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Bruto (cão)

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Bruto
Espéciecão
Raçavira-lata
Sexomacho
NascimentoCentro do Rio de Janeiro
Morte1870[1]
Campo de Santana, Rio de Janeiro[2]
Causa da morteenvenenamento
Lugar de descansoMuseu da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
Ocupaçãomascote do 31.º Corpo de Voluntários da Pátria
Período de atividade1866–1870
Conhecido porherói canino que lutou na Guerra do Paraguai
Prêmioscoleira com dedicatória da corporação
Alturaporte médio
Aparênciacachorro caramelo

Bruto (Rio de Janeiro, ? – Rio de Janeiro, 1870) foi um cão vira-lata caramelo brasileiro, herói da Guerra do Paraguai.[2][1]

Era um cão vira-lata que vivia nas ruas do antigo Centro do Rio de Janeiro, que certo dia adentrou no Quartel dos Barbonos da Corte — atual Quartel General da Polícia Militar, — na Rua Evaristo da Veiga, 78 e passou a viver ali definitivamente. Nesse contexto, é adotado pela corporação e recebe o nome de Bruto.[2]

No dia 10 de janeiro de 1866, um Corpo Policial da Corte com cerca de quinhentos oficiais e praças, sob o comando do coronel Manoel José Machado, se apresenta no pátio da unidade militar e Bruto os acompanha voluntariamente em marcha, embarcando posteriormente num navio na praça Mauá e seguindo para lutar na Guerra do Paraguai.[1] A esta tropa, foi dado o nome de 31º Corpo de Voluntários da Pátria.[1][2]

Bruto participou ativamente dos combates, como na Batalha de Tuiuti, em 24 de maio de 1866, e auxiliou em missões de resgate a soldados feridos. Ferido no dorso em combate,[1] próximo à pata traseira,[2] foi tratado e curado, retornando com as tropas para o Brasil em 1870 na condição de herói.[1]

Poucos meses após seu regresso ao país, quando andava pelo Campo de Santana, morreu envenenado.[3][2] Um artigo publicado no jornal A Noite em 1923 afirma que Bruto foi vítima de uma "covarde cilada de um guarda fiscal (…) que o mimoseou com uma bola envenenada e fulminante".[1] Os praças do quartel fizeram um rateio para pagar sua autópsia e taxidermia e também lhe mandaram confeccionar uma coleira gravada com uma dedicatória em sua homenagem.[2]

Atualmente, Bruto está em exposição na sala da Guerra do Paraguai, dedicada aos Voluntários da Pátria, no Museu da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (MsPMERJ)[4] e é o mascote oficial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).[5][2]

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 Monteiro, Cap. Albino (10 de janeiro de 1923). «O 31⁰ de Voluntários» 03991 ed. A Noite: 6. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  2. 1 2 3 4 5 6 7 8 Maxx, Matias (18 de setembro de 2014). «Armas, Fardas, e um Cachorro Empalhado no Museu da PMERJ». Vice. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  3. «Museus da Capital/Museu da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - PMERJ § Saiba mais/Acervo». Museus do Rio. N.d. Consultado em 20 de janeiro de 2026
  4. «Museu da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro § Galeria de Fotos». MuseusBr. 13 de maio de 2025. Consultado em 20 de janeiro de 2026
  5. «Centro Cultural da Polícia Militar - CCPMERJ». Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro (SEPM-RJ). N.d. Consultado em 17 de janeiro de 2026

Ligações externas

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