

Ainda na década de 50, o clube venceu três vezes consecutivas (1953, 1954 e 1955) o título de Campeão do Interior, sagrando-se tetracampeão da competição. Em 1963, conseguiu o seu pentacampeonato e, 5 anos depois, em 1968, o hexa, conquistando 6 vezes o título de Campeão Gaúcho do Interior.[15]

No ano de 1978, o clube teve sua primeira participação no Campeonato Brasileiro da Série A. No ano de sua estreia, o clube não foi muito bem e terminou na 72ª posição no principal torneio de clubes do país.[16] Já no ano seguinte, novamente classificado ao Campeonato Brasileiro, o Brasil teve uma campanha melhor na competição. Na primeira fase, o clube esteve no Grupo B, junto a Maringá, Ferroviária, Caldense, São Paulo-RS, Criciúma, Caxias, Operário, Colatina e Chapecoense. Obteve classificação á segunda fase, conquistando a 3ª vaga das 5 do grupo. Já na segunda fase, não se repetiu a bela campanha da primeiro, o clube terminou na 6ª posição do Grupo A da segunda fase, onde se classificavam apenas 2 e estavam presentes clubes de expressão nacional como Coritba e Atlético-MG. No final, com 17 pontos em 16 jogos (4 vitórias, 9 empates e 3 derrotas), encerrou a competição na 35ª colocação.[17]

Felipão no Xavante[editar | editar código-fonte]

O gaúcho Luiz Felipe Scolari, técnico do Penta, já passou pelo Estádio Bento Freitas.

Em 1983, Luiz Felipe Scolari havia sido demitido do comando da equipe juvenil do Juventude, de Caxias do Sul. Neste mesmo ano, o então vice-presidente de futebol do Grêmio Esportivo Brasil, Geraldo Sica, por indicação de Elzaide José Lahn (Peto) trouxe o jovem técnico para ser o comandante do rubro-negro pelotense. Começava então uma história de conquistas na carreira do técnico da Seleção Brasileira no Penta.

Com Luiz Felipe, o Brasil foi, em 1983, campeão do interior do Rio Grande do Sul, no Campeonato Gaúcho deste ano, sendo ao mesmo tempo vice-campeão da competição, que teve o Internacional como campeão. Foi também no Grêmio Esportivo Brasil que nasceu a amizade entre Felipão e Flávio Teixeira, o Murtosa. Na época, Murtosa era o fisicultor xavante e dali em diante a dupla esteve sempre ligada profissionalmente.

No ano seguinte, o clube jogou, novamente, o Campeonato Brasileiro da Série A, após a bela campanha no Gauchão feita pelo time que tinha conquistado o interior[18]. Na Série A, o clube teve uma campanha honrosa, onde na primeira fase, no Grupo F que haviam 5 clubes e 3 vagas á próxima etapa da competição, o time conseguiu a classificação em 3° com 8 pontos (2 vitórias, 4 empates e 2 derrotas) ficando atrás apenas do America-RJ e do Atlético Paranaense e classificou-se sem precisar da repescagem. Na fase seguinte, a missão era muito difícil, o grupo era composto por: Portuguesa, Flamengo, Internacional e o Brasil. O rubro-negro gaúcho não se intimidou e fez frente aos adversários. Em 6 partidas, conquistou 5 pontos com 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, com partidas memoráveis lembradas até os dias atuais. Neste grupo, da segunda fase, o time terminou em 3°, deixando o Internacional para trás, que ficou em último do grupo, e vendo a sua frente o Flamengo, 2 pontos apenas a frente e a Portuguesa, em 1° do grupo. Terminou a campanha na 23ª colocação geral.[19]

Terceiro no Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Brasil venceu o Flamengo de Zico no Brasileirão de 1985. Foto: Antônio Vargas / Agência RBS

Em 1984, o Brasil já havia feito boa campanha no Campeonato Brasileiro, no qual conseguiu vaga após ser vice-campeão estadual. Nesse período houve vitórias históricas como a do jogo contra o Flamengo por 2 a 0.[3][20][21][22][23]

Em 1985, porém, o Brasil viveu o melhor momento de sua história, ao realizar o que até hoje é a melhor campanha dos clubes do interior gaúcho em Campeonatos Brasileiros. O Brasil, treinado por Walmir Louruz, chegou ao terceiro lugar, sendo obrigado a jogar a semifinal em Porto Alegre, pois a CBF não permitiu que os jogos das semifinais fossem no estádio do Brasil, que não reúne as condições de segurança necessárias para esse tipo de disputa. A torcida Xavante lotou Porto Alegre e foi para o Estádio Olímpico para apoiar o time contra o Bangu Atlético Clube, no dia 24 de julho. O Brasil entrou em campo com a seguinte escalação: João Luís; Valdoir, Silva, Hélio e Jorge Batata; Doraci, Lívio e Andrezinho; Júnior Brasília, Bira e Zezinho. Porém, os cariocas venceram pelo placar de 1x0. Na partida de volta, no dia 28 de julho, no Estádio do Maracanã, o Brasil perdeu por 3 a 1.

Time do Brasil que enfrentou o Flamengo no Maracanã em 1985.

Existem dezenas de fontes inclusive a própria CBF que confirmam que o Brasil foi o terceiro colocado.[3][20][21][22][23]

Desconsiderando a boa colocação da equipe Xavante no campeonato, a CBF colocou o Brasil, no ano seguinte, a disputar o campeonato num dos 4 "grupos da morte", jogando contra 8 adversários, em turno único e apenas o campeão prosseguindo na competição. Nos demais grupos, classificaram-se entre 4 e 5 equipes.

Em 1995 o Brasil foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Gaúcho de Futebol. Em 1996, o time conseguiu voltar à primeira divisão estadual. Logo no primeiro jogo, o Brasil ganhou por 1 a 0 do Internacional, no Bento Freitas.

No campeonato de 1997, o Brasil chegou às semifinais, sendo obrigado a disputar a primeira partida no Estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, devido ao seu estádio ter ficado interditado. O adversário foi o Grêmio e a partida terminou empatada em 1 a 1. No jogo de volta, um empate em 2 x 2 no Olímpico levou a decisão da vaga para os pênaltis, mas após 12 cobranças o Brasil foi desclassificado. Mas a resposta do Brasil não tardaria e no Campeonato Gaúcho de 1998 o elimina em dois jogos muito empolgantes. No primeiro jogo, acabou empatando em 0 x 0 no Bento Freitas e na partida de volta no Olímpico, vence por 2 x 1 empurrados pela torcida e também pelas declarações do então técnico do Grêmio, Sebastião Lazaroni, que acusava os jogadores do Brasil de doping.

Em 1999, o Brasil foi mais uma vez rebaixado para a Segunda Divisão, disputa que amargou até o ano de 2004, quando foi campeão, assim retornando à Primeira Divisão a partir de 2005.

Em 2008, apesar da não muito boa campanha no Campeonato Gaúcho, o Brasil saiu-se muito bem na Série C do Brasileiro de 2008. A meta inicial era se classificar para a nova Série C de 2009 para depois pensar na vaga na Série B. O Xavante acabou progredindo e conseguindo atingir o objetivo de se manter na série C do Brasileiro, embora tenha perdido a vaga para a Série B no último jogo.

Tragédia antes do Estadual de 2009[editar | editar código-fonte]

O motorista não venceu a curva, o ônibus caiu de um barranco de quase 40 metros e ainda ficou de ponta cabeça.

Um ônibus no qual havia 31 pessoas da delegação do time caiu de um barranco em Canguçu (293 km de Porto Alegre) na noite do dia 15 de janeiro de 2009, no km 150 da BR-392, e provocou a morte do atacante uruguaio Claudio Milar, ídolo da torcida, com 111 gols marcados pelo xavante, do zagueiro Régis Gouveia Alves, e do preparador de goleiros Giovane Guimarães. Outras 20 pessoas ficaram feridas no acidente.[24][25] A equipe retornava de um jogo-treino na cidade de Vale do Sol, onde havia vencido o Futebol Clube Santa Cruz por 2 a 1.

Outros dois atletas - os volantes Xuxa e Edu - e o auxiliar-técnico Paulo Roberto - passaram por cirurgias delicadas, mas se recuperaram.[26]

No Estádio Bento Freitas há um mosaico para homenagear os três guerreiros que se foram naquele dia: Régis, Milar e Giovani.

Informações da Polícia Rodoviária Federal dão conta de que, por volta das 23h30, no viaduto que dá acesso à BR-392, o condutor do ônibus Marcopolo modelo Paradiso 1550 LD prefixo 5009, da empresa Bosembecker, perdeu o controle em uma curva fechada, capotou e despencou de um barranco de cerca de 30 metros de altura.[27] Exames constataram que o motorista, que usava cinto de segurança e não ficou ferido, não ingeriu bebidas alcoólicas antes de dirigir.[28] No entanto, a polícia não encontrou o tacógrafo, o que ajudaria a esclarecer o que aconteceu. O equipamento serve para monitorar o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade.[29]

O velório dos jogadores e do preparador de goleiros foi realizado no dia 16 de janeiro, no gramado do Estádio Bento Freitas, em Pelotas. O corpo do uruguaio Milar ficou no local por poucos minutos e depois foi transportado para Chuy (Uruguai), onde foi sepultado no dia seguinte.[30][31][32]

A diretoria do clube até cogitou não disputar o Campeonato Gaúcho de Futebol de 2009, porém, o Brasil acabou jogando oito jogos em 15 dias e disputou a competição com um time que não havia treinado junto. O clube conseguiu apenas uma vitória no campeonato e foi rebaixado para a Série B de 2010.

Campanha de 2010[editar | editar código-fonte]

Depois de um ano do trágico acidente de 2009, o Xavante foi não foi bem na Divisão de Acesso e terminou na 20ª colocação.

Na Série C do Campeonato Brasileiro de 2010, o clube terminou na 14ª colocação e conquistou seu objetivo, a permanência na competição pro ano seguinte.

No Centenário[editar | editar código-fonte]

O Brasil começou o ano de 2011, pensando no Acesso para a série A do estadual. O Clube começou bem na Segundona Gaúcha, mas acabou muito mal, permanecendo assim na 2º divisão, foi o 6º colocado no torneio. Mas, o pior mesmo estava por vir no Série C. Na primeira rodada o clube foi bem, mas acabou escalando o atleta Claudio, sem que soubesse que o mesmo tinha punição a cumprir, devido a uma expulsão quando jogava pelo Boa Esporte em 2010, antigo Ituiutaba. Com isso o clube perdeu seis(6) pontos, como só tinha um(1) jogo contra o Santo André, porém, o fato ainda encontra-se em litígio na Justiça Comum, tendo o clube como argumento o fato de não ter, até o momento do fato, nenhuma forma de saber das punições que cada atleta tem a cumprir quando contratado.[33]

O Brasil também lançou o Livro "Identidade Xavante", que conta toda a história do clube.[34]

Ônibus Rubro-negro[editar | editar código-fonte]

Também em 2011, o clube foi presenteado pela empresa pelotense de ônibus Embaixador - pelo centenário do Xavante - com um ônibus novo, personalizado com as cores, emblema e frases do time. Esse ônibus foi o primeiro (e até hoje único) ônibus próprio do clube. O veículo circula até hoje, levando o elenco para jogos, treinos e entre outros lugares.

O retorno à Primeira Divisão[editar | editar código-fonte]

Capitão Leandro Leite levantando a taça de Campeão da Divisão de Acesso de 2013, título que dava a vaga ao Brasil à primeira divisão do futebol gaúcho.

Depois da tragédia ocorrida em 2009, o Brasil iniciou a busca pela primeira divisão. Em 2013, depois do vice-campeonato do primeiro turno, perdendo o título para o São Paulo-RG, o clube se recuperou vencendo o segundo turno sobre o Aimoré. Na decisão da Segunda Divisão do Gauchão, venceu o São Paulo em Rio Grande por 4x1[35] e em Pelotas por 1x0,[36] sagrando-se tricampeão da Divisão de Acesso e retornando à Primeira Divisão.

Neste mesmo ano, o clube ainda participou, pela primeira vez na sua história, da Copa do Brasil, tendo como adversário o Atlético Paranaense, que levou a melhor nos dois confrontos e obteve a classificação com o agregado de 3x0.[37]

Vice-campeão da Série D[editar | editar código-fonte]

No ano da volta à Primeira Divisão Gaúcha, 2014, fez uma campanha excepcional, sendo eliminado na semifinal pelo Grêmio na Arena por 2x1 e terminou o campeonato com a terceira melhor campanha na classificação geral. Com isso, conquistou o título de campeão do Interior Gaúcho, pela 9ª vez.

Na Série D, o clube foi muito bem na fase de grupos, terminando na primeira posição e classificando para a próxima fase. Nas oitavas, o Brasil enfrentou o Operário-MT, empatando por 0x0 no Mato Grosso e goleando pelo placar de 4x0 em Pelotas. Já nas quartas, o adversário foi o Brasiliense, e quem levou a melhor mais uma vez foi o Brasil, vencendo em casa por 2x1, mesmo placar que foi derrotado em Brasília, com isso a partida foi para as penalidades e o Brasil levou a vaga às semis e à Série C pelo placar de 4x3 nas cobranças. Com a vaga na mão, Brasil e Londrina se enfrentaram em busca da vaga à final. Quem levou foi o Brasil, vencendo em casa por 3x1 e empatando em Londrina, 2x2. Na final do campeonato, saiu como vice-campeão, perdendo nos pênaltis para o Tombense em Tombos após empatar os dois jogos por 0x0.[38]

10° Título do Interior Gaúcho[editar | editar código-fonte]

No ano de 2015, repetiu a ótima campanha do estadual anterior, sendo eliminado na semifinal para o Internacional por 4x2 no agregado (1x1 e 3x1). Terminou com a terceira melhor campanha geral, somente atrás da dupla Grenal, e sagrou-se bi-campeão do Interior Gaúcho, conquistando o seu 10° título. O Brasil, teve a terceira melhor média de público da competição, sendo a maior do interior, com 7.700 pessoas por jogo. Na Seleção do Campeonato, o time teve dois representantes: Fernando Cardozo, como melhor zagueiro, e Rogério Zimmermann, ídolo Xavante e considerado o maior técnico da história do clube, eleito o melhor técnico da competição.

Simultaneamente, o clube participou pela segunda vez na sua história da Copa do Brasil. Dessa vez um adversário foi o Flamengo, repetindo o confronto histórico de 1985 (onde o Brasil levou a melhor contra o Flamengo de Zico pelo placar de 2x0). A fanática torcida Xavante lotou Bento Freitas e viu o Brasil fazer frente ao Flamengo e garantir o confronto da volta no Maracanã. O duelo terminou com um agregado de 4x1 com a classificação do time carioca a segunda fase.[39]

Acesso para a Série B de 2016[editar | editar código-fonte]

Mais de 30 mil pessoas foram as ruas para recepcionar os jogadores Xavantes que conquistaram o acesso.

Após um ótimo Gauchão, que serviu como base para o segundo semestre, conquistou o acesso no Campeonato Brasileiro da Série C para a Série B de 2016. A campanha começou com uma classificação sofrida na primeira fase, se classificando na última rodada na quarta colocação com 29 pontos em 18 jogos, onde teve 7 vitórias, 8 empates e apenas 3 derrotas. Na fase de quartas de final, o adversário para decidir a vaga à Série B era o primeiro colocado do outro grupo, o Fortaleza. O Brasil se classificou, ganhando por 1x0 em Pelotas e segurando um empate em 0x0 na Arena Castelão lotada por 60 mil pessoas.[40] Nas semifinais, empatou os dois jogos pelo placar de 0x0 contra o Vila Nova, perdendo a vaga à final nos pênaltis por 4x3, em Goiânia, encerrando a competição na 3ª colocação geral.[41]

Novo Bento Freitas[editar | editar código-fonte]

No início de 2015, no jogo de estreia do Brasil de Pelotas na Copa do Brasil contra a equipe do Flamengo, uma parte da arquibancada situada atrás da trave localizada à direita das cabines de rádio e televisão, cedeu. O estádio estava praticamente lotado e 2 crianças se machucaram levemente. Por este fato, o Brasil opta por derrubar boa parte das arquibancadas (sul, norte e leste) e começa um planejamento de reconstrução total do estádio em parceria firmada com a empresa Porto 5.

O clube cria o site "Novo Bento Freitas" para demonstrar o projeto do novo estádio, onde ao final de todas as etapas da reconstrução o estádio passará a contar com 20.469 lugares.

Assim ficará o Estádio Bento Freitas após a reforma. Será um dos estádios mais modernos do estado. Á esquerda, no canto inferior da imagem, vemos o prédio, que está será erguido pela Porto 5, que ficará ao lado do estádio, com visão privilegiada dos jogos.

Após dificuldades com liberações burocráticas, enfim, em 2016 é iniciada a construção das novas arquibancadas do estádio Bento Freitas e no final do ano, em 5 de novembro de 2016 no jogo contra o Vasco da Gama pela Série B do Campeonato Brasileiro é inaugurado o primeiro módulo de arquibancadas do novo Bento Freitas, justamente no mesmo setor onde a antiga arquibancada havia cedido, deixando assim, o estádio com capacidade temporária de 13.500 lugares.

Após a entrega da nova arquibancada no setor sul do Bento Freitas, em 2017 chega a vez da arquibancada norte, atrás da outra trave. O Brasil retira as arquibancadas móveis deste setor, diminuindo novamente a capacidade do estádio para 10.200 lugares e assina contrato com a empresa Porto 5, para construção das novas arquibancadas. Entretanto a construção inicia somente em 2018 com previsão de término para o mês de Maio de 2018.

Permanência na Série B[editar | editar código-fonte]

Na volta à Série B em 2016, o clube terminou a competição na 11ª posição com 54 pontos, conseguindo 14 vitórias e conquistando o objetivo na competição que era a permanência para o ano de 2017. O clube chegou a figurar no G4 durante várias rodadas do campeonato, conquistando vitórias marcantes, como o triunfo por 2x1 sobre o Vasco, e sobre o Avaí por 3x0.[42]

No início da competição, o Brasil teve algumas dificuldades para enfrentar, como a de jogar fora de casa nos jogos em que era mandante por causa das obras em seu estádio, que por estar em reconstrução , não estava atendendo a capacidade exigida pela CBF de 10 mil lugares no estádio. O rubro-negro jogou essas partidas á mais de 400km de Pelotas, em Caxias do Sul, no Estádio Centenário, do Caxias. Enfrentando muito bem essas limitações, o Brasil voltou a seu estádio e fez uma bela campanha. Com sua campanha, garantiu uma vaga á Copa do Brasil Sub-17 para suas categorias de base para 2017 - primeira competição nacional após a reativação das categorias de base do Brasil.

Ainda no ano de 2016, o Brasil teve uma participação honrosa na Copa do Brasil, empatando por 1x1 na partida de ida contra o Atlético Paranaense no Estádio Bento Freitas, levando a decisão para a Arena da Baixada, em Curitiba, onde em uma partida disputadíssima, o Atlético levou a melhor, venceu pelo placar de 1x0 (2x1 no agregado) e levou a classificação à segunda fase.[43]

Em 2017, o Brasil estreou em mais uma competição nacional na sua história, dessa vez foi na Primeira Liga. O Xavante eliminado na fase de grupos da competição. O grupo era composto por clubes de expressão nacional como: Internacional, Fluminense e Criciúma, além do Brasil. O rubro-negro Gaúcho estava empatou com o Fluminense no número de pontos (4), número de vitórias (1), número de gols feitos (4), número de gols sofridos (4) e saldo de gols (0), e foi eliminado apenas pelo número de cartões vermelhos, terminando com a terceira melhor campanha do grupo e a nona geral da competição.[44]

Vice-campeão do Gauchão[editar | editar código-fonte]

O ano de 2018 começou com um belo campeonato estadual para o time Xavante no primeiro semestre. A competição - que começou no meio de janeiro por causa do calendário apertado do futebol brasileiro de 2018 - foi muito proveitosa para o time do técnico Clemer, que conquistou duas taças na competição. A primeira delas foi a taça da Copa Centenário da FGF, que coroava o time que tivesse a melhor campanha na primeira fase na competição.

Elenco Xavante que conquistou o vice-campeonato gaúcho em 2018.

O Brasil, na fase de grupos, fez uma campanha excepcional, terminou na 1ª colocação com 21 pontos (6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas) na fase de grupos, que deu ao Xavante o direito da taça e de decidir todos as fases de mata-mata em seus domínios. Nas quartas de final o adversário foi o São Luiz de Ijuí, que deu trabalho ao time pelotense, que empatou em 1x1 em Ijuí, e venceu de maneira sofrida no Bento Freitas pelo placar de 2x1, se classificando as semifinais, com destaque para Marcelo Pitol, goleiro Xavante que segurou o time do São Luiz garantindo a classificação.

Na fase seguinte, o último passo antes da final - passo esse que foi dado pelo Xavante - o adversário foi o São José, da capital gaúcha. No primeiro jogo, um empate por 1x1, com gosto de vitória ao Xavante, que não jogou tão bem e conseguiu um empate nos acréscimos do segundo tempo com um gol de Heverton de cabeça. Nesse jogo, mais uma vez, o Pitol fez a diferença com defesas difíceis que não deixaram o Brasil sair derrotado naquela partida. No jogo da volta, mais sofrimento, o Brasil jogou melhor mas conseguiu só um empate por 1x1 diante o time porto-alegrense na Baixada, esse resultado era complicado, levaria a decisão para as cobranças de pênaltis. Com garra e raça, o rubro-negro se classificou á final, vencendo por 4x3 nos penais, com destaque novamente para Pitol, que pegou a última cobrança dos visitantes e garantiu a vaga a final do estadual. O confronto foi contra o Grêmio, que levou a melhor, vencendo as duas partidas e sagrando-se campeão.

O Brasil ficou com o troféu de vice-campeão, e com a 2ª melhor campanha geral do Campeonato Gaúcho, garantindo vaga á Copa do Brasil de 2019, mais uma competição nacional para a temporada seguinte, que já tinha a Copa da Primeira Liga e o Brasileirão.[45]

Principais títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho de Futebol 1 1919
Rio Grande do Sul Campeonato do Interior 10 1919, 1953, 1954, 1955, 1963, 1968, 1983, 1984, 2014 e 2015
Rio Grande do Sul Regional do Campeonato Gaúcho 7 1926, 1927, 1941, 1946, 1950, 1955 e 1961
Rio Grande do Sul Copa Governador do Estado 1 1972
Rio Grande do Sul Taça Cidade de Porto Alegre 1 1991
Rio Grande do Sul Taça Centenário da FGF 1 2018[46]
Rio Grande do Sul Campeão Gaúcho de Futebol - 2ª Divisão 3 1961, 2004 e 2013
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Pelotas (RS) - Brasao.png Campeonato Citadino de Pelotas 28 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927, 1929, 1931, 1937, 1941, 1942, 1946, 1948, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1961, 1962, 1963, 1964, 1970, 1976, 1982, 2004 e 2006.
Pelotas (RS) - Brasao.png Taça Cidade de Pelotas 1 1982

Outros títulos[editar | editar código-fonte]

Categorias de base[editar | editar código-fonte]

Campanhas de destaque da Base[editar | editar código-fonte]

Cscr-featured.png Campeão invicto.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2018
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho 54 Campeão (1919) 1919 2018 4
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Primeira Liga 1 Grupos (2017) 2017 2017
Brasil Campeonato Brasileiro 4 3º colocado (1985) 1978 1985
Série B 6 8º colocado (2017) 1986 2018
Série C 14 3º colocado (2015) 1995 2015 1 1
Série D 2 Vice-Campeão (2014) 2012 2014 1
Copa do Brasil 3 1ª Fase (2013, 2015 e 2016) 2013 2016

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Grêmio Esportivo Brasil
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Brasil Campeonato Brasileiro - Série A 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1985) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro - Série C 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2015) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro - Série D 0 (não possui) 1 (2014) 0 (não possui) 0 (não possui)
Brasil Copa dos Campeões Estaduais 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1920) 0 (não possui)
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho - Série A 1 (1919) 6 (1953, 1954, 1955, 1983, 1984, 2018) 8 (1921, 1950, 1952, 1963, 1997, 1998, 2014, 2015) 5 (1931, 1942, 1949, 1964, 1968)
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho - Série A2 3 (1961, 2004, 2013) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Rio Grande do Sul Copa FGF 5 (1972, 1991, 1992, 1993, 1995) 3 (2005, 2007, 2012) 0 (não possui) 1 (2009)

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

  • 2017

(Brasil Topper)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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1º Goleiro
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2º Goleiro
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Cores do Time
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Treino

Outros uniformes[editar | editar código-fonte]

  • 2016 - 2º Semestre

(Provisório)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2016 - 1º Semestre

(Itália Kappa)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2015

(Itália Kappa)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2014 - 2º Semestre

(Itália Kappa)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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3º Uniforme
  • 2014 - 1º Semestre

(Brasil Dresch Sport)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
  • 2013

(Brasil Dresch Sport)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
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4º Uniforme
  • 2012

(Brasil Kanxa)

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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2011

(Estados Unidos Wilson)

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1º Uniforme
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2º Uniforme

Patrocínio[editar | editar código-fonte]

Ano Fornecedor Patrocinador principal
2006 Placar Embaixador
2007 Big
2008 Sony
2009 Wilson Vivo
2010 Agecom
2011 Banrisul

Multisom

2012 Kanxa Megapetro
2013 Dresch Zezé Biscoitos
2014 Kappa Zezé Biscoitos

Fruki

2015 Claro

Banrisul

2016 Banrisul
2017 Topper Caixa
2018 Banrisul

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Bra-Pel e Bra-Far

Bra-Pel[editar | editar código-fonte]

O Brasil faz, junto com o Pelotas, o maior clássico da região sul do estado, e o segundo maior do estado do Rio Grande do Sul.

Em 105 anos de história de clássicos, foram 362 jogos, com 127 vitórias do Brasil, 111 vitórias do Pelotas e 124 empates.

Bra-Far[editar | editar código-fonte]

O Brasil, junto ao Farroupilha, faz um dos maiores clássicos da cidade de Pelotas e da região sul do estado.

Em 92 anos de história desse confronto, foram 214 jogos entre a dupla, com 115 triunfos Xavantes, 48 vitórias do Farroupilha e 51 empates.

Futsal[editar | editar código-fonte]

O clube já venceu a Série Ouro, que é o Campeonato Gaúcho de Futsal, 5 vezes: 1963, 1966, 1967, 1968 e 1969. Conquistou o vice-campeonato da competição no ano de 1970.

Confrontos históricos[editar | editar código-fonte]

Confrontos internacionais[editar | editar código-fonte]

Confrontos nacionais[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Goleiros

Zagueiros

Laterais

Volantes

Meias

Atacantes

Comissão Técnica

Capitão Capitão

Farm-Fresh award star bronze 3.pngÍdolo do time

Farm-Fresh award star silver 3.pngPrata da casa

Empréstimo Emprestado ao clube

Torcida[editar | editar código-fonte]

Milhares de pessoas na rua comemorando o acesso do Brasil.

O Brasil e sua torcida receberam o codinome Xavante após um clássico Bra-Pel onde a torcida do Brasil invadiu o campo como no filme da época "Invasão Xavante". Essa partida ocorreu em 1946, no estádio do Pelotas, o Brasil começou perdendo por 3x0, mas acabou virando o jogo para 5x3, conquistando o Campeonato Citadino de Pelotas. Além disso, as cores vermelho e preto, apesar de não serem originalmente as cores oficiais do time, são as mesmas usadas pelos índios Xavantes.[51] O Brasil de Pelotas tinha as cores Verde e Amarelo, mas trocou de cor com o passar do tempo por ser muito parecida com a do seu rival Esporte Clube Pelotas, conhecido como Lobo.

A torcida Xavante é conhecida por todo país como "A Maior e Mais Fiel", por estar sempre junto ao seu time, quando atua fora de casa e, principalmente, quando joga em seus domínios, lotando sempre as arquibancadas do Estádio Bento Freitas para empurrar a equipe para mais vitórias. A torcida rubro-negra também é apelidada de "torcida que tem um time".

Atualmente o G.E.Brasil possui 3 torcidas organizadas:[52] Máfia Xavante, Comando Rubro-Negro e Camisa 7. E tendo como bateria a Garra Xavante.

Núcleos de torcedores Xavantes de fora de Pelotas-RS:[53]

  • Paraná XAPA - Xavantes do Paraná (Sede: Cascavel - Abrangência: Estado do Paraná)
  • Rio Grande do Sul OX - Onda Xavante (Sede: Porto Alegre - Abrangência: Porto Alegre-RS e Região Metropolitana)
  • Rio Grande do Sul XaSerra - Xavantes da Serra (Sede: Caxias do Sul - Abrangência: Caxias do Sul-RS e Região Serrana do RS)
  • Santa Catarina XaSC - Xavantes de Santa Catarina (Sede: Joinville - Abrangência: Estado de Santa Catarina)
  • São Paulo XaSampa - Xavantes de São Paulo (Sede: São Paulo - Abrangência: Estado de São Paulo)
  • Distrito Federal (Brasil) República Xavante - Xavantes do Distrito Federal (Sede: Brasília - Abrangência: Distrito Federal)
  • Rio de Janeiro XAVANRIO - Xavantes do Rio de Janeiro (Sede: Rio de Janeiro - Abrangência: Rio de Janeiro)

Sócios[editar | editar código-fonte]

O clube possui, atualmente, pouco mais de 5 mil sócios em dia. Há várias categorias de sócios, como a Sócio Torcedor, Cadeira Cativa, Contribuinte, Sócio Xavante Sempre, Colaborador, entre outras promoções. O Xavante, em 2015, teve o seu número de sócios passado de 10 mil, um número expressivo, maior até que de alguns clubes de elite do futebol brasileiro.[54]

Redes Sociais[editar | editar código-fonte]

O Brasil conta com um grande contingente de seguidores em suas redes sociais. Ao todo, são mais de 243 mil seguidores, sendo o 38º clube com mais seguidores nas redes sociais do Brasil e o 3° no Rio Grande do Sul.[55] Entre as principais estão o Facebook com 163 mil seguidores, Instagram com 26 mil seguidores e o Twitter com 52 mil seguidores.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Evolução do Escudo do GE Brasil

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo do Brasil foi desenvolvido por Paulo Viola, no final da década de 1930.O desenhista elaborou o distintivo para atender a um pedido do então presidente Xavante, Bento Mendes de Freitas. Originalmente, o emblema continha no centro as letras GSB, de Grêmio Sportivo Brasil, o nome de fundação do clube. Só no início da década de 1940 o “Sportivo” foi aportuguesado para “Esportivo” e o “S” do distintivo rubro-negro foi substituído pelo “E”, ficando com a atual sigla: GEB.

Em dezembro de 2009, por uma iniciativa do Depto. de Marketing do Brasil, o brasão rubro-negro passou por uma sutil padronização técnica. Pequenas mudanças tornaram o escudo Xavante mais moderno e funcional, facilitando a aplicação dele nos mais diferentes produtos e peças institucionais e publicitárias.

Com a intenção de criar simetria e harmonia entre todas as formas do distintivo, todas as linhas e os traços foram alinhados, redimensionados e realocados nas devidas posições. Fazendo com que a leitura passasse a ser mais direta e o escudo, de uma maneira geral, ganhasse mais impacto e uma percepção mais atual, sem, contudo, abandonar os traços consagrados do símbolo rubro-negro.

Estrela[editar | editar código-fonte]

A estrela acima do escudo rubro-negro faz referência ao título mais importante da história do clube pelotense, que foi o de campeão do Campeonato Gaúcho de 1919.

Hino[editar | editar código-fonte]

O hino do G.E. Brasil foi composto em 1956, pelos músicos José Costa e Victor Jacó. Mas quem o gravou pela primeira vez foi o conjunto Os Santos, que entoou a letra nas dependências da Rádio Cultura, em Pelotas.

Letra:

Coro 2x

''Brasil, Brasil, Brasil

As tuas cores são nosso sangue nossa raça

Brasil, Brasil, Brasil

Força e vontade cheio de graça

Brasil, Brasil, Brasil

Nós este ano, vamos vencer

Salve o Brasil

O campeão do bem-querer

Avante com todo esquadrão

Torcida do nosso campeão

Ele tem seu passado de glória

Tem o seu nome gravado na história

Coro

Lá no estrangeiro

Mostraste ser bem brasileiro

Com os louros da vitória

Trouxeste para nós mais outra glória'' [56]

Mascote[editar | editar código-fonte]

O Índio Xavante é o mascote oficial do Brasil de Pelotas.

A escolha do Índio Xavante como mascote rubro-negra passa pela rivalidade do Brasil com o Pelotas. Aconteceu em 1946, no clássico Bra-Pel que decidira o título do Campeonato Citadino daquele ano. O time da Baixada, que estava jogando fora de casa, foi para o intervalo perdendo por 3 a 1 e com um jogador a menos em campo.

Na volta para a segunda etapa tudo parecia perdido. O técnico Teté, que comandava o Brasil naquele jogo, chegou até ameaçar tirar a equipe de campo. Mas os torcedores rubro-negros não deixaram, pelo contrário eles empurraram time para uma virada histórica. A partida terminou num impressionante 5 a 3, em uma das mais suadas e emocionantes das tantas vitórias que o Brasil já conquistou sobre o rival da avenida.

Após o apito final, a torcida vencedora não se aguentou nas arquibancadas, atropelou o alambrado e invadiu o campo para comemorar. Vendo toda aquela euforia, quase que descontrolada, um dirigente áureo-cerúleo comparou a festa em vermelho e preto ao filme "Invasão dos Xavantes" (em cartaz nos cinemas de Pelotas na época) dizendo: "eles foram um bárbaros ao final do jogo, pareciam uns Xavantes". Irreverente que é, a torcida rubro-negro ignorou o tom pejorativo da expressão e adotou a simpática e querida figura do Índio Xavante como mascote do Brasil.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Estádio[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio Bento Freitas
  • Nome Oficial: Estádio Bento Freitas
  • Grama: Bermuda Green
  • Inauguração: 23 de maio de 1943
  • Primeiro gol: Birilão (Brasil)
  • Capacidade: 10.500 (após a reforma 22.500)
  • Recorde de público: 21.115 (G.E.Brasil 2x0 Flamengo - 21 de março de 1985)[57]
  • Dimensões do gramado: 110m x 70m
  • Proprietário: Grêmio Esportivo Brasil
Foto aérea do Estádio Bento Freitas

Logo após a sua fundação o Brasil não tinha seu próprio estádio, até que o Dr. Augusto Simões Lopes cedeu em um campo de sua propriedade localizado perto da Estação Férrea. Ali foram travadas partidas memoráveis, atraindo cada vez mais torcedores aos jogos do Brasil.

Em 1939, o Brasil ganhou em comodato um terreno à rua 13 de Maio, atual Princesa Isabel para construir ali o seu novo estádio. O novo estádio foi inaugurado em 1943, num jogo amistoso do Brasil com o Força e Luz, de Porto Alegre. O primeiro Bra-Pel ali realizado terminou com vitória Xavante pelo placar de 3 x 1, tendo Mortosa assinalado o primeiro gol.[58]

O estádio no momento encontra-se em obras, que foram iniciadas em 2016, com a construção do primeiro módulo, a arquibancada sul, que foi inaugurada em novembro de 2016, na partida contra o Vasco pela Série B. O segundo módulo, a arquibancada norte, está sendo construído desde dezembro de 2017, e tem prazo de inauguração pra julho de 2018. Após a conclusão da norte, onde já estarão prontas as arquibancadas de trás dos dois gols, será iniciada a construção dos módulos leste e oeste, e logo depois, o anel superior do estádio.

A Baixada se encontra atualmente em obras, e futuramente será um dos mais modernos estádios do Rio Grande do Sul.

Apelidos sobre o Estádio Bento Freitas[editar | editar código-fonte]

  • Caldeirão da Baixada
  • Baixada

CT da Sanga Funda[editar | editar código-fonte]

O Brasil possui um Centro de Treinamentos, localizado no bairro da Sanga Funda, em Pelotas. O projeto, que contempla cinco campos de treinamento e uma área para alojamento, começou a ser colocado em prática em 2014 e acontece até hoje.[59] Em 2017, as obras tiveram mais forças, com a melhoria do campo principal e a compra de materiais de construção para o início do cercamento em volta do terreno e o início da estrutura onde ficará as salas de academia, musculação, etc. No mesmo ano, o clube começou a utilizar um de seus campos, para treinamentos da equipe principal.

CFA Xavante[editar | editar código-fonte]

O clube também possui um Centro de Formação de Atletas, localizado no bairro Fragata, que é onde as suas categorias de base mandam seus jogos e onde treinam para suas competições. A equipe principal também desfruta do CFA, que abriga muito bem também os profissionais, quando há necessidade. Em janeiro de 2017, ano da reativação das categorias de base do Xavante, o Brasil e o Fragata Futebol Clube (time de futebol juvenil da cidade de Pelotas, que tem como dono o ex-jogador da Seleção Brasileira, Émerson da Rosa) fecharam um acordo sobre a locação da antiga casa fragatense por 5 anos ao clube Xavante. A estrutura conta com 2 campos com tamanho padrão de estádios para jogos, um campo de futebol 7, alojamentos, área de lazer para momentos de descanso dos atletas, sala de jogos, lanchonete, área para churrasco, academias, sala de musculação, departamento médico, vestiários, refeitórios, estacionamento, cancha de futevôlei, praça para crianças e toda estrutura de um CT de times de elite do futebol brasileiro.[60]

Rankings[editar | editar código-fonte]

Ranking da CBF[61]

  • Posição: 44°
  • Pontuação: 3108 pontos
  • Região Sul: 12°
  • Estadual:

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Presidentes do Brasil de Pelotas nos últimos anos:

Presidente Período
Hamilton Santos 2001
Érico Ribeiro 2002
Sylvio Balverdú 2003
Humberto Santo 2004-2005
Érico Ribeiro 2005-2006
Ivânio Branco de Araújo 2006
Hélder Lópes 2007-2010
André Araújo 2010-2012
Ricardo Fonseca 2012-

Loja, Rádio e TV[editar | editar código-fonte]

Tribo Xavante[editar | editar código-fonte]

A Tribo Xavante é a loja oficial do clube, que é localizada na Rua Sete de Setembro, número 244, no Centro de Pelotas. A loja vende os produtos mais diversos, como camiseta oficiais de jogos, camisas de treino, aquecimento, concentração, passeio, da comissão técnica, calções e meias, até xícaras, chaveiros, bandeirões, livros, e etc. Na Tribo, como é conhecida a loja pelos torcedores, é um dos pontos onde pode ser feito o pagamento de mensalidade de sócios, a aquisição de ingressos para os jogos e o check-in para os sócios irem aos jogos. Todos os produtos vendidos no estabelecimento são licenciados pelo clube.[62]

Rádio Xavante[editar | editar código-fonte]

Na frequência 104.5 FM, o torcedor xavante pode acompanhar ao vivo as transmissões dos jogos do Brasil na temporada.[63][64][65]

TV Xavante[editar | editar código-fonte]

A TV Xavante, leva ao torcedor do Brasil de Pelotas, entrevistas com jogadores, bastidores dos jogos na temporada, entre outros conteúdos exclusivos.[66]

Publicações sobre o Xavante[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • COLEÇÃO BRASIL GIGANTE
  • CAMPEÃO INVICTO EM 1950 - Raymundo Anselm
  • G.E.BRASIL - UMA VIAGEM PELAS AMÉRICAS
  • A NOITE QUE NÃO ACABOU
  • ESPECIAL PELOTAS MEMÓRIA - GRÊMIO ESPORTIVO BRASIL: 90 ANOS
  • CONTOS DE FUTEBOL - autoria de Aldyr Garcia Schlee.
  • Camisa Brasileira - autoria de Gilberto Perin e Aldyr Garcia Schlee.
  • Identidade Xavante - 100 Anos

Vídeos[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Grande do Sul
  • O Centenário Rubro-Negro

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Grêmio Esportivo Brasil