Caixa Geral de Depósitos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Caixa Geral de Depósitos
Sede da Caixa Geral de Depósitos, localizada em Lisboa. Projecto do arquitecto Arsénio Cordeiro.
Indústria Banca
Fundação 1876
Sede Portugal Lisboa, Portugal
Página oficial CGD

Caixa Geral de Depósitos (CGD) é um banco público português.

História[editar | editar código-fonte]

A Caixa Geral de Depósitos foi fundada a 10 de Abril de 1876, na dependência da Junta de Crédito Público, por intervenção de Mariano de Carvalho[1] , com a finalidade essencial de recolha de depósitos obrigatórios constituídos por imposição da lei ou dos tribunais.

Em 1896 a CGD autonomizou-se da referida junta de crédito e sob a sua administração, são criadas a Caixa de Aposentações para trabalhadores assalariados e o Monte da Piedade Nacional, para realização de operações de crédito sobre penhores.

Cem anos mais tarde, em 1969, a Caixa até então serviço público sujeito às regras da Administração do Estado, assume o estatuto de empresa pública. Subsequentemente a sua actividade operacional foi alargada à banca de investimentos e de poupanças.

Em 1988 constitui-se o grupo CGD com a tomada de participações maioritárias no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e na Fidelidade que haviam sido transformadas em sociedades de capitais exclusivamente públicos.

No ano de 1993 o banco alterou a sua designação para CGD, S.A. quando se transformou numa empresa de capitais exclusivamente públicos assumindo as características de um banco universal.

Posteriormente o Grupo efectuou aquisições de bancos a nível internacional: na Espanha (Banco Luso Español, Banco de Extremadura e Banco Siméon, sendo que estes três bancos se fundiram numa única instituição, o Banco Caixa Geral), na África do Sul (Mercantile Lisbon Bank Holdings), em Moçambique (Banco Comercial de Investimento), em Cabo Verde (Banco Interatlântico, SARL e Banco Comercial do Atlântico) e nos EUA (Crown Bank).

Em 2000 iniciou-se o processo de integração das estruturas comerciais e centrais da CGD e do BNU até que em 2001 ocorreu a fusão por incorporação do BNU na CGD tendo desaparecido esta marca, excepto em Macau, onde o BNU continua como banco universal, emissor de moeda e agente do tesouro. Nesse mesmo ano o banco deu início à estruturação das suas participações financeiras por áreas de negócio através da criação de holdings sectoriais.

No ano de 2012 é oficialmente concluída a compra da corretora BANIF CVC, por parte da Caixa Bi. Tendo assim 100% dos poderes da antiga corretora do concorrente banco BANIF no Brasil.

Grupo CGD[editar | editar código-fonte]

Fachada Sul da sede da CGD
Pormenor da fachada principal (Norte) da sede da CGD

Gestão de Activos

  • Caixagest
  • CGD Pensões
  • FUNDIMO
  • Caixa Gestão de Activos SGPS

Seguros

  • Fidelidade Seguros
  • Via Directa (OK! Teleseguros)
  • CARES - Companhia de Seguros e Assistência
  • MULTICARE - Seguros de Saúde
  • GARANTIA (Cabo Verde)
  • Caixa Seguros SGPS
  • Fidelidade Mundial SGII

Serviços Auxiliares

  • CAIXATEC - Tecnologias de Comunicação
  • CAIXANET - Telemática e Comunicações
  • CULTURGEST
  • IMOCAIXA
  • SOGRUPO

Participações[editar | editar código-fonte]

Eis algumas participações do banco público:

Governamentalização do Banco Comercial Português[editar | editar código-fonte]

Segundo afirmações de Filipe Pinhal e Miguel Cadilhe este banco foi participante activo na governamentalização do BCP por intermédio do antigo presidente Carlos Santos Ferreira.[2] [3] [4] . O mesmo facto é alegado por grupo de jornalistas de referência.[5] [6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. História da Caixa Geral de Depósitos, 1876-1910, Política e Finanças no Liberalismo Português, Pedro Lains, Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa, 2002, Anál. Social n.172 Lisboa out. 2004, Sielo Portugal
  2. Expresso (27-01-2009). Banca salva Berardo da falência.
  3. SIC Negócios da Semana (28-07-2010). Análise ao caso BCP.
  4. Semanário Sol (25-06-2010). Filipe Pinhal ao ataque.
  5. Jornal Correio da Manhã (16-02-2011). Cadilhe ataca CGD.
  6. Jornal de Negócios (22-06-2011). Campos e Cunha: CGD tem sido "um instrumento do Estado para entrar em guerras".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]