Córdova (Espanha)

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Espanha Córdova

Córdoba

 
—  Município  —
Vista da Ponte Romana e da Mesquita-catedral
Vista da Ponte Romana e da Mesquita-catedral
Bandeira de Córdova
Bandeira
Brasão de armas de Córdova
Brasão de armas
Córdova está localizado em: Espanha
Córdova
Localização de Córdova na Espanha
Coordenadas 37° 53' N 4° 46' O
Comunidade autónoma Andaluzia
Província Córdova
Fundação Século VIII a.C. (núcleo pré-romano)
 - Alcaide Isabel Ambrosio (PSOE)
Área
 - Total 1 255,24 km²
Altitude 120 m (394 pés)
População (2013)[1]
 - Total 328 704
    • Densidade 261,87/km2 
Gentílico: cordovês(a), cordobés/sa, cordobense, cortubí, patriciense
Código postal 14001 - 14014
Orago Santo Acisclo
Santa Vitória de Córdova/
Virgem da Fuentesanta
Sítio www.cordoba.es
Pix.gif Centro Histórico de Córdova *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Spain Andalusia Cordoba BW 2015-10-27 12-11-57.jpg
Ponte Romana e Catedral
País Flag of Spain.svg Espanha
Tipo Cultural
Critérios i, ii, iii, iv
Referência 313
Região** Europa e América do Norte
Histórico de inscrição
Inscrição 1984  (8ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Córdova[2] (em espanhol: Córdoba) é um município da província homónima, na comunidade autónoma da Andaluzia, na Espanha. O município tem 1 255,24 quilômetros quadrados de área e em 2013 tinha 328 704 habitantes (densidade: 261,9 hab./km²).[1]

História[editar | editar código-fonte]

O povoado que viria a dar origem à cidade de Córdova ganhou importância no ano de 206 a.C., quando foi conquistado pelos romanos. A cidade se tornou, então, a capital da província da Hispânia Ulterior (posteriormente, Hispânia Bética). Moradores famosos da cidade nessa época foram Marco Aneu Sêneca, Séneca e Lucano. Dessa época, subsiste a Ponte Romana, com 16 arcos, que liga a parte central da cidade ao Campo da Verdade, no outro lado do Rio Guadalquivir.

Em 411, durante as invasões bárbaras da península Ibérica, a cidade foi saqueada e ocupada temporariamente pelos vândalos. Durante o domínio visigótico, a cidade procurou manter suas instituições romanas, apelando para o imperador bizantino Justiniano, que ocupou a cidade em 550. Em 572, contudo, o rei visigodo Leovigildo a reconquistou.

Em 716, após a invasão muçulmana da península Ibérica, Córdova se tornou sede de província muçulmana, subordinada ao Califado Omíada. Em 756, Abderramão I a tornou sede do Emirado de Córdova. Em 785, começou a ser construída a Mesquita de Córdova no lugar da antiga basílica cristã de São Vicente Mártir, que havia sido construída no período visigodo. Em 929, Abderramão III tornou, a cidade, sede do Califado de Córdova. Por volta do ano 1000, era uma das cidades mais povoadas do mundo, com 450 000 habitantes, tendo sido uma das primeiras a ter iluminação pública.

Durante o domínio muçulmano, foram construídos vários palácios, entre os quais a Cidade-Palácio de Medina Al-Azhara (Madinat al-Zahr), no ano de 936, que foi destruída e saqueada no século XI, mas que viria a ser restaurada posteriormente. Foi construída, também, a cidade-palácio de Madinat al-Zahira ("Cidade Brilhante", também conhecida como "Cidade de Almançor"), bem como várias mesquitas e outros edifícios públicos, no intuito de tornar Córdova uma cidade semelhante a Constantinopla, Damasco, Cairo e Bagdade. Durante o califado de al-Hakam II, a biblioteca da cidade era a maior do mundo, com mais de 400 000 livros. No século XII viveram na cidade os famosos sábios Maimônides e Averróis. Nesse século, porém, com a subida ao poder dos almóadas, a cidade perdeu sua condição de capital de Al-Andalus para a cidade de Sevilha. Isso significou o início de sua decadência.

Em 1236, a cidade foi conquistada pelas tropas de Fernando III de Leão e Castela. Logo em seguida, a Mesquita de Córdova foi transformada em catedral cristã, sofrendo, a partir de então, várias modificações arquitetônicas. Em 1315, foi construída a sinagoga de Córdova. No século XIV, os governantes cristãos reformaram várias antigas estruturas defensivas da cidade, como a Torre Fortaleza da Calahorra e o Alcácer dos Reis Cristãos. Em 1478, o alcácer (em espanhol: alcázar) se tornou o centro de comando para a conquista de Granada. Após a conquista, em 1492, o alcácer passou a servir como edifício do Tribunal da Santa Inquisição.[3]

Patrimônio mundial da UNESCO[editar | editar código-fonte]

Na cidade, as paredes conservam-se pintadas de branco, as ruas são estreitas e os pátios são coloridos, mantendo-se uma morfologia tipicamente mourisca. Como tal, o centro histórico de Córdova é um dos contemplados pelo estatuto de Património Mundial atribuído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), tendo sido pela primeira vez inscrito em 1984, e tendo, dez anos mais tarde, englobado a extensão da Mesquita-Catedral.

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

A cidade viveu uma grande transformação urbana com o enterramento dos caminhos de ferro e a integração do rio Guadalquivir na vida da cidade, uma construção longamente desejada.

Economia[editar | editar código-fonte]

A cidade é um centro de comércio, muito ligado a produtos agrícolas, nomeadamente azeitona e citrinos, mas também a produtos industriais, como a cerveja, a maquinaria e os têxteis.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
302 154 306 248 308 072 319 692

Clima[editar | editar código-fonte]

Mês Média Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Diz
Média Máxima °C 25,1 15,1 17,8 21,1 22,5 27,6 32,7 36,8 36,3 31,4 25,3 19,2 15,5
Média minima °C 11,3 3,7 4,8 7,2 9,1 12,4 16,7 19,1 19,5 16,7 13,2 7,6 5,8
Precipitação mm 48,5 64,6 53,4 47,2 53,6 41,4 15,2 3,6 4,1 33,4 82,8 76,1 106,8

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

O prato típico de Córdova é o Salmorejo. Existe, desde 2008, uma Confraria Gastronómica Salmorejo Cordobésque que nasceu para promover este prato típico e, por extensão, os valores turísticos da província andaluza. Comemora-se a 24 de abril o Dia do Salmorejo Cordobés.
A receita inclui: tomate, pão de Telera Cordobesa, azeite virgem extra, um dente de alho de Montalbán, sal; decora-se com ovo duro picado e pedaços de presunto[4].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Padrón municipal: Cifras oficiales de población desde 1996». www.ine.es (em espanhol). Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Consultado em 1 de janeiro de 2013. 
  2. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos I (Porto: Editora Educação Nacional, Lda.). 
  3. Centro histórico de Granada. UNESCO World Heritage Centre - World Heritage List (whc.unesco.org). Em inglês ; em francês ; em espanhol. Páginas visitadas em 3 de janeiro de 2016.
  4. http://elviajero.elpais.com/elviajero/2016/09/26/actualidad/1474891540_319393.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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