Caio Asínio Galo

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Caio Asínio Galo Salonino
Morte 33
Nacionalidade
Vexilloid of the Roman Empire.svg
Império Romano
Progenitores Mãe: Quíncia
Pai: Caio Asínio Polião
Ocupação Oficial e escritor
Religião Politeísmo romano
Áureo de Tibério (r. 14–37)

Caio Asínio Galo Salonino (em latim: Gaius Asinius Gallus Saloninus; 33) foi um escritor e ambicioso senador romano do começo do Império Romano que manteve estreitas ligações com a família júlio-claudiana. Filho do cônsul de 40 a.C. Caio Asínio Polião, em 8 a.C. tornou-se cônsul e em 6/5 a.C. foi procônsul da Ásia. Casou-se com Vipsânia Agripina, ex-esposa do futuro imperador Tibério (r. 14–37) com quem teve cinco filhos. Tal como seu pai, foi um prolífico escrito, embora sua obra não tenha sobrevivido.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi o filho de Caio Asínio Polião, cônsul em 40 a.C., e sua esposa Quíncia. Tornou-se cônsul em 8 a.C. ao lado de Caio Márcio Censorino[1][2] e procônsul da Ásia em 6/5 a.C..[3][4] Ele foi um amigo do imperador Augusto (r. 27 a.C.14 d.C.). Diferente dos demais senadores de seu tempo, ele manteve uma maior liberdade para se pronunciar no senado, embora não tenha permanecido ileso da bajulação serviu que dominou esta instituição e o povo à época. O sucessor de Augusto, Tibério (r. 14–37), odiava Salonino, em parte por sua liberdade de expressão, em parte por seu casamento em 11 a.C. com Vipsânia Agripina, filha de Marco Vipsânio Agripa e Cecília Ática e ex-esposa de Tibério.[5][6][7] Ele foi preso em 30 por ordens do imperador, e permaneceu encarcerado por três anos, vindo a falecer de inanição.[1]

Salonino teve cinco filhos com Vipsânia: Asínio Salonino, Asínio Galo, Caio Asínio Polião, cônsul em 23, Marco Asínio Agripa, cônsul em 25, e Sérvio Asínio Céler.[8] Salonino distinguiu-se na história da literatura da Roma Antiga, tal como seu pai. Sua obra não sobreviveu e os poucos relatos disponíveis são pequenos epigramas presentes na obra de Suetônio. Ele foi autor duma obra em vários volumes intitulada De comparatione patris ae Ciceronis, que faz críticas da Cícero, o que instigou o imperador Cláudio (r. 41–54) a criar sua defesa de Cícero.[1]

Referências

  1. a b c Smith 1870a, p. 225.
  2. Syme 1986, p. 79.
  3. Millar 2002, p. 286.
  4. Oliver 1989, p. 38.
  5. Eck 2003, p. 116.
  6. Tácito século II, I.2.
  7. Lightman 2008, p. 332-333.
  8. Smith 1870b, p. 439.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Eck, Werner (2003). Deborah Lucas Schneider (tradutora); Sarolta A. Takács (mais conteúdo), ed. The Age of Augustus. Oxford: Blackwell Publishing. ISBN 978-0-631-22957-5 
  • Lightman, Marjorie; Lightman, Benjamin (2008). A to Z of ancient Greek and Roman women. Nova Iorque: Infobase Publishing. ISBN 1438107943 
  • Millar, Fergus (2002). Rome, the Greek World, and the East, Volume 1. Chapel Hill, Carolina do Norte: University of North Carolina Press. ISBN 0807849901 
  • Oliver, James Henry (1989). Greek constitutions of early Roman emperors from inscriptions and papyri. Filadélfia, Pensilvânia: American Philosophical Society 
  • Smith, William (1870a). Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. II. Boston: Little, Brown and Company 
  • Smith, William (1870b). Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. III. Boston: Little, Brown and Company 
  • Syme, Ronald (1986). The Augustan Aristocracy. Oxford: Clarendon Press. ISBN 0-19-280320-4