Caboclos na umbanda

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Caboclos são entidades que se apresentam como indígenas e incorporam também no candomblé de caboclo.

História[editar | editar código-fonte]

Caboclo Pena-Marrom

As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros de umbanda são espíritos com um certo grau espiritual de evolução.

São considerados espíritos de índios que já morreram e que viraram guias de luz que voltam à Terra para prestar a caridade ao próximo. Ou almas de pessoas que assumiram a roupagem fluídica de caboclo como instrumento de ideal. São da Linha das Matas.

Apresentam-se altaneiros, dando o seu grito de guerra e gesticulando como se lançassem suas flechas. Normalmente seus conselhos visam a melhorar o ânimo dos mais necessitados. A imagem quase sempre condiz com a figura do bom selvagem romantizado, belo, puro, nobre e arrojado. São espíritos sérios e bastante contidos. Normalmente os consulentes os tratam com muito respeito e até algum temor.

Geralmente se utilizam de charutos para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação. Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • BOAES, Giovanni. África e Brasil: separação simbólica/social no campo das religiões afro-pessoenses. In Revista Caos – Revista de Ciências Sociais. n. 14, set. 2009. pp 86-94.
  • BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 3 ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999.
  • CARLINI, Álvaro. Cachimbo e Maracá: o catimbo da missão – 1938. São Paulo: CCSP, 1993.
  • FERRETTI, Mundicarmo. Desceu na guma: o caboclo do tambor de mina em um terreiro de São Luís. 2 ed. São Luís: EDUFMA, 2000.
  • FERRETTI, Mundicarmo. Tambor de mina e umbanda: o culto aos caboclos no Maranhão. In <http://www.gpmina.ufma.br/pastas/doc/Mina%20e%20Umbanda.pdf >, 1997. Capturado dia 22 de maio de 2011.
  • ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro: umbanda e sociedade brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1999.
  • VERGER, Pierre. Uma rainha africana mãe de santo em São Luís. Revista USP, São Paulo, n. 6, p. 151-8, jun./jul./ago., 1990.