Bull-mastiff brasileiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bull-mastiff brasileiro
Bull-mastiff brasileiro marrom
Nome original Brazilian Bullmastiff

(Bull-mastiff brasileiro)

Outros nomes Bandog redcapo
Brazilian bandogge
Bandog brasileiro
Olde brazillian bull-mastiff
País de origem  Brasil
Características
Peso macho 50-60 kg
Peso fêmea 35-50 kg
Altura macho 60-70 cm na cernelha
Altura fêmea 50-60 cm na cernelha
Pelo curto
Cor Preto, vermelho, variações de tigrado, fulvo("fawn")
Notas Reconhecido pela WMBO

O bull-mastiff brasileiro, também chamado de Bandog brasileiro, é uma raça canina originária do Brasil. É um cão de extrema força, coragem e com grande aptidão para a guarda e pastoreio de gado.[1] Foi criado pelo o zootecnista e pelo o agrônomo Fernando Xavier Chaves e Marcos Cortes Rondon Caporossi, respectivamente.

História[editar | editar código-fonte]

Cadela bull-mastiff brasileiro, Redcapo's Pia
Dois cães Bullmastiff-brasileiro

O desenvolvimento desta raça iniciou-se no ano de 1988 em Minas Gerais, Brasil. Desejaram criar uma raça rústica e atlética como os antigos mastiff e bulldogs de trabalho,[1] e que atende-se a todas as expectativas dos criadores de gado dos municípios de Coronel Xavier Chaves, Cataguases, Grão Mogol e outros municípios mineiros vizinhos, que desejavam uma raça muito resistente a prolongadas jornadas de trabalho, mesmo sob altas temperaturas, apta para a caça ou combate com animais que ameaçassem seus rebanhos, capaz de pastorear o gado levando-os para o curral sem machucá-los com mordidas ou quedas, e que fosse apta para a guarda da fazenda, dos rebanhos e a proteção de seus donos.[1][2] Com isso seus idealizadores buscando as melhores características desejáveis de cada raça, foram cruzando selecionadamente cães das raças bulmastife inglês, dogue de bordeaux, american pit bull terrier de linhagens tradicionais da ADBA(American Dog Breeders Association), as raças buldogue americano e rottweiler também foram usados em menor escala, pit bulls com ascendentes da raça tosa inu também, e muitos cães da raça fila brasileiro de fazendas mineiras foram usados, e inclusive a raça fila é a que mais contribuiu com seus genes para a formação da nova raça.[1]

Para o reconhecimento oficial da raça, buscaram uma entidade cinófila especializada em cães de trabalho, com isto escolheram a estadunidense WMBO(World Wide Working Mollosser and Bulldog organization). Esta entidade percebendo o sério trabalho de desenvolvimento da raça e os grandes atributos deste cão, prontamente o reconheceu como raça brasileira com o nome de Brazilian Bull-mastiff,[3] que até então era chamada de Redcapo´s, em alusão ao nome do Canil Redcapo´s de propriedade de um de seus idealizadores.

Rusticidade[editar | editar código-fonte]

O brazilian bull-mastiff é um cão naturalmente saudável. A seleção natural característica da raça, vem sendo desenvolvida graças às criações em ambientes com manejos rústicos como as fazendas, com isto contribuindo para o alto vigor da raça. A visita ao veterinário geralmente é mínima e normalmente os cães recuperam-se rapidamente de qualquer eventual anormalidade. A preferência de cores do pelo e da pele escuras são uma das preocupações no desenvolvimento da raça, no sentido de evitar problemas de saúde relacionados à pele, comuns nas raças utilizadas na sua criação.

Cuidados especiais e treinamento[editar | editar código-fonte]

Filhotes.

As linhagens de bull-mastiff brasileiro foram “desenhadas” para pessoas que admiram cães obedientes. Um cão jovem da raça já demonstra seu potencial atlético após os seis meses de idade, ou seja, persistência, tenacidade e muita coragem; já mordendo forte para a idade, por isso recomenda-se sempre, que os filhotes tenham contato permanente com crianças e recebam treinamento de comando básico. Crianças com idade inferior a 4 anos, por não terem maturidade suficiente, não devem brincar desacompanhadas com filhotes abaixo de 5 meses, pois os dentes de leite são muito afiados e as brincadeiras brutas podem acarretar em pequenos acidentes. As brincadeiras de pular ficando em pé com as patas em cima das pessoas não deve ser encorajada e se possível reprimida na fase jovem, de fácil aprendizado, bastando um simples treinamento para evitar tornar-se um vício na fase adulta. Outra questão importante é a inclinação natural para guarda. Recomenda-se o emprego de treinadores qualificados, mesmo na fase adulta, exceto no caso de criadores experientes. A raça requer o mínimo de cuidados e possui baixa mantença (quantidade de alimento necessária para o seu peso). A raça é inteligente, possui bom faro e são sensitivos, características que fazem da raça um guardião natural, sendo eficaz para residências urbanas e fazendas, sabendo distinguir um convidado de um “inimigo”. Por ser de pelo curto exige poucos cuidados, porém é essencial uma boa nutrição, mas na quantidade correta. Devido ao temperamento típico da raça, é natural seu uso em esportes radicais, seja acompanhando o dono a pé, bicicleta, a cavalo ou mesmo em cavalgadas longas se devidamente treinado, e quando treinado para guarda são extremamente competentes, sendo o primeiro na defesa da família e da propriedade contra qualquer perigo iminente.

Adaptatibilidade[editar | editar código-fonte]

Se adapta a qualquer tipo de ambiente desde que tenha ao seu lado a presença de seu dono que deve liderá-lo. Ele se mistura com outros cães e crianças e pode viver facilmente em residências urbanas desde que possa se exercitar na quantidade necessária. A raça é famosa pela sua rusticidade natural e saúde,[1] fazendo com que a mesma se adapte a qualquer circunstância e ambiente, desde regiões áridas, quentes e úmidas ou até regiões de baixas temperaturas com neve ou geadas.

Padrão da Raça[editar | editar código-fonte]

Bullmastiff brasileiro, Redcapo's Tropeiro

O padrão foi escrito para permitir que os criadores amadores pudessem selecionar indivíduos de melhor conformação e temperamento requeridos para o trabalho duro em fazendas de gado de corte e leite, que exigem um cão versátil e rústico de fácil criação. A sua missão principal é lidar com situações de guarda para proteger o dono e sua família e toda a criação, sem necessidade de nenhum treinamento específico. Os tigrados e pretos menos visíveis a noite são mais desejáveis para o trabalho de guarda.

Características[editar | editar código-fonte]

As características da raça são de um cão confiável para guarda e como boiadeiro, eficiente de dia e extremamente alerta à noite. Deve ser capaz de diferenciar amigos de inimigos. Seu temperamento combina potencia, agilidade, equilíbrio, vigor e espiritualidade. Em geral, fora de seu ambiente e sobre influência de seu dono, deve demonstrar indiferença com transeuntes. O objetivo na guarda é derrubar um homem no chão e como boiadeiro é de servir ao uso geral em fazendas de gado, devendo ter a capacidade de juntar um rebanho trazendo-os para o curral sem morder ou derrubá-los. Deve ser extremamente ágil e inteligente defendendo o gado de predadores eventuais. A raça deve possuir duas linhas típicas de tamanho; uma leve especialmente para as matrizes e outra pesada para os padreadores. Estrutura compacta para o tamanho, de grande força física, robusto, um cão ativo e elegante, peito largo e profundo, de porte médio, proporcional, dando impressão de potencia.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Bull-mastiff brasileiro

Guardião nato. Cão inteligente e dócil somente com as pessoas da casa. Deve possuir extrema coragem e mostrar submissão à disciplina ante seu dono. Deve ser preferencialmente amistoso com outros animais e cães. Mas, deve ser destemido quando provocado ou sob comando. Gosta de estar com toda a família, principalmente com crianças, mas é um cão de “poucos amigos” quando o dono não esta em casa.

Aparência[editar | editar código-fonte]

Cabeça[editar | editar código-fonte]

Pesada, larga e robusta. Possui rugas, principalmente quando em atenção. Formato quadrado a levemente arredondado, olhando de frente o topo da cabeça é levemente separada em duas partes e com uma linha longitudinal, sutil separando-as até o “stop” que deve ser leve.

Crânio[editar | editar código-fonte]

O perímetro do crânio na altura das orelhas deve ser aproximadamente a altura do cão medido na altura da cernelha, sendo o aproximadamente 70 cm.

Região Facial[editar | editar código-fonte]

Mascara preta é recomendada.

Trufa[editar | editar código-fonte]

Preta, ou vermelha seguindo preferencialmente a cor da pelagem.

Focinho[editar | editar código-fonte]

Levemente prognata, ou torques com boca de mandíbula forte e potente. A mordida pesada é típica na raça e deve ser fator preponderante na seleção dos padreadores e matrizes.

Lábios[editar | editar código-fonte]

De médio a longos ou pendentes.

Olhos[editar | editar código-fonte]

Ovais ou amendoados podendo ser levemente arredondado, de cor próximo ao da pelagem.

Orelhas[editar | editar código-fonte]

Médias, semi caídas ou pendentes, com a pele grossa, de implante médio a alto.

Pescoço[editar | editar código-fonte]

Grosso, forte, com barbelas.

Movimento[editar | editar código-fonte]

O galope é de grande velocidade e elasticidade, permitindo o cão trabalhar com gado ou caçar roedores. Quando em trote deve aparentar suavidade, sofisticação e charme.

Posteriores[editar | editar código-fonte]

A parte traseira principalmente na região lombar deve ser bem musculosa, as pernas são bem torneadas e pesadas. Angulações corretas na região coxo-femoral e nos jarretes. Garupa forte e arredonda.

Anteriores[editar | editar código-fonte]

Ombros fortes e pernas dianteiras paralelas, tórax amplo e com boa profundidade de peito, patas devem ser grandes. O conjunto ombro pernas dianteiras deve ser visivelmente musculosos e denotar potência. São permitidas patas ligeiramente viradas para fora se o cão tiver boa movimentação, mas não é preferível. Patas com dedos abertos e ou espalhados e com angulações incorretas é uma falta grave.

Cauda[editar | editar código-fonte]

Devem se apresentar de porte baixo a médio e levemente viradas para cima. Quando o cão estiver em estado de alerta a cauda tende a levantar. Inserção média.

Pele, pelagem e cores[editar | editar código-fonte]

O cão poderá apresentar pele solta no corpo, mas sem exagero, com rugas na face e barbelas. Pelagem: Pelo curto. Qualquer variação de tigrados, pretos, vermelhos e “Fawn” são permitidas com marcações brancas em mais ou menos 30% do corpo. Brancos são raros mas permitidos.

Altura e peso aproximados[editar | editar código-fonte]

Altura: entre 60 e 70 cm os machos; e 50 a 60 cm as fêmeas

Peso: 50 a 60 kg os machos; e 35 a 50 kg as fêmeas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outras raças brasileiras:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e (em português) Cães & Cia, Brasil: Editora Forix, 2010, mensal, Edição nº 378, ISSN 1413-3040, reportagem especial: novas raças brasileiras
  2. «Marcos C. Rondon Caporossi, (2009) sítio eletrônico do canil Redcapo's». Negociorural.com.br. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  3. «World Wide Working Mollosser and Bulldog organization (2007)». Southernbulldoggebreedersassn.webs.com. Consultado em 13 de novembro de 2010 
Ícone de esboço Este artigo sobre cães, integrado ao Projeto Cães é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.