Criação Original

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Criação Original (em persa médio: Bundahišn), por vezes chamado Conhecimento de Zande (Zand-āgāhīh) é uma obra escrita em pálavi cujo conteúdo compreende uma coleção enciclopédica de cosmogonia e cosmologia zoroástrica[1] e um pequeno relato da história da lendária dinastia caiânida e Eranxar naquele tempo. Também existe um Ṣad dar-e Bondaheš, uma obra consideravelmente tardia (século XIV-XV) em persa que contém uma miscelânea de 100 capítulos sobre religião, morais, lendas e liturgia zoroastrista.[2]

Nome[editar | editar código-fonte]

A obra está preservada em duas recensões distintas. A primeira, mais breve e potencialmente mais corrompida, é conhecida como Bundahišn Indiano ou Bundahišn Menor (IBd.). Seu nome provém da sexta palavra da primeira linha da recensão: Zand [ī] āgāh ī nazdist abar bundahišnīh ī Ohramazd ud patyārag ī gannāg mēnōg, ou seja, Conhecimento de Zande, que é primeiro sobre a Criação Original de Aúra-Masda e o ataque do Espírito Mal. O primeiro manuscrito com a melhor e mais completa recensão foi levada à Índia do Irã em cerca de 1870 e assim foi batizada Bundahišn Maior ou Bundahišn Iraniano. A introdução da recensão maior indica que nenhum dos nomes já usados para descrevê-la é seu nome original. Na íntegra a introdução diz: ān < ī> zand āgāhīh, nazdist abar *bundahišnīh ī Ohrmazd ud petyāragīh ī gannāg mēnōg, pas abar čiyōnīh ī gēhān ud dām az bundahišnīh tā frazām [IBd. aqui: ī tan ī pasēn], čiyōn az dēn ī māzdēsnān paydāg, pas abar xīr *ke *gēhān dārēd, pad wizārišn ī čēīh ud čiyōnīh, ou seja, Conhecimento de Zande; primeiro sobre a criação original de Aúra-Masda e o (contra-)ataque do Espírito Mal; então sobre a natureza do mundo e as criaturas da Criação Original até o fim [Que é o Corpo Final], como é revelado na religião dos cultuadores de Masda; então sobre as coisas que o mundo contém, com uma interpretação de sua essência e natureza. D. Neil MacKenzie sugeriu, embora afirme que é improvável, que o primeiro *bundahišnīh pode ser lido *bunyaštīh, ou seja, a fundamentalidade de Aúra-Masda.[2]

Edições[editar | editar código-fonte]

Os atuais manuscritos da Criação Original indiana derivam de dois códices de miscelâneas de textos pálavis, K. (Copenhague) 20 e H. (Haugue) 6, ambos do final do século XIV e começo do XV e ligeiramente incompletos, e 19 folios soltos (agora K20b) de datação mais antiga. A organização dos capítulos da versão indiana é diferente nos dois códices, e três estão completamente ausente no H6, sugerindo que pode ter sido copiado de um manuscrito já danificado. O primeiro códice a ser levado à Europa por Anquetil-Duperron foi uma copiada do K20 em Surate em 1734. Deste, Anquetil publicou sua tradução em Paris em 1771. Em 1820, K20 e K20b foram levados para Copenhague por Rask e estão agora guardados na biblioteca universitária local. Westergaard publicou uma cópia litografada do texto do K20 em 1851 e desta Haug traduziu os primeiros três capítulos em 1854 e Spiegel várias passagens em 1860. Uma tradução completa por Windischmann foi feita em 1863.[2]

Em 1864, em Surate, Haug obteve o manuscrito H6, datado por Broach de 1397. É deste códice (mais tarde conhecido como M [Munique] 51) que derivavam as versões Pazande do texto indiano em vários manuscritos. Textos pálavis que também derivaram dele estiveram em Londres e Oxônia por muitos anos e também foram usados por Justi em sua primeira edição crítica do texto de 1868. O texto indiano foi novamente litografado em 1897 por Unvalla e em 1931 os códices K20 e K20b foram publicados em fac-símile. Cerca de 1870, Tehmuras Dinshawji Anklesaria obteve do Irã o códice (agora conhecido em sua homenagem como TD1) contendo o texto iraniano e em 1880 uma segunda cópia (TD2) de Iázide, datada de 1626. Foi estimado por West que TD1, que carece de alguns folios do começo e fim, foi escrito cerca de 1530 (ou talvez 1550, ou mesmo uma geração depois) na Carmânia e seria assim o manuscrito conhecido mais velho dessa recensão.[2]

Referências

  1. Hale 2008, p. 123.
  2. a b c d MacKenzie 1989.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Hale, M. (2008). «Pahlavi». The Ancient Languages of Asia and the Americas. Cambrígia: Cambridge University Press. ISBN 0521684943 
  • MacKenzie, D. Neil (1989). «Bundahišn». Enciclopédia Irânica Vol. IV, Fasc. 5, pp. 547-551 
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