Buscapé Company

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Buscapé Company Informação e Tecnologia Ltda.
Tipo sociedade limitada
Indústria comércio eletrônico
Fundação 1999
Fundador(es) Rodrigos Borges com três colegas
Sede Avenida Marte, 489, bairro Alphaville, em Santana do Parnaíba (na Grande São Paulo)
Área(s) servida(s) Brasil
Proprietário(s) Grupo Naspers
Presidente Sandoval Martins (CEO)
Empregados 350 (2017)
Serviços Buscapé, Bondfaro
Faturamento R$ 300 milhões

Buscapé Company Informação e Tecnologia Ltda. é uma companhia brasileira que atua na área de comércio eletrônico.[1]

Com um faturamento, em 2016, de R$ 300 milhões, a companhia é dona de 15 empresas, entre elas o Buscapé, que, em 2017, se tornou também um centro de comércio virtual,[1] e o Bondfaro. Sua sede fica no bairro Alphaville, em Santana do Parnaíba (na Grande São Paulo), em um prédio de 3 mil m², que custou R$ 1 milhão – desde agosto de 2016, por conta do aniversário de 17 anos da empresa.[2]

Em 2017, o sítio Buscapé, de acordo com a companhia, recebia mais de 60 milhões de acessos mensalmente e tinha 25 milhões produtos para comparação (de mais de 8.500 lojas), sendo o líder brasileira nesse tipo de sítio.[1]

História[editar | editar código-fonte]

1998-1999: início[editar | editar código-fonte]

Em 1998, o então estudante de administração de empresas Rodrigo Borges, após tentar comprar uma impressora na internet – sem sucesso, pois não achava os preços e as especificações dos produtos –, percebeu, junto a três colegas da área de engenharia eletrônica, todos da Universidade de São Paulo, que, no Brasil, não existia um sítio ou programa dedicada a busca e comparação de preços.[1]

Lançaram, um ano depois, em 1999, o programa Buscapé, com um investimento de R$ 4.800. No ínício, tiveram problemas para conserguir os preços com as lojas físicas, que resistiam dá-los.[1]

2000-2009: expansão[editar | editar código-fonte]

Em 2000, o Buscapé obteve um investimento de mais deUS$ 6 milhões para crescer, US$ 3 m. dos quais provindos dos bancos Merrill Lynch (atuamente BAML) e Unibanco (atualmente Itaú Unibanco, logo após o estouro da chamada Bolha da Internet. Nesta época, tanto a internet quanto o comércio eletrônico cresciam no país. Em 2001, o negócio começou a gerar renda para os sócios.[1]

Em 2005, o Buscapé lança uma página de propagandas através de palavras. Também nesse ano, lança um comparador de produtos financeiro. Para esses dois lançamentos o Buscapé teve o aporte do Great Hill, um fundo de investimento estadunidense.[1]

2009-2015: compra pela Naspers e crise[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o grupo sul-africano Naspers compra, pela quantia de US$ 342 milhões, 91% do Buscapé.[1]

O grupo Naspers buscou um crescimento agresivo. Como consequência, em 4 anos, o Buscapé, tendo se juntado com 18 empresas, chegando a ter mais de 1.200 funcionários e, a companhia, 14 vice-presidentes.[1]

Nesta época, apesar da grande entrada de capital e aquisições, a companhia teve dificudades em conserguir integrar as várias empresas compradas, e começou a ter perdas. Além disso, entre 2009 e 2015, todos os fundadores saíram da companhia.[1]

2015-atualmente: reconstrução[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, Sandoval Martins – formado em Ciências Contábeis pela PUC-SP e Mestre em Administração de Negócios – assume como CEO empresa, substituindo Rodrigo Borer. Sandoval era CFO, a três anos,[3] e já tinha passagens pela ElmaChips, Sadia, PageNet, Dievel, Gol Linhas Aéreas Inteligentes e TAM. Quando assumiu a companhia, ela estava com tecnologia desatualizada, investidores pessimistas e com risco de ser vendida. Três meses depois dele assumir, a empresa já dava grandes resultados positivos.[1]

Desde o segundo semestre de 2017, o sítio Buscapé também é, além de comparador de preços, um centro de comércio virtual, onde se pode comprar produtos de várias lojas diferentes.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l Heloísa Mendonça (21 de dezembro de 2017). «Fue a comprar una impresora y fundó un imperio». Sítio do El País. São Paulo (cidade). Consultado em 11 de janeiro de 2018 
  2. Júlia Miozzo (2 de maio de 2017). «Conheça Sandoval Martins, o CEO do Buscapé que não é empreendedor e que recriou a empresa». Sítio InfoMoney. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  3. «Buscapé Company anuncia Sandoval Martins como CEO - E-Commerce Brasil»