Cálice

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Cálice em ouro, prata dourada e pedras preciosas do século XVIII
O cálice e, ao fundo, a patena
Cálice de Cristal

O cálice, do latim calix ou do grego kylix que era usado nos simpósios, é um recipiente destinado a conter líquidos.[1]

É usado concretamente em certos rituais cristãos para conter o vinho com água, sendo apresentado no altar.

Uso na missa cristã[editar | editar código-fonte]

Na missa católica, o cálice representa o Santo Graal, ou seja, o cálice que Jesus Cristo teria usado n a Última Ceia. É usado na Liturgia eucarística e no Rito da Comunhão. Antes e depois desses momentos, ele fica vazio, de forma que água e o vinho que serão usados na Consagração ficam em recipientes à parte, as galhetas.

Objetos e alfaias que acompanham o cálice[editar | editar código-fonte]

Junto ao cálice, encontramos sempre:

  • a patena, que leva consigo a hóstia grande.
  • o sanguíneo, um pano retangular e comprido que serve para purificar, ou seja, limpar o cálice após a Comunhão.
  • a pala, que serve para cobrir o cálice.
  • o corporal, pano no qual se coloca o cálice, a patena e as âmbulas.

Exigências para o fabrico[editar | editar código-fonte]

O cálice não tem matéria-prima certa para ser confeccionado: pode ser feito de metal, vidro, entre outros materiais. Todavia, depois do Concílio Ecumênico Vaticano II, determinou-se que nos cálices feitos de metal devem ter a sua copa, ou seja, o lugar em que se deposita o vinho e a água, na cor dourada, não sendo necessário ser composto de Ouro.

Cáliz-tienda.jpg

Uso no Wiccanismo[editar | editar código-fonte]

O cálice é usado em rituais e sabbat da religião Wicca. Representa o feminino e o elemento água. No altar, é colocado no lado esquerdo.[2][3]

Objetos que acompanham o cálice[editar | editar código-fonte]

Fabricação do cálice[editar | editar código-fonte]

Não há exigências com relação ao material usado. Mas precisa de cuidados em relação ao material do cálice que irá utilizar no ritual, para que não haja reação química com a bebida a ser utilizada.[3]

Uso no Judaísmo[editar | editar código-fonte]

Com a importância do vinho em muitos rituais judaicos, foram produzidos cálices com técnicas diferentes para cada solenidade. No Sêder de Pessach, é colocado um cálice especial na mesa para homenagear o Messias. E durante o ritual, são passados quatro cálices durante momentos distintos: o cálice de qiddush, o cálice de hagadá, o cálice da benção e o cálice de Hallel. Os antigos artesãs judaicos tinham técnicas tão elaboradas para a confecção de cálices cerimoniais, que muitos desses cálices estão expostos em museus como na Casa Museu Eva Klabin no Rio de Janeiro, Museu Judaico em Nova York e Museu de Israel em Jerusalém,[4][5]

Simbolismo do Cálice[editar | editar código-fonte]

Na farmácia[editar | editar código-fonte]

No símbolo dos farmacêuticos é utilizado um cálice e uma serpente. Este símbolo chama-se cálice de Hígia.[6]

Na imagem de Santa Bárbara[editar | editar código-fonte]

Nas imagens de Santa Bárbara, no catolicismo, é utilizado um cálice em uma mão e uma palma e espada na outra mão. O cálice simboliza a conversão e comunhão de Santa Bárbara ao catolicismo.[7]

Na imagem de Dionísio[editar | editar código-fonte]

Nas imagens de Dionísio, da mitologia grega, é utilizado um cálice em uma mão e um cacho de uvas na outra mão. O cálice, juntamente com a uva, representa o vinho.[8]

Nas Escadas de Jacó[editar | editar código-fonte]

Nas imagens da Escadas de Jacó, na maçonaria, é utilizado um cálice, uma cruz e uma âncora nos degraus. O cálice representa a caridade.[9]

O Cálice de Licurgo[editar | editar código-fonte]

O Cálice de Licurgo é um cálice romano do século IV, que faz parte do acervo do Museu Britânico desde 1950. Este cálice de vidro muda de cor, do verde ao vermelho, dependendo da posição que é iluminado. Pesquisadores, depois de testes e análises, descobriram que os romanos utilizaram a técnica de nanotecnologia, onde utilizaram nano partículas de ouro e prata no vidro para esse ocorrer o efeito na mudança de cor. Os pesquisadores fizeram testes, e descobriram que quando derramavam líquidos diferentes, o vidro mudava de cor.[10]

Referências

  1. «Origem da palavra CáLICE - Etimologia». Dicionário Etimológico. Consultado em 29 de abril de 2021 
  2. Barroso, Eduarda Neto de. (2017). O Resgate do Sagrado Feminino: Fundamentos e Práticas da Wicca. Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
  3. a b Freitas, Angélica (6 de julho de 2016). «Para que serve o Cálice? - Charming Wiccan». www.charmingwiccan.com. Consultado em 29 de abril de 2021 
  4. Cáliice "Caça à Lebre". Casa Museu Eva Klabin.
  5. Carvalho, Glacilda Soares da Silva. (2009). O Sistema Simbólico Ritual Judaico do Tempo de Jesus , uma das Principais Raízes do Cristianismo. Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).
  6. «Cálice de Hígia». Wikipédia, a enciclopédia livre. 22 de fevereiro de 2020. Consultado em 29 de abril de 2021 
  7. «Significado e Simbolismo de Santa Bárbara - Santos e Ícones Católicos - Cruz Terra Santa». cruzterrasanta.com.br. Consultado em 29 de abril de 2021 
  8. Diana, Daniela. «Deus Dionísio: deus do vinho na mitologia grega». Toda Matéria. Consultado em 30 de abril de 2021 
  9. Petry, Daniel (2 de novembro de 2011). «Maçonaria 300 Perguntas e Respostas.». Issuu. Consultado em 30 de abril de 2021 
  10. «Taça de 1.600 anos que muda de cor já usava princípios de nanotecnologia». Ciência e Saúde. Site do G1. 27 de agosto de 2013. Consultado em 30 de abril de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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