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Bruno Schulz

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Bruno Schulz
Nascimento
Drohobych, Império Austro-hungáro (atual Ucrânia)
Morte
19 de novembro de 1942 (50 anos)

Drohobych, Polônia ocupada
NacionalidadePolónia Polaco
OcupaçãoEscritor, novelista, crítico literário, pintor, professor
Principais trabalhosSanatorium pod Klepsydrą, A rua dos crocodilos
Gênero literárioModernismo, surrealismo, realismo mágico

Bruno Schulz (Drohobych, Ucrânia, 12 de Julho de 1892íbib., 19 de Novembro de 1942) foi um novelista e pintor polonês de origem judaica, reconhecido como um dos expoentes da prosa polonesa do século XX.

Biografia

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Schulz nasceu em Drohobycz (hoje Drohobych), que então era parte da província da Galícia no Império Austro-Húngaro. Era filho do comerciante de tecidos Jakub Schulz e da dona de casa Henrietta (Kuhmerker) Schulz. Schulz teve ainda dois irmãos mais velhos: Izydor (1881-1935) e Hania (1891-1975). Jakub nasceu em Sudova Vyshnia em 1846, filho de Szymon e Hinda Schulz, nascendo em uma família hassídica mas se afastando totalmente da religião quando cresceu, enquanto Henrietta nasceu em 1851 em Drohobych e sendo filha de Ber Kuhmerker e Chaja Sara (Distelman) Kuhmerker. Ambos iriam se tornar personagens recorrentes nas histórias do filho, além de fortes elementos do hassidismo—embora tenha nascido em um lar secular e nunca tendo sido registrado qualquer movimento de retorno da parte dele ao judaísmo ortodoxo.[1] Izydor foi um bem-sucedido engenheiro e empresário.

Muito jovem interessou-se pela pintura, e acabou por estudar arquitetura na universidade de Lwów e Belas Artes em Viena. Ensinou desenho na cidade natal, onde o seu pai, Jacob Schulz, vendia roupa.

O autor alimentou a sua extraordinária imaginação com uma variedade de identidades e nacionalidades: um judeu polonês que falava iídiche, polonês e alemão. Ainda assim, não tinha nada de cosmopolita nele; o seu génio alimentava-se no local e o étnico. Poucas vezes deixou a sua cidade natal, e a sua vida adulta foi a de um eremita.

Schulz fez-se escritor por acaso, depois de algumas cartas que escreveu a um amigo nas quais dava conta, de modo muito original, da sua vida solitária e de detalhes das vidas dos seus conterrâneos. Isto chamou a atenção do novelista Zofia Nałkowska. Animou Schulz a publicá-las como relatos curtos de ficção, e assim As lojas de canela (Sklepy Cynamonowe) foi publicado em 1934, ao qual lhe seguiu Sanatório baixo a Clepsidra três anos depois. Ainda que Schulz falavao o alemão e o iídiche, escrevia os seus relatos em polonês. Também traduziu O Processo de Kafka ao polonês em 1936. Em 1938 a Academia Polonesa de Literatura concedeu-lhe o prestigioso Laurel de Ouro.

O estalar da II Guerra Mundial em 1939 tomou Schulz vivendo em Drohobycz, que estava ocupada pela União Soviética. Há informações de que estava a trabalhar numa novela chamada O Messias, mas não há rasto deste manuscrito. Depois da invasão alemã da União Soviética foi forçado, por ser judeu, a viver no gueto de Drohobycz, mas alguns relatos dizem que estava "protegido" por um oficial da Gestapo que admirava os seus desenhos. Durante as últimas semanas da sua vida pintou um mural em sua casa de Drohobycz no estilo que o identifica. Pouco depois de acabar o trabalho, foi fuzilado por um oficial alemão, rival do seu protetor, e o seu mural escondido.

Foi publicada uma nova edição dos relatos de Schulz em 1957, que teve tradução ao francês, alemão e posteriormente ao inglês, e o seu trabalho foi redescoberto por uma nova geração.

A obra de Schulz serviu de germen para dois filmes: Sanatorium pod Klepsydrą, uma adaptação polaca das suas histórias; e A rua dos crocodilos (Ulica Krokodyli) (1986) de Stephen e Timothy Quay.

Em 2001, permitiu-se a representantes da Yad Vashem de Israel a ir a Drohobycz para examinar o seu mural final. Ao cabo de três dias tiraram cinco secções do mural, levando-as para Jerusalém, alegadamente, sem permissão da Ucrânia para o fazer.

O corpo de obras de Schulz é pequeno: The Street of Crocodiles, Sanatorium Under the Sign of the Hourglass e algumas outras composições que o autor não adicionou à primeira edição de sua coletânea de contos. Uma coletânea de cartas de Schulz foi publicada em polonês em 1975, intitulada The Book of Letters, assim como vários ensaios críticos que Schulz escreveu para diversos jornais. Várias obras de Schulz foram perdidas, incluindo contos do início dos anos 1940 que o autor enviou para publicação em revistas, e seu último romance inacabado, The Messiah. A partir de maio de 2024, o único manuscrito literário sobrevivente de Bruno Schulz (conto Second Autumn (polonês: Druga jesień)) é apresentado em uma exposição permanente no Palácio da Comunidade em Varsóvia.[2][3]

Referências

  1. «Bruno Schulz». greencardamom.github.io. Consultado em 17 de fevereiro de 2026
  2. «Palace of the Commonwealth open to visitors». National Library of Poland. 28 de maio de 2024. Consultado em 11 de junho de 2024
  3. Makowski, Tomasz; Sapała, Patryk, eds. (2024). The Palace of the Commonwealth. Three times opened. Treasures from the National Library of Poland at the Palace of the Commonwealth. Warsaw: National Library of Poland. p. 188

Ligações externas

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O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Bruno Schulz
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