Beatriz Mendes

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Beatriz Mendes de Góis e Vasconcelos
Outros nomes Brites Mendes
Nascimento Por volta de 1530
Lisboa, Reino de Portugal
Morte 19 de dezembro de 1620 (90 anos)
Olinda, Capitania de Pernambuco,
Brasil Colônia
Nacionalidade Portugal Portugal
Progenitores Mãe: Joana de Góis Vasconcelos
Pai: Luís de Portugal, Duque de Beja
Ocupação Senhora de engenho

Beatriz Mendes de Gois e Vasconcelos [1][2][3] (cerca de 1530, Lisboa - 19 de dezembro de 1620, Olinda), na grafia da época, Brites Mendes, foi uma senhora de engenho portuguesa que viveu em Pernambuco durante o período colonial.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Uma das primeiras mulheres portuguesas a migrar para as terras que viriam a ser conhecidas como Brasil, Beatriz chegou criança na nau do donatário Duarte Coelho, em 9 de março de 1535. Órfã, veio por determinação real acolhida por sua madrinha Brites de Albuquerque, de quem herdou o nome, e que a casou com o holandês Arnau de Holanda. Teria sido filha de Bartolomeu Rodrigues de Sá (ou Falcão), camareiro do infante Dom Luís com uma dama da corte, Joana de Goés Vasconcelos. Entretanto, considerando as regalias e cuidados que a corte portuguesa teve para com a órfã Beatriz, diversos historiadores e genealogistas, a exemplo de Evaldo Cabral de Mello, consideram que poderia ter sido ela filha natural de algum fidalgo da corte, talvez do próprio Dom Luís, solteirão impenitente, cujo camareiro se tenha prestado à ficção, então comum, de passar por pai da bastarda[4].

Assim como sua paternidade, seu ano de nascimento correto é um mistério. É constantemente apontada em árvores genealógicas como tendo nascido em 1522 ou 1525[5][6], o que é improvável, visto que o relato histórico aponta que teria chegado ainda bastante criança com Duarte Coelho em 1535. Além disso, quando o inquisidor Heitor Furtado de Mendonça aportou em Pernambuco e a entrevistou, Beatriz declarou ter sessenta e cinco anos em 1598, o que significa que teria nascido em 1533; em 1601, entretanto, em nova entrevista ao Santo Ofício, declarou ter setenta anos, o que a faria nascida em 1530 ou 1531. Segundo o historiador Evaldo Cabral de Mello, a confusão de Beatriz é bastante compreensível, visto que, naquela época, até mesmo indivíduos de boa posição social não sabiam com exatidão a própria idade[7].

Beatriz e seu marido Arnau formaram um poderoso clã cujo poder e prestígio econômico/político perduraram intactos no Brasil até o Século XIX. A estratégia de casamento de seus descendentes envolveu uniões com algumas das mais prestigiadas famílias da época, tais quais os portugueses da poderosa família Albuquerque, assim como os Barros Pimentel, os italianos da linhagem Cavalcanti e os alemães Lins.

Diversas famílias brasileiras tem descendência direta de Beatriz e seu marido, principalmente no Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte etc.

Onde As famílias Albuquerque, Araújo, Cavalcante, Corrêa, Dantas, Família Gois, Medeiros, Pereira e outros se multiplicaram com o passar do tempo. Inclusive os Holanda.

Morre em 19 de dezembro de 1620, com idade próxima aos noventa anos.

Descendentes[editar | editar código-fonte]

Beatriz teve com seu marido Arnau diversos filhos, firmando-se assim como ancestrais de diversas famílias ilustres da Região Nordeste do Brasil. São seus filhos[8]:

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Brites Mendes de Gois Vasconcelos Árvore genealógica». 5 de maio de 2015. Consultado em 6 de junho de 2020 
  2. Diligências de habilitação para o cargo de familiar do Santo Ofício de José Gomes de Melo, Wikidata Q104176654 
  3. «história e genealogia do pernambuco» (PDF). 5 de maio de 2015. Consultado em 23 de agosto de 2022 
  4. Evaldo Cabral de Mello (São Paulo: Companhia de Bolso, 2009, página 87). O Nome e o Sangue. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-359-1397-2 
  5. «Brites Mendes de Vasconcelos». 5 de maio de 2015. Consultado em 6 de junho de 2020 
  6. Jacyntho Lins Brandão. «Brites Mendes de Vasconcelos». Consultado em 6 de junho de 2020 
  7. Evaldo Cabral de Mello (São Paulo: Companhia de Bolso, 2009, páginas 87-90). O Nome e o Sangue. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-359-1397-2 
  8. Cândido Pinheiro Koren de Lima. Branca Dias, Tomo I (Fundação Gilberto Freyre: 2012). [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-85197-21-6