Cai, Cai, Balão

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"Cai, Cai, Balão"
Canção de Francisco Alves e Aurora Miranda
Lançamento 22 de maio de 1933 (1933-05-22)
Formato(s) 78 rpm
Gravação 1933
Gênero(s) Marcha / Música junina
Duração 3:13
Gravadora(s) Odeon
Composição Assis Valente

Cai, Cai, Balão é o título da canção de 1933 do compositor baiano Assis Valente e gravada originalmente em dueto por Francisco Alves em parceria com a então desconhecida Aurora Miranda, sendo esta sua gravação de estreia.[1]

A canção foi a primeira música tipicamente junina gravada, e foi lançada a 22 de maio de 1933 pela gravadora Odeon sob o número 11.018.[1]

Para J. Severiano e Z. H. D. Mello a música popular brasileira do pós-guerra atravessava um processo transitório e modernizador, de adaptação cultural onde vários gêneros foram criados (como o samba): "Ao contrário do samba, um produto mestiço, resultante da fusão da melodia e harmonia europeias com a rítmica afro-brasileira, a marchinha é uma descendente da polca-marcha, que incorpora algumas características das marchas portuguesas e de certos ritmos americanos, em moda na ocasião."[2] Assis Valente iria inovar novamente naquele ano, ao lançar uma música natalina com "Boas Festas", após ter sido provavelmente o primeiro compositor do país a fazê-lo no estilo junino (seguida por "Chegou a Hora da Fogueira", de Lamartine Babo).[2]

Letra[editar | editar código-fonte]

O refrão (bem como o título) repete o verso de tradicional cantiga de roda – "cai, cai, balão" – que já havia sido usado no poema "Na Rua do Sabão", de Manuel Bandeira.[3]

A letra original de Assis Valente traz os seguintes versos (excerto):[1]

"Cai, cai, balão! Você não deve de subir
Quem sobe muito, cai depressa sem sentir
A ventania de tua queda vai zombar
Cai, cai, balão! Não deixe o vento te levar

Numa noite de fogueira enviei a São João
O meu sonho de criança num formato de balão
Mas o vento da mentira derrubou sem piedade
O balão de meu destino na cruel realidade"
(...)

Referências

  1. a b c Luiz Américo Lisboa Júnior (2006). Compositores e Intérpretes Baianos: de Xisto Bahia a Dorival Caymmi. [S.l.]: Via Litterarum / Editus. 371 páginas. ISBN 8598493244. (referência contida às páginas 199-200) 
  2. a b SEVERIANO, J.; MELLO, Z. H. D. A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. 6ª. ed. São Paulo: 34, v. 1: 1901-1957, 2006. in: Márcio Mattos Aragão Madeira (2015). «A contribuição da música tradicional do Cariri cearense à música popular brasileira por meio do baião de Luiz Gonzaga» (PDF). Universidad Complutense de Madrid. Consultado em 6 de julho de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 6 de julho de 2018 
  3. Luciano Marcos Dias Cavalcanti (2009). «Música e Poesia em Manuel Bandeira». Estação Literária, vol. 3, issn 1983-1048. Consultado em 5 de julho de 2018. Cópia arquivada em 6 de julho de 2018 
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