Cachorro-vinagre

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Cachorro-do-mato.
Como ler uma infocaixa de taxonomiaCachorro-vinagre
Exemplar de Macuria, na Guiana Francesa
Exemplar de Macuria, na Guiana Francesa
Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animal
Filo: Cordado
Classe: Mamífero
Ordem: Carnívoro
Família: Canídeos
Género: Speothos
Espécie: S. venaticus[2]
Nome binomial
Speothos venaticus
Lund, 1842
Distribuição geográfica
Bush Dog area.png

O cachorro-vinagre ou cachorro-do-mato-vinagre (nome científico: Speothos venaticus), também conhecido como aracambé, jaguacininga, jaguaracambé, janauíra ou januaíra, é uma espécie da família dos canídeos (Canidae) nativo da América do Sul, que é encontrado em florestas da Amazônia. Os cachorros-vinagre são carnívoros e caçam durante o dia, mesmo em cativeiro. Usam troncos ocos e cavidades como tocas de tatu (dasipodídeos; clamiforídeos) como abrigo e têm uma área de vida de 3,8 a 10 quilômetros quadrados (1,5 a 3,9 milhas quadradas). Parecem ser a espécie de canídeo sul-americana mais gregária e há clara dominância dos pais sobre os outros componentes do grupo. A submissão é indicada com uma expressão conhecida como "sorriso de submissão", que no caso da espécie se estende de canto a canto da boca de forma exagerada. Tal dominância é respeitada a ponto de, caso uma a fêmea dominante se reproduza, todos os membros do grupo apresentarão comportamentos aloparentais. A relação familiar entre esses animais é intensa a ponto de influenciar o ciclo reprodutivo.

Os cachorros-vinagre acasalam ao longo do ano e o estro dura até doze dias e ocorre a cada 15 a 44 dias. Como muitos outros canídeos, o acasalamento do inclui um laço copulatório, durante o qual os animais ficam presos juntos. A gestação dura de 65 a 83 dias e normalmente resulta no nascimento de uma ninhada de três a seis filhotes. Atingem a maturidade sexual em um ano e podem viver por até 10 anos em cativeiro. Os cachorros-vinagre adultos têm pelo longo castanho-amarelado macio, com uma coloração avermelhada mais clara na cabeça, pescoço e costas e uma cauda espessa, enquanto a parte inferior é escura, às vezes com uma mancha mais clara na garganta. Indivíduos mais jovens, no entanto, têm pelo preto sobre todo o corpo. Os adultos geralmente têm um comprimento de cabeça e corpo de 57–75 centímetros, com uma cauda de 12,5–15 centímetros. Pesam, em média, 5–8 quilos.

Têm pernas curtas em relação ao corpo, bem como focinho curto e orelhas relativamente pequenas, que os distinguem dos demais canídeos brasileiros. Além disso, apresentam membranas interdigitais que possibilitam hábitos semiaquáticos. Dentre os canídeos brasileiros, é o único que caça em grupos, o permitindo capturar presas muito maiores como a anta (Tapirus terrestris). Sua dieta é exclusivamente carnívora, se alimentando do tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), a paca (Agouti paca) e outros roedores de médio porte, como as cutias (Dasyprocta spp.), cutiaias (Myoprocta spp.) e capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris). Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), é uma espécie quase ameaçada. Encontra-se nessas condições por conta da destruição do seu habitat para extração de madeira e o adensamento humano, além de doenças (raiva, parvovirose e sarna sarcóptica) transmitidas por animais domésticos.

Nomes comuns[editar | editar código-fonte]

O cachorro-vinagre ou cachorro-do-mato-vinagre[3] é comumente conhecido por outros nomes de origem tupi-guarani confirmada ou proposta: jaguaracambé, que depois surgiu na forma abreviada aracambé,[4] advém da junção de de ya'wara (onça) + -akanga- (cabeça) + -pewa (chata), o que dá literalmente "onça de cabeça chata";[5][6] janauira, que está associado ao nome folclórico Jananaíra,[7] e januaíra têm etimologia desconhecida.[8]

Características físicas[editar | editar código-fonte]

Os cachorros-vinagre adultos têm pelo longo castanho-amarelado macio, com uma coloração avermelhada mais clara na cabeça, pescoço e costas e uma cauda espessa, enquanto a parte inferior é escura, às vezes com uma mancha mais clara na garganta. Indivíduos mais jovens, no entanto, têm pelo preto sobre todo o corpo.[9] Os adultos geralmente têm um comprimento de cabeça e corpo de 57–75 centímetros (22–30 polegadas), com uma cauda de 12,5–15 centímetros (5–6 polegadas). Têm altura de ombro de 20–30 centímetros (8–12 polegadas) e pesam 5–8 quilos (11–18 libras).[10] Têm pernas curtas em relação ao corpo, bem como um focinho curto e orelhas relativamente pequenas.[9] As orelhas arredondadas, as pernas e cauda curtas são as características que o distinguem dos demais canídeos brasileiros. Além disso, esses animais apresentam membranas interdigitais que possibilitam seu hábito semiaquático.[11][12]

Os dentes são adaptados aos seus hábitos carnívoros. Exclusivamente para um canídeo americano, a fórmula dentária é , com um total de 38 dentes. É uma das três espécies de canídeos (as outras duas são o cão-selvagem-asiático e o mabeco) com molares especializados, tendo uma única cúspide na talônido do dente carniceiro inferior que aumenta o comprimento da lâmina de corte. As fêmeas têm quatro pares de tetas e ambos os sexos têm grandes glândulas odoríferas em cada lado do ânus.[9]

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Espécimes dormindo em contato um com o outro

Os cachorros-vinagre são carnívoros e caçam durante o dia, mesmo em cativeiro.[13] Usam troncos ocos e cavidades como tocas de tatu (dasipodídeos; clamiforídeos) como abrigo e têm uma área de vida de 3,8 a 10 quilômetros quadrados (1,5 a 3,9 milhas quadradas). Enquanto comem presas grandes, os pais se posicionam nas extremidades do animal, tornando mais fácil para os filhotes estripá-lo.[9] Parecem ser a espécie de canídeo sul-americana mais gregária. Ao observar um grupo de seis indivíduos, Macdonald (1996) concluiu que a sociabilidade desses animais é compulsiva, tendo como base a quantidade de comportamentos tipicamente afiliativos, tais como: dormirem em contato, uns com outros; deslocarem-se, majoritariamente, em filas indianas e se alimentarem juntos apresentando mínima agressividade uns com os outros. Além disso, observou-se que os atos de um membro dependiam diretamente do que os demais fariam. Por exemplo, caso um dos indivíduos decidir levantar-se após o período de descanso e nenhum dos outros membros do grupo o seguir (preferencialmente em fila indiana), o mesmo retornaria ao grupo e iniciaria a tentativa de incitar os movimentos dos seus similares.[13]

Há clara dominância dos pais sobre os outros componentes do grupo. A submissão é indicada com uma expressão conhecida como "sorriso de submissão", que no caso da espécie se estende de canto a canto da boca de forma exagerada.[13] Tal dominância é respeitada a ponto de, caso uma a fêmea dominante se reproduza, todos os membros do grupo apresentarão comportamentos aloparentais.[14] Inclusive, um desses eventos pôde ser observado na Amazônia peruana, onde um jovem cuidava de um filhote enquanto os adultos forrageavam a área. A relação familiar entre esses animais é intensa a ponto de influenciar o ciclo reprodutivo: fêmeas que são criadas como ambos os pais não entram no estado de estro, e só começam a desenvolver ciclos quando pareadas com um macho. Esse fenômeno ocorre apenas em mamíferos monogâmicos que vivem em grupos familiares.[13]

Cachorros-vinagre copulando
Ilustração de 1836 de Hermann Burmeister

Kleiman (1972) observou que, ao contrário de outras espécies, consegue viver pacificamente com animais familiares do mesmo sexo. Por outro lado, ao serem postos lado a lado com animais não-familiares esboçaram reações completamente opostas, tais como: lutas imediatas e violentas. Devido ao hábito de viver em grupos, é capaz de emitir uma série de chamados de contato, com o intuito de expressar e emitir o estado motivacional do emissor.[13] Essa característica evolutiva pode ter se originado pela necessidade de comunicação entre os indivíduos de um determinado grupo em ambientes onde há dificuldades de manter-se o contato visual.[15] Outro mecanismo utilizado é a urina especializada para cada um dos sexos, que é utilizada tanto como sinais olfativos quanto visuais.[13]

Gestação[editar | editar código-fonte]

Os cachorros-vinagre acasalam ao longo do ano e o estro dura até doze dias e ocorre a cada 15 a 44 dias. Como muitos outros canídeos, o acasalamento do inclui um laço copulatório, durante o qual os animais ficam presos juntos.[16] A marcação de urina desempenha um papel significativo em seu comportamento pré-copulatório.[17][18] A gestação dura de 65 a 83 dias e normalmente resulta no nascimento de uma ninhada de três a seis filhotes, embora ninhadas maiores de até 10 tenham sido relatadas. Os jovens nascem cegos e indefesos e pesam inicialmente de 125 a 190 gramas (4,4 a 6,7 onças). Os olhos se abrem após 14 a 19 dias e os filhotes emergem da toca da natividade logo depois.[9] São desmamados por volta das quatro semanas e atingem a maturidade sexual em um ano.[19] Podem viver por até 10 anos em cativeiro.[9]

Dieta[editar | editar código-fonte]

Dentre os canídeos brasileiros, o cachorro-vinagre é o único que caça em grupos, o permitindo capturar presas muito maiores. Devido a sua condição semiaquática, pode capturar suas presas tanto na terra, quanto na água. Pesquisadores observaram ainda que em determinadas situações, parte do grupo se divide com o intuito de perseguir a presa por terra, enquanto a outra parte do grupo entra na água. Devido a essa especialização, consegue capturar e matar a paca (Agouti paca) – que, por sua vez, tende a se fugir na água.[13] Também já foi registrado o abate da anta (Tapirus terrestris) de 250 quilos. Sua dieta é exclusivamente carnívora. No Pantanal e no Cerrado, a principal presa é o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus). Existem pesquisadores que dizem, ainda, que a principal presa do animal é a paca e outros roedores de médio porte, como as cutias (Dasyprocta spp.), cutiaias (Myoprocta spp.) e capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris).[11][9] Na Amazônia peruana, fezes de cachorro-vinagre continham traços de quatis (Nasua), caititus (Pecari tajacu), veados (cervídeos) e tinamídeos (família de aves).[11]

Distribuição e habitat[editar | editar código-fonte]

O cachorro-vinagre pode ser encontrado desde a Costa Rica e Panamá, na América Central,[20] e em grande parte da América do Sul a leste dos Andes, indo ao sul até o Equador, Peru, oeste da Bolívia, Paraguai, norte da Argentina e sul do Brasil.[9] Especificamente no Brasil, então concentrados sobretudo nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins.[11] Habitam principalmente florestas de várzea com altitude de até 1 900 metros (6200 pés),[9] savanas úmidas e outros habitats próximos a rios, mas também podem ser encontrados em cerrados mais secos e pastagens abertas.[1][21][22] Novas observações de grupos de cachorros-vinagre foram registradas no centro-leste (Parque Nacional Barbilha) e sudeste (Parque Internacional La Amistad) na Costa Rica, e em uma parte substancial da cordilheira de Talamanca até 120 quilômetros ao norte-noroeste e em elevações de até 2 119 metros.[23]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

Existem três subespécies reconhecidas:[2][9][11]

  • Cachorro-vinagre-sul-americano (Speothos venaticus venaticus), com uma distribuição que inclui o sul da Colômbia e a Venezuela, as Guianas, a maior parte do Brasil, leste do Equador e Peru, Bolívia e norte do Paraguai;
  • Cachorro-vinagre-panamenho (Speothos venaticus panamensis), com uma distribuição que inclui o Panamá, norte da Colômbia e Venezuela, oeste do Equador;
  • Cachorro-vinagre-do-sul (Speothos venaticus wingei), com uma distribuição que inclui o sul do Brasil e o Paraguai, bem como o extremo nordeste da Argentina. As primeiras fotos com armadilhas fotográficas desta espécie na Argentina foram obtidas em abril de 2016 na Reserva Ecológica Privada Selva Paranaense Don Otto, localizada no departamento de Eldorado, na província de Missões, na Argentina.[24][25]

Conservação e ameaças[editar | editar código-fonte]

Cerrado[editar | editar código-fonte]

Baseando-se em análises quantitativas através de modelagem de viabilidade populacional (VORTEX), parâmetros biológicos e demográficos, além de informações do leste do Mato Grosso, chegou-se à conclusão de que provavelmente, em 100 anos haverá ocorrido a extinção de 100% da espécie. Os fatores observados, tais como: alta mortalidade em decorrência de doenças, principalmente sarna sarcóptica, e o abate por cães domésticos ou pessoas. Em consequência dos dados obtidos, a espécie foi considerada Em Perigo (EN) nesse bioma.[11]

Mata Atlântica[editar | editar código-fonte]

Na Mata Atlântica a situação é ainda mais crítica, sendo os únicos registros da espécie dos estados de São Paulo e Paraná. O tamanho efetivo da população nessa área é de 178 indivíduos, perdendo apenas para as outras duas maiores subpopulações da espécie no bioma, que são, respectivamente: a do fragmento de Paranapiacaba (SP) e a do Parque Nacional do Iguaçu (PR), não passando de 50 indivíduos adultos da espécie em cada.[11]

Amazônia e Pantanal[editar | editar código-fonte]

Tanto na Amazônia, quanto no Pantanal, a espécie apresenta melhores condições. Foram calculadas, com base em áreas de vida de grupos monitorados, o tamanho efetivo da população nestas áreas, e chegou-se ao número estimado de 8.813 indivíduos na Amazônia e 367 no Pantanal. A espécie foi considerada vulnerável na Amazônia, baseando-se no critério C1. Já no Pantanal, devido a taxa de desmatamento superior a 10% durante o período de 18 anos – o que compreende a 3 gerações – , e o aumento da mortalidade da espécie, ocasionado por doenças e abate por cães domésticos e seres “humanos”, a espécie foi considerada vulnerável (VU) pelos critérios C2a(i) e D1.[11]

Categoria de Risco Estado Pesquisa realizada por: Ano
Considerada Vulnerável (CV) Paraná IAP - Instituto Ambiental do Paraná 2010
Criticamente em Perigo (CR) A2ac Minas Gerais COPAM - Conselho Estadual de Política Ambiental 2010
Dados Insuficientes (DD) São Paulo -- 2010

Nas avaliações feitas nos anos de 1982, 1986, 1988, 1990, 1994, 1996 e 2004, a espécie foi considerada vulnerável (VU).[11]

As principais ameaças à continuidade da existência da espécie são a perda e degradação do seu habitat causadas pelo desmatamento, exploração madeireira e adensamento humano, a perda de base de presas causada por esses fatores e/ou pela caça dirigida às presas da espécie e doenças (raiva, parvovirose e sarna sarcóptica) transmitidas por animais domésticos.[11]

Referências

  1. a b DeMatteo, K.; Michalski, F.; Leite-Pitman, M. R. P. (2015). «Bush dog - Speothos venaticus». Lista Vermelha da IUCN. União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). p. e.T20468A9203243. doi:10.2305/IUCN.UK.2011-2.RLTS.T20468A9203243.en. Consultado em 20 de julho de 2021 
  2. a b Wozencraft, W.C. (2005). «Speothos venaticus». In: Wilson, D. E.; Reeder, D. M. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore, Marilândia: Imprensa da Universidade Johns Hopkins. p. 582. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  3. Ferreira, A. B. H. (1986). Novo Dicionário da Língua Portuguesa 2.ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. p. 308 
  4. Houaiss, verbete acarambé
  5. Houaiss, verbete jaguaracambé
  6. «Jaguaracambé». Michaelis. Consultado em 20 de julho de 2021 
  7. Houaiss, verbete janauira
  8. Houaiss, verbete januaíra
  9. a b c d e f g h i j de Mello Beiseigel, B.; Zuercher, G.L. (2005). «Speotheos venaticus». Mammalian Species. 783: Number 783: pp. 1–6. doi:10.1644/783.1 
  10. «Speothos venaticus | ARKive». ARKive. Consultado em 15 de dezembro de 2016. Arquivado do original em 5 de dezembro de 2008 
  11. a b c d e f g h i j Jorge, Rodrigo Pinto Silva; Beisiegel, Beatriz de Mello; Lima, Edson de Souza; Jorge, Maria Luisa da Silva Pinto; Leite-Pitman, Maria Renata Pereira; Paula, Rogério Cunha de (2013). «Avaliação do risco de extinção do cachorro-vinagre Speothos venaticus (Lund, 1842) no Brasil» (PDF). Biodiversidade Brasileira. 3 (1): 179–190. ISSN 2236-2886 
  12. David Attenborough (20 de novembro de 2002). The Life of Mammals, Episode 5: Meat Eaters (Documentary – 16:9 Stereo). United Kingdom: BBC/Discovery Channel. Em cena em 17:10 min 
  13. a b c d e f g Beisiegel, Beatriz de Mello (1999). Contribuição ao estudo da história natural do cachorro do mato, Cerdocyon thous, e do cachorro vinagre, Speothos venaticus (PDF). São Paulo: Universidade de São Paulo. Consultado em 20 de julho de 2021 
  14. Macdonald, D.W. (1996). «Social behaviour of captive bush dogs (Speothos venaticus)». Journal of Zoology. 239 (#4): 525–543. doi:10.1111/j.1469-7998.1996.tb05941.x 
  15. Macdonald, D. (1984). The Encyclopedia of Mammals. New York: Facts on File. pp. 31. ISBN 0-87196-871-1 
  16. Porton, I.J.; et al. (1987). «Aseasonality of bush dog reproduction and the influence of social factors in the estrous cycle» (PDF). Journal of Mammalogy. 68 (#4): 867–871. JSTOR 1381569. doi:10.2307/1381569 
  17. Porton, Ingrid (1983). «Bush dog urine-marking: its role in pair formation and maintenance» (PDF). Animal behaviour. 31 (4): 1061-1069 
  18. Kleiman Devra G (1972). «Social behavior of the maned wolf (Chrysocyon brachyurus) and bush dog (Speothos venaticus): a study in contrast». Journal of Mammalogy. 53 (4): 791–806. JSTOR 1379214. doi:10.2307/1379214 
  19. Bekoff, M.; et al. (1981). «Life-history patterns and sociality in canids: body size, reproduction, and behavior». Oecologia. 50 (#3): 386–390. Bibcode:1981Oecol..50..386B. PMID 28309059. doi:10.1007/BF00344981 
  20. Alvarado, Laura (2017). «New Mammal Species Found in Costa Rica». The Costa Rica Star 
  21. Rosa, C. L. de la; Nocke, C. C. (2000). A Guide to the Carnivores of Central America: Natural History, Ecology, and Conservation. Austin: Imprensa da Universidade do Texas 
  22. Sillero-Zubiri, Claudio; Hoffman, Michael; MacDonald, David W. (2004). Canids: Foxes, Wolves, Jackals, and Dogs: Status Survey and Conservation Action Plan. Glande, Suíça; Cambrígia, Reino Unido: União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). p. 77 
  23. Saenz-Bolanos, Carolina; Fuller, Todd K.; Mooring, Michael S. (2019). «Bush Dogs in Central America: Recent Range Expansion, Cryptic Distribution, or Both?». Tropical Conservation Science. 12: 1-5 
  24. «First photos of the Bush Dog (Speothos venaticus) with camera trap in Argentina». Red Yaguareté. 2016 
  25. Ocampol, Nicolás Lodeiro; Nigrol, Norberto Ángel; Gnatiuk, Daniel Gonzalo; Gasparri, Bárbara. «Primeras fotos de zorro pitoco (Speothos venaticus) obtenidas con cámaras trampa en Argentina». Notulas Faunisticas - Seguna Serie. 219: 1-5 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons
Wikispecies Diretório no Wikispecies