Bruno Tolentino
| Bruno Tolentino | |
|---|---|
| Nome completo | Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino |
| Nascimento | |
| Morte | 27 de junho de 2007 (66 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Parentesco | Antonio Candido de Mello e Souza e Bárbara Heliodora (primos) |
| Ocupação | poeta, polemista |
| Prêmios | Prêmio Jabuti Prêmio Senador José Ermírio de Morais Cruz e Souza Prêmio Abgar Renault (1997) |
| Magnum opus | As Horas de Katharina (1994) A Balada do Cárcere (1996) O Mundo como Ideia (2002) A Imitação do Amanhecer (2006) |
| Parte da série sobre |
| Conservadorismo no Brasil |
|---|
Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1940 – São Paulo, 27 de junho de 2007) foi um poeta, polemista e intelectual brasileiro. Foi um dos escritores brasileiros mais significativos da década de 1990, cujas ideias acabariam por influenciar o que veio a ser a nova direita no Brasil[nota 1]. Seu trabalho, agraciado três vezes com o Prêmio Jabuti, além de outras condecorações, influenciou uma nova geração de autores conservadores no país e renovou o quadro da poesia brasileira. Contudo, a sua obra é frequentemente ignorada pela academia por conta das inúmeras polêmicas em que se envolveu[3].
Nasceu em uma família tradicional do Rio de Janeiro, mantendo desde cedo contato pessoal com diversos escritores e intelectuais notáveis da época, e destacou-se ainda na juventude por conta do seu livro Anulação e Outros Reparos, que rendeu-lhe o Prêmio Revelação de Autor em 1963. No ano seguinte, por conta do golpe militar, se mudou para a Europa, onde lecionou como professor de literatura e foi preso por traficar drogas em 1987. Retornou ao Brasil em 1993, deportado pelo governo britânico, onde publicou a sua obra poética madura -- com destaque para os livros As Horas de Katharina, A Balada do Cárcere, O Mundo como Ideia e A Imitação do Amanhecer -- e envolveu-se em diversas polêmicas contra autores e intelectuais brasileiros, como Augusto de Campos e Caetano Veloso, além de promover críticas ácidas contra diversas tendências da literatura contemporânea no país, como o concretismo, a poesia marginal e o próprio modernismo brasileiro.
Sua obra poética apresentava um lirismo de teor filosófico e classicizante, contrastando com as principais tendências literárias da época. Por meio dos seus poemas, Tolentino criticou aquilo que chamava de "mundo como Ideia", enfatizando a necessidade de encarar a dimensão metafísica da vida.
Biografia
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A sua biografia é de difícil reconstrução, tendo em vista que o autor, ao longo da sua trajetória, disseminou muitos fatos mentirosos ou exagerados sobre a sua vida[4][5]. Nasceu em 1940, filho de Heitor Jorge de Carvalho Tolentino e de Odila de Souza Lima, e primo do crítico literário Antonio Candido e da crítica teatral Bárbara Heliodora[6]. Ele alega ter convivido desde criança com escritores próximos à família, como Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto[7].
Em 1963, publicou Anulação e Outros Reparos, dedicado à irmã de Glauber Rocha, a atriz Anecy Rocha, com quem teve um breve caso amoroso. O livro rendeu-lhe o Prêmio Revelação de Autor, que, à época, tinha júri composto por Manuel Bandeira e Lêdo Ivo[8].
Com o golpe militar de 1964, mudou-se para a Europa, onde viveu por trinta anos. Lá, como integrante do Programa de Leitorado do Itamaraty, ministrou aulas de Literatura em Essex e Bristol[8], envolveu-se num caso amoroso com o inglês Simon Pringle[9] (Tolentino era bissexual[10]), e, em 1987, foi preso em flagrante no aeroporto de Heathrow, em Londres, portando uma maleta cheia de cocaína, denunciado pela astróloga que havia consultado antes de viajar[9][11]. Condenado a onze anos de prisão, cumpriu ao todo metade da pena, sobretudo na penitenciária de Dartmoor, e foi deportado para o Brasil em 1993[12].

Aos companheiros de prisão, organizou aulas de alfabetização e de literatura, "em cujas sessões avançadas", segundo Tolentino, "chegaram a comparecer psicanalistas de renome, ao lado de personalidades do mundo das letras tais como Humphrey Carpenter, o estudioso e biógrafo de Ezra Pound e Auden, o dramaturgo Harold Pinter e Antonia Fraser"[13], mas os seus biógrafos contestam a veracidade dessas visitas. Em entrevista, Tolentino disse que amou a experiência[14].
Em 1993, retornou ao Brasil, publicando o livro As Horas de Katharina em 1994, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de melhor livro de poesia no ano seguinte[15], e A Balada do Cárcere em 1996. Com isso, Tolentino relançou-se no cenário cultural brasileiro, sendo comentado por diversos nomes proeminentes, dentre os quais Arnaldo Jabor, que escreveu uma crônica sobre o seu retorno, intitulada Tolentino traz de volta a peste clássica[16].
Tolentino sentiu-se inconformado com o cenário intelectual e cultural do Brasil que encontrou e escreveu ensaios para diversos jornais e periódicos, como a revista Bravo!, onde lançou críticas ácidas a diversos autores e movimentos da poesia moderna e contemporânea brasileira. Nesse período, aproximou-se de outros críticos do establishment cultural, como Olavo de Carvalho, e consagrou-se como uma grande influência entre leitores e estudantes conservadores[2].

Entre os anos de 2000 e 2002, morou no Santuário Estadual de Nossa Senhora da Piedade em Caeté, onde viveu e contribuiu com o Movimento Eclesial de Comunhão e Libertação. Nesta época, em 2002, terminou a revisão do seu livro O Mundo como Ideia, que lhe rendeu um segundo Jabuti em 2003[17], além do Prêmio Senador José Ermírio de Morais, em sessão solene da Academia Brasileira de Letras, com saudação proferida pelo filósofo Miguel Reale[18].
Portador de AIDS[19] e lutando contra um câncer, morreu aos 66 anos em São Paulo, por falência múltipla de órgãos, em 27 de junho de 2007[20]. Seu último livro, A Imitação do Amanhecer, publicado no ano anterior, rendeu-lhe, postumamente, um terceiro Jabuti[21].
Obra poética
[editar | editar código]A obra madura de Tolentino focava o problema daquilo que chamava de "mundo como ideia". O poeta, valendo-se das palavras de São Boaventura, afirmava que o ser humano é "um primeiro rascunho do ser" e que "a vida é metafísica", mas que o homem moderno tende a encarar a realidade a partir de "construções conceituais que fazemos do significado profundo e misterioso das coisas" (como o marxismo, o cientificismo e o modernismo), negando assim a dimensão metafísica da vida[22].
Suponha-se a Medusa redimida,
uma anti-Medusa que acordasse
em seu poço de estátuas face a face
com a escuridão de pedra e, arrependida,
saudosa agora do fugaz, da vida,
de tudo o que exilou, enfim tentasse
um novo olhar, o olhar da despedida,
por exemplo, o olhar do desenlace,
da resignação… Pobre coitada!
Como trazer de volta agora aquela
doce fragilidade dantes, se ela
já mal recorda a ânsia, o quase-nada,
o brilho que era o ser? A madrugada
não volta a um calabouço sem janela.— Poema Anti-Medusa, do livro O Mundo como Ideia.
A única maneira de o homem livrar-se desse ideário e desfrutar da plenitude da vida, segundo Tolentino, é por meio de Deus e da beleza, dois conceitos que a modernidade vem constantemente procurando destruir. Sua obra poética, em especial os livros que publicou no regresso ao Brasil (As Horas de Katharina, A Balada do Cárcere, O Mundo como Ideia e A Imitação do Amanhecer), procura resgatá-los, promovendo reflexões metafísicas sobre a vida do homem por meio de uma poética clássica, com versos métricos e formas fixas, em constante diálogo com a alta tradição ocidental.
O que a poesia e Deus têm em comum é justamente isto. A grande arte e a divindade possuem essa capacidade de divinizar a vida, de mostrar que não há outro modo de compreensão da realidade. [...] O mundo moderno quer criar uma espécie de antídoto para essa ameaça que é Deus e a Beleza, e o resultado não poderá ser outro que não a feiura e a negação de absolutamente tudo. Vamos então conceber o nosso mundo como horroroso para podermos dar-nos ao luxo de acreditar que temos uma defesa, um escafandro contra aquela súbita surpresa, aquele temor e tremor de acordar diante daquilo que realmente somos. E então passaremos o tempo empilhando latas no supermercado e tentando fazer disto arte. — Bruno Tolentino[22]
Em As Horas de Katharina, narra a história de uma mulher que tornou-se freira contra a vontade, mas que experimentou, ao longo do tempo, um lento processo de conversão e aceitação do seu ministério[23]. Em A Balada do Cárcere, um eu lírico presidiário narra a sua história de vida e as experiências que teve, em companhia de um assassino chamado "Numeropata"[24]. Em O Mundo como Ideia, apresenta uma série de poemas filosóficos que discutem a questão do "mundo como ideia"[25]. Já em A Imitação do Amanhecer, um eu lírico narra um romance que viveu com um homem em Alexandria, discutindo também a questão do "mundo como Ideia"[26].
O Cristo não é
um belo episódio
da história ou da fé:
nem o clavicórdio
nos dedos da luz,
nem o monocórdio
chamado da Cruz.
O crucificado,
chamado Jesus,
é o encontro marcado
entre a solidão
e o significado
do teu coração:
de um lado teu medo,
teu ódio, teu não;
de outro o segredo,
com seu cofre aberto,
onde o teu degredo,
onde o teu deserto,
vão morrer, mas vão
morrer muito perto
da ressurreição.— Poema O segredo, do livro As Horas de Katharina.
Polêmicas
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O poeta, enquanto trabalhou como colunista de diversos jornais e revistas, escreveu ensaios ácidos contra nomes consagrados da literatura e cultura brasileira e promoveu algumas polêmicas relacionadas a movimentos da poesia moderna e contemporânea no país.
A primeira polêmica notória de Tolentino envolveu um artigo que publicou para o Estadão em 3 de setembro de 1994 intitulado Crane anda para trás feito caranguejo, onde critica uma tradução de Augusto de Campos do poema Praise for an Urn, de Hart Crane, chamando o concretista de "vaidoso prepotente" e "delirante autoritário" e dizendo que "já está na hora de acabar com a admiração dos irmãos Campos no mundo da tradução brasileira"[27]. Por conta disso, Campos organizou um abaixo-assinado contra o poeta, assinado por mais de setenta figuras proeminentes da cultura brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Marilena Chaui[3]. Em resposta, Tolentino escreveu uma série de poemas jocosos satirizando cada um dos signatários, reunidos no livro Os sapos de ontem[28].
Outra grande polêmica do autor envolveu uma entrevista que deu à revista Veja em 20 de março de 1996, que recebeu o título de "Quero o meu país de volta". Nela, o poeta criticou de maneira ácida a decadência do pensamento intelectual e da cultura brasileira e afirmou que jamais colocaria um filho para estudar em uma escola no Brasil, apontando que o sistema de educação brasileiro iguala poetas de alto calibre como Camões e Olavo Bilac com compositores de música popular como Caetano Veloso[29].
É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o show biz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura. [...] Gosto da música popular brasileira e também da de outros países, mas a música popular não se confunde com a erudita. Então, como é que letra de música vai se confundir com poesia? — Bruno Tolentino[29]
Tolentino provocou outras polêmicas enquanto escreveu para a revista Bravo!, com destaque para os ensaios Banquete de ossos, onde criticou os movimentos nacionalistas do modernismo brasileiro na ocasião do aniversário de 70 anos do Manifesto Antropofágico[30]; A lorota de Ipanema, onde criticou a obra de Ana Cristina Cesar e a poesia marginal[31]; e Berimbau de barbante, onde criticou a obra de Paulo Leminski[32].
Legado
[editar | editar código]Em matéria de poesia e poética, os anos noventa do século XX talvez possam descrever-se, no Brasil, como a década de João Cabral de Melo Neto, ou, mais exatamente, como o período culminante de sua canonização [...] Num clima poético como esse, dominado por palavras de ordem como “antilirismo”, “concretude”, “objetividade” e “concentração”, a poesia filosófica e classicamente lírica de Tolentino soou como música nova aos ouvidos mais atentos. — Érico Nogueira[33].
A obra poética de Tolentino inovou a poesia brasileira contemporânea ao resgatar a linguagem clássica e o lirismo filosófico em um momento onde as produções líricas prezavam, em geral, pelo coloquialismo, pela vanguarda e pela objetividade. Junto com a de Paulo Henriques Britto, Ivan Junqueira e Glauco Mattoso, sua poesia retomou a tendência de reinventar as formas clássicas em linguagem moderna.
Ademais, sua atividade como polemista foi um contraponto significativo à atitude crítica da época. Segundo Heloísa Buarque de Hollanda, a literatura brasileira na década de 1990 sofria de uma "apatia literária", visto que os autores da época procuravam "escapar do atrito", afastando-se de polêmicas literárias e debates críticos[34]. Diante desse cenário, segundo Nívia Maria Santos Silva, Tolentino assumiu "a posição de incitador de debates"[35].
Além disso, Tolentino assumiu um importante papel na construção da nova direita brasileira. Por conta, principalmente, do seu trabalho como polemista, o poeta figurou como um dos principais intelectuais de direita no Brasil entre as décadas de 1990 e 2000, em companhia de José Guilherme Merquior e Olavo de Carvalho, apesar de as suas ideias contrastarem muito com as que se tornariam populares na direita brasileira a partir das jornadas de junho, com a ascensão do bolsonarismo[2].
Obras publicadas
[editar | editar código]- Anulação e Outros Reparos (São Paulo: Massao Ohno, 1963)[36]
- Le vrai le vain (Paris: Actuels, 1971)
- About the Hunt (Oxford: OPN, 1979)
- As Horas de Katharina (São Paulo: Companhia das Letras, 1994)[23]
- Os Deuses de Hoje (Rio de Janeiro: Record, 1995)[37]
- Os Sapos de Ontem (Rio de Janeiro: Diadorim, 1995)
- A Balada do Cárcere (Rio de Janeiro: Topbooks, 1996)[24]
- O Mundo como Ideia (São Paulo: Globo, 2002)[25]
- A Imitação do Amanhecer (São Paulo: Globo, 2006)[26]
Notas
- ↑ Há uma grande polêmica em relação à identificação de expoentes da nova direita no Brasil. Boa parte dos seus alegados expoentes incomoda-se bastante em ser classificada dentro desse espectro político. Em vida, Tolentino raramente abordou questões políticas e partidárias, mas uma variedade de autores o cita como um importante nome na construção da nova direita no Brasil, a exemplo dos que escrevem no jornal Gazeta do Povo[1]. Martim Vasques da Cunha, em um ensaio intitulado "Tragédia ideológica", explica com mais detalhes o papel de Tolentino na construção dessa nova mentalidade conservadora no país[2].
Referências
- ↑ «A entrevista que fez surgir a nova direita brasileira». Gazeta do Povo. 30 de maio de 2025. Consultado em 23 de junho de 2025
- ↑ a b c CUNHA, Martim Vasques da (agosto de 2020). «Tragédia ideológica». Revista Piauí. Consultado em 23 de junho de 2023
- ↑ a b ARAÚJO, Daniel (9 de abril de 2023). «Quem foi Bruno Tolentino, o poeta cancelado amigo de Olavo de Carvalho». Gazeta do Povo. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ According to an obituary written by literary scholar Chris Miller, Tolentino was a character "stranger than fiction", and his claims about literary friendships were at least partially true (e.g. his friendship to Yves Bonnefroy); however, according to the same scholar, Tolentino's exaggerations made it very difficult to tell truth from fiction.Chris Miller, "Bruno Tolentino", PN Review 180, Volume 34 Number 4, March - April 2008, available on line at [1]
- ↑ «Tolentino, interview in Jornal de Poesia». Consultado em 5 de dezembro de 2009. Arquivado do original em 22 de dezembro de 2009
- ↑ «Morre o poeta carioca Bruno Tolentino, 66» (HTM). São Paulo: Folhapress. Folha de S.Paulo. 28 de junho de 2007. Consultado em 2 de setembro de 2016
- ↑ Chris Miller, "Bruno Tolentino", PN Review 180, Volume 34 Number 4, March - April 2008, available on line at [2]
- ↑ a b «Documento Oficial do Itamaraty, Relatório de 1972» (PDF). Funag. 1974. Consultado em 2 de dezembro de 2025
- ↑ a b TRIGO, Luciano (24 de janeiro de 2016). «A aventura marítima de Bruno Tolentino, poeta e traficante». G1. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ MILLER, Chris. «Bruno Tolentino (Obituary)». "PN Review 180, Volume 34 Number 4, March -- April 2008": 8
- ↑ «Drug Smuggling Poet had £200,000 for Cocaine: Brazilian asked Medium about his Prospects». "Oxford Mail": 3. 4 de maio de 1988
- ↑ NOGUEIRA, Érico (2016). "Escrito nas Estrelas" (Prefácio), in A Balada do Cárcere. Rio de Janeiro: Record. pp. 11–26
- ↑ Prefácio de seu livro "A balada do cárcere", lançado em 2006 pela editora Topbooks.
- ↑ Entrevista registrada em vídeo acessível gratuitamente no site do programa. «Entrevista com Bruno Tolentino». Consultado em 9 de Abril de 2016
- ↑ «Jornalistas da Folha ganham prêmio Jabuti». Folha de S. Paulo. 27 de junho de 1995. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ JABOR, Arnaldo (19 de julho de 1994). «Tolentino traz de volta a peste clássica». Folha de S. Paulo. Consultado em 15 de maio de 2025
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- ↑ O texto integral da saudação de Miguel Reale, em conjunto com o subsequente discurso de Bruno Tolentino. «Nessa página» (PDF). Academia Brasileira de Letras. Academia.org.br
- ↑ Martim Vasques da Cunhal (28 de junho de 2011). «A Travessia Final». Medium. Consultado em 7 de março de 2021
- ↑ «Morre o poeta Bruno Tolentino». OGlobo. Consultado em 9 de Abril de 2016
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Bibliografia
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- Milton, John. "Augusto de Campos e Bruno Tolentino: a guerra das traduções." Cadernos de tradução 1.1 (1996): 13-25.
- Nogueira, Érico. "Bruno Tolentino e a poética classicizante: o caso de A balada do cárcere." Revista do Centro de Estudos Portugueses 34.51 (2014): 91-106.
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- «MILTON, John. "Augusto de Campos e Bruno Tolentino: a guerra das traduções"». Cadernos de Tradução (UFSC), v. I, p. 13-26, 1997
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- PEREZ, J. P. Andorinha antiga, horas modernas. Configurações do sagrado em As horas de Katharina, de Bruno Tolentino. In: SPERBER, S. F. (Org.). Presença do sagrado na literatura. Campinas: IEL-Unicamp/Publiel, 2011. p. 115-124. (Coleção Work in Progress, 4).
- VASQUES DA CUNHA, Martim. A amante do exílio. In: Dicta & Contradicta N. 5 (2010), p. 38-56.
- SIMAS, Felipe. O papel das seqüências de sonetos na obra A imitação do amanhecer de Bruno Tolentino. 2009. Dissertação (Mestrado em Letras). Faculdade de Letras. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2009.
Ligações externas
[editar | editar código]- Bruno Tolentino – Site sobre a produção poética e crítica de Bruno Tolentino, sua fortuna crítica, entrevistas, etc.
- Café Colombo – Programa de rádio com especial sobre Bruno Tolentino, incluindo depoimentos do poeta
- Jornal de Poesia – Seleção de poemas, ensaios e fortuna crítica
- Blog da revista Dicta&Contradicta – Publicação dos áudios com a gravação das últimas aulas dadas por Bruno Tolentino, um curso de três dias, pouco antes de sua morte
- Nascidos em 1940
- Mortos em 2007
- Homens ganhadores do Prêmio Jabuti
- Anticomunistas do Brasil
- Brasileiros de ascendência italiana
- Católicos do Brasil
- Críticos de arte do Brasil
- Cronistas do Brasil
- Conservadorismo LGBT
- Ensaístas do Brasil
- Escritores da Geração de 45 do Brasil
- Escritores LGBT do Brasil
- Mortes relacionadas à AIDS no estado de São Paulo
- Naturais da cidade do Rio de Janeiro
- Opositores da ditadura militar no Brasil (1964–1985)
- Poetas cristãos
- Poetas do estado do Rio de Janeiro
- Poetas modernos
- Poetas religiosos modernos
- Poetas do Brasil do século XXI
- Professores do estado do Rio de Janeiro
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- Teóricos da poesia moderna
- Tradutores do estado do Rio de Janeiro
- Sonetistas do Brasil
- Conservadores do Brasil