Céu profundo

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Um objecto de céu profundo: a peculiar galáxia espiral ESO 510-G13 na constelação de Hydra

Céu profundo é um termo astronómico utilizado como referência de objectos astronómicos com visibilidade débil a grandes distâncias da Terra, como aglomerados globulares, nebulosas e galáxias. De forma geral estes objectos aparecem agrupados em diferentes catálogos astronómicos como o catálogo Messier ou o NGC. O Telescópio espacial Hubble foi o aparelho que realizou observações a maiores distâncias da Terra, sendo que uma das suas imagens mais famosas, ficou conhecida como Hubble Deep Field.

Origens[editar | editar código-fonte]

A classificação dos objetos astronômicos começou logo após a invenção do telescópio. Uma das primeiras listas foi produzida em 1774 por Charles Messier denominada catálogo Messier contendo 103 objetos difusos que ele considerava atrapalhar sua busca por cometas, seu alvo de pesquisa. Conforme os telescópios foram aperfeiçoados estes objetos difusos receberam classificações científicas mais descritivas como aglomerados estelares e galáxias.

A classificação de céu profundo para estes objetos surgiu da astronomia amadora. A origem do termo não é conhecida mas foi popularizada pela revista Sky & Telescope que publicou uma coluna com o título Maravilhas do Céu Profundo desde sua primeira edição em 1941, criada por Leland S. Copeland, escrita em sua maior parte por Walter Scott Houston e atualmente redigida por Sue French. As colunas de Houston e suas posteriores compilações ajudaram a popularizar o termo ao darem mensalmente um guia para uma pequena parte do céu destacando os objetos mais conhecidos e outros menos conhecidos para observação através de binóculos e pequenos telescópios.

Atividades[editar | editar código-fonte]

Há várias técnicas associadas aos objetos de céu profundo utilizadas por amadores. Alguns destes objetos possuem brilho suficiente para serem vistos com binóculos e pequenos telescópios, mas os de brilho mais fraco precisam de telescópios capazes de captar mais luz através de grandes objetivas. Por estas serem invisíveis a olho nu são difíceis de encontrar. Isso levou a popularização de telescópios GoTo que podem encontrar estes objetos de modo automático bem como dos grandes telescópios refletores, bem como os dobsonianos com campos de visão maiores e portanto mais aptos para esse tipo de observação.

Estes telescópios também possuem a vantagem de serem relativamente portáveis permitindo que os astrônomos amadores possam se dirigir aos locais apropriados pois observar objetos de brilho mais fraco requer locais mais escuros fora das áreas urbanas com poluição luminosa. Para reduzir a poluição luminosa e melhorar o contraste os observadores utilizam filtros que permitem a passagem de certos comprimentos de onda e bloqueiam outros.

Há varias atividades associadas aos objetos de céu profundo, como por exemplo a maratona Messier que ocorre em determinadas épocas do ano e leva os observadores a tentar localizar todos os 110 objetos do catálogo Messier em apenas uma noite. Esta é uma lista popular entre os observadores amadores pois a maior parte dos objetos está ao alcance de seus telescópios dado que eles foram descobertos no século XVIII com telescópios menores. Uma prova do mesmo tipo mas com dificuldade mais elevada para os amadores mais experientes e com telescópios maiores é o Herschel 400.

Tipos de objectos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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