Câncer testicular

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Testicular cancer
Um seminoma testicular
Classificação e recursos externos
OMIM 273300
DiseasesDB 12966
eMedicine med/2250 med/3232
MeSH C04.588.322.762
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Câncer testicular (português brasileiro) ou cancro testicular (português europeu) é uma neoplasia maligna que se desenvolve no testículo, o órgão do sistema reprodutor masculino responsável pela produção de testosterona e espermatozoides. É um dos canceres com melhor sobrevida, mesmo em fases avançadas (sobrevivência 5 anos de 99% em estágios iniciais, 74% em estágios avançados).

Tipos[editar | editar código-fonte]

Os tipos de câncer primário de testículo são[1]:

  • Seminoma: 40 a 45% dos casos. Geralmente ocorre entre os 25 e 45 anos. Geralmente começa como uma massa indolor e nao palpável que diminui a fertilidade e aparece com hidrocele(retenção de líquido em saco escrotal), mas pode ser doloroso. Alfafetoproteína (AFP) normal.[2] O subtipo seminoma espermatocítico é raro (um em cada 20 seminomas) e afeta maiores de 65 com crescimento mais lento e menor risco de metástase. Podem aumentar a gonadotrofina coriônica humana, que pode assim ser usado como diagnóstico.
  • Não-seminoma: A maioria são tumores mistos, mas é comum que um tipo predomine.
    • Teratoma maduro: Cerca de 5% dos casos. São tumores de células adultas, bem diferenciadas, raramente invadem outros tecidos, mas podem reincidir após o tratamento.
    • Teratoma imaturo ou Teratocarcinoma: Cerca de 25% dos casos. Possui células mais jovens e indiferenciadas, o que aumenta seu risco de invadir tecidos circundantes, para se espalhar (metástase) fora do testículo e de voltar (reincidência) anos após o tratamento.
    • Coriocarcinoma: É um tipo muito raro (menos de 1%) e agressivo de câncer testicular de adultos. O coriocarcinoma puro frequentemente se espalha rapidamente para órgãos distantes do corpo como os pulmões, ossos e cérebro. Geralmente está associado a outros cânceres.
    • Carcinoma embrionário: De 25% dos casos, geralmente está associado a outros tumores. É muito imaturo, logo tende a crescer rápido e invadir outros tecidos. Produz AFP (alfa-fetoproteína) ou HCG níveis (gonadotrofina coriônica humana) que pode ser detectada em exame diagnóstico.
    • Orquidoblastoma: Mais comum em crianças, esse tumor parece com o saco vitelino ao microscópio, respondem bem ao tratamento.

O câncer secundário mais comum em testículo é o linfoma não-hodgkin e são mais comuns que cânceres primários. Geralmente aparecem após os 50 anos. Outros tumores secundários geralmente se originam em[3]:

  • Próstata,
  • Pulmão,
  • Pele (melanoma) ou,
  • Rim.

Causa[editar | editar código-fonte]

Geralmente são genéticos ou associados a má formação. Seus fatores de risco incluem[4]:

  • Criptorquidia (testículo não desce a saco escrotal)
  • Transtornos do desenvolvimento testicular
  • Histórico familiar de cânceres genitais
  • Raça: É duas a quatro vezes mais comum em brancos

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os possíveis sinais e sintomas são[5]:

  • Nódulo ou massa amorfa em qualquer testículo
  • Sensação de peso no escroto
  • Dor na virilha, abdômen ou nas costas
  • Acúmulo de líquido no escroto
  • Desconforto em um testículo ou do escroto
  • Alargamento ou sensibilidade dos mamilos
  • Falta de Apetite

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

Nem todos os nódulos encontrados nos testículos são tumores e nem todos os tumores do testículo são malignos. Deve-se examinar GCH beta, AFP e LDH para fazer o diagnóstico. Existem muitas outras condições, como a microlitíase testicular, os cistos epididimários e a hidátide de Morgagni, que podem causar nódulos dolorosos, mas que não têm relação com o câncer.

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

O câncer testicular tem uma das mais altas taxas de cura dentre todos os tipos de câncer, com uma sobrevida estimada em cinco anos de 95%.[6] Se o câncer não houver se espalhado para fora do testículo, a sobrevida em cinco anos é de 99%. Se já houver atingido estruturas próximas ou se tiver se espalhado para os linfonodos regionais, a taxa cai para 96%. Se já houver acometimento de órgãos ou linfonodos distantes do testículo, a sobrevida em cinco anos passa a ser de aproximadamente 74%.[7] Mesmo para os poucos casos nos quais o câncer consegue se espalhar amplamente, o tratamento com quimioterapia oferece índices de cura de pelo menos 80%.[8]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

É o câncer mais comum entre os 20 e 39 anos de idade, o período de maior incidência deste câncer, raramente encontrado antes dos 15 anos.[9] Ao longo da vida, o risco de um homem desenvolver um câncer testicular é de cerca de 1 em 200 (0,4%).[10] É de 10 a 40 vezes mais comuns em homens com Criptorquia(quando o testículo não desce ao saco escrotal).

Referências