Caboclos na umbanda

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Caboclos são entidades que se apresentam como indígenas e incorporam também no candomblé de caboclo.

História[editar | editar código-fonte]

Caboclo Pena-Marrom

As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros de umbanda são espíritos com um certo grau espiritual de evolução.

São considerados espíritos de índios que já morreram e que viraram guias de luz que voltam à Terra para prestar a caridade ao próximo. Ou almas de pessoas que assumiram a roupagem fluídica de caboclo como instrumento de ideal. São da Linha das Matas.

Apresentam-se altaneiros, dando o seu grito de guerra e gesticulando como se lançassem suas flechas. Normalmente seus conselhos visam a melhorar o ânimo dos mais necessitados. A imagem quase sempre condiz com a figura do bom selvagem romantizado, belo, puro, nobre e arrojado. São espíritos sérios e bastante contidos. Normalmente os consulentes os tratam com muito respeito e até algum temor.

Geralmente se utilizam de charutos para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação. Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros.

Nomes de alguns caboclos da Umbanda:

Caboclo 18 Flechas

  • Caboclo 7 encruzilhadas;
  • Caboclo 7 flechas;
  • Caboclo Pena Branca;
  • Caboclo Cobra Coral;
  • Caboclo Tupinambá;
  • Caboclo Araribóia;
  • Caboclo Tupi-guarani;
  • Caboclo Ubirajara peito de aço;
  • Caboclo Guaracy;
  • Caboclo Tupã;
  • Cacique Aimoré;
  • Caboclo Cipó;
  • Caboclo Arruda;
  • Cabocla Jurema;
  • Cabocla Juçara;
  • Cabocla Diana das matas;
  • Cabocla Jupira.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • BOAES, Giovanni. África e Brasil: separação simbólica/social no campo das religiões afro-pessoenses. In Revista Caos – Revista de Ciências Sociais. n. 14, set. 2009. pp 86-94.
  • BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 3 ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999.
  • CARLINI, Álvaro. Cachimbo e Maracá: o catimbo da missão – 1938. São Paulo: CCSP, 1993.
  • FERRETTI, Mundicarmo. Desceu na guma: o caboclo do tambor de mina em um terreiro de São Luís. 2 ed. São Luís: EDUFMA, 2000.
  • FERRETTI, Mundicarmo. Tambor de mina e umbanda: o culto aos caboclos no Maranhão. In <http://www.gpmina.ufma.br/pastas/doc/Mina%20e%20Umbanda.pdf >, 1997. Capturado dia 22 de maio de 2011.
  • ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro: umbanda e sociedade brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1999.
  • VERGER, Pierre. Uma rainha africana mãe de santo em São Luís. Revista USP, São Paulo, n. 6, p. 151-8, jun./jul./ago., 1990.