Calde

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Portugal Portugal Calde 
  Freguesia  
Barragem de Calde
Barragem de Calde
Símbolos
Brasão de armas de Calde
Brasão de armas
Localização
Localização no concelho de Viseu
Localização no concelho de Viseu
Calde está localizado em: Portugal Continental
Calde
Localização de Calde em Portugal
Coordenadas 40° 47' 08" N 7° 54' 23" O
Concelho Brasão de Cidade Viseu.png Viseu
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente José Fernandes (PPD/PSD)
Características geográficas
Área total 38,36 km²
População total (2011) 1 469 hab.
Densidade 38,3 hab./km²

Calde é uma freguesia portuguesa do concelho de Viseu, com 38,36 km² de área e 1 469 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 38,3 hab/km².

Confronta a Oeste com Ribafeita, a Sul e Sudoeste com Lordosa, a Sudeste com Cepões, e a Leste com Cota. A Norte e Nordeste confronta com a freguesia de Moledo do concelho de Castro Daire, e a Noroeste confronta com o lugar de Rio de Mel , da freguesia de Pindelo dos Milagres, no concelho de São Pedro do Sul.

Fica situada na margem direita do Rio Vouga, na encosta da Serra da Arada, confinando com os concelhos de Castro Daire e S. Pedro do Sul. Dela fazem parte as povoações de Almargem, Cabrum, Calde, Paraduça, Póvoa, Várzea e Vilar do Monte.

População[editar | editar código-fonte]

Nº de habitantes [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 260 1 379 1 390 1 474 1 683 1 608 1 743 1 952 2 284 2 639 2 383 2 201 1 687 1 647 1 469

Toponímia e história[editar | editar código-fonte]

[carece de fontes?] O topónimo Calde deriva do genitivo antroponímico “Calidus”, referindo-se a um senhor de uma “villa Callidi”, sofrendo as naturais evoluções fonéticas, derivando em “Cáldi”. Esta última designação prevaleceu até ao século XIII, pelo menos. Também os topónimos dos lugares da Freguesia de Calde reflectem a influência dos povos primitivos, como os árabes, cujo exemplo mais evidente é o topónimo “Almargem”, sem provar o arabismo local. A invasão muçulmana deverá ter alterado profundamente toda a região, dando origem a uma relativa estagnação de crescimento demográfico da “villa”.

A freguesia de Calde, cujo povoamento deverá remontar à época romana, foi honra de fidalgos medievais. No eclesiástico, nada de concreto se conhece sobre a fundação da paróquiqa de Santa Maria de Calde, porém, alguns autores defendem que, tal como em Viseu e todo o seu termo, deverá remontar aos tempos da cristianização suevo-visigótica; pertenceu à paróquia de S. Pedro de Lordosa até ao século XVI, organizando-se a partir daí como paróquia independente. Por esta razão, o vigário de Lordosa representava o cura de Calde.

A povoação de Calde aparece nas Inquirições do século XIII, ainda com a denominação de “Caldi” ou “Caldy”, pelo que se coloca a questão: Por que é que D. Manuel I, ao conceder foral a esta terra em 24 de Julho de 1515, a chamou de Caldas do Couto de Lafões, para depois voltar a chamar-se de Calde? Poderá ter sido denominada, Caldas para claramente referir a temperatura das águas termais locais? Pois de facto, a julgar pelas terras reguengas mencionadas no referido Foral Novo, este foi na realidade atribuído à Freguesia de Calde.

Património[editar | editar código-fonte]

Esta Freguesia apresenta como património cultural e edificado:

  • Igreja Paroquial, na Póvoa de Calde, que no ano 2002, completará um século de existência
  • Capela de S. Francisco, em Várzea;
  • Capela de Almargem e a antiga Igreja Paroquial, na povoação de Calde, que oferece uma rara beleza interior em talha dourada, monumentos estes que merecem uma demorada visita.

São de realçar ainda as várias sepulturas cavadas na rocha, as lagaretas árabes, em Calde, Paraduça e Póvoa, alguns cruzeiros em granito, azenhas, alminhas, poldras, a Ponte Moreno em Paraduça sobre o rio Vouga e ainda o lugar da Fonte Santa.

Economia[editar | editar código-fonte]

No aspecto económico, a Freguesia encontra-se em expansão, favorecida pela implantação da indústria, mais exactamente, a de transformação de madeiras e granitos, a de construção civil, a de azeite, a de aguardente e a de móveis. No entanto, as actividades mais tradicionais, como a apicultura, a agricultura e a pecuária, continuam a pertencer ao conjunto das actividades económicas mais importantes para o desenvolvimento local. É de realçar ainda o renascer da cultura do linho, na povoação de Várzea, actividade esta bem representada pelo seu Grupo Etnográfico de Cantares do Linho.

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • Museu Etnográfico da Várzea de Calde/Núcleo museológico Casa da Lavoura e Oficina do Linho
  • Escola EB1 de Calde
  • Jardim Infantil da Várzea de Calde
  • Lar Residencial "O Conforto"
  • Campo de Jogos
  • Albergue dos Caminhos de Santiago - a funcionar na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Almargem
  • Cemitério de Calde
  • Cemitério de Póvoa de Calde

Associativismo[editar | editar código-fonte]

  • Associação Social, Cultural, Desportiva e Recreativa de Calde
  • Associação Social, Cultural, Desportiva e Recreativa de Paraduça
  • Associação Cultural e Recreativa de Almargem
  • Associação Cultural e Recreativa de Várzea

Figuras Ilustres[editar | editar código-fonte]

A figura mais ilustre, referente aos Séculos XX e XXI, é o Major Valentim Loureiro, filho de um respeitado proprietário de terras agrícolas e florestais e comerciante, Joaquim Loureiro, e de sua mulher, Laurinda dos Santos Loureiro.

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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