Cícero Dias

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Cícero Dias
Nome completo Cícero dos Santos Dias
Nascimento 5 de março de 1907
Escada,  Pernambuco
 Brasil
Morte 28 de janeiro de 2003 (95 anos)
Paris, Île-de-France
 França
Área Pintura
Desenho
Ilustração
Cenografia
Movimento(s) Modernismo

Cícero dos Santos Dias (Escada, 5 de março de 1907Paris, 28 de janeiro de 2003) foi um pintor do modernismo brasileiro.[1] [2] [3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Escada, Pernambuco, foi o sétimo dos onze filhos do casal Pedro dos Santos Dias e Maria Gentil de Barros Dias, e passou a infância num engenho de sua cidade de origem, na Zona da Mata pernambucana. Em 1920, com treze anos, foi para o Rio de Janeiro. Entre os anos de 1925 e 1927, Cícero conheceu os modernistas e estudou pintura.

Em 1927, realizou sua primeira exposição individual, no Rio de Janeiro e, em 1928, abandonou a Escola de Belas Artes, passando a dedicar-se exclusivamente à pintura.

Em 1937, executou o cenário do balé de Serge Lifar e Villa Lobos, expôs em coletiva de modernos em Nova Iorque e viajou a Paris, onde se fixou definitivamente. Em Paris, tornou-se amigo de Picasso, do poeta Paul Éluard, e entrou em contato com o surrealismo. Durante a ocupação da França foi feito prisioneiro dos alemães.

Em 1943, participou do Salão de Arte Moderna de Lisboa, onde obteve premiação e, em 1945, voltou a Paris e ligou-se ao grupo dos abstratos. Nesse mesmo ano, expõe em Londres, na Unesco em Paris e em Amsterdam.

O ano de 1948 marcou uma atividade mais intensa no Brasil, com Cícero interessando-se sobretudo por murais. Em 1949, compareceu à Exposição de Arte Mural, em Avinhão, na França. Em 1950 participou da Bienal de Veneza. Em 1965, a Bienal de Veneza realizou uma exposição retrospectiva de quarenta anos de pintura de Cícero Dias. Em 1970, realizou individuais no Recife, Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1981, o MAM realizou uma retrospectiva de sua obra.

No início dos anos 1960, Volta com maior intensidade à pintura figurativa na década de 1960, como ocorre em O Noivo. Permanecem em seus quadros o clima de sonho e os elementos recorrentes: mulheres, casarios, folhagens, sendo constante a presença do mar como ocorre no quadro A Noiva , onde podemos ver o final de seu quadro  e Casamento publicado na década de 1970. Em 2000, inaugurou uma praça projetada por ele mesmo, em Recife. Em fevereiro de 2002, Cícero Dias esteve novamente na capital pernambucana para o lançamento de um livro sobre sua trajetória artística e fez uma exposição na galeria Portal, em São Paulo.

Morreu em 28 de janeiro de 2003, em sua residência na Rue Long Champ, Paris. O Pintor morreu rodeado por sua esposa Raymonde, sua filha Sylvia e seus dois netos. Encontra-se sepultado no cemitério Montparnasse, centro de Paris.

O Comitê Cícero Dias está preparando o catálogo raisonné da obra de Cícero Dias, desenho e pintura

Referências

  1. «Cícero Dias - Fundação Joaquim Nabuco». Fundação Joaquim Nabuco. Consultado em 28 de abril de 2014. 
  2. «Dias, Cicero (1907 - 2003)». Itaú Cultural. Consultado em 28 de abril de 2014. 
  3. «Cícero Dias - Bolsa de Arte». Bolsa de Arte. Consultado em 28 de abril de 2014. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]