Caio Pagano

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Caio Pagano (São Paulo, 14 de maio de 1940) é um pianista e professor brasileiro.

Fez o estudo básico no Colégio Dante Alighieri, depois cursou a escola de Direito da USP, formando-se em 1965. Posteriormente doutourou-se em Música pela Universidade Católica da América, em Washington D.C.

Teve vários mestres famosos, como Magda Tagliaferro e Camargo Guarnieri.

Vida[editar | editar código-fonte]

Estuda com Lina Pires de Campos na escola Magda Tagliaferro, entre 1948 e 1958.

Em 1954 inicia sua carreira como recitalista e logo em 1956 torna-se solista frente à Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Eleazar de Carvalho.

Completa seus estudos aprimorando-se com, entre outros, Magda Tagliaferro (Paris e Salzburg, 1958), Moises Makaroff (Buenos Aires, 1961),Sequeira Costa (Lisboa, 1964), Helena Costa (Porto 1965) Karl Engel(Hannover, 1966-1968) e Conrad Hansen (Hamburgo, 1968-1970).

Essas incursões no exterior permitem-lhe ampliar sua área de atuação. Desde então, atua intensamente na Europa, nas Américas, e,mais recentemente, na Ásia, em países como Portugal, Suíça, Holanda,Venezuela, Uruguai, Guatemala, Estados Unidos, Singapura, China e Japão.

Como concertista, sola junto a orquestras como as Sinfônicas Brasileira, do Estado de São Paulo, de Baltimore, National de Washington, Orquestra Filarmônica da Radio France, de Phoenix, as Nacionais da Guatemala, de Portugal e da República Tcheca, além das de Câmara de Zurique e da Holanda, sob a regência, entre muitos, de maestros como Morton Gould, John Neschling, Isaac Karabtchevsky, Sergiu Comissiona,Clotilde Otranto, Jorge Sarmientos, Camargo Guarnieri, Paul Freeman,Ivo Cruz, Howard Griffiths e Szymon Goldberg. [1]

Entre os locais nos quais se apresenta, destacam-se o Alice Tully Hall, o Kennedy Center (Washington), O Wigmore Hall, o Teatro Cultura Artística, a Sala Cecília Meireles, e o Concertgebouw.

Produz-se ao lado de músicos internacionalmente reconhecidos como Maria João Pires, Emmanuele Baldini, Gérard Caussé, Pierre Fournier, Janos Starker, Thomas Friedli, Albor Rosenfeld, e grupos como o Quarteto de St. Petersburg e o Trio Jacques Thibaud.

Acadêmico[editar | editar código-fonte]

Na área acadêmica, começa a lecionar em 1963, nos Seminários Musicais da Pró-Arte (SP). Entre 1970 e 1984, torna-se Professor do Departamento de Música da ECA-USP, onde cria a Bienal Internacional de Música (1974-1978). Em 1981, muda-se para os Estados Unidos para realizar seu doutorado em Música pela Universidade Católica da América, grau que obtém em 1984, mesmo ano no qual torna-se Professor Visitante da Universidade Cristã do Texas (1984-1990) e, posteriormente, da Lübeck Hochschule (1990). [2]

Em 1986 inicia sua atuação como Professor da Universidade do Estado do Arizona[3], cargo que ocupa até os dias atuais, recebendo o título de Professor Regente em 1999 e ali criando o Brazilian Arts Festival em 2000. É ainda Diretor Artístico do Centro para Estudos das Artes em Belgais (2001-2002), Coordenador de Estudos de Piano no Instituto Politécnico de Castelo Branco (2002-2010), e colaborador para projetos especiais do Ministério da Cultura (2003-2007), todos em Portugal. Ministra igualmente master-classes e cursos de férias, participando de várias edições do Festival de Campos de Jordão 1984-1990) e das Universidades de Illinois, Iowa, etc. Integra o júride competições internacionais em Portugal, Suíça, Singapura, Brasil ( Concurso Villa Lobos e Concurso BNDES) , EUA, Panamá, entre eles oConcurso Internacional de Piano Panamá (2012-2014), e a Competição de Piano Steinway na Asia e nos Estados Unidos (2010-2012-2014). Também é membro de Comitês de Doutorado em Portugal, USA , Espanha e Suiça. Dentre os prêmios que recebeu, destaca-se o Prémio Eldorado de Música, sendo vencedor da segunda edição desse Concurso, que tinha sido vencida por João Carlos Martins no ano anterior. Participa de Festivais como o Miami New World Festival, Washington Interamerican Festival, Montpellier, Tournon, Americano de Grenoble, etc. Sua discografia conta com cerca de vinte e cinco títulos lançados por selos como Summit, Soundset, Deutsche Grammophon e Glissando. Desde 1990, é um artista Steinway, além de ter sido condecorado com o título de Comendador da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo (1981). [4] [5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Enciclopédia da Música Brasileira. Art Editora, Marcos Marcondes editor, Publifolha, 1.edição 1977 544 pags, 2a. edição 1998, 887 pags.
  • Oliveira, Willy Correa. “Beethoven, proprietário de um cérebro”. Com um disco de obras de Beethoven executado por Caio Pagano. Coleção Signos/Música. São Paulo: Editora Perspectiva, 1979, 144 pags.
  • Caldeira Filho. “A Aventura da Música” Volume II. São Paulo, Ricordi, 1971, 131 pags .
  • Bezerra, Marcio. “A unique Brazilian Composer”. A study of the music of Gilberto Mendes. Bruxelas, Alain de Kerckhoven, éditeur. 2000, 91 pags.
  • Schoenberg, Arnold. Por René Leibowitz. Texto traduzido por Hélio Sizkind. Com um disco de obras para piano de Schoenberg tocado por Caio Pagano. Texto sobre a obra pianistica de Schoenberg por Caio Pagano. Coleção Signos/Musica. São Paulo, Editora Perspectiva, 1981.
  • Apontamentos de aprendiz. Boulez, Pierre.Textos reunidos e apresentados por Paule Thévenin. Traduzido para o português por Stella Moutinho, Caio Pagano e Lídia Bazarian. Coleção Signos/ Música. São Paulo: Editora Perspectiva, 1995.
  • No Calor da Hora. Coelho, João Marcos: Música e cultura nos anos de chumbo. São Paulo: Algol Editora, 2008, 496 p.
  • O Tempo e a Música. Imprensa Oficial, Funarte. Vida e obra de Camargo Guarnieri. Silva, Flávio, organização. 1a. edição, 2001. 671 pags.
  • Camargo Guarnieri, Expressões de uma vida. Verhaalen, Marion. Imprensa Oficial EDUSP. 1a. edição. Tradução de Vera Silvia Guarnieri.  1a. edicão 2001, 498 pags.
  • 85 Anos de Cultura. Angelo, Ivan. Studio Nobel. 1a. edição, História da Sociedade de Cultura Artística. 1998, 303 pags.
  • Helena Costa. Tradição e Renovação. Por Pires, Filipe. Editora da Fundação Antonio de Almeida, Porto  2000, 203 pags.
  • Uma vida em Concerto, Memórias de Helena Sá e Costa. Editora Campo das Letras, Porto, 2001, 220 pags.
  • A Dictionary for the Modern Pianist. Siek, Stephen.  Editor Roman and Littlefield, London, New York, Lanham.  2016, 286 pages

Referências

  1. «Caio Pagano». SESI. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  2. «Concurso Nacional de Piano USP - Caio Pagano» (PDF). Site USP. 29 de junho de 2016. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  3. «Caio Pagano». ASU Site. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  4. Irineu Franco perpétuo (2 de agosto de 1997). «Caio Pagano já emprestou seu Steinsway». Folha. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  5. «Cultura Recebe o Pianista Caio Pagano». Cultura FM Site. 20 de junho de 2015. Consultado em 30 de novembro de 2016