Círio de Nazaré

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O Círio de Nazaré é uma manifestação religiosa católica em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, que ocorre na capital Belém, no estado brasileiro do Pará, em Macapá, capital do estado do Amapá e em Rio Branco, capital do estado do Acre.[1][2] Celebrado anualmente desde 1793, no segundo domingo de outubro, reunindo cerca de dois milhões de pessoas em todas as romarias e procissões. Uma devoção religiosa, herdada dos colonizadores portugueses - em Portugal é celebrado no dia 8 de setembro na vila de Nazaré.[3]

Em outras regiões, devido a migração de paraenses, acabaram criando procissões para sentirem-se próximos de Belém, por meio do ato de Fé. No Brasil, no início, era uma romaria vespertina e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada pela manhã.

O Círio foi instituído em 1793 em Belém do Pará[3] e, até 1882, saía do Palácio do Governo. Em 1882, o bispo D. Antônio de Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Justino Ferreira Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.

O Círio é a maior manifestação católica do Brasil - e um dos maiores eventos do mundo -, reunindo mais de dois milhões de pessoas em uma só manhã.[4][5] Sendo, em 2004, reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan e, em dezembro de 2013, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.[6][7][8]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo Círio vem do latim Cereum, que significa "vela grande".[9]

Lendas e histórias[editar | editar código-fonte]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

A Sagrada Imagem de Nossa Senhora da Nazaré, Portugal

Segundo a Lenda da Nazaré, sobre a antiga e pequena estátua da Virgem Maria entalhada em madeira, teve origem na cidade de Nazaré (Israel). Onde representa Maria, de cor escura, sentada e tendo em seu colo o menino Jesus, o qual amamenta.[9]

A Imagem é identificada como objeto original dos primeiros séculos do Cristianismo. Percorreu a cristandade desde a cidade de Nazaré (Israel), passando por Mérida (Espanha), até surgir no ano de 711 na cidade de Nazaré (Portugal).[9]

No século XII, tornou-se símbolo de fé do cavaleiro D. Fuas Roupinho, o qual mandou erguer em 1182 a Capela da Memória em agradecimento à Virgem, após ter sido salvo de um acidente muito grave quando, montado a cavalo, perseguia um cervo. A capela foi erigida sobre uma gruta onde estava a sagrada imagem. Em 1377 o rei D. Fernando (1367-1383) fundou um templo maior, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, para onde transferiu a imagem.[9] Desde então, anualmente no mês de setembro, os portugueses reúnem-se no Sítio da Nazaré, para reverenciar Nossa Senhora da Nazaré. A principal romaria, o Círio da Prata Grande, inicia no Conselho de Mafra e transporta, em uma berlinda, uma outra imagem, onde a Virgem Maria está em pé - semelhante a venerada no Círio brasileiro.[9]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No século XVII, ocorreu a introdução da devoção à Senhora da Nazaré, no Pará, através dos padres da Companhia de Jesus (jesuítas). Embora o culto tenha se iniciado na cidade de Vigia de Nazaré, a tradição mais conhecida relata que em 1700, Plácido, um caboclo descendente de portugueses e de índios andava pelas imediações do então igarapé Murutucu na cidade de Belém, área atualmente corresponde aos fundos da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, quando encontrou uma pequena estátua deteriorada de Nossa Senhora da Nazaré, réplica da estátua em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, entre pedras lodosas.

Plácido levou a imagem para sua residência, onde a limpou e improvisou um altar de culto. De acordo com a história da tradição local a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões, até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer sozinho uma pequena ermida no local. A divulgação do milagre da imagem atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a visitar a capela para homenageá-la. A estória espalhou-se e acabou por chamar também a atenção do então governador da Capitania do Grão-Pará, Francisco Maurício de Sousa Coutinho, que determinou a transferência da imagem para a capela do Palácio da Cidade. Porém mesmo mantida sob a guarda do Palácio a imagem novamente desapareceu, reaparecendo na capela construída por Plácido. Desse modo a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente no lugar da primitiva ermida a imponente Basílica de Nazaré.

Em 1773 o arcebispo e bispo de Belém do Pará, João Evangelista Pereira da Silva, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré. No início do ano seguinte a imagem foi enviada a Portugal, onde foi submetida a uma completa restauração. O seu retorno ocorreu em outubro desse mesmo ano, tendo a imagem sido transportada do porto da cidade até o santuário por fiéis em romaria, acompanhada pelo governador, pelo bispo e pelas demais autoridades civis e eclesiásticas, sendo considerado este episódio o primeiro Círio. Desde então o Círio de Nazaré é realizado anualmente, no segundo domingo do mês de outubro.

Entre os milagres mais expressivos atribuídos à imagem de Belém encontra-se o que envolveu os passageiros do brigue português "São João Batista". Partindo de Belém rumo a Lisboa, no dia 11 de Julho de 1846, a embarcação de dois mastros a vela veio a naufragar poucos dias após a partida, sendo os passageiros salvos por um bote que os conduziu de volta a Belém. Este brigue seria a mesma embarcação que em 1774 havia transportado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada, e o bote também seria o mesmo que levou a imagem ao brigue ancorado em Belém. O bote passou a acompanhar a procissão a partir do ano de 1885.

Apesar de o Círio em Belém ser o mais conhecido no Brasil, o mais antigo do Brasil data de 1630 na cidade de Saquarema, Rio de Janeiro. Após uma noite tempestuosa a miraculosa imagem da Virgem Maria foi encontrada por pescadores nos penedos que separam o mar da lagoa, onde hoje se encontra a Igreja Matriz. Segundo a lenda a imagem sempre retornava aos penedos onde fora encontrada, assim os religiosos da época iniciaram à construção de uma capela, que posteriormente deu lugar ao templo atual. O Reconhecimento do Círio de Saquarema como o mais antigo do Brasil deu-se com a visita da imagem peregrina de Belém em 23 de setembro de 2009.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A corda do círio foi introduzida pela primeira vez na procissão em 1855 com o objetivo de puxar a berlinda que levava a imagem de Nossa Senhora de Nazaré devido a água que transbordava da Baía do Guajará na área do Ver-o-peso. O elemento só foi oficializado em 1868.[10]
  • A corda do Círio possuía inicialmente um formato de U, dividido em duas fileiras que vinham de homens e mulheres, com os dois lados atrelados a berlinda. Esse formato foi introduzido pela primeira vez em 1922 e foi usado até 2004. Desde 2005, a corda utiliza um formato linear, com cinco estações confirme o rosário católico, além do núcleo da cabeça que inicia a corda e o núcleo da berlinda que leva a imagem peregrina. A corda possui 400 metros de cumprimento e duas polegadas de diâmetro.[10]
  • Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada vestida com um manto pelo caboclo Plácido. Desde então, em todas as edições do Círio é confeccionado um manto de acordo com o tema da festividade. Até 1973, a irmã Alessandra, da Congregação Filhas de Sant'Anna, ligada ao Colégio Gentil Bittencourt, era quem confeccionava os mantos com os materiais doados por promesseiros, que não tinham e até hoje não tem as suas identidades reveladas. Com a sua morte, a ex-aluna do colégio e ajudante de Alessandra, Ester Paes Rocha, passou a confeccionar o principal tecido da imagem peregrina. Desde então, vários estilistas passaram a realizar as artes do manto.[11]
  • Inicialmente, o Círio ocorria entre os meses de setembro e novembro, sem data especifica. Apenas em 1901, o bispo Dom Francisco de Rego Maia oficializou o segundo domingo de outubro como data oficial da grande romaria.[10]
  • A berlinda foi introduzida pela primeira vez no Círio em 1882 por sugestão do Bispo Dom Macêdo Costa, já que até então a imagem de Nossa Senhora de Nazaré era carregada no colo de um capelão do Palácio do Governo em um palanquim, carregado por quatro ou seis homens.[12]
  • Com a berlinda, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré passou a ir sozinha. Até a introdução da corda, o carro era puxado por cavalos. Em 1926, a berlinda é substituída por um andor, fruto de mudanças sugeridas pelo então Arcebispo de Belém, Dom João Irineu Joffily, ficando até 1930, quando voltou a ser utilizada. Entre esse período, a corda também deixou de ser utilizada, voltando no ano seguinte junto com a berlinda.[12][13]
  • Há cinco versões da berlinda oficial, sendo a atual usada desde 1964, sofrendo restauração em 2012. Também há réplicas usadas em demais romarias, além de um nicho onde a imagem era colocada no presbitério, sendo essa usada na Romaria das Crianças e Procissão da Festa.[12]
  • A romaria inicialmente tinha como ponto de partida o Palácio do Governo. A partir de 1882, a romaria passou a sair da Catedral Metropolitana de Belém. Apenas em 1891, o círio saiu da Igreja de Santo Alexandre.[13]
  • Em 1918, o Círio de Nazaré aconteceu no último domingo de outubro em razão da Pandemia da Gripe Espanhola, sendo a primeira alteração na data da romaria desde 1901.[10]
  • Em 1969, foi esculpida uma réplica da imagem autêntica de Nossa Senhora de Nazaré, conhecida popularmente como Imagem Peregrina. A réplica trás uma imagem de uma mulher em estilo caboclo, representando a população amazônica. Essa imagem passou a ser utilizada nas romarias do Círio, incluindo a grade procissão, sendo restaurada em 2002.[13] A imagem autêntica, conhecida como Imagem Original fica guardada na Basílica Santuário no Glória do Altar-Môr, sendo descida em duas ocasiões: no mês de maio por conta dos festejos da elevação da Basílica a Santuário e em outubro durante a quadra nazarena. Essa imagem só deixou a Basílica em três ocasiões: em 1980, pela visita do Papa João Paulo II á Belém, quando o mesmo abençoou os fiéis da janela do arcebispado na Praça da Sé, em 1992, quando saiu em procissão em comemoração aos 200 anos do Círio de Nazaré, substituindo a Imagem Peregrina e em 2021, quando abençoou os fiéis que assistiam a cerimônia da descida no lado de fora da Basílica, pegando a todos de surpresa.[14]
  • A cerimônia da Descida da Imagem, iniciada em 1969, acontecia inicialmente após a chegada da Trasladação, com público restrito e por volta das 23h. Desde 1992, é aberta ao público e passou a ser realizada ao meio-dia, após a chegada da Motorromaria. Em 2020, a cerimônia voltou a ser restrita por medidas de segurança contra a Pandemia de COVID-19. Em 2021, a cerimônia voltou a ser aberta ao público, mas com capacidade limitada e apenas sendo permitida a entrada de pessoas devidamente vacinadas com as duas doses da vacina contra a COVID-19.[14]
  • Em 1991, o Círio de Nazaré atinge pela primeira vez o número de 1 milhão de pessoas. Em 2005, atingiu a marca dos 2 milhões.[10]
  • As edições de 2000 e 2004 são consideradas as mais longas da história da romaria. Em 2000, o Círio saiu as 7h30 da Catedral e chegou por volta de 15h45 na Basílica Santuário, tendo como um dos motivos um problema em uma das rodas da berlinda. Em 2004, um problema no atrelamento da corda fez com que o círio se atrasasse, fazendo a romaria terminar por volta das 16h15, superando a marca que pertencia ao Círio 2000.[10]
  • Em 2002, um incêndio na Casa Chamma, fez com que a berlinda não seguisse seu trajeto tradicional, sendo desviada pela Avenida João Alfredo e Travessa Frutuoso Guimarães, retornando para a Boulevard Castilhos França, não atrelando a berlinda. A edição desse ano, se encerrou ás 11h15, sendo até então o círio mais rápido da história até ser superado pelo Círio 2019.[10]
  • No ano de 2020, pela segunda vez na história da romaria desde 1793, não aconteceu a procissão do Círio devido a Pandemia de COVID-19 com o objetivo de evitar aglomerações, sendo substituído por uma programação especial com a realização de Santa Missa e visitação da imagem peregrina aos hospitais, além da transmissão de documentários, realização de shows e um sobrevoo da imagem peregrina pelos hospitais e ruas de Belém. Em outras localidades a romaria também foi cancelada.[15] Essa não é a primeira vez que não acontece o Círio em Belém. Em 1835, o Círio de Nazaré também já havia sido cancelado devido aos caos instalado nas ruas por conta da Cabanagem.[16]
  • Em 2021, o traslado para Ananindeua e Marituba volta a ser realizado, mas diferente da versão tradicional, através de um traslado nas grandes vias da Região Metropolitana de Belém. A grande procissão no entanto, não aconteceu pela terceira vez.[17]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1653 - É iniciado o culto à Nossa Senhora de Nazaré em Vigia.[13]
  • 1697 - Primeiro registro do Círio de Nazaré na cidade de Vigia[nota 1].[18]
  • 1700 - O caboclo Plácido encontra uma estátua deteriorada ás margens do Igarapé Murucutu, onde atualmente são os fundos da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, recebendo o nome de Nossa Senhora de Nazaré.[13]
  • 1720 - É construída a primeira ermida para abrigar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré[13]
  • 1730 - Construção da segunda ermida, que seria inaugurada em 1744.[13]
  • 1773 - O arcebispo e bispo de Belém do Pará, João Evangelista Pereira da Silva, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré.
  • 1774 - A imagem de Nossa Senhora de Nazaré é enviada a Portugal para ser restaurada, retornando em procissão a capital paraense.[13]
  • 1790 - É concedida a autorização para realizar os festejos de Nossa Senhora de Nazaré.[13]
  • 1793 - É realizado o primeiro Círio de Nazaré em que se tem registro.[13]
  • 1799 - Construção da terceira ermida, que seria inaugurada entre 1800 e 1802.[13]
  • 1805 - É instaurado o primeiro Carro do Círio, o dos Milagres, que lembra o milagre acontecido em 1182 a Dom Fuas Roupinho, fidalgo português, que esteve prestes a despencar num abismo com seu cavalo, mas recorreu à Nossa Senhora de Nazaré e foi salvo. A ordem de inserção desse Carro partiu da Rainha de Portugal, Dona Maria I.[19]
  • 1826 - Introdução do carro dos fogos ou carro dos foguetes, que seria extinto em 1983 para evitar acidentes no percurso.[13]
  • 1835 - Devido ao caos instaurado pelas ruas de Belém pela revolta da Cabanagem, o Círio não foi realizado pela primeira vez.
  • 1840 - Segunda restauração da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, enviada para Portugal.
  • 1846 - Ocorre o milagre do brigue de João Batista, com alguns marinheiros se salvando de um naufrágio, pedindo proteção à Virgem de Nazaré. É datada a primeira promessa, de carregar um brigue na procissão.[13]
  • 1854 - O Círio passou a ser realizado de manhã devido às chuvas torrenciais que caíam sob a cidade de Belém.
  • 1855 - O palanquim e o portador que conduziam a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, são substituídos por uma Berlinda, inicialmente puxada por cavalos. A corda é usada pela primeira vez na romaria, para puxar a berlinda, devido a água que transbordava da Baía do Guajará, ás margens do Ver-o-peso, pelo fato da berlinda ter atolado por lá. Ocorre uma epidemia de cólera em Belém, mas não impedindo a realização do Círio. Segundo relatos da população, a ausência do Brigue de São João Batista supostamente fez com que a Virgem de Nazaré castigasse a cidade.[13]
  • 1859 - É realizado o primeiro Recírio, com o retorno da imagem ao Palácio do Governo.[20]
  • 1868 - A corda é oficializada no Círio de Nazaré.[13]
  • 1878 - É realizado o primeiro Círio Civil, sem a presença do Clero, uma vez que a igreja católica teria proibido a realização do Círio naquela época. Tal ato foi visto como profano.[13]
  • 1880 - Dom Macedo Costa determina que a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré vá sozinha na Berlinda.[13]
  • 1881 - Único registro até então da realização da Procissão da Festa.
  • 1882 - O Círio passa a sair da Catedral Metropolitana de Belém, substituindo o Palácio do Governo.[13]
  • 1885 - A população retira os cavalos da Berlinda e passa a puxar o carro que conduz a imagem de Nazaré.[13]
  • 1891 - O ponto de partida do Círio neste ano foi a Igreja e Colégio de Santo Alexandre, sendo a única vez que a grande procissão saiu de lá.[13]
  • 1901 - É instaurado o segundo domingo de outubro como data oficial do Círio de Nazaré.[13]
  • 1905 - Os Padres Barnabitas assumem a direção da então Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.
  • 1906 - São iniciadas as obras da Basílica de Nazaré. A procissão da Trasladação passa a sair do Colégio Gentil Bittencourt. Até 1905, a saída era na então Igreja Nossa Senhora de Nazaré.[21]
  • 1909 - É composta a canção Vós Sois o Lírio Mimoso, que é considerado o hino oficial do Círio de Nazaré.[22]
  • 1916 - É inserido na procissão o Carro das Promessas.[13]
  • 1918 - Devido à Pandemia da Gripe Espanhola, o Círio aconteceu no último domingo de outubro.[10]
  • 1920 - É inaugurada, ainda incompleta, a Basílica de Nazaré.
  • 1923 - A então Igreja de Nazaré é elevada ao posto de Basílica.[13]
  • 1926 - A corda é retirada do Círio por determinação do Arcebispo de Belém, Dom João Irineu Joffily, tendo como motivo a violência pela disputa de vagas. A berlinda é substituída por um andor.[13]
  • 1931 - A corda e a berlinda voltam a fazer parte do Círio, fruto das mudanças impostas pelo interventor Joaquim de Magalhães Barata.[13]
  • 1949 - É realizada a primeira homenagem dos Estivadores na Praça Pedro Texeira, que seria extinta em 2017 com a abertura do local.[23]
  • 1954 - A Procissão da Festa passa a ser realizada pela manhã por conta das fortes chuvas na capital paraense.
  • 1964 - A berlinda do Círio é substituída pelo modelo atual.
  • 1969 - A réplica da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mais conhecida como Imagem Peregrina, passa a fazer parte das romarias, substituindo a Imagem encontrada por plácido, que desde então, fica guardada na Basílica sob um Glória. Nesse mesmo ano, é realizada a primeira cerimônia de descida da imagem, inicialmente restrita ao público.[13]
  • 1972 - É iniciado o período de peregrinação da imagem de Nazaré nas casas.[13]
  • 1975 - É criada a Guarda de Nazaré.[13]
  • 1978 - É realizada a primeira Festa da Chiquita, após a passagem da procissão na Praça da República.[13]
  • 1980 - É iniciada a primeira procissão do transporte dos carros.[24]
  • 1982 - É inaugurado o Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN). A partir daí, a Imagem Peregrina passa a ficar exposta aos fiéis pela Praça Santuário.
  • 1986 - É realizada a primeira Romaria Fluvial. Inicialmente, a imagem peregrina ia de carro fechado a Icoaraci.[13]
  • 1988 - A Trasladação passa a ter o mesmo percurso do Círio de Nazaré, em sentido inverso. Até 1987, a procissão desviava na Travessa Generalíssimo Deodoro e seguia pela Avenida Governador José Malcher em direção a Catedral.[21]
  • 1989 - É realizada a primeira Romaria Rodoviária, em direção a Icoaraci, tendo como ponto de partida a própria Basílica de Nazaré, visando aproximar a população que não pode se deslocar para o centro de Belém. Inicialmente, a imagem peregrina era conduzida em um caminhão autônomo, sendo que na segunda edição, em 1990, o caminhão que conduz a santa é doado pela Texaco.[25][13]
  • 1990 - É realizada a primeira Motorromaria após a Romaria Fluvial. Até 1989, a imagem era conduzida ao Colégio Gentil Bittencourt em um ônibus de turismo, de portas fechadas.[13] Também estreia nesse mesmo período, a Romaria das Crianças.
  • 1991 - O Círio atinge a quantidade de 1 milhão de pessoas. A Romaria Rodoviária nesse ano saiu do Terminal de Cargas, com a imagem sendo levada em carro aberto numa sexta-feira a tarde até o local.[13]
  • 1992 - Acontece a 200ª edição do Círio de Nazaré, tendo como novidade a introdução do Traslado para Ananindeua, graças a sugestão de um morador, acontecendo na sexta-feira. Por conta disso, a Romaria Rodoviária passa a ter como ponto de saída à Praça Matriz de Ananindeua, ocorrendo no sábado, nas primeiras horas do dia. Nesse mesmo ano, a imagem original participou do Círio, ficando à frente da procissão. A Basílica de Nazaré é declarada Patrimônio Histórico do Estado do Pará.[6]
  • 1993 - O Círio completa 200 anos.
  • 1995 - O atrelamento da Corda à Berlinda passa a acontecer na Avenida Boulevard Castillo França, em frente ao Mercado Ver-o-Peso, na procissão do Círio, o que ocorre até os dias atuais, como forma de agilizar a procissão. Até 1994, o atrelamento acontecia no Largo da Sé.[6] A Rádio Nazaré FM passou a fazer a sonorização da romaria, que até então acontecia em pequenos carros de som instalados em algumas vias da cidade.[13]
  • 1997 - A Missa da Trasladação é antecipada em uma hora, passando a acontecer às 17h, com a saída da procissão às 18h. A imagem de Nossa Senhora de Nazaré é conduzida em carro aberto durante a Romaria Rodoviária, através de um cibório.
  • 1999 - Um decreto determina que a imagem seja recebida pela Polícia Militar com honras de chefe de estado após a Romaria Fluvial, conforme manda a lei estadual N° 4.371, de 15 de dezembro de 1971, que proclamou a virgem como padroeira do Pará.[26] Uma réplica da berlinda é confeccionada para o Traslado à Ananindeua e a Romaria Rodoviária, visando proteger a imagem dos ventos e das chuvas.[13]
  • 2000 - O Círio chega na Praça Santuário por volta das 15h45. Introdução do Carro de Plácido na romaria.[13]
  • 2001 - É realizada a primeira Romaria da Juventude.
  • 2002 - Um incêndio na Casa Chamma, causado através de um disparo de fogos de artifício por um romeiro, força um desvio da Berlinda pela Avenida João Alfredo e Travessa Frutuoso Guimarães, retornando para a Boulevard Castilhos França, não atrelando a berlinda. A procissão se encerrou mais cedo, ás 11h15. Durante o incêndio, uma chuva caiu sob a cidade minutos antes do fim da missa na Catedral, segundo registros jornalísticos da época.[13] O Traslado de sexta-feira passa a contemplar a cidade de Marituba.[6]
  • 2004 - O Círio chega na Praça Santuário por volta das 16h15, sendo a edição mais longa da história, ultrapassando o recorde que pertencia ao Círio 2000. A procissão é tombada pelo IPHAN como Patrimônio Imaterial da Humanidade. É realizada a primeira Ciclo Romaria.
  • 2005 - A corda ganha um novo formato. O Círio atinge a marca de 2 milhões de pessoas. É realizada a Trasladação mais longa da história, com a chegada por volta da meia noite.[21]
  • 2006 - A Basílica de Nazaré é elevada ao posto de Santuário.
  • 2009 - A missa da Trasladação é antecipada em 1h30, passando a acontecer às 16h30, com a saída às 17h30.
  • 2014 - É realizada a primeira Romaria dos Corredores.
  • 2015 - A procissão chega a 2,8 milhões de pessoas, maior marca até então.
  • 2020 - A procissão e as demais romarias não são realizadas pela segunda vez devido a Pandemia de COVID-19. É realizado o Círio Aéreo.[10]
  • 2021 - O Traslado para Ananindeua e Marituba volta a ser realizado, mas comtemplando apenas as grandes vias. Mais uma vez, a grande procissão não aconteceu, sendo substituída pelo Círio Aéreo. Mesmo assim, 500 mil pessoas vão as ruas realizando um Círio próprio.[17]
  • 2022 - É realizado o primeiro Transporte dos Carros como Romaria Oficial do Círio. As procissões voltam a acontecer com o avanço da vacinação.[24]

Romarias oficiais[editar | editar código-fonte]

Atualmente as manifestações de devoção religiosas estendem-se por quinze dias, durante a chamada quadra Nazarena. Entre os pontos altos dessa manifestação, destacam-se:

  • Transporte dos Carros

Realizado desde 1980 em formato de procissão, o transporte dos 14 carros do Círio acontece faltando quatro dias para a realização da grande romaria, em direção aos galpões da Companhia Docas do Pará (CDP). A cada ano, o cortejo recebe um número significativo de fiéis pelo seguinte trajeto: Avenida Nazaré, Travessa 14 de Março, Rua Antônio Barreto, avenidas Visconde de Souza Franco e Marechal Hermes até os galpões. Em 2019, o transporte passa a fazer parte das romarias oficiais do Círio de Nazaré. Incialmente, a nova romaria estrearia em 2020, mas devido à readaptação do Círio por conta da Pandemia de COVID-19, a estreia passou a ser em 2022.[24]

  • Traslado para Ananindeua - Marituba

Assim chamado porque marca o percurso da imagem de Nossa Senhora de Nazaré da Basílica de Nazaré, pelas ruas de Belém, até a igreja matriz no município de Ananindeua, município vizinho a Belém. Percurso este que é feito em carro aberto, e onde Nossa Senhora recebe inúmeras homenagens. A imagem da Santa, passa a noite neste município, onde o povo fica durante toda à noite em vigília. Essa Romaria acontece durante a Sexta-feira, que antecede o domingo do círio. Esta romaria normalmente sai às 8:00 da Basílica de Nazaré, e segue pela Avenida Nazaré, Avenida Magalhães Barata, Avenida Almirante Barroso, BR-316, Ananindeua, Marituba e volta para Ananindeua até a Igreja Matriz.

  • Romaria Rodoviária

Depois de uma noite em Ananindeua, e uma missa pela manhã, a imagem parte, de madrugada, em mais uma procissão, agora em uma nova direção, a Vila de Icoaraci, distrito de Belém. Mesmo sendo de madrugada, os fiéis aguardam a passagem da Santa, rendendo-lhe inúmeras homenagens. A procissão é acompanhada pelos carros da diretoria do círio, carros de polícia, bombeiros, ambulâncias, carros oficiais e civis. Daí a origem do nome da romaria.

NHo Garnier Sampaio (H-37) liderando a romaria fluvial do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em 2005.
  • Romaria Fluvial

Nesta romaria, a imagem da Santa é levada de barco, pela Baía do Guajará, que cerca a cidade de Belém, e é seguida por inúmeros outros, enfeitados de acordo com as condições do próprio dono. Aqui se veem barcos, iates e simples canoas de ribeirinhos que seguem a procissão. O percurso Icoaraci - Belém pode levar até 5 horas. Ao chegar no cais do porto da cidade, é recebida por uma multidão e outras homenagens se seguem. A romaria foi introduzida em 1986, como uma forma de homenagear a todos os que vivem e dependem dos rios da região, como a população ribeirinha, que, devido às suas condições, não pode se dirigir a Belém, e com isso, pode fazer suas homenagens.

  • Moto - Romaria

Por volta das 11 horas da manhã de sábado, a imagem da Santa chega ao cais de Belém. Dali a imagem segue em carro aberto, agora seguida por motoqueiros que buzinam incessantemente, anunciando a passagem da Santa. O povo para nas ruas seus afazeres, sai de suas casas, e saúda a Virgem, com as mãos levantadas, como a pedir a bênção. A Romaria se estende pelas ruas da cidade até o Colégio Gentil Bittencourt, onde uma outra multidão de fiéis espera a Imagem. E à noite, logo após a missa, ocorrerá o início da Trasladação.

  • Trasladação

A Trasladação da imagem ocorre uma noite antes do Círio, em uma procissão à luz de velas. Simbolicamente visa recordar a lenda do descobrimento da imagem e o retorno ao local de seu primeiro achado. Nesta cerimonia somente a Berlinda (carro onde é levada a imagem de Nossa Senhora) é utilizada, num trajeto em sentido inverso ao do Círio. A Trasladação é o mais tradicional entre os eventos que antecedem o Círio. Começou na noite anterior (sábado) ao primeiro Círio de Nazaré, em 1793. A edição de 2019 congregou mais de 1 milhão de pessoas.[27]

  • Procissão do Círio

Que atualmente reúne centenas de milhares de fiéis (mais de 2 milhões e 300 mil), em um cortejo que, em épocas recentes, chegou a durar cerca de nove horas, e que hoje, devido a uma melhor organização e planejamento por parte da diretoria da festa, demora bem menos, percorrendo uma distância de cerca de cinco quilômetros entre a Catedral Metropolitana e a Basílica de Nazaré. Esta celebração é dividida em três momentos: o Círio propriamente dito - o evento é iniciado às seis horas da manhã com a celebração de uma missa, após a qual os fiéis se postam nas ruas ao longo do trajeto. Às sete horas, o Arcebispo conduz a imagem de Nossa Senhora até a Berlinda, para dar início ao Círio. Antigamente e até o início dos anos 2000, chegava no destino por volta das duas horas da tarde. Hoje, isso acontece antes mesmo do meio-dia. A imagem chega à Basílica de Nazaré, sendo retirada da Berlinda para a celebração litúrgica.

  • Ciclo - Romaria

Foi criada em 2004 a pedido da Federação dos Ciclistas do Pará e da Associação dos Ciclistas de Icoaraci. É realizada no sábado posterior ao Círio, com saída da Praça Santuário e percorre aproximadamente 9 km e a cada ano é definido um novo trajeto.

  • Romaria da Juventude

É considerada a mais animada de todas as 13 romarias oficiais da chamada "quadra nazarena". A procissão acontece desde 2001. Nela, comunidades juvenis de várias paróquias se reúnem para louvar a Rainha da Amazônia. É um modo de mostrar a integração das paróquias e a alegria da juventude católica. Em 2012, além da berlinda com a imagem da santa, foram levados, na procissão, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora. A cada ano essa romaria possui um percurso diferente com a intenção de abranger todas as comunidades católicas da Arquidiocese de Belém.

  • Romaria das Crianças

No primeiro domingo após o Círio de Nazaré, é a vez das crianças irem às ruas prestar suas homenagens a Nossa Senhora. A Romaria, foi criada em 1990 com o objetivo de construir e fortalecer a devoção mariana entre os pequenos, começa às 8 horas da manhã, saindo da Praça Santuário e percorrendo várias ruas do bairro de Nazaré, em Belém. O crescimento da participação popular na Romaria das Crianças, principalmente nos últimos 8 anos, é consequência de pelo menos dois fatores: o crescimento da quantidade de crianças acompanhadas de seus pais na procissão e o aumento de idosos, devido as crescentes dificuldades no acompanhamento da Trasladação e do Círio. Além da Berlinda que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, durante a Romaria das Crianças há ainda o carro dos milagres e os carros dos anjos.

  • Romaria dos Corredores

Em 2014, mais uma romaria oficial entrou para o calendário da grande festa do Círio de Nazaré: a Romaria dos Corredores. Totalizando 13 romarias oficiais, a mais nova procissão é realizada no último final de semana das romarias do círio.

A procissão ocorre em forma de trote (corrida de pouca velocidade) com aproximadamente 8 a 9 km/h para que os corredores devotos possam acompanhar a Imagem Peregrina de perto. O evento não tem caráter competitivo, portanto não haverá cronometragem, nem premiação.

O trajeto da procissão tem aproximadamente 8 km com início no CAN – Centro Arquitetônico de Nazaré – passando pelas ruas principais e adjacentes da procissão do Círio: Avenida Nazaré, Travessa 14 de Março, Avenida Governador José Malcher, Avenida Assis de Vasconcelos, Rua Oswaldo Cruz, Rua Riachuelo, Travessa Padre Eutíquio, Rua João Diogo, Palácio da Cabanagem, Praça da Sé, Avenida Almirante Tamandaré e Avenida Nazaré retornado ao CAN. Na chegada há o rito da bênção com a Imagem Peregrina.

  • Procissão da Festa

A Procissão da Festa é o penúltimo evento das Romarias Nazarenas do Círio e a terceira romaria mais antiga, depois do Círio e da Trasladação. O percurso é diferente a cada ano e possui cerca de 2,8 Km, com previsão de 2h de duração. A procissão é acompanhada pela Diretoria da Festa de Nazaré e as comunidades que fazem parte da Basílica Santuário. É a romaria realizada na manhã do segundo domingo após o Círio, saindo às 8 horas da Praça Santuário, depois da celebração de uma missa.

A Procissão da Festa é organizada pelas próprias comunidades ligadas à Basílica e percorre as ruas do Bairro de Nazaré, num trajeto de 2,8 km. Todo ano, uma das comunidades é prestigiada pela procissão. O percurso é definido pelo pároco da Basílica e de acordo com a localidade da comunidade contemplada.

Histórico – Não se sabe precisamente quando a primeira procissão da Festa foi realizada, mas em 1881 já se tem notícia, 24 anos antes dos Barnabitas assumirem a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, em 1905. Era realizada à tarde, até que uma chuvarada em 1953 passou se para a parte da manhã, o que veio a mudar em 1954. Antigamente, a procissão costumava sair de dentro da Basílica, enquanto não existia a Praça Santuário.

Em 2000, no dia 22 de outubro, a procissão coincidiu com o Jubileu de ordenação de Arcebispo Metropolitano de Belém na época, Dom Vicente Zico, e por esse motivo a Procissão saiu da Praça Santuário para a Catedral, onde foi celebrada uma Missa solene no tablado armado em frente à Igreja. A Imagem da Santa foi levada no mesmo carro utilizado no Traslado para Ananindeua (PRF). Em 2001, passou por todas as comunidades que fazem parte da Paróquia de Nazaré, sendo o percurso considerado muito longo, um total de 4,3 km.

  • Recírio

Duas semanas após o Círio, acontece o Recírio, uma procissão de despedida. O Recírio é o momento que encerra toda a Festividade Nazarena. É quando os paraenses se despedem da Rainha da Amazônia. A procissão do Recírio acontece 15 dias após a grande procissão de domingo, numa segunda-feira. A procissão começa após uma missa campal, realizada na Praça Santuário às 6h. Ao final da missa, a imagem original de Nossa Senhora de Nazaré retorna ao Glória, sobre o altar-mor da Basílica Santuário. Os milhares de fiéis, ali reunidos, veem o arcebispo de Belém caminhar até o nicho, retirar a pequena imagem e erguê-la para os abençoar. Ela é reconduzida então à sua redoma de cristal, lá permanecendo entre os anjos esculpidos que lhe fazem companhia até o próximo Círio. Às 7h, a imagem da Virgem de Nazaré é conduzida num percurso de 250 metros, em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt.

Durante o trajeto, a procissão faz o contorno na Praça Santuário, segue pelas avenidas Generalíssimo Deodoro, Nazaré e Magalhães Barata até chegar ao Colégio Gentil. Enquanto passa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é saudada e aclamada pelos paraenses que acompanham a caminhada ou a assistem pelas janelas de suas casas. A despedida é sempre emocionante. Entre muitas orações e canções, os fiéis prestam suas últimas homenagens à Santinha. Em grande estilo, o Recírio encerra o Círio de Nazaré marcado por muita fé, fogos de artifício e pela espera da Festa no próximo ano.

Incineração das Súplicas – Durante a missa que antecede a procissão do Recírio, os Diretores da Festa de Nazaré reúnem-se para recolher todos os pedidos depositados no Altar Monumento da Praça Santuário e no Nicho, onde a Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré ficou durante os 15 dias da Festividade. Tradição que acontece desde 1994, neste momento, em oração, numa cerimônia singela, na Praça Santuário, a Diretoria procede à queima desses pedidos: é a Incineração das Súplicas. As primeiras queimas eram realizadas na lateral da Basílica em frente à Sala dos Milagres.[28]

Os símbolos[editar | editar código-fonte]

O Círio tem vários objetos simbólicos que podem ser apreciados durante o seu trajeto. Um dos principais é a berlinda, que leva a imagem da Santa.

A corda, espaço de pagamento de promessas dos romeiros.

Outro símbolo é a corda, que sustenta a fé na padroeira dos paraenses, possui a média de 400 metros de comprimento e pesa aproximadamente 700 quilos, de puro sisal torcido, que requer maior sacrifício físico e emocional. Incorporada à celebração em 1868, originalmente substituía a junta de bois que até então puxava a berlinda da imagem. Posteriormente passou a ser utilizada para separar a berlinda e o carro dos milagres juntamente com os políticos e signatários, da multidão que a acompanha e assim conservar um equilíbrio perfeito característico da fé aliada a obediência.

No ano de 2005 a direção do Círio, modificou o formato da corda, que ao invés de contornar a berlinda como normalmente era feito, a corda ainda do mesmo tamanho, veio na forma de um rosário, na tentativa de que não ocorressem atrasos no traslado, como já havia ocorrido anos antes.

O manto que recobre a imagem é um dos principais símbolos da Festa de Nazaré. A cada procissão é utilizado um novo manto envolvendo a figura de Nossa Senhora. O manto tem sempre uma conotação mística, relatando partes do evangelho. O trabalho da confecção do manto iniciou-se pelas filhas de Maria. Anos depois a confecção do mesmo foi assumida pela irmã Alexandra, da Congregação das Filhas de Sant’Ana. Com a sua morte a confecção do manto passou para uma ex-aluna interna do Colégio Gentil Bittencourt, Sra. Esther Paes França, que por 19 anos o teceu, e de suas mãos saíram os mais belos mantos. A confecção do manto é toda envolvida em clima de mistério, feitas com a ajuda de doações, quase sempre anônimas.

As velas, ou círios, são feitas de cera, em vários formatos, retratando partes do corpo humano, ou ainda, uma vara de cera da mesma altura do pagador da promessa. As velas, são um símbolo da fé dos promesseiros, que através delas, 'pagam' a uma graça alcançada. Os carros de promessas ou dos milagres, que recolhem os ex-votos ilustrativos das graças alcançadas pelos fiéis. Muitas crianças tradicionalmente acompanham a procissão vestidas de anjos, uma forma de seus pais agradecerem graças alcançadas ou demonstrarem devoção à santa.

As homenagens de fogos de artifício, queimados durante a passagem da imagem pelas ruas do centro histórico de Belém, formam um espetáculo à parte, principalmente o grande espetáculo pirotécnico promovido na noite da Trasladação e a grande queima de fogos promovida no dia do Círio pelo Sindicato dos Estivadores do estado do Pará.

Outros símbolos também integram a tradição: as novenas, ciclos de orações realizadas durante as semanas que antecedem a festividade, por devotos que realizam pequenas romarias pelas casas de vizinhos. Os cartazes oficiais anunciando a festividade. O almoço com a família, realizado no domingo da procissão, é uma espécie de ato de comunhão e constantemente é comparado com o Natal, tamanha a importância deste para o povo paraense. Tradicionalmente no almoço do círio são servidos pato no tucupi, tradicional prato da culinária paraense, acompanhado de arroz branco e maniçoba, também tradicional item da culinária paraense. O arraial no largo de Nazaré, em frente à Basílica. Os brinquedos de miriti.

Datas e quantidade de pessoas[editar | editar código-fonte]

A procissão do Círio acontece a cada segundo domingo de Outubro, sua data portanto é móvel. A seguir a numeração ordinal dos Círios de Nazaré, as suas datas, e a quantidade aproximada de pessoas que participaram. Informações a partir de 1902, envolvendo também temas da festividade que passaram a ser adotados a partir do Círio 1997.[29]

Edição Data Número de pessoas Duração aproximada Tema[29]
230° 9 de outubro de 2022 "Maria, mãe e mestra"
229° 10 de outubro de 2021 Não houve procissão em razão da Pandemia de COVID-19. "O evangelho da família na casa de Maria"
228º 11 de outubro de 2020 "Ave Maria, cheia de graça"
227º 13 de outubro de 2019 2,5 milhões de pessoas 4 horas e 30 minutos "Maria, mãe da igreja"
226º 14 de outubro de 2018 2,5 milhões de pessoas 4 horas e 52 minutos "Uma jovem chamada Maria"
225º 8 de outubro de 2017 2,5 milhões de pessoas 5 horas "Maria, estrela da evangelização"
224º 9 de outubro de 2016 2,6 milhões de pessoas 5 horas e 20 minutos "Salve Maria, mãe de misericórdia"
223º 11 de outubro de 2015 2,8 milhões de pessoas 5 horas e 15 minutos "Maria, mulher eucarística"
222º 12 de outubro de 2014 2,4 milhões de pessoas 5 horas e 30 minutos "Ensina teu povo a rezar"
221º 13 de outubro de 2013 2,3 milhões de pessoas 6 horas "A Igreja em oração unida a Maria, Mãe de Jesus"
220º 14 de outubro de 2012 2,3 milhões de pessoas 6 horas "Ao pai, por Cristo, no Espírito Santo, com Maria e do jeito de Maria"
219º 9 de outubro de 2011 2,3 milhões de pessoas 5 horas e 30 minutos "Fazei tudo o que ele vos disser"
218º 10 de outubro de 2010 2,2 milhões de pessoas 6 horas "Maria, a bem aventurada porque acreditou"
217º 11 de outubro de 2009 2,2 milhões de pessoas 7 horas "Em Maria, a palavra se fez carne"
216º 12 de outubro de 2008 2 milhões de pessoas 7 horas "Em Belém de Maria, escolhemos a vida como missão"
215º 14 de outubro de 2007 2,7 milhões de pessoas 7 horas "Com a Rainha da Amazônia, formamos comunidades missionárias"
214º 8 de outubro de 2006 2,2 milhões de pessoas 5 horas e 30 minutos "Com Maria, aprendemos a ser discípulos e missionários de Jesus"
213º 9 de outubro de 2005 2 milhões de pessoas 5 horas "Com Maria, em Belém, queremos ver Jesus"
212º 10 de outubro de 2004 1,7 milhão de pessoas 9 horas e 15 minutos[30] "Eś filha, esposa e Mãe de Deus, que é Uno e Trino"
211º 12 de outubro de 2003 Não há informação da quantidade de pessoas e nem da duração "Mostrar a virgem de Nazaré, contemplando os mistérios da vida de Jesus"
210º 13 de outubro de 2002 Não há informação 4 horas e 45 minutos "Jesus Cristo, por Maria, sempre mais conhecido, amado e seguido"
209º 14 de outubro de 2001 Não há informação da quantidade de pessoas e nem da duração "Ser igreja com Maria, no novo milênio"
208º 8 de outubro de 2000 Não há informação 8 horas e 15 minutos[13] "Belém, com Maria, abre tuas portas a Jesus salvador"
207º 10 de outubro de 1999 Não há informação da quantidade de pessoas e nem da duração Não há informação "Por Maria, entregue nos conforme a misericórdia do pai"
206º 11 de outubro de 1998 "O espírito nos une num só corpo, com Maria, mãe de Jesus"
205º 12 de outubro de 1997 1,5 milhão de pessoas[31] "Com Maria, na estrada de Jesus, rumo ao novo milênio"
204º 13 de outubro de 1996 1,5 milhão de pessoas[32] Não possui tema
203º 8 de outubro de 1995 Não há informação da quantidade de pessoas e nem da duração
202º 9 de outubro de 1994
201º 10 de outubro de 1993
200º 11 de outubro de 1992
199º 13 de outubro de 1991 1 milhão de pessoas[10]
190º 10 de outubro de 1982 800 mil pessoas[13]
188º 12 de outubro de 1980 800 mil pessoas[13]
187º 14 de outubro de 1979 700 mil pessoas[13]
184º 10 de outubro de 1976 500 mil pessoas[13]
174º 9 de outubro de 1966 400 mil pessoas[13]
145º 10 de outubro de 1937 200 mil pessoas[13]
110º outubro de 1902 25 mil pessoas[13]
8 de setembro de 1793 Não há informação sobre quantidade, duração e tema. Foi o primeiro círio a ser realizado

Círio de Nazaré em outras cidades[editar | editar código-fonte]

Procissões semelhantes à que ocorre em Belém acontecem em várias outras cidades do Pará e do Brasil. As mais famosas são o Círio de Soure, o Círio de Vigia, além das procissões realizadas em Abaetetuba, Castanhal, Bragança, Breves e Marabá. A cidade do Rio de Janeiro realiza a procissão no mês de setembro, em Copacabana. Brasília, Rio Branco, Manaus, Macapá e Recife também realizam suas procissões, sendo o Círio de Nazaré introduzido nessas capitais por paraenses que lá residem. São Luís também realiza o Círio nos mesmos moldes de Belém, entretanto, a procissão acontece na parte da tarde. Já é considerada a segunda maior procissão do Maranhão, atrás apenas da procissão de São José de Ribamar, que é o padroeiro do Maranhão.[33] Essas são algumas capitais onde o Círio de Nazaré foi introduzido por paraenses que moram em outros estados.

Transmissão[editar | editar código-fonte]

As primeiras imagens do Círio de Nazaré já tomavam conta de alguns cinemas durante a década de 50 com imagens gravadas para documentários através de produtoras estrangeiras. Só foi a partir da década de 60 que o Círio passou a ganhar as imagens de alguns canais de televisão, entre eles a extinta TV Marajoara que fazia a cobertura da romaria através de caminhões estacionados em alguns pontos do itinerário da procissão para trazer melhores imagens. Além da Marajoara, a TV Guajará também transmitia a romaria, inclusive até mesmo em frente a sua antiga sede no Edifício Manoel Pinto, que é onde começa a reta final do traslado pois se localiza na divisão entre a Avenida Presidente Vargas e Avenida Nazaré.

A partir dos anos 1970, a cobertura passou a ser em cores com o surgimento da televisão colorida no Brasil e em 1976, a TV Liberal Belém, já nos seus primeiros meses no ar passou a transmitir o círio e inclusive trouxe um formato de transmissão em tempo real com uma ampla equipe de filmagem e reportagem, trazendo até mesmo a emoção da passagem da berlinda em frente a sua sede localizada na Avenida Nazaré, fato que procede até os dias atuais.

Nos anos 80, o Círio já ganhava uma forte visibilidade nacional e a TV Liberal passou a transmitir com exclusividade a romaria até 1986, já que a partir de 1987 entra no ar a Rede Cultura do Pará que também passou a cobrir o círio e em 1989 a RBA TV, criando assim um pool de emissoras na cobertura da maior manifestação de fé paraense. Nessa mesma década, as novas romarias como a Romaria Rodoviária e o Círio Fluvial também passaram a ser transmitidos ao vivo.

Nos anos 90, o Círio era transmitido em três emissoras paraenses: Cultura, Liberal e RBA e nessa mesma década as emissoras também passaram a cobrir as emoções do Traslado para Ananindeua e da motorromaria, trazendo as melhores imagens. A partir de 1998, a RBA TV passou a participar das homenagens do Traslado Rodoviário, interrompendo a programação matinal da Rede Bandeirantes, já que desde então sua sede se localiza na Avenida Almirante Barroso, por onde passa a romaria, fato este repetido até os dias atuais.

A partir dos anos 2000, o número de emissoras na transmissão do Círio cresce com a entrada do SBT Pará (na época SBT Belém) e da então criada TV Nazaré na cobertura da procissão. No caso da TV Nazaré, a emissora trouxe destaque na festa, passando a transmitir com exclusividade as celebrações eucarísticas que antecedem as romarias do Traslado para Ananindeua, Romaria Rodoviária, Romaria Fluvial, Trasladação e do Círio. Além disso, passou a gerar imagens para outras emissoras na transmissão de momentos esperados na festividade como a apresentação do manto um dia antes do início da maratona de romarias e da descida da imagem original do glória na Basílica Santuário. Junto com esses momentos, a emissora passou a transmitir as missas dos quinze dias de festa, o Círio Musical, o encerramento da festividade com a queima de fogos, a subida da imagem original e o Recírio, além de transmitir também as procissões de outros municípios paraenses, como é o caso de Vigia, Castanhal, Marabá e outros, dando maior visibilidade para o interior do estado.

Nos anos 2010 em diante, as transmissões passam a se modernizar com as altas tecnologias, inclusive a romaria passou a ser transmitida em alta definição (HD), tendo início com o SBT Pará em 2014. Em 2015, foi a vez da RBA transmitir o círio em HD. Já em 2016, foi a vez da principal emissora da romaria, a TV Nazaré, em 2017 foi a vez da Rede Cultura e em 2018 a TV Liberal. No Círio 2018, pela primeira vez na história, a trasladação passou a ganhar uma transmissão na íntegra pela TV Nazaré, através de uma parceria com a Prefeitura de Belém, já que desde então, só eram exibidos apenas flashes ao vivo da procissão que antecede o círio, sendo transmitida apenas a Santa Missa. A cobertura da trasladação geralmente ficava restrita pela Rádio Nazaré FM, responsável pelas animações das duas principais romarias da quadra nazarena.

Atualmente o Círio de Nazaré é transmitido na íntegra pelas principais emissoras paraenses: Cultura, SBT Pará (não transmitiu apenas as edições de 2016 e 2017, restringindo as mesmas através de flashes ao vivo), TV Liberal, RBA TV e TV Nazaré (sendo essa a principal estação de televisão da romaria). Há também emissoras que cobrem o Círio através de pequenos boletins, como o caso da RecordTV Belém.

As seguintes romarias são transmitidas pelas principais emissoras paraenses:

  • Traslado para Ananindeua e Marituba: TV Nazaré (momentos iniciais); RBA TV (momentos iniciais e a tradicional homenagem em frente a sede do Grupo RBA)
  • Romaria Rodoviária: TV Nazaré (momentos iniciais)
  • Círio Fluvial: TV Nazaré (transmissão na íntegra); TV Liberal e RBA TV (momentos finais)
  • Motorromaria: TV Nazaré; TV Liberal; RBA TV
  • Trasladação: TV Nazaré
  • Círio: Rede Cultura do Pará; SBT Pará; TV Liberal; RecordTV Belém (boletins informativos); RBA TV; TV Nazaré
  • Recírio: TV Nazaré e RBA TV

Transmissão via Rádio[editar | editar código-fonte]

Desde sua fundação, a Rádio Nazaré FM é a responsável por transmitir o Círio através das rádios paraenses, trazendo a cobertura através de animações com orações e muita música. A emissora cobre as missas da Trasladação e do Círio e em seguida anima as duas procissões. Nos anos 80 e parte da década de 90, o Círio de Nazaré passa por sua primeira experiência de sonorização através de pequenas caixas de som espalhadas pela Avenida Presidente Vargas. Já pela metade dos anos 1990, a animação via rádio passou a ser espalhada por todo o percurso da romaria, com caixas de som colocadas em postes de iluminação, fato presente até hoje dando mais som para as procissões, além de animar as estações da corda e popularizar o famoso grito de "Viva Nossa senhora de Nazaré" e as repetições sequenciadas da palavra Viva, que também pegou nas homenagens em prédios públicos. Em 1993, com o surgimento da Rádio Nazaré, as animações ficaram mais amplas e também passaram a ser acompanhadas através de vários lares paraenses. Atualmente, é a Rádio Nazaré FM que transmite na íntegra as procissões da trasladação e do círio via rádio. Outras estações exibem a romaria através de pequenos boletins, como é o caso da Rádio Liberal FM, Diário FM e Cultura FM.

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Tal registro segue uma narrativa da Crônica da Missão dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão, de João Felipe Bettendorff (1625 – 1698), além de haver um registro da procissão em 1750. No entanto, segundo a documentação do IPHAN, o Círio só foi acontecer em Vigia na metade do século XIX

Referências

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  32. «Folha de S.Paulo - Círio reúne 1,5 milhão em Belém - 14/10/1996». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 5 de junho de 2022 
  33. «Círio de Nossa Senhora de Nazaré será realizado domingo no Recife | Arquidiocese de Olinda e Recife». www.arquidioceseolindarecife.org. Consultado em 13 de outubro de 2015 

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