CEASA Juiz de Fora

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A Central de Abastecimento (CEASA) de Juiz de Fora é um entreposto da CeasaMinas, empresa de economia mista vinculada ao Ministério da Agricultura. A unidade de Juiz de Fora é a 3ª maior do sistema mineiro em volume de comercialização,[1][2][3] que possui entrepostos também em Contagem, Uberlândia, Caratinga, Governador Valadares, Barbacena.[4] Localiza-se no bairro Santa Cruz, Zona Norte da cidade.[5][6]

Banco de Alimentos[editar | editar código-fonte]

Planejava-se, em 2011, que fosse instalado um Banco de Alimentos na unidade, o terreno da CEASA, com capacidade de "salvar" do descarte 60 toneladas de alimentos por mês, que estivessem próximos da validade ou impróprios para comercialização, mas pudessem ser utilizados no Restaurante Popular de Juiz de Fora e fornecidos a instituições beneficentes.[7][8] Naquele ano, 45.000 pessoas passavam fome na cidade, e 22.000 toneladas de alimentos eram desperdiçadas atualmente pela cidade e região, considerando apenas o volume comercializado pela CeasaMinas.[9]

Em 2013, porém, constatou-se que o projeto não saiu do papel, e o dinheiro já liberado (R$ 450.000) foi tomado de volta pelo Ministério do Desenvolvimento Social, devido ao edital licitatório não ter sido aberto no tempo que se decorreu, o que por sua vez deveu-se ao custo real do projeto ser muito maior do quê o previsto (R$ 2.100.000), inviabilizando a execução.[10]

Fizemos o nosso projeto, que foi aprovado, seguindo todas as orientações e diretrizes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O valor liberado (R$ 450 mil) seria insuficiente, e não teríamos condições de arcar com a contrapartida. Então começamos a negociar uma complementação. Devolvemos o dinheiro porque fomos orientados que sairia um novo edital que poderia ser maior, mas isso nunca mais aconteceu
Elizabeth Jucá, secretária de Planejamento e Gestão da Prefeitura.[11]

Na época, houve troca de acusações na Câmara Municipal de Juiz de Fora, com o secretário de Assistência Social, Flávio Cheker, atribuindo a culpa à gestão do prefeito Custódio Mattos, que acusava de ter deixado o projeto em banho-maria, ao que o vereador Rodrigo Mattos retrucou que a culpa era do próprio Flávio Checker, a quem acusava de ter agido com morosidade por meses.[12] O então presidente da Câmara, Júlio Gasparette lamentou a perda de recursos, que deu continuidade ao desperdício de alimentos, dizendo que o projeto dobrou de custo devido a alterações feitas pelo secretário de Planejamento, André Zuchi.[12]

Em 2018, a cidade enfim ganhou um banco de alimentos, porém independente da Prefeitura e da CEASA: é gerenciado pelo SESC, em parceria diretamente com grandes redes de supermercados.[13]

Referências

  1. «Ceasa inicia diagnóstico para expandir atividades». Tribuna de Minas. 25 de julho de 2012. Consultado em 13 de março de 2018.. A Central de Abastecimento local é a terceira do estado em volume de comercialização. 
  2. «Ceasa-JF fará pesquisa para projetar expansão». Tribuna de Minas. 24 de julho de 2012. Consultado em 13 de março de 2018.. Com objetivo de analisar o crescimento da demanda da população na região e avaliar as necessidades do público residente no entorno da unidade em Juiz de Fora, a CeasaMinas iniciou nesta segunda-feira (23) uma pesquisa que fará um diagnóstico do entreposto na cidade, o terceiro maior em volume comercializado no Estado. 
  3. «Atacadista investe R$ 8 milhões». Tribuna de Minas. 9 de abril de 2011. Consultado em 13 de março de 2018.. A Ceasa Juiz de Fora é a terceira maior do sistema mineiro. A oferta anual é de 75 mil toneladas de produtos, que movimentam cerca de R$ 90 milhões por ano. 
  4. «Advogado assume presidência da Ceasa». Tribuna de Minas. 6 de agosto de 2013. Consultado em 13 de março de 2018.. A CeasaMinas é uma empresa de economia mista, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável por administrar os entrepostos de Contagem, Uberlândia, Juiz de Fora, Caratinga, Governador Valadares e Barbacena. 
  5. «Mil litros de cachaça irregular apreendidas». Tribuna de Minas. 18 de agosto de 2011. Consultado em 13 de março de 2018.. A apreensão ocorreu na Central de Abastecimento (Ceasa) de Juiz de Fora, no Bairro Santa Cruz, Zona Norte. 
  6. «Caminhoneiro tem R$ 3.800 roubados no Ceasa». Tribuna de Minas. 12 de dezembro de 2016. Consultado em 13 de março de 2018.. Um caminhoneiro de 26 anos teve R$ 3.800 roubados ao ser rendido por bandidos enquanto descarregava um caminhão no Ceasa, no Bairro Santa Cruz, Zona Norte de Juiz de Fora, no início da madrugada desta segunda-feira (12). 
  7. «Restaurante Popular deve abrir em julho». Tribuna de Minas. 20 de abril de 2011. Consultado em 13 de março de 2018. 
  8. «Banco de Alimentos terá projeto em um mês». Tribuna de Minas. 9 de julho de 2011. Consultado em 13 de março de 2018. 
  9. «Desperdício de alimentos de 22 mil toneladas/ano». Tribuna de Minas. 14 de agosto de 2011. Consultado em 13 de março de 2018. 
  10. «Banco de Alimentos não sai do papel». Tribuna de Minas. 19 de julho de 2013. Consultado em 13 de março de 2018. 
  11. «JF desconhece quanto de comida vai para o lixo». Tribuna de Minas. 4 de outubro de 2015. Consultado em 13 de março de 2018. 
  12. a b «Perda de verba causa polêmica na Câmara». Tribuna de Minas. 22 de maio de 2013. Consultado em 13 de março de 2018. 
  13. «JF ganha programa para reduzir desperdício de alimentos». Tribuna de Minas. 18 de fevereiro de 2018. Consultado em 13 de março de 2018.