Brasileiras e Brasileiros

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Brasileiras e Brasileiros
Informação geral
Formato Telenovela
Criador(es) Carlos Alberto Soffredini
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Walter Avancini
Elenco Edson Celulari
Fúlvio Stefanini
Lucélia Santos
Carla Camurati
Ney Latorraca
Zezeh Barbosa
Daniel Dantas
Rosi Campos
Walderez de Barros
Ana Lúcia Torre
Marcelo Serrado
Antônio Calloni
Isadora Ribeiro
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Tema de abertura "Disputa de Poder" - Simone
Exibição
Emissora de televisão original Brasil SBT
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 5 de novembro de 1990 - 14 de maio de 1991
N.º de episódios 151
Cronologia
Cortina de Vidro

Brasileiras e Brasileiros é uma telenovela brasileira exibida em vários horários pelo SBT entre 5 de novembro de 1990 e 14 de maio de 1991, substituindo Cortina de Vidro e sendo substituída por Carrossel.[1]

Escrita por Carlos Alberto Soffredini e Walter Avancini, que também a dirigiu, foi uma co-produção da Miksom.[2] Dirigida por Roberto Vignati, Antonino Seabra e Carlos Nascimbeni. O título aludia ao bordão do ex-presidente do Brasil José Sarney, que sempre iniciava seus discursos com “Brasileiras e brasileiros…”.[3]

Teve Edson Celulari, Fúlvio Stefanini, Carla Camurati, Ney Latorraca, Zezeh Barbosa, Daniel Dantas, Rosi Campos, Walderez de Barros, Ana Lúcia Torre, Marcelo Serrado, Antônio Calloni e Isadora Ribeiro nos papeis principais.

A produção entrou no ar às 18h, mas a baixa audiência fez com que fosse mudada para 18h30, 17h45 e 19h. Quando saiu do ar, estava sendo apresentada às 20h a partir de 7 de janeiro de 1991.[4][5][6][7] A proposta de fazer uma novela centrada na camada pobre da sociedade brasileira não rendeu bons frutos para a emissora, que mudou o horário de exibição diversas vezes. O texto de Soffredini foi considerado lento e a emissora optou por afastá-lo do roteiro.[8][9] Em seguida, os pobres, que eram até então os protagonistas, sumiram e a novela passou a ser centralizada na trama entre milionários, com Rubens de Falco e Lucélia Santos à frente de um drama familiar, em uma tentativa de atrair o público acostumado as telenovelas mexicanas do SBT. Assim como sua antecessora Cortina de Vidro, Brasileiras e Brasileiros terminou sem sucesso.[10][11][12][13] O SBT só voltaria a produzir novelas três anos depois, com a estreia do sucesso Éramos Seis.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Entre 1982 e 1986, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) exibiu em sua programação trinta telenovelas, sendo dezesseis mexicanas e quatorze produções nacionais. Estas, exibidas no horário nobre, oscilaram uma audiência entre oito e quinze pontos durante esse período de cinco anos.[14] Inicialmente, a elaboração de teledramaturgia da emissora estava destinada à refilmagem de roteiros mexicanos; no entanto, em 1984, foi apresentado um roteiro original escrito por Henrique Lobo, Ismael Fernandes e Crayton Sarzy, Meus Filhos, Minha Vida.[15] De forma ininterrupta, o SBT continuou com histórias brasileiras nas três obras seguintes: Jerônimo (1984), Jogo do Amor (1985) e Uma Esperança no Ar (1985).[16][17]

Após um intervalo de quase quatro anos, a rede decidiu retornar à produção de telenovelas com Cortina de Vidro; para tal, um contrato com as empresas independentes Art Vídeo Produções (AVP) e Miksom foi assinado. O SBT, dessa maneira, seria encarregado apenas pela exibição da obra, sendo de responsabilidade das outras empresas a escolha de elenco, elaboração dos capítulos e produção geral.[18]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Na periferia paulistana, Ângelo está pensando em voltar a praticar a luta-livre. Então, ele resolve promover um ringue de luta-livre feminina ao lado de Totó, chamado Duras na Queda. É aí que entram em cena Teresa de Ogum, Alma e Arlete, sempre cercadas pela Limovi - Liga pela Moral e pela Virtude, liderada pelo moralista Coriolano. Teresa é umbandista e é filha de Ogum, por isso seu apelido.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Brasileiras e Brasileiros estreou na segunda-feira, 5 de novembro de 1990, às 18h, e conquistou uma média de 17 pontos no Ibope da Grande São Paulo, garantindo a vice-liderança, atrás da Rede Globo que fez 34 pontos. Na terça-feira, a média da novela caiu para 10 pontos.[19][20] Em um mês, a produção caiu para 6 pontos.[21] A produção chegou a registrar 3 pontos.[1] A audiência do SBT só foi trazida de volta com a sua sucessora, a mexicana Carrossel quintuplicando a audiência do horário, com mais de 26 pontos.[22]

Referências

  1. a b «Brasileiras e Brasileiros». Teledramaturgia. Consultado em 6 de maio de 2016 
  2. Marcia Cezimbra (14 de agosto de 1990). «SBT entra na briga da novela». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  3. Jorge Antônio Barros (4 de novembro de 1990). «Um retrato sem retoques da perifiria de uma grande cidade». O Dia. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  4. «SBT muda horário de novela para as 20h». Folha de São Paulo. TV-Pesquisa. 23 de dezembro de 1990. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  5. Apoenan Rodrigues (28 de dezembro de 1990). «Crise afeta SBT de Avancini». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  6. Jorge Antônio Barros (6 de janeiro de 1991). «Avancini muda tudo na novela». O Dia. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  7. Roberto Comodo (10 de janeiro de 1991). «Novela do SBT tem reforço». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  8. «SBT afasta autor de sua novela». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. 29 de novembro de 1990. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  9. Jorge Antônio Barros (4 de dezembro de 1990). «Novela do SBT enfrenta crise». O Dia. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  10. Annette Schwartsman (4 de novembro de 1990). «SBT mostra os miseráveis sem glamour». Folha de São Paulo. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  11. Maria Helena Dutra (18 de maio de 1991). «O sucesso da Globo e o fracasso do SBT em mais um capítulos da história das novelas». O Dia. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  12. Armélia Gonzalez (9 de julho de 2006). «Nostalgia: "Brasileiros e brasileiras"». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  13. «Celeiro intelectual, USP aprova "doutor noveleiro"». Folha de São Paulo. 24 de outubro de 2004. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  14. Duó, Eduardo (15 de outubro de 1989). «Novela do SBT quer público que foge de notícias». Folha de S. Paulo. Consultado em 5 de março de 2019 
  15. «Reprise de novela, sem querer, imita TV pirata». Folha de S. Paulo. 20 de maio de 1990. Consultado em 29 de outubro de 2016 
  16. Santos Reis, Arthur (24 de dezembro de 2013). «O fim do ciclo mexicano». Jornal do Brasil. Consultado em 26 de dezembro de 2013 
  17. Blecher, Nelson (13 de dezembro de 1993). «Vice-líder, SBT parte para a produção de novelas». Folha de S. Paulo. Consultado em 26 de dezembro de 2013 
  18. «A primeira». Jornal do Brasil. 9 de junho de 1989. Consultado em 5 de março de 2019 
  19. «A segunda». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. 8 de novembro de 1990. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  20. Lúcia Leme (14 de novembro de 1990). «Avancini com a mão na massa». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  21. Lucélia Caseiro (10 de dezembro de 1990). «Insucesso da novela obriga SBT a fazer cortes». Meio & Mensagem. TV-Pesquisa. Consultado em 30 de novembro de 2019 
  22. «'Carrossel' bate recorde». Folha de São Paulo. TV-Pesquisa. 26 de maio de 1991. Consultado em 30 de novembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]