Cúria de Pompeu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cúria de Pompeu
O complexo do Teatro de Pompeu.
Do lado esquerdo da imagem está um pequeno edifício, correspondente à Cúria de Pompeu.
Tipo Êxedra
Construção 62 a.C.
Promotor / construtor Cneu Pompeu Magno
Geografia
País Itália
Cidade Roma
Localidade Região IX - Circo Flamínio
Coordenadas 41° 53' 42" N 12° 28' 26.4" E
Cúria de Pompeu está localizado em: Roma
Cúria de Pompeu
Cúria de Pompeu

Cúria de Pompeu (em latim: Curia Pompeia[1]) foi uma dos numerosas salas de reunião da República Romana de grande significado histórico[2]. Ficava de frente para o grande complexo do Teatro de Pompeu no Campo de Marte.

A "cúria" era uma estrutura destinada a sediar os encontros do Senado Romano ou as assembleias das tribos (em latim: tribù[3]).

História[editar | editar código-fonte]

"A Morte de César", de Vincenzo Camuccini, um evento ocorrido na Cúria de Pompeu.

Em 55 a.C., Cneu Pompeu Magno inaugurou o maio teatro do mundo antigo antecipadamente, antes que as obras estivessem completas. Edificado com os recursos obtidos em suas campanhas militares, a estrutura era um poderoso símbolo político que tinha por objetivo aumentar o controle do cônsul-general e criar um memorial de suas conquistas durante seu cursus. Logo depois, também os imperadores romanos copiariam esta ideia e construiriam seus próprios fóruns imperiais.

No período em que se estava transferindo a sede principal do Senado da Cúria Cornélia para a nova Cúria Júlia, ainda em construção, o Senado se reunião neste edifício, muito pequeno para a tarefa. Seja como for, a Cúria de Pompeu ficou famosa por que, nos idos de Março de 44 a.C., Júlio César foi ali assassinado[2].

Na obra "A New Topographical Dictionary of Ancient Rome", Richardson afirma que, depois do assassinato de César, Augusto removeu a grande estátua de Pompeu e emparedou o recinto, citando Suetônio, que afirma que ela foi em seguida transformada em latrina, como afirma ainda Dião Cássio[4].

Enquanto o teatro perdurou por séculos, a cúria teve vida breve, não mais do que uma década.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A cúria estava ligada ao quadripórtico atrás do teatro e seu lado mais estreito estava de frente para ele. Tinha a forma de uma êxedra com o muro posterior curvo. No interior, havia diversas fileiras de assentos em vários níveis[1].

Arqueologia[editar | editar código-fonte]

Hoje, o local onde ficava a estrutura corresponde ao Largo di Torre Argentina. Ele foi escavado por ordem de Benito Mussolini na década de 1930[5]. Na área escavada, foram reveladas as fundações da estrutura original[6].

Em 2012, o estado anunciou que novas escavações identificaram o ponto preciso do assassinato de César, evidenciado por uma lápide de dois por três metros que Augusto mandou erigir antes que o edifício fosse murado[7]. Pouco depois, foi anunciado também que estas escavações da Cúria de Pompeu estaria abertas ao público a partir de 2013, mas isto não aconteceu.

Localização[editar | editar código-fonte]

Planimetria do Campo de Marte meridional


Referências

  1. a b Middleton, John Henry (1892). The remains of ancient Rome (em italiano). 2. [S.l.]: University of Michigan Library. p. 68 
  2. a b Bunson, Matthew (1994). Encyclopedia of the Roman Empire (em italiano). [S.l.]: Facts on File. p. 159–160. ISBN 0-8160-4562-3 
  3. Samuel L. Hall, ed. (1878). The Encyclopedia Britannica: A Dictionary of Arts, Sciences, Literature and General Informatio (em italiano). II. [S.l.: s.n.] p. 551 
  4. Richardson, jr, L. (1992). A New Topographical Dictionary of Ancient Rome (em inglês). [S.l.]: The Johns Hopkins University Press. p. 104. ISBN 978-0-8018-4300-6 
  5. Hogg, Brewer, Sylvie, Stephen (2012). Frommer's Italy Day by Day (em italiano). [S.l.]: Frommer's. p. 106. ISBN 978-1-118-02736-3 
  6. Ewald, Joreña, Björn C., Carlos F. (2011). The Emperor and Rome: Space, Representation, and Ritual (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 152. ISBN 978-0-521-51953-3 
  7. «Giulio Cesare, trovato il punto esatto in cui fu pugnalato da Bruto». Il Giornale (em italiano). 11 de outubro de 2012