Brugmansia × candida

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Brugmansia candida
Brugmansia candida.
Brugmansia candida.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Subfamília: Solanoideae
Tribo: Datureae
Género: Brugmansia
Espécie: B. × candida
Nome binomial
Brugmansia × candida
Pers.
Sinónimos
Vista da planta em flor.
Detalhe das flores.
Folhas.
Hábito da planta.

Brugmansia × candida é uma espécie híbrida de plantas com flor do género Brugmansia da família das Solanaceae amplamente utilizada como planta medicinal na América do Sul, região correspondente à sua área de distribuição natural. Corresponde à hibridização natural de Brugmansia aurea × Brugmansia versicolor.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Brugmansia × candida e um arbusto ou pequena árvore que atinge cerca de 3 m de altura. As folhas são alargadas e grandes, de coloração verde pálido e ásperas ao tacto. As flores grandes e pêndulas, são brancas, podendo apresentar tons rosados, com a corola em forma de trombeta.

O híbrido é originário do Equador, Chile e Peru, preferindo climas quentes, mas tolerando climas temperados desde que não sujeito a geadas. Na sua região de distribuição natural ocorre entre entre os 200 e os 2600 metros de altitude.

Ocorre em geral como planta cultivada em hortos e jardins familiares, estando presente em terrenos de cultivo, ou associada a bosques tropicais caducifólios, subcaducifólios, subperenifólios e perenifólios, bosques espinhosos, matorral xerófilo e bosques mesófilos de montanha.

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

Como ocorre com o género Datura, todos os órgãos aéreos das espécies correspondentes ao género Brugmansia contêm substâncias cujo consumo pode provocar problemas na saúde humana.[1] Os compostos presentes são alcaloides tropânicos, entre os quais a escopolamina e a hiosciamina. A sua ingestão, tanto por humanos como por outros mamíferos, pode resultar fatal,[2][3] e o simple contacto com os olhos pode produzir midríase (dilatação das pupilas) ou anisocoria (desigualdade no tamanho pupilar).[4]

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Brugmansia candida foi descrita como espécie por Christiaan Hendrik Persoon e publicada em Synopsis Plantarum 1: 216. 1805.[5] A etimologia do nome genérico Brugmansia é uma homenagem ao botânico neerlandês Sebald Justinus Brugmans (1763–1819). O epíteto específico candida é o termo latino que significa "muito branca".[6]

Considerada como uma espécie, apresenta uma larga sinonímia que inclui:[7]

  • Brugmansia × candida Pers.
  • Brugmansia arborea (L.) Lagerh.
  • Datura arborea Ruiz & Pav.
  • Datura × candida (Pers.) Voigt
  • Datura candida (Pers.) Saff.
  • Datura candida (Pers.) Pasq.

Referências

  1. Ver aviso da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar de 2012.
  2. F. Löhrer & R. Kaiser: Biogene Suchtmittel: Neue Konsumgewohnheiten bei jungen Abhängigen?, em: Der Nervenarzt, Volume 70, 1999, p. 1029-1033.
  3. European Food Safety Authority (EFSA) (2012). «Compendium of botanicals reported to contain naturally occuring substances of possible concern for human health when used in food and food supplements» (PDF). EFSA Journal. 10 (5): 2663. doi:10.2903/j.efsa.2012.2663 
  4. van der Donck, I.; Mulliez, E.; Blanckaert, J. (2004). «Angel's Trumpet (Brugmansia arborea) and mydriasis in a child - A case report». Bulletin de la Societe Belge d'Ophtalmologie. 292: 53–56. ISSN 0081-0746. 
  5. «Brugmansia candida». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 3 de outubro de 2013 
  6. En Epítetos Botánicos
  7. Brugmansia candida en PlantList

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brako, L. & J. L. Zarucchi. (eds.) 1993. Catalogue of the Flowering Plants and Gymnosperms of Peru. Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 45: i–xl, 1–1286.
  • Breedlove, D.E. 1986. Flora de Chiapas. Listados Floríst. México 4: i–v, 1–246.
  • CONABIO. 2009. Catálogo taxonómico de especies de México. 1. In Capital Nat. México. CONABIO, Mexico City.
  • D'Arcy, W. G. 1987. A trip to study the Solanaceae of Madagascar. Solanaceae Newslett. 2(5): 51–57.
  • D'Arcy, W.G. 1987. Flora of Panama. Checklist and Index. Part 1: The introduction and checklist. Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 17: v–xxx, 1–328.
  • Hokche, O., P. E. Berry & O. Huber. (eds.) 2008. Nuevo Cat. Fl. Vasc. Venezuela 1–860. Fundación Instituto Botánico de Venezuela, Caracas.
  • Linares, J. L. 2003 [2005]. Listado comentado de los árboles nativos y cultivados en la república de El Salvador. Ceiba 44(2): 105–268.
  • Nee, M. 1986. Solanaceae I. Fl. Veracruz 49: 1–191.
  • Porter, D. M. 1983. Vascular plants of the Galapagos: Origins and dispersal. 33–54. In M. B. R. I. Bowman & A. E. Leviton Patt. Evol. Galapagos Org.. Pacific Division, AAAS, San Francisco.
  • Schatz, G. E., S. Andriambololonera, Andrianarivelo, M. W. Callmander, Faranirina, P. P. Lowry, P. B. Phillipson, Rabarimanarivo, J. I. Raharilala, Rajaonary, Rakotonirina, R. H. Ramananjanahary, B. Ramandimbisoa, A. Randrianasolo, N. Ravololomanana, Z.S. Rogers, C.M. Taylor & G. A. Wahlert. 2011. Catalogue of the Vascular Plants of Madagascar. Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 0(0): 0–0.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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