Câncer de fígado

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Cancro do fígado
Tomografia de um colangiocarcinoma.
Sinónimos Cancro hepático, cancro do fígado primário
Especialidade oncologia
Sintomas Nódulo ou dor no lado direito por baixo da caixa torácica, inflamação do abdómen, pele amarela, lesionar-se com facilidade, perda de peso, fraqueza[1]
Início habitual 55 a 65 anos de idade[2]
Causas Cirrose causada por hepatite B, hepatite C ou alcoolismo, aflatoxina, doença hepática gordurosa não alcoólica e parasitas do fígado[3][4]
Método de diagnóstico Análises ao sangue, imagiologia médica, biópsia[1]
Prevenção Vacina contra a hepatite B, tratar as pessoas infetadas com hepatite B ou C[3]
Tratamento Cirurgia, terapia dirigida, radioterapia[1]
Prognóstico Taxa de sobrevivência a5 anos: ~ 18% (EUA)[2]
Frequência 618 700 (em qualquer momento de 2015)[5]
Mortes 810 500 (2015)[6]
Classificação e recursos externos
CID-10 C22
CID-9 155
ICD-O: M8170/3
OMIM 114550
DiseasesDB 7547
MedlinePlus 000280
eMedicine article/197319
MeSH D008113
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Cancro do fígado (português europeu) ou câncer de fígado (português brasileiro) é o cancro com origem no fígado.[1] O cancro no fígado com origem noutra parte do corpo (secundário), denomina-se doença metastática do fígado. As metástases de outros cancros no fígado são mais comuns do que o próprio cancro do fígado.[3] Os sintomas mais comuns de cancro no fígado são um nódulo ou dor no lado direito do corpo por baixo da caixa torácica, inflamação do abdómen, pele amarelada, facilidade em contrair lesões, perda de peso e fraqueza.[1]

A principal causa de cancro no fígado é a cirrose causada por hepatite B, hepatite C ou consumo de álcool.[4] Entre outras possíveis causas estão a aflatoxina, doença hepática gordurosa não alcoólica e parasitas do fígado.[3] Os tipos mais comuns são o hepatocarcinoma (80% dos casos) e o colangiocarcinoma.[3] Os tipos menos comuns incluem a neoplasia cística mucinosa do pâncreas e a neoplasia intraductal papilar do ducto biliar.[3] O diagnóstico pode ser apoiado por análises ao sangue e imagiologia clínica e confirmado por biópsia.[1]

Entre as medidas de prevenção estão a vacina contra a hepatite B e o tratamento de pessoas infetadas com hepatite B ou C.[3] O rastreio do cancro está recomendado em pessoas com doença hepática crónica.[3] As opções de tratamento incluem cirurgia, terapia dirigida e radioterapia.[1] Em alguns casos pode ser usada terapia de ablação, terapia de embolização ou transplante de fígado.[1] Os nódulos de pequena dimensão podem simplesmente ser vigiados.[1]

O cancro primário do fígado é o sexto cancro mais frequente em todo o mundo (6% dos casos) e a segunda causa de morte por cancro (9%).[3][7] In 2012 it occurred in 782,000 people and in 2015 resulted in 810,500 deaths.[7][6] Em 2013, 263 000 mortes por cancro do fígado tiveram origem em hepatite B, 167 000 em hepatite C e 245 000 em consumo de álcool.[6] A maior prevalência de cancro do fígado está associada às regiões onde as hepatites B e C são comuns, como a Ásia e a África subsariana.[3] A doença é mais comum entre homens do que em mulheres.[3] O diagnóstico é mais frequente entre os 55 e 65 anos de idade.[2] Nos Estados Unidos, a taxa de sobrevivência a cinco anos é de 18%.[2]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Os tumores de fígado podem ser classificados em primários (originados no fígado) ou secundários (originados em outro órgão):

Causas[editar | editar código-fonte]

Hepatites virais crônicas são encontradas em 80% dos carcinomas hepatocelulares, principalmente por hepatite B e hepatite C.[8] Fatores de risco incluem diversas toxinas, tabagismo, alcoolismo, obesidade e diabetes.[9]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas do câncer de fígado são inespecíficos, muitas vezes associados aos sintomas do tumor primário. Em casos mais avançados, o paciente pode sentir dor no Hipocôndrio direito (região abdominal localizada logo abaixo das costelas, à direita), e pode ser notada a presença de massas abdominais ou icterícia.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é feito, normalmente, por exames médicos de imagem, como Tomografia computadorizada, Ultra-sonografia, ou Ressonância magnética.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Não sendo bem sucedido o tratamento, o paciente pode evoluir para insuficiência hepática.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i «Adult Primary Liver Cancer Treatment (PDQ®)–Patient Version». NCI. 6 de julho de 2016. Consultado em 29 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2016 
  2. a b c d «SEER Stat Fact Sheets: Liver and Intrahepatic Bile Duct Cancer». NCI. Consultado em 2016. Cópia arquivada em 28 de julho de 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. a b c d e f g h i j k World Cancer Report 2014. [S.l.]: World Health Organization. 2014. pp. Chapter 5.6. ISBN 9283204298 
  4. a b GBD 2013 Mortality and Causes of Death, Collaborators (17 de dezembro de 2014). «Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013.». Lancet. 385: 117–71. PMC 4340604Acessível livremente. PMID 25530442. doi:10.1016/S0140-6736(14)61682-2 
  5. GBD 2015 Disease and Injury Incidence and Prevalence, Collaborators. (8 de outubro de 2016). «Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 310 diseases and injuries, 1990-2015: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2015.». Lancet. 388 (10053): 1545–1602. PMC 5055577Acessível livremente. PMID 27733282. doi:10.1016/S0140-6736(16)31678-6 
  6. a b c GBD 2015 Mortality and Causes of Death, Collaborators. (8 de outubro de 2016). «Global, regional, and national life expectancy, all-cause mortality, and cause-specific mortality for 249 causes of death, 1980-2015: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2015.». Lancet. 388 (10053): 1459–1544. PMC 5388903Acessível livremente. PMID 27733281. doi:10.1016/s0140-6736(16)31012-1 
  7. a b World Cancer Report 2014. [S.l.]: World Health Organization. 2014. pp. Chapter 1.1. ISBN 9283204298 
  8. Arzumanyan, A; Reis, HM; Feitelson, MA (February 2013). "Pathogenic mechanisms in HBV- and HCV-associated hepatocellular carcinoma.". Nature reviews. Cancer 13 (2): 123–35. doi:10.1038/nrc3449. PMID 23344543.
  9. Chuang, SC; La Vecchia, C; Boffetta, P (Dec 1, 2009). "Liver cancer: descriptive epidemiology and risk factors other than HBV and HCV infection". Cancer letters 286 (1): 9–14. doi:10.1016/j.canlet.2008.10.040. PMID 19091458.