Brookfield Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde maio de 2017).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ambox important.svg
Este artigo ou seção parece estar escrito em formato publicitário ou apologético.
Por favor ajude a reescrever este artigo para que possa atingir um ponto de vista neutro, evitando assim conflitos de interesse.
Para casos explícitos de propaganda, em que o título ou todo o conteúdo do artigo seja considerado como um anúncio, considere usar {{spam}}, regra n° 6 da eliminação rápida.
Brookfield Brasil
Razão social Brookfield Brasil Ltda.
Tipo Empresa de capital fechado
Indústria Gestão de ativos
Fundação 1899 (118 anos)
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro,  Brasil
Área(s) servida(s) Em todo o Brasil
Locais Rio de Janeiro e São Paulo
Proprietário(s) Brookfield Asset Management
Presidente Luiz Ildefonso Simões Lopes
Pessoas-chave Luiz Ildefonso Simões Lopes, CEO
Empregados 16.000
Subsidiárias Brookfield Incorporações
Ativos R$ 60 bilhões
Website oficial www.brookfieldbr.com

Brookfield Brasil é uma empresa de gestão de ativos, fundada no país em 1899. O grupo detém no Brasil um portfólio de mais de R$ 60 bilhões em ativos sob gestão, o que a coloca como uma das maiores plataformas de investimento no País.[1]

Os investimentos da empresa no Brasil abrangem ativos de alta qualidade em todo o país, em cinco principais segmentos de atuação: Infraestrutura, Imobiliário Comercial, Energia renovável, Recursos Sustentáveis e Private Equity. No segmento de infraestrutura, detém participações acionárias na Arteris, uma das maiores empresas de concessão rodoviária,[2] e na VLI, uma empresa de soluções integradas de logística que engloba ferrovias, portos e terminais intermodais, além de investimentos em linhas de transmissão de energia e em transporte de gás.[3][4] No segmento de investimentos imobiliários comerciais, possui um portfólio de edifícios de escritórios comerciais de alto padrão em São Paulo e Rio de Janeiro, além de investimentos em shopping centers. Seu portfólio de energia renovável inclui usinas hidrelétricas,[5] parques eólicos e usinas de cogeração a partir de biomassa.[6] Em recursos sustentáveis, detém investimentos em terras destinadas à produção agropecuária e reflorestamento. E, por meio de sua divisão de private equity, detém uma das maiores empresas de incorporação imobiliária e a maior empresa privada de saneamento do Brasil, a BRK Ambiental.[7] Essas operações estão presentes em 18 estados e geram aproximadamente 16 mil empregos.[8]

A Brookfield Brasil é uma subsidiária da Brookfield Asset Management, uma das maiores gestoras globais de ativos alternativos, com aproximadamente US$ 250 bilhões em ativos sob gestão e presença em mais de 30 países. Seus negócios incluem um dos maiores portfólios de imóveis comerciais do mundo; operações em infraestrutura que englobam serviços públicos, transportes, transmissão e distribuição de energia, infraestrutura de comunicações e recursos sustentáveis (agropecuária e reflorestamento); investimentos em energia renovável, envolvendo mais de 260 usinas hidrelétricas parques de energia eólica e cogeração a partir de biomassa; além de investimentos em companhias de diferentes segmentos industriais e de serviços, por meio da divisão de Private Equity.[9][10]

Luiz Ildefonso Simões Lopes (Luiz Lopes)[editar | editar código-fonte]

Luiz Ildefonso Simões Lopes - Presidente Brookfield Brasil

Luiz Ildefonso Simões Lopes é Senior Managing Partner da Brookfield Asset Management, Head da América Latina e CEO da Brookfield Brasil. O executivo se juntou ao grupo no ano de 1994, então como Vice-Presidente do Banco Brascan.[11] A partir de outubro de 2007, assumiu a posição de Senior Managing Partner da Brookfield Asset Management e CEO da Brookfield Brasil.

Antes de se juntar à Brookfield, Luiz Lopes foi Diretor Superintendente da Magliano CCVM, Diretor da FIAT Leasing e Banco FIAT. Luiz Lopes é também Vice-Presidente do Conselho Curador da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB),[12] membro do Conselho da Câmara de Comercio Brasil-Canadá, membro do International Advisory Board da Fundação Dom Cabral[13] e do Conselho Curador da Fundação Getulio Vargas.

História[editar | editar código-fonte]

Os investidores canadenses William Mackenzie e Frederick Stark Pearson fundaram a São Paulo Railway, Light and Power Co. para lançarem os primeiros bondes elétricos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

As operações da Brookfield começaram no Brasil, em 1899, quando um grupo de investidores canadenses William Mackenzie e Frederick Stark Pearson e brasileiros fundaram a São Paulo Tramway, Light and Power Company, para desenvolver sistemas de iluminação pública e de transporte coletivo movidos a energia elétrica (bondes elétricos). No mesmo ano, deu início à construção da Usina Hidrelétrica de Parnaíba. Inaugurada em 1901, sendo a primeira hidrelétrica a abastecer a cidade de São Paulo.[14]

Em 1905, o grupo expandiu essas duas atividades para o Rio de Janeiro, com a criação da Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company. Nos anos seguintes, investiu também em sistemas de distribuição de gás e de telefonia, o que a colocava, em 1925, como a maior empresa de serviços de utilidade pública da América Latina.[15]

O grupo passou por diversos momentos no Brasil, muitas dessas operações e concessões que deram origem aos negócios da Brookfield ou expiraram ou foram vendidas. Nunca, porém, a Brookfield deixou de investir no Brasil, migrando do setor de serviços de utilidade pública para investimentos em participações em empresas de diversos segmentos econômicos. Mais de 115 anos depois de sua fundação, a Brookfield detém hoje uma das maiores plataformas de investimento do Brasil, estão presentes em 18 estados brasileiros e geram cerca de 16 mil empregos no país.[16][17]

Áreas de atuação da Brookfield no Brasil[editar | editar código-fonte]

A atuação da Brookfield no Brasil engloba os seguintes segmentos[18]:

  • Investimentos imobiliários

Prédios comerciais

Shopping centers

  • Geração de energia renovável

Hidrelétrica

Eólica

Biomassa

  • Infraestrutura

Rodovias pedagiadas

Ferrovias

Portos e terminais intermodais

Transmissão de energia elétrica

Transporte de gás

  • Private Equity

Oportunidades de investimento em diversos setores com potencial de consolidação, melhoria de eficiência, ou readequação de sua estrutura de capitais.

Incorporação imobiliária

Saneamento

  • Recursos Sustentáveis

Agropecuária

Florestal

Negócios Brookfield[editar | editar código-fonte]

Investimentos Imobiliário[editar | editar código-fonte]

A Brookfield Property Group, divisão de investimentos imobiliários do grupo, detém no Brasil um portfólio composto por 337 mil metros quadrados de área locável em shopping centers, totalizando ativos de cerca R$ 10 bilhões, o que a posiciona como uma das maiores investidoras em imóveis comerciais no Brasil.[19]

O portfólio de imóveis comerciais no Brasil compreende os seguintes empreendimentos:

  • Em São Paulo, as Torres D e E do complexo JK Iguatemi, o Edifício Cidade Jardim, o WTorre Morumbi e o Faria Lima 3.500, além de uma torre em desenvolvimento no complexo 17007 Nações;[20]
  • No Rio de Janeiro, os edifícios Centro Empresarial Senado, MV9 e Sylvio Fraga, além de um projeto built-to-suit em desenvolvimento na região do Porto Maravilha e que abrigará a nova sede da L'Oréal no Brasil.[21]         

No segmento de shopping centers, os investimentos da Brookfield compreendem participações em seis empreendimentos. São eles os shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis, West Plaza e Raposo, em São Paulo, e Rio Sul e Madureira, no Rio de Janeiro.[22]

Energia Renovável[editar | editar código-fonte]

A Brookfield Energia Renovável detém no Brasil um portfólio composto por 41 usinas hidrelétricas, cinco parques eólicos e quatro usinas de geração a partir de biomassa, que somam uma capacidade instalada de aproximadamente 1.200 MW e ativos de cerca R$ 10,5 bilhões. Suas operações estão presentes em 10 estados.[23]


Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

A área de Infraestrutura da Brookfield detém um portfólio de R$ 9 bilhões em ativos sob gestão. O grupo tem presença consolidada nos segmentos de concessões rodoviárias, por meio da concessionária Arteris, da qual é co-controladora ao lado do grupo espanhol Abertis Infraestructuras S.A.; em portos, ferrovias e terminais intermodais, por meio de participação acionária de 26,5% na empresa de logística integrada VLI, na qual tem como sócios a Vale, a Mitsui e o FI-FGTS; e em uma unidade dedicada a linhas de transmissão, envolvida em diversos projetos no País.[24]

Em 2017, ingressou no segmento de transporte de gás por meio da aquisição da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), empresa que era controlada pela Petrobrás, por US$ 4,23 bilhões. A NTS detém uma rede de mais de 2.000 km de gasodutos pelos quais é feito o transporte de gás aos estados mais industrializados do Brasil.[25][26][27]

Private Equity[editar | editar código-fonte]

A Brookfield possui mais de 30 anos de experiência como investidora de private equity e detém no Brasil R$ 7,4 bilhões em ativos sob gestão. A divisão atua no segmento imobiliário residencial por meio da Brookfield Incorporações[28] e, em 2017, concluiu a aquisição de uma participação de 70% detida pelo Grupo Odebrecht na Odebrecht Ambiental, por US$ 908 milhões . Sob a gestão da Brookfield desde Abril de 2017, a Odebrecht Ambiental passou a se chamar BRK Ambiental.[29][30]

Recursos Sustentáveis[editar | editar código-fonte]

O portfólio de investimentos em Recursos Sustentáveis da Brookfield no Brasil alcança R$ 5,8 bilhões em ativos sob gestão e compreende 263 mil hectares de terras  destinadas a agropecuária e outros 290 mil hectares usados na plantação de florestas. O grupo tem um histórico de mais de 40 anos atuando como investidores nesse segmento, em parceria com investidores nacionais. As operações em agropecuária e em florestas compreendem investimentos em nove estados brasileiros.[31][32]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Lista: Cinco setores de atuação da Brookfield». O Globo. 28 de fevereiro de 2016 
  2. «Sobre | Arteris». www.arteris.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  3. «Vale conclui venda de 26,5% da VLI para Brookfield | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  4. «Vale vende fatia na VLI por R$2,7 bi; negocia participação | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  5. «Brookfield avança em energia com compra de usinas da EDP | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  6. «Investidores voltam a olhar usinas, agora por causa da energia do bagaço da cana | Abesco». www.abesco.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  7. «Odebrecht anuncia venda da unidade de saneamento». G1 
  8. «Lista: Cinco setores de atuação da Brookfield». O Globo. 28 de fevereiro de 2016 
  9. «Brookfield prioriza negociação olho no olho para ampliar ativos no Brasil». O Globo. 28 de fevereiro de 2016 
  10. «Brookfield avalia ativos no mercado imobiliário e em infraestrutura - ISTOÉ DINHEIRO». ISTOÉ DINHEIRO. 29 de dezembro de 2015 
  11. «Brookfield é novo nome do grupo Brascan no país – 23/6/2009». JF RED - Mercado imobiliario - 不动产的市场. 24 de junho de 2009. Consultado em 23 de maio de 2017 
  12. «Livreto - Temporada OSB 2016». issuu (em inglês) 
  13. «Membros». www.fdc.org.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  14. «Centro da Memória da Eletricidade no Brasil - Memória da Eletricidade». Memória da Eletricidade 
  15. Globo, Acervo - Jornal O. «Na centenária Light, a história de serviços de gás, bonde, telefone e energia no país». Acervo 
  16. «Brookfield multiplica seus investimentos no Brasil | Brasilagro». Portal Brasilagro. Consultado em 23 de maio de 2017 
  17. contato@griclub.org, GRI Club - http://griclub.org;. «Quais são hoje os alvos da Brookfield para investir no Brasil». www.griclub.org. Consultado em 23 de maio de 2017 
  18. «Lista: Cinco setores de atuação da Brookfield». O Globo. 28 de fevereiro de 2016 
  19. contato@griclub.org, GRI Club - http://griclub.org;. «Quais são hoje os alvos da Brookfield para investir no Brasil». www.griclub.org. Consultado em 23 de maio de 2017 
  20. «Brookfield avança em edifícios comerciais - Economia - Estadão». Estadão 
  21. «L'Oréal Brasil assina contrato para construção de sua nova sede na região do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro - Grupo L'Oréal». www.loreal.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  22. «Brookfield busca alternativas para seus shoppings». Valor Econômico 
  23. «Brookfield compra TerraForm, de energia renovável, por US$ 1,3 bilhão». Valor Econômico 
  24. «Vale conclui venda de 26,5% da VLI para Brookfield | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  25. «Petrobrás conclui venda de fatia em gasoduto NTS para a Brookfield e Itaúsa compra 7% das ações - Economia - Estadão». Estadão 
  26. «Estatal fecha venda de 90% da NTS para Brookfield». Valor Econômico 
  27. «Petrobras conclui venda de gasodutos e recebe US$ 4,23 bilhões». Folha de S.Paulo 
  28. «Brookfield Incorporações: imóveis para compra». Brookfield Incorporações. Consultado em 22 de maio de 2017 
  29. «Odebrecht terá R$ 2,3 bi no caixa após venda de ativo». Valor Econômico 
  30. «Concluída a venda da Odebrecht Ambiental à Brookfield - Notícia Hoje». noticiahoje.net. Consultado em 22 de maio de 2017 
  31. «Portal ABVCAP». www.abvcap.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 
  32. «Brasil Energias - Nossas Soluções». www.brcomercializadora.com.br. Consultado em 23 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]