Transnordestina Logística

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Transnordestina Logística S/A. - TLSA
Razão social Transnordestina Logística S/A.
Tipo Empresa de capital fechado
Indústria Logística
Gênero Privada
Fundação 1998 (19 anos) (como CFN)
2008 (9 anos) (como TLSA)
Sede Fortaleza, Ceará
Área(s) servida(s) Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão
Proprietário(s) CSN (controlador)[1]
Produtos Transporta variados segmentos como commodities agrícolas, combustíveis, siderúrgico, materiais de construção, petroquímico e mineração
Antecessora(s) Companhia Ferroviária do Nordeste
Website oficial www.tlsa.com.br

A Transnordestina Logística S/A (TLSA) é uma empresa privada do Grupo CSN criada a partir da cisão da Transnordestina Logística[2], anteriormente denominada Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), empresa então responsável pela operação da adquirida da Rede Ferroviária Federal, que era composta das seguintes superintendências regionais: SR-1 (Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte), SR-11 (Ceará) e SR-12 (Piauí e Maranhão). Possui 4 238 quilômetros que se estendem pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas até o município de Propriá, em Sergipe e pela construção da Ferrovia Transnordestina.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Transnordestina Logística S/A é uma empresa privada controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), um dos principais grupos privados nacionais. Operava as linhas da Malha Nordeste, construídas pelas linhas de bitola métrica das antigas Rede Ferroviária do Nordeste, Ferrovia São Luís-Teresina, e Rede de Viação Cearense[3].

A ANTT autorizou a Cisão da concessão para exploração e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga da Malha Nordeste, e a Cisão Parcial da TLSA. A Cisão nomeia a segregação de ativos e passivos da Malha I e a Malha II.[4] A FTL incorporou os ativos e passivos da Malha I (bitola métrica) e a TLSA a Malha II (bitola larga e mista em construção).

A Malha II (trechos Missão Velha - Salgueiro, Salgueiro - Trindade, Trindade - Eliseu Martins, Salgueiro - Porto de Suape e Missão Velha - Porto de Pecém) que compreende a construção da nova ferrovia Nova Transnordestina com extensão total de linhas de 1 753 quilômetros que irá passar pelos estados do Piauí, Ceará e Pernambuco[5].

Cronologia[editar | editar código-fonte]

1992
A RFFSA é incluída no Programa Nacional de Desestatização.
1997
Leilão da Malha Ferroviária Nordeste pertencente à Rede Ferroviária Federal SA, concessão é obtida por 30 anos.
1998
Surge a Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN, início do transporte de cargas.
2008
Alteração na razão social da Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN, passando a se chamar Transnordestina Logística S/A - TLSA.
2011
A VALEC torna-se acionista da TLSA.
2012
Iniciado o processo de Cisão parcial da TLSA, visando segregar a concessão da antiga malha ferroviária da RFFSA da concessão Nova Transnordestina que está em construção. Criação da Ferrovia Transnordestina Logística em 29 de outubro de 2012[6] e aprovada em 22 de fevereiro de 2013, a partir da Resolução nº 4042[7] da ANTT.
2013
Início das operações da FTL logo após a aprovação da Cisão pelos acionistas da TLSA.
Mapa Transnordestina (TLSA) considerando informações sobre obras de Jan.2017.
2017
Por orientação do Tribunal de Contas da União as obras não devem mais serem realizados repasses de dinheiro público, por descompasse entre dos cronogramas de obras e os valores financeiros liberados[8].

Com dez anos de obras foram executados 600 quilômetros de trilhos de uma extensão total prevista de 1 753 quilômetros[9].

Composição acionária[editar | editar código-fonte]

A composição acionária em 30 de Dezembro de 2015 da TLSA é compartilhada entre a CSN e empresas públicas federais[1] conforme o quadro a seguir.

Empresa Percentual
Companhia Siderúrgica Nacional 56,92
BNDESPar 4,17
BNDES 5,62
FINAME 1,33
VALEC 31,96
Fundo de Investimento do Nordeste 0,00

Frota[editar | editar código-fonte]

A frota de locomotivas da Transnordestina Logística S/A (TLSA) ao fim de 2015 era composta por locomotivas EMD dos modelos G12 e SD40-2, possuindo um total de 14 locomotivas[10], destas quatro classificadas como inativas.

Fabricante Modelo Potência Ativas Total Nota
EMD G12 1425 HP 5 5
EMD SD40-2 3000 HP 5 9 BNSF n.º 7251, 7256, 7268, 7291, 8100 e 8115
RFFSA/MRS n.º 5212, 5237 e 5241.

Foram importadas em 2011 seis locomotivas[11] usadas do EUA ex-BNSF Railway. Era previsto inicialmente a importação de um total de 11 locomotivas do modelo EMD SD40-2, entretanto somente foram entregues seis unidades.

Em 2013 foi realizada a mutação patrimonial de 03 (três) locomotivas EMD SD40-2 da concessionaria MRS Logística para a Ferrovia Transnordestina Logística, o processo foi finalizado com o Aditivo pulicado em 13 de janeiro de 2015,[12] entretanto essas locomotivas estavam operando na Transnordestina Logística S/A (TLSA)[10] em 2015, nas obras de construção da ferrovia.

Equipamentos de manutenção de via[editar | editar código-fonte]

Equipamento[10] Fabricante Ano Origem Quantidade
Reguladora de lastro Knox KBR 925 Kershaw 2007 1
Reguladora de lastro PBR 400 Plasser & Theurer 2010 2
Socadora de linha 08-16 SPLIT HEAD Plasser & Theurer 2010 3
Pórtico hidráulico PTH 500 Geismar 2010 4
Auto de linha de manutenção AL Via Permanente 2015 1
Auto de linha de inspeção VLT 1722 Empretec 2006 1
Caminhão rodoferroviário 1519 Empretec 2013 1
Máquina de soldar elétrica Holland H650 Holland 2010 1
TOTAL 14

Referências

  1. a b «Audiência pública realizada em 16/03/2016, com a participação da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. para tratar das obras da ferrovia Nova Transnordestina.». Camara Federal -CONSULTOR: ROSE MIRIAN HOFMANN. 3 de maio de 2006. Consultado em 9 de Janeiro de 2017 
  2. «Transnordestina Logística aprova cisão parcial da companhia». ANTT. 27 de dezembro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2017 
  3. Setti, João Bosco, (2008). Ferrovias no Brasil. um século e meio de evolução. Rio de Janeiro: Memória do Trem. ISBN 978-85-86094-09-5 
  4. «Transnordestina Logística aprova cisão parcial da companhia». Valor Econômico. Consultado em 12 de novembro de 2015 
  5. «TLSA». TLSA. 4 de Novembro de 2016. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  6. ANTT (31 de janeiro de 2014). «FTL - Ferrovia Transnordestina Logística - Demonstrações Financeiras». Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. Consultado em 7 de janeiro de 2017 
  7. «Resolução nº 4042, de 22 de fevereiro de 2013 - Autoriza a operação de cisão da Concessão para exploração e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga na Malha Nordeste.». ANTT. 22 de fevereiro de 2013. Consultado em 7 de Janeiro de 2017 
  8. «TCU suspende repasses de recursos para obras da ferrovia Transnordestina». Laís Lis. 25 de janeiro de 2017. Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  9. Wagner Sarmento (18 de Fevereiro de 2017). «Paradas, obras da ferrovia Transnordestina são retrato do descaso». Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  10. a b c RF. «3.289 locomotivas em operação». Dezembro/Janeiro 2015. Consultado em 1 de janeiro de 2016 
  11. «Locomotivas desembarcam no Ceará». WebTranspo. 27 de setembro de 2011. Consultado em 12 de Janeiro de 2017 
  12. «Termo Aditivo nº 003 ao Contrato de Arrendamento nº 071/97». ANTT. 2015. Consultado em 8 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]